Titulo: Apenas mais uma de amor Feedback para wm3@uol.com.br Autora: Meggie Disclaimer: Eu sou inocente, meritíssimo. Não usei os agentes para lucro apenas para falar besteira e me sentir melhor. Resumo: Mulder e Scully pensando Classificação: Shipperzinha Nota: Tenho 7 fics incompletas, totalmente travadas. Para escrever um pouco e ver se me inspiro fiz essa fic bobinha, light, sem pretensões, curta, meio tonta e sem conteúdo. Só pra passar o tempo. Nada de mitologias e angustias, coisinha leve. Nota II: Eu tô avisando. Nota III: Se você estiver querendo ler algo serio vá procurar outra fic, essa eu gastei meia hora fazendo. Nem uma redação gasta tão pouco tempo. Apenas mais uma de amor Lulu Santos Eu gosto tanto de você que até prefiro esconder Deixo assim ficar subentendido Como uma idéia que existe na cabeça e não tem a menor Obrigação de acontecer Eu acho tão bonito isso, Ser abstrato, Baby. A beleza é mesmo tão fugaz É uma idéia que existe na cabeça e não tem a menor Pretensão de acontecer Pode até parecer fraqueza Pois que seja fraqueza então A alegria que me dá Isso vai sem eu dizer Se amanhã não for nada disso Caberá só a mim esquecer O que eu ganho e o que eu perco Ninguém precisa saber ............... Ela é mesmo muito linda. Mais do que eu gostaria que fosse. Às vezes, quando paro apenas para olha-la, fico pensando como Scully consegue, depois de tudo, ainda ser tão ela mesma. E logo meu cérebro divaga para uma outra realidade, uma realidade melhor. Um lugar onde ela fosse feliz. Fico feliz se ela estiver feliz. Simples assim. Scully sorri, enquanto lê meu relatório. Até sei no que ela está achando tanta graça. Aquilo da esponja assassina foi demais até pra mim. Os cantos da boca feminina subiram mais um pouco. Meu estômago apertou- se. Muito, muito linda. Os olhos azuis se viraram para os meus, cheios de um deboche peculiar, que não denegria nem desrespeitava. Os meus, creio, apenas demostravam todo o imenso carinho que eu sentia por minha parceira. Ao percebe- los, o olhar dela também se suavizou. Consentindo, silenciosamente, que eu a admirasse. - Esponja assassina, não é? - É. – Eu disse, ainda em estado semi contemplativo. Bobo, mesmo. - O Skinner não vai gostar disso. - Não, não vai. Agora deixa eu ver o seu... Voltei à minha postura rebelde, também não podia exagerar. Puxei o relatório dela e comecei a ler em voz alta. - Mulder, cala a boca. - Que isso, Scully? Logo você me mandando calar a boca? Tsc, tsc. Uma borracha acertou minha testa em cheio. - Fica quieto que não estou de bom humor hoje. Mas eu sabia que era mentira. Aquele caso havia sido hilário e ambos estávamos de certa forma contentes. - E devolve que eu ainda não terminei. Entreguei a folha para ela, apenas para poder observa-la mais tempo. Se tivéssemos nos conhecido de outro modo, se não houvéssemos passado por tantas coisas, talvez fosse diferente. Talvez se eu não me sentisse tão culpado, se não fosse o medo horrivel de perde-la. Talvez. Quem sabe? Se não fosse a abdução, o câncer, os riscos, Pfaster, cogumelos gigantes, se não houvessem tantas magoas, tanto sofrimentos entre nós, talvez eu pudesse Ter alguma chance. Mas não quero que Scully sofra mais. Eu não sou o cara certo. Não para ela. Não com o Estranho Mulder. Minha vida era louca, eu era incapaz de ser diferente. Os Arquivos X faziam parte de mim, eram minha estrada. E Scully mantinha-me nela. Scully me fazia continuar caminhando. E havia uma pedra no meio do caminho, no meio do caminho havia uma pedra. Todo meus melhores sentimentos, os mais humanos e macios, vão para ela. Demonstrados sempre. Com um olhar carinhoso ou de preocupação, com um toque em suas costas indicando o rumo, cada vez que choro em seus ombros, ou corro atrás de um caso perigoso sem leva-la. Está em mim, subentendido em cada palavra. Todos meus gestos. Tão óbvios e escondidos ao mesmo tempo. Às vezes, no meio de uma das minhas longas noites insones, quando me permito ser só um cara normal, vem uma vontade de jogar todos esses receios no lixo e correr para os braços dela. Bater a porta de sua casa, de seu abrigo, para o meu paraíso na Terra. E toca- la, beija-la, tê-la enfim. Só minha. Scully não diria não. Ela me ama. Talvez não tanto quanto eu a ela, mas ama. Só uma vez, só uma noite. Mas não seria suficiente, depois do primeiro beijo nunca mais conseguiria deixa-la. Então, todos meus sonhos malucos continuam a ser apenas sonhos sem pretensões. Sonhos para preencher noites silenciosas. E quando eles não funcionam mais, ligo para ela no meio da madrugada. Pra falar besteira e ouvir sua voz sonolenta. Uma vez passamos três horas no telefone, vendo um Talk- show na TV, até as quatro da manhã. Só comentando sobre os convidados, fazendo piadinhas e dando em cima um do outro como fazemos sempre. Quando chegamos no Bureau no outro dia ela parecia péssima, olheiras enormes. Eu fiquei fazemos comentários cínicos no corredor no meio de outros agentes, coisas idiotas como " Parece que alguém não te deixou dormir hoje a noite, né Scully" Só pra vê-la ficar vermelha e sussurrar um simpático 'Cala boca, Mulder' Eu gosto tanto dela que é melhor mesmo nem dizer. Se amanhã não for nada disso e tudo mudar, caberá só a mim esquecer. Sem sofrimentos adicionais para ela. - Terminei, Mulder. Vou entrega-los para Skinner, tudo bem? - Claro. Ela me sorriu, provavelmente imaginando o que nosso chefe diria sobre a hipótese das esponjas, e eu fiquei lá, sentado na minha velha mesa, os braços cruzados, pensando nela. Talvez um dia, quando tudo mudar. Certas Coisas Lulu Santos Não existiria som se não houvesse o silencio Não existiria luz se não fosse a escuridão A vida é mesmo assim Dia e noite, não e sim Cada voz que canta o amor Não diz tudo o que quer dizer Tudo que cala fala mais Alto ao coração Silenciosamente, eu te falo com paixão Eu te amo calado Como quem ouve uma sinfonia De silencio e luz Nós somos medo e desejo Somos feitos de silencio e som Tem certas coisas que eu não sei dizer ........... Posso dizer que saí da sala um pouco aliviada por fugir do seu olhar. Quando Mulder começa a fitar-me daquele jeito, me assusto um pouco. Posso ver o que ele está pensando. Na nossa vida louca, nos nossos sentimentos guardados. Eu sei que ele sabe. Mulder sabe que sei. Acho até que ele faz questão de mostrar. Fazer-me enxergar da forma dele, o quanto gosta de mim. Fico feliz com isso, de certa forma. E com medo. Acho que é disso que somos feitos. Temor e desejo. Subi as escadas rumo a sala de Skinner com o pensamento distante. Eu não sabia o que o fazia parar. O que fazia com que meu parceiro enterrasse tudo em algum lugar e aceitasse plácido, nossa estranha amizade. Mas se ele queria assim, eu não iria mudar. Tem certas coisas que eu não sei dizer. Seguimos nos amando, calados. É diferente e muito frustrante às vezes. Principalmente quando está escuro e ninguém te ouve, quando chega a noite e você pode chorar. Mas na maior parte das vezes chego em casa cansada demais para pensar nisso, ou ele me liga para corrermos atrás de algum homenzinho cinza ou assistir um Talk – Show qualquer. Somos assim mesmo. Talvez um dia tudo mude. Não dá mais pra segurar ( Explode coração) Luís Gonzaga Jr. " Chega de tentar Dissimular E disfarçar E esconder O que não dá mais pra ocultar E eu não quero mais calar Já que o brilho desse olhar Foi traidor e entregou O que você tentou conter O que você não quis desabafar Chega de temer Chorar Sofrer Sorrir Se dar E se perder e se achar E tudo aquilo que é viver Eu quero mais é me abrir E que essa vida entre assim Como se fosse o sol Desvirginando a madrugada Quero sentir a dor Dessa manhã Nascendo Rompendo Tomando Rasgando meu corpo E então Eu chorando Sorrindo Sofrendo Adorando Gritando Feito louca alucinada e criança Eu quero meu amor se derramando Não dá mais pra segurar Explode coração" .............. O bom humor deles estava contagiante naquele dia de Abril. Pareciam crianças alucinadas. Nem a bronca de Skinner sobre o absurdo do caso das Esponjas assassinas estragou a felicidade quase inconseqüente que os tomara. Mulder não queria ficar sozinho, precisava aproveitar esse tão raro estado de espirito em que se encontravam. Passaram o dia todo fazendo piadinhas cretinas um com outro, relembrando casos antigos, se beliscando, e sorrindo, simplesmente sorrindo. Quando a noite chegou, não podiam se separar. - Vamos para o meu apartamento, Scully. Não era um coisa rara mas o convite causou certa estranheza em ambos. Principalmente nela. .......... Eu queria ir, nunca diria não. Nunca depois daquele dia tão leve e sadio. Fomos até Alexandria no carro dele, escutando musica do U2. - Estou com fome, Mulder. Vamos parar em algum lugar. - No McDonnald's? - Eu disse que quero comer, Mulder. - Sanduíches são ótimos lanches. Lancei-lhe meu melhor olhar 'Não vai me convencer' e acabamos parando em um restaurante italiano. Pra viagem, Lasanha. A locadora ficava perto e acabamos passando lá também. - Mulder. Esquece, não vamos para seção de Ficção Cientifica... - Ah, mas são os melhores! - Nem pensar. - Então os Clássicos. Eu só gosto de clássicos e ficção cientifica. Acabaram ficando com 'Tarde demais para esquecer', ' O magico de Oz' e 'Cidadão Kane'. Dorothy e sua turma ficaram por ultimo, meia noite mais ou menos, a fita foi parar no vídeo cassete. Over The Rinbow, a musica tema, trazia-nos lembranças doces de um caso especial. Sheila, o rei da chuva, Homer ( Acho que o nome dele era esse). Aquele Arquivo X me deixou confusa na época. Pôs em xeque a validade do relacionamento entre Mulder e eu. Naquele tempo, depois de seis anos juntos, depois de escuta-lo dizer em um momento louco que me amava e jogarmos beisebol, nada mais natural que eu realmente duvidasse de nossa amizade quase fraternal. Tive ganas de jogar tudo para o alto num repente. Mas controlei-me e estamos aqui escutando Judy Gallager cantar, como se fosse para nós dois especialmente, 'over the rainbow...' O olhar dele veio novamente se encontrar com o meu. - O que você pediria, Scully? - Pediria para quem? - Para o Magico de Oz. Sorri. Era uma pergunta fácil mas não estava certa de querer que Mulder soubesse a resposta. Já que estávamos encorporando o espirito de porco e das piadinhas idiotas, o melhor era não falar sério. - Ahn, eu ira pedir para Ter a sua altura, assim você não ficaria me olhando com essa cara de superioridade. - Ei, eu não te olho assim. Era verdade, não olhava não. Mas eu não iria confessar. - Olha sim. - Você tem complexo de altura, Scully. - Certo, Dr. Freud, e o que você pediria? Soube antes que ele abrisse a boca que o jogo de repente acabara. Nada mais de brincadeiras. Ele queria falar sério. Preparei-me para o que viria. - Coragem. - Como o Leão? - Mais ou menos. - Mas o leão era corajoso. Estava dentro dele. Você não é covarde, Mulder. - Sou sim. Ele era a pessoa menos covarde que eu já havia conhecido em minha vida. Juro que daquela vez não o estava compreendendo. - O que você quer dizer com isso? E tudo o que passamos? Sobrevivemos, certo? Estamos aqui para contar a historia. - Não é desse tipo de coragem de parque de diversões que eu estou falando, Scully. - Qual tipo, então? - Ah, deixa pra lá. Vamos ver o filme, eles já estão encontrando o Espantalho. Mas eu já havia perdido a concentração. Normalmente sei aonde Mulder quer chegar com as loucuras dele, mas não daquela vez. As Íris esverdeadas dele estavam um pouco decepcionadas, decepcionadas com ele mesmo. O que, afinal, ele não conseguia fazer? Voltaram-se para mim levemente, cheias de duvidas e sentimentos ternos. E então, de repente, eu entendi. Ele queria me dizer. Realmente queria. Seus olhos não escondiam mais, as palavras não conseguiam dissimular. Por que precisava ser tão difícil? Éramos nós, Mulder e Scully. Nunca nos magoaríamos. E eu quis, realmente quis, aquilo para nós. E entendi que estava finalmente pronta para dar o primeiro passo. ............ Arrependi-me de Ter dito aquilo. Como em uma tarde eu havia me esquecido todas aquelas considerações sobre idéias que não tem a menor pretensão de acontecer? Aquilo não estava certo. Continuei olhando para o filme, o homem de lata sem coração, o leão sem coragem, o espantalho que queria ser gente, a menina que queria seu lar. Eu queria aquilo tudo. Tudo resumido naquela pequena mulher sentada a meu lado. Faltava-me uma vida normal e coragem suficiente para dizer. Eu precisava mesmo de um Magico de Oz. Mas Scully pareceu não aceitar. Quase pela primeira vez ela não aceitou o meu silencio, a minha busca por espaço. Apertou o pause. - Coragem para quê, Mulder? E eu entendi que não iria escapar. Não daquela vez. E tive medo do que poderia acontecer. De magoa-la. De perde-la. De não merecer fosse lá o que fosse. - Bobagem minha, Scully. Vamos ver o filme. Mas ela estava decidida a me fazer confessar. - Eu queria Ter coragem para mudar as coisas.- Disse em fim. Era um bom jeito de falar a verdade sem me entregar demais. - Mudar o que? Deus, o que ela queria afinal? Queria que eu dissesse? Se ela quisesse, eu diria. Olhei para seus olhos infinitos. E vi. - Você sabe o que, Scully. – Minha voz era só um sussurro, naquele instante. - Quero que você diga. Claro, estávamos falando de Scully e ela nunca facilitaria se pudesse complicar. - Eu disse que queria coragem para mudar, não que tinha coragem pra isso. - Mas você tem, Mulder. Como o leão. Por que eu que ficava com a responsabilidade? E ela ainda estava tão próxima e perfumada. Os olhos azuis chamando-me para um mergulho eterno. Não dava mais para agüentar. Não mais. .......... Soube logo quando as hesitações dele perderam a batalha. Seus lábios vieram aproximando-se quase imperceptivelmente. Suas mãos masculinas enterraram- se nos meus cabelos, e logo estavamos unidos. Nossos lábios abertos encaixavam-se como se fizessem isso a muito tempo. Nossas mentes pareciam amantes a séculos, sabiam o que fazer. A sensações de nossas línguas ásperas e quentes se encontrando, separando-se e voltando a se juntar era quase mais do que eu julguei que pudesse agüentar. ......... O corpo de Mulder logo cobria o dela, aprofundando a carícia infinitamente. ........... Fica com você agora.............. A fic ficou muito mais longa do que eu gostaria, acabei completando-a e escrevendo ainda mais. Acabou que nem levou só a meia hora inicialmente prometida. Nada de Nc-17, elas dão um trabalho enorme para fazer. Exigem concentração e hoje eu quero coisas leves, nada que me dê trabalho. Espero que você tenha uma boa páscoa. Bye