Arriscando-se Escrita por: Karen Jobim (agentkaren@arquivo-x.com) Categoria : MSR Spoiler : First Personal Shooter Mulder e Scully não me pertencem! São de CC e da 1013 Productions. NC-17 (se você tem menos de 18 anos, não leia!) Arriscando-se Porão do FBI Sábado, 10:15 a.m. Mais um caso solucionado, se é que posso dizer que tem solução. Mundo virtual, jogos meticulosamente programados para entreter marmanjos. Que desperdício! Onde estará Mulder? Ele é incrível. Sabe que temos um relatório pra terminar e simplesmente desaparece. Será que está chateado? Homens! Só porque eu invadi seu pequeno mundo de testosterona e o salvei? Não acredito que tenha se sentido humilhado e tenha ido liberar sua testosterona em algum lugar. De repente, a raiva tomou conta dela enquanto agarrava o telefone e discava se eu descobrir que você está aprontando com alguma garota bulímica eu .... você o quê, Dana? Vai bater nele? Não o verá de novo? Por acaso ele te pertence? Ela suspirou fundo. Não. Seus olhos fixaram-se no pôster "Eu quero acreditar". Largou o telefone. Pense, Dana. Quantas vezes você deixou o momento passar? Com medo de fracassar, medo de mudar, medo de se entregar e sofrer uma desilusão? Várias. Incrível como um simples das mãos dele me faz estremecer. Cenas de ciúmes, outras mulheres, meu câncer, até um caso onde tivemos que fingir ser marido e mulher. E nada. Claro que houveram momentos maravilhosos. Aquela noite que ele me convidou para jogar baseball, talvez esse tenha sido nosso momento mais íntimo, abraçadinhos segurando um taco de madeira. Ainda me pergunto o que teria acontecido se aquela abelha não tivesse me picado quando estava prestes a me entregar a você, ao seu beijo. Maldita abelha! Instintivamente, ela levou a mão aos lábios e sorriu. Talvez não, pensou lembrando-se do beijo de ano novo naquele hospital. Tímido, singelo, inocente como um primeiro beijo deve ser. Mas, por que nós não seguimos em frente? Acho que eu sou o problema. Sempre tive que mostrar ser forte, decidida por estar no território masculino e acabei por evitar sentir o que mais preciso. Escolhi abrir mão dos meus sentimentos, reprimindo-os dentro de mim. Todo o amor que tenho por Mulder continua vivo, intenso, ardendo preso ao meu coração. Até quando, Dana? Ela fechou os olhos e sentiu as emoções do beijo no hospital a consumirem. A única gota do amor compartilhado por eles até hoje em sete anos juntos. Isso irá mudar. Segura de si, pegou o telefone e discou o número dele. -Mulder -Onde você está? -No ginásio. Por que, Scully? -Sabia que temos trabalho a fazer? O relatório. -Relaxa, Scully. Eu já terminei o relatório e decidi vir ao ginásio. Venha até aqui e eu te mostro o meu trabalho. Ele desligou e sem hesitar ela seguiu para o ginásio. XXXXXXX Ao entrar na quadra, viu que Mulder estava jogando basquete. Quer dizer, jogando não era bem o termo. Ele arremessava a bola em direção à cesta. Sozinho. Vestia uma camisa do knicks, calças de moleton e tênis. Ela pode ver as pequenas gotas de suor que escorriam do cabelo dele quando virou-se para ela. -Muito bonito, Mulder. Você me chama pra trabalhar em pleno Sábado e fica jogando basquete. "Isso continue bancando a durona" -Ei, Srta. Perfeição calma. Estou apenas aquecendo. "Definitivamente Scully. Toda arrumada de salto alto e tailer bege. Impecável e linda como sempre." -Mulder, isso não tem nada a ver com o fato de eu Ter salvado você no jogo, tem? -Ah, que isso. Tudo bem que eu não precisava que você me salvasse no meu território... -Tá Sr. Machão. Quantas vezes eu já livrei sua pele? -Tudo bem, Scully. Esquece, tá? Que tal jogar um mano a mano? Dizendo isso, joga a bola na direção dela. -Mulder por acaso você não acha que eu vou me atrever a jogar basquete com você. -Por que não? Você já jogou baseball comigo e gostou. Ele fez uma cara marota e ela sorriu. -É diferente. Mesmo que quisesse, não faria uma cesta se quer. Olha a altura dessa tabela e olha a sua altura! Sem pensar duas vezes, ele a agarrou pelas pernas e a suspendeu no ar deixando-a o mais próximo `a cesta que podia enquanto ela gritava devido ao susto. -Pronto Scully. Faça a cesta. -Mulder me põe no chão!!!! Sua voz era um misto de raiva e embaraço. -Faça a cesta, Scully! Ela jogou a bola na cesta. Ainda constrangida pediu -Mulder, me põe no chão, eu já fiz a cesta. -Agora sim. Então, ele a deixou escorregar pelos seus braços rente ao corpo dele. Com o movimento, a saia dela se contraiu expondo a pele alva de suas coxas. Seu constrangimento aumentou. Ele não podia deixar de olhar, admirar. Sentiu ela estremecer pelo contato. Ao invés de soltá-la, apertou-a mais forte contra si e sussurrou no ouvido dela -E então, ainda não quer jogar Scully? Aquela voz rouca e sexy a fazia gemer parecia que ia esvair- se no chão. Mas ela não podia ceder desse jeito. Tinha que ser do seu jeito. Ela precisava da certeza, não do jogo de sedução. Antes que ela reagisse porém, ele começou a beijar cada centímetro do pescoço dela sentindo o perfume que exalava dela e virou-a para si. As mãos dele percorriam as coxas dela e suas bocas se encontraram. Ela podia sentir o membro dele contra sua perna. Ele sentia que ela estava quase cedendo à sedução dele. Ele já perdera seu controle da situação e entregara-se por completo. Quando ele ia beijá-la finalmente, ela o empurrou. -Pare! Isso foi longe demais! O que você pensa que está fazendo? -Scully, eu... -Escuta aqui, Mulder. Você não vai me usar como prêmio de consolação para liberar sua testosterona, sua porção macho! Virou-se e saiu do ginásio direto para a garagem. Ele ficou exatamente onde estava. Perplexo pelo que presenciara. Apartamento de Dana Scully 11:20 a.m. Ao chegar em casa ela jogou as chaves na mesinha de centro e começou a tirar a roupa. Dor e raiva eram os sentimentos que a guiavam naquele momento. Droga, Mulder! Por que você fez isso? Entrou no chuveiro. Enquanto a água jorrava sobre a sua cabeça, os pensamentos mais absurdos a inundavam. Ele foi longe demais. Não Dana, você foi estúpida. Devia Ter entrado no jogo. Afinal, não é isso que você queria a muito tempo? Ela fechou os olhos. É, mas não assim. Quero que seja especial. Mas, será que ele quer o mesmo? Será que Mulder quer me dar exatamente o que eu quero e preciso? XXXXXX Mulder, como você pode ser tão idiota? Até parece que não conhece sua parceira! Você estragou tudo dessa vez. Espero que não estrague a próxima, se é que haverá uma Segunda chance...Eu tenho que falar com ela. Pedir desculpas pela minha atitude. Por Ter me comportado como um adolescente bobo. É, eu vou recompensá-la. Ele deixou o ginásio certo de que qualquer que fosse sua atitude, a partir de agora, seria definitiva para o futuro deles. Para seu relacionamento, para a amizade. Apartamento de Dana Scully 1: 31 p.m. Scully estava sentada no sofá, a TV ligada. Com um pote de sorvete nas mãos, ela tentava se concentrar no filme que passava. Não conseguia. Todos os seus pensamentos estavam voltados para o homem que amava e que havia desprezado. Em frente a ela, na mesinha, estava o telefone. Inúmeras vezes começara a discar o número dele e desistia. O orgulho dela lhe dizia que ele tinha que dar o primeiro passo. A vontade de ouvir a voz dele venceu o orgulho, ela tinha que ouvir a voz dele nem que fosse pra ouvir que não queria falar com ela. Ligou e ouviu a gravação: "Oi, aqui é Fox Mulder. No momento não posso atender. Deixe seu recado após o sinal. BIP. " ela suspirou fundo e desligou. Do outro lado da linha, ele a ouvira e teve a certeza que precisava para continuar. XXXXXXXXX O dia passou e ela não teve notícias dele. De noite, teve pesadelos. Sonhara que durante a tentativa de prisão de um assassino ele se jogara na frente dela para evitar que ela fosse atingida por um tiro. A bala o atingira no coração. Ela não conseguiu salvá-lo. Ele a salvara. Ele morreu sem saber o que significava pra ela. Suas últimas palavras lhe partiram o coração "Scully, se eu pudesse.... eu te amo". Despertou assustada. O relógio marcava 7horas. Levantou-se e foi a cozinha fazer um pouco de chá. Enquanto esperava a água ferver ela pegou um pêssego na geladeira e começou a pensar o que faria nesse Domingo. Tenho que ocupar minha mente com algo hoje. Talvez eu vá para o cinema. Pensarei no que fazer com Mulder depois. Apartamento de Fox Mulder 11: 00 a.m. Ao sair do banho, Mulder pegou o catálogo e ligou para uma floricultura encomendou um enorme buquê de margaridas e flores do campo para ser entregue na casa da Scully à noite. Junto com um cartão. Ele sabia que a pegaria de surpresa e realmente esperava que após receber o buquê ela ligaria para ele ou então ficaria intrigada e relutaria passando a noite toda pensando. Bem, a sorte está lançada falou a si mesmo. XXXXXX Washington Square Mall 4:30 p.m. depois do cinema, Dana saboreava um sorvete de butter pecan, seu favorito, enquanto se dava ao luxo de olhar algumas vitrines. Era muito raro para ela Ter um dia livre para desfrutar esse tipo de coisa. Estava sempre viajando ou ocupada demais com seu trabalho. Por causa disso, sentia-se estranha no meio daquela gente tão alegre e sorridente. Famílias se divertindo, crianças correndo e casais de namorados passeando de mãos dadas trocando carícias. Tenho que sair daqui. Seus olhos encheram de lágrimas. Baixou a cabeça para que ninguém percebesse. Será que um dia eu terei uma vida normal como essas pessoas? Uma moça aproximou-se e perguntou -Moça, você está bem? -Estou sim. Respondeu Dana levantando a cabeça. Os olhos ainda vermelhos. A moça sorriu para ela e disse -O que estiver acontecendo agora com você, também vai passar. Tudo acaba bem no final, se as coisas não estão bem, é porque você ainda não chegou ao final. Sorrindo Scully agradeceu –Obrigada. Por alguma razão, as palavras ditas pela aquela moça a tranqüilizaram. Sentiu- se melhor e resolveu ir pra casa. Ao sair do shopping, ela passou numa cafeteria e comprou uma Cesar salad e frango assado para jantar. Quando ia em direção ao carro, seu celular tocou. Ela sentiu seu coração acelerar. É ele! -Scully. -Dana, tudo bem filha? -Oi mãe. Tudo bem. Ela ficou decepcionada. -Liguei para sua casa a tarde toda. Estava ficando preocupada. Você está em Washington? -Estou. Só tirei um dia pra descansar. -Dana, você tem certeza que está bem? Você parece triste. -Estou bem, mãe. Conversaram mais um pouco e desligou em seguida. XXXXXXX Apartamento de Dana Scully 7:45 p.m. depois de estar relaxada já de pijama, colocou a comida no prato e foi pra frente da TV. Estava entretida quando a campainha tocou. Checou o relógio. 8 p.m. não, não é ele. Dizia para si mesma já se preparando para o quem fosse. Calma Dana. Ao abrir a porta, viu um rapaz de uns vinte e poucos anos. -Você é Dana Scully? -Sim. Por quê? -Tenho uma entrega pra você. Assine aqui. -Estranho... disse ela assinando o recibo. -Eu não acho. Se me permite, uma mulher linda como você deveria receber flores o tempo todo. E mostrou o buquê. -Obrigada pelo elogio. -De nada. Ele sorri e vai embora. Flores. Um buquê maravilhoso. Enorme. Quando foi a última vez que eu recebi flores? Há muito tempo, estava na faculdade. Colocou as flores no vaso e pegou o cartão curiosa. Leu em voz alta. "Aceite minhas desculpas, por favor! Regredi uns 20 anos. O garoto testosterona. M." Ela sorriu. Acho que meu pensamento sobre Mulder estava errado. Nunca imaginei receber flores do Mulder. E agora? O que eu faço? Ele deu o primeiro passo. Agora só depende de mim. Amanhã. Tudo será esclarecido amanhã. Dormiu muito bem naquela noite. XXXXXXXX O mesmo não aconteceu com Mulder. Ficou intrigado por não obter nenhuma resposta dela. Milhares de situações passaram pela sua cabeça. Ligou para a floricultura pois achou que talvez ela não tivesse recebido o buquê. Recebeu. Será que ela não gostou? Ou ficou confusa? Porque não me ligou? Essas dúvidas permaneceram quase a noite toda com ele. Porão do FBI 7:15 a.m. Fox Mulder chegou cedo milagrosamente no trabalho. Tudo devido a ansiedade que o deixara incomodado. Estava examinando um arquivo do caso que investigariam hoje quando ela chegou. -Bom dia, Scully. -Bom dia Mulder. Caiu da cama? Ele sorriu. –Eu estava curioso quanto ao caso que temos para investigar hoje. -Obrigada pelas flores. São muito bonitas. -Ah, de nada. Eu só queria me desculpar pelo meu comportamento. -Tudo bem, tá desculpado. -Scully, acho que temos que conversar sobre o que aconteceu. Eu te devo uma explicação. -Mulder, essa não é a hora nem o lugar. -Mas... -Nós precisamos conversar sim, mas não aqui. Depois do trabalho, podemos ir a minha casa e então conversaremos está bem? -Tá. Às 7? -Às 7. Durante todo o dia não falaram mais no assunto. XXXXXXXXX Apartamento de Dana Scully 7: 28 p.m. Ela tinha comprado uma pizza. Sabia que ele iria atrasar e viria com fome. Ouviu a batida na porta. -Oi! -Desculpe o atraso. Ele entrou e sentou no sofá. -Está com fome? Tem pizza. -É eu quero. Ela foi direto para a cozinha dando graças a Deus pois assim adiava um pouco mais a conversa. Estava tensa. Nervosa. Não podia demonstrar isso para ele durante a conversa. Esperou ele terminar de comer, serviu-lhe suco de laranja e depois de colocar as louças na pia, dirigiu-se para a sala. Chegara a hora. Ele sentou-se no sofá e ela resolveu ficar em pé. -Scully, acho que podemos começar. Eu queria te dizer o que aconteceu naquele dia. Confesso que abusei um pouco. Talvez demais como você falou. Mas, você acha que é fácil olhar pra você todos os dias? Impecavelmente vestida, seu perfume inundando aquele porão. É muito difícil pra mim. Eu não queria te magoar. Não foi essa a minha intenção. Eu só queria você. Estar perto de você. Sentir você. -Mulder, o motivo pelo qual eu te chamei aqui foi pra que pudéssemos esclarecer as coisas de uma vez por todas. você não queria me magoar, mas magoou. Na verdade, você me deixou com raiva, confusa. Sabe porque Mulder? Porque durante esses sete anos que eu trabalho com você, depois de tudo o que passamos, isso era algo que eu não esperava. Não que eu seja contra a sedução, muito pelo contrário. Mas nós somos amigos! Até hoje a única coisa que aconteceu entre nós foi um beijo de ano novo. Eu não quero uma amizade colorida! Eu não quero chegar e trocar alguns beijos com você quando um de nós estiver com vontade. Eu ... -Scully, eu não disse isso. Eu não quero estragar nossa amizade. -Mulder, eu não terminei. Eu transformei você na razão da minha vida, suas paixões, sua luta em busca da verdade, passaram a ser minhas, tudo o que eu fiz por você não pedi nada em troca. Fiz porque amo você. Porque você se tornou indispensável na minha vida. Esse sentimento louco me assusta, tenho medo de fracassar, medo de não Ter o que eu quero. Medo que seja tarde demais. Mas, agora se formos continuar, eu quero que você precise de mim como eu preciso de você. Não consigo imaginar passar minha vida com outra pessoa. Não quero pensar que não poderei Ter esses olhos verdes acinzentados brilhando quando explicam para mim mais uma teoria maluca. Tenho certeza a muito tempo de que minha vida sem você seria uma droga. Um simples toque seu me deixa perturbada. Acho que você não faz idéia de quanto luto pra não deixar transparecer o que realmente sinto. Foram muitas as chances que tive de arriscar mas eu não queria, eu não quero um caso simples, umas transas de vez em quando. Eu quero ser o ar que fosse respira, o rosto que você vê quando fecha os olhos. Eu quero ser a sua verdade do mesmo modo que você é a minha. Ela já estava chorando a bastante tempo, lutara para segurar as lágrimas porém suas emoções afloravam cansadas por estarem suprimidas. Quando acabara de falar, baixou a cabeça envergonhada por despejar tudo o que sentia assim na cara dele. Ela abrira seu coração para Mulder sem medo e nunca havia feito isso antes. Virou as costas para ele, incapaz de mostrar o seu outro lado. A verdadeira Dana Scully, frágil, ansiosa, a mulher procurando pela sua outra metade. Ele se levantou do sofá indo em direção a ela. Primeiro colocou a mão no ombro dela, virando-a para que ele pudesse olhar nos olhos dela. Seu rosto estava marcado pelas lágrimas que teimavam em cair, seus grandes olhos antes desafiadores estavam vermelhos. Ele segurou o rosto dela com as duas mãos. Seus polegares limpavam as lágrimas. E ele finalmente falou. -Eu esperei muito por esse momento. Nunca quis fazê-la chorar. Eu sempre fui um seguidor da verdade. Dana Scully, a muito tempo eu me apaixonei por você. Já disse inúmeras vezes o que você significa pra mim, mas faço questão de repetir. Você é a minha vida. Aliás, minha vida resume-se em duas fases: antes e depois de Dana Scully. O antes nem vale a pena lembrar. Seu rosto me acompanha em cada momento, o modo como você levanta sua sobrancelha exigindo uma explicação lógica pra tudo, o modo como você arruma seu cabelo para trás da orelha, o raro sorriso da enigmática Dr. Scully. Eu não tenho vergonha de dizer que devo minha vida a você, que você me fez uma pessoa melhor durante esses anos, você é minha pedra fundamental. A mulher da minha vida. Eu te amo e não vou deixar você escapar de mim mais uma vez. Especialmente depois de hoje quando eu conheci o seu outro lado. Confie em mim, por favor. -Eu confio e acredito em você, Mulder. Ela disse chorosa. Aproximou-se dele e beijou-lhe a testa, a ponta do nariz, a bochecha, o queixo e finalmente a boca. Foi um beijo terno, delicado, no início. Quando suas bocas abriram-se e suas línguas se encontraram o desejo tomou conta dela, o beijo tornou-se rápido, intenso. A urgência de sentir o gosto dele transformaram o beijo em desejo puro, um desejo de sete anos. Quando separaram-se, ambos tentavam recuperar o fôlego. Lentamente, ela o guiou até seu quarto. O sorriso no rosto dele era magnífico. A luz do luar refletia-se nas mechas ruivas dela. Ela passava as mãos sobre a camisa dele até que alcançou a ponta e a retirou. Ele beijava o pescoço dela enquanto suas mãos deslizavam pelo corpo dela chegando até o elástico da calça de moleton. Ele retirou-a bem devagar enquanto ela passava as mãos pelo peito nu dele em movimentos extremamente sensuais. Ela jogou a calça pra longe como havia feito com a camisa. Suas mãos deslizavam explorando cada parte do seu tórax, o abdômen bem torneado, até alcançar o botão da calça. Ela olhou para ele e ele sorriu balançando a cabeça como se dizendo para ela seguir em frente. Enquanto tentava abrir o botão e o zíper, suas mãos tremiam. Após descer a calça até os pés dele, ele terminou de retirá-la. Faltava pouco. Ela colocou os dedos sobre o elástico do boxer e sem perder mais tempo, o puxou. Então, ela deu um passo para trás. Queria examiná-lo por completo. Meu Deus! Ele é lindo! Tinha que explorar o máximo que pudesse desse corpo. Ele fez sinal para que ela se aproximasse. Retirou então a blusa dela deixando os seios à amostra. Os olhos dele brilhavam. Com as duas mãos segurando os seios dela ele a beijou novamente. Suas mãos subiam e desciam acariciando-os, já as mãos dela desceram procurando o membro dele e ao encontrar, começou a acariciá-lo. Ele gemeu com o toque dela Scully...Sculliiee.... em resposta, ele colocou as mãos nas coxas dela a suspendendo e ela automaticamente enlaçou suas pernas na cintura dele. Devagar, ele virou e a colocou com bastante cuidado sobre a cama sem quebrar o beijo. Já na cama, ele começou a explorar o corpo dela com os dedos e os lábios. Sua boca deslizava pelo pescoço, pelo colo até encontrar os seios quando colocou o mamilo esquerdo entre os lábios, mordendo-o cuidadosamente enquanto seus dedos desenhavam pequenos círculos na sua barriga. A língua agora circulava o mamilo direito. Ela sentia-se nas nuvens, gemia e murmurava sons inteligíveis. As mãos dela estavam no cabelo dele. Sentia seu corpo vibrar, estava quente e excitada. Ele a estava levando a loucura. Não parava. Agora ele beijava e lambia seu estômago. Deus, como ela é cheirosa. Sua pele tinha um aroma de camomila e mel maravilhoso. Ele circulou o umbigo dela com a língua e chegou até a calcinha dela. Então, ele levantou a cabeça para olhar para ela. Por favor Mulder não pare! Ela sussurrou. Ele sorriu e tirou a calcinha dela. Ela levantou e abriu as pernas para dar a ele mais acesso. Ele colocou dois dedos dentro dela e começou a movimentá-los bem devagar. Ela gemeu ao toque dele. Ele permanecia concentrado na tarefa que desempenhava. Queria ver cada reação dela, cada movimento. Procurou e encontrou seu clitóris, ela deu um gritinho de satisfação. Ele a ouviu sussurrar. "Mais forte, mais rápido, por favor Mulder." Ele obedeceu. O movimento dos seus dedos aumentou. Ela arqueava o corpo e envolveu os braços no pescoço dele. Ela mordiscava o lóbulo da orelha dele mas o desejo a consumia, ela não agüentava mais. "Oh, Deus...Mulder, oh, Mulder,..oh Deus...." "Isso Scully, deixe vir, vamos goze para mim, mostre como você é." Ela parecia estar nas nuvens não conseguia mais segurar, o clímax a atingiu. Gemendo e esforçando-se para respirar, ela se jogou na cama. Enquanto tentava se recuperar, ele a abraçava e beijava-a ternamente. Depois de alguns minutos, ela virou-se para ele e sorriu. -Você é linda, sabia? E fica mais linda depois de um orgasmo. -Mulder, agora é a minha vez. Dizendo isso, ela ergueu-se e posicionou-se entre as pernas dele e o beijou apaixonadamente. Suas mãos brincavam com os pelos do tórax dele. Lentamente, ela deixava seus lábios descerem pelo corpo dele sentindo cada pequena parte. Ela capturou um mamilo entre os dentes e sentia com a língua provocando-o. as mãos estavam agora nas partes dele. Segurando um dos testículos nas mãos, ela o acariciava. Ele soltava pequenos murmúrios e gemidos. A essa altura, as mãos dele passeavam pelas costas dela. Os lábios dela divagavam pelo abdômen bem trabalhado dele chegando enfim, na parte do corpo dele que mais ansiava pelo toque. Ela antes de mais nada, olhou para ele que mantinha os olhos abertos acompanhando todos os movimentos dela. Deu-lhe um beijo longo e cheio de desejo. As línguas encontravam-se e realizavam uma dança sensual e frenética até o instante em que ela voltou a região do pênis dele. Com a língua, lambia todo o comprimento do membro dele em seguida o segurou nas mãos e o acariciou. Ele já estava excitado o bastante e ela continuou. Colocou-o dentro da boca sempre provocando o homem a sua frente. Com movimentos pequenos mas aplicados ela ia levando-o a loucura total. -Sculliee...por favor...Scullee...eu... Ela sabia que ele já estava chegando ao limite. -Por favor,...Scu...llee... sabendo o que poderia acontecer ela deixou o que estava fazendo e pôs-se sobre ele de modo que seus olhos ficassem na altura dos dele. Olhava para ele com um desejo enorme, não queria esperar mais, não podia. Parecia que ele ainda estava se recuperando. -Mulder, eu quero você dentro de mim agora. Sem hesitar, ele a segurou pela cintura e em fração de segundos já estava em cima dela novamente. Ele passou a mão nos cabelos dela e acariciou seu rosto. -Mulder, agora. Atendendo ao pedido dela, ele a penetrou aos poucos e cuidadosamente enquanto ela soltou um grito ao senti-lo dentro dela. Ele começou a mover-se e suas mãos deslizavam para cima e para baixo do corpo dela. Ela, por sua vez, conseguiu puxá-lo para perto de si e voltou a beijá-lo. Ele continuava a movimentar-se e ela o acompanhava. -Mais rápido, Mulder... ele obedeceu. Estava concentrado mas estava quase atingindo o seu limite mas não posso gozar antes dela pensou. Podia ouvir seus gemidos, sua respiração tornava-se mais rápida, começava a ofegar. Ela tinha os olhos fechados. -Scully, abra os olhos, por favor, venha comigo. Ela continuava a gemer e ofegar. Ela levava as mãos a cabeça e sentia que estava chegando no clímax. -Vamos Scully, goze comigo, vamos... ele chegara ao máximo então ela fechou os olhos novamente e começara a tremer "Graças a Deus", ele pensou e ambos atingiram o ápice. Ela chamava por ele incontrolavelmente " Mulder,ohmulderohDeus,ohmulder" O clímax. Foi um momento absolutamente mágico, um nos braços do outro em êxtase total. Seus corações batiam descompassados. Então, ela sussurrou "Eu te amo". Ao final, ele caiu sobre ela e ajeitou-se na cama ao seu lado. Seus braços a envolvendo carinhosamente enquanto buscavam por ar, a batida dos seus corações ainda desregulada. Durante os minutos que se seguiram, não falaram nada. Estava se recuperando, não mais ofegavam, sua respiração já normalizara, então inclinou-se e beijou a orelha dela. -Você é incrível, Scully. Eu também te amo. Ela virou o rosto, sorriu e beijou-o mais uma vez. Assim abraçados ficaram até que o sono viesse. Antes porém, ele ainda disse a ela. -Scully, tenho certeza que valeu a pena esperar e se depender de mim, você será a mulher mais feliz do mundo. Quero Ter você sempre assim, linda e cheia de desejo, louca pra me amar. Farei tudo que estiver ao meu alcance. Não vou te magoar mais, nunca mais. -Mulder, tudo o que eu quero é que você tente. Não quero que me prometa que vai durar para sempre, não me prometa a lua, e não finja que você não me fará chorar nenhuma vez, nem me magoar. Só me abrace e prometa que tentará. -Eu prometo, Scully. -Me chame de Dana. Repita. -Eu prometo Dana. Seus lábios abriram um sorriso enorme. Do jeito que estavam ele adormeceu. Ela lembrou-se das palavras da moça do shopping " isso, também irá passar. Tudo acaba bem no final, se as coisas não estão bem, é porque você ainda não chegou ao final". Eu cheguei ao final de uma etapa da minha vida, o que antes vivi passou e estou feliz. Arriscar era perigoso, porém, não fazê-lo era perder o homem que amava, era o mesmo que não viver.... Assim, adormeceu. Nos braços dele e pretendia acordar naqueles braços pro resto da sua vida. Pela manhã, ao espreguiçar-se procurou pelo calor humano que estava ao seu lado durante toda a noite. Mas a cama estava vazia. Ao abrir os olhos, sentou- se na cama e ouviu um barulho, parecia música. Era a TV que estava ligada no canal da MTV, por isso ela ouvia música. Havia movimento na sua sala e então, ele surgiu na sua frente. Estava vestido com um terno e gravata, os cabelos arrumados tremendamente lindo. -Ei, preguçosa. Dormiu bem? -Maravilhosamente bem, só que sem você não consegui mais. Ela sorria para as paredes. -Que tal levantar? São 7:15 a.m. vamos chegar atrasados no Bureau. Ele se aproximara um pouco mais dela, continuava em pé ao lado da cama. Ele inclinou-se e deu-lhe um beijo apaixonado. -Bom dia, Mulder! -Scully vamos nos atrasar... Ela começou a ouvir uma música da Jennifer Lopez que vinha da TV. I know it's on your heart That a love like ours shall never fall apart You're so afraid of the rain So I´ll take your hand And I´ll love you in the best way that I can And I only expect the same -Vem cá, Mulder. Ela puxou-o pela gravata e ele caiu na cama sobre ela que lhe dava um monte de beijos. -Scully não faz isso. O Skinner vai sentir nossa falta. -Relaxa, Mulder. Somos os menos procurados do FBI. Diante disso, ele não podia deixar de sorrir e aproveitar a chance de fazer amor com ela mais uma vez. E a partir de agora seria para sempre.... E assim ficaram. Ao fundo ouvia-se a canção os embalando... Don't promise forever Don't promise me the sun and the sky Don't pretend to know I´ll never make me cry Just hold me now And promise me you'll try Though I'm sure of what I feel Never thought a love so true felt so unreal And I'm a little afraid myself But if you love me day by day With an honest heart and just a little faith Maybe time will tell the tale Don't promise me forever Don't promise me the sun and the sky Don't pretend to know I´ll never make me cry Just hold me now And promise me you'll try FIM. Nota da autora: Espero que tenham gostado. Por favor, feedback!!!! Essa é a primeira história que escrevo sendo NC-17, isto é imprópria. É difícil conseguir explicar em palavras certos sentimentos. As palavras ditas pela Scully foram inspiradas na canção "Promise you'll try" da Jennifer Lopez. Aliás, nesse mesmo CD tem uma música que cairia muito bem na fic da Dasha "Blinded by White Light" chama-se "Shouldn´t never ". se você tiver oportunidade de escutar, é maravilhosa! E se você ainda não leu essa fic. Leia, você não vai se arrepender. Obrigada!