Autora: Carla Spoilers: Nenhum Classificação: Livre Categoria: Shipper Feedback: É apreciado e bem-vindo em: msmessina@yahoo.com.br Disclaimer: Os personagens que reconhecem nessa estória não são meus. São de CC, 1013 production, Fox Network, e DD e GA por fazerem esses personagens inesquecíveis. Sinopse: Mulder e Scully estão sendo observados sem que saibam. Quanto será que esse observador sabe da vida de nossos agentes? A Observadora Escritório da Dra. Sheila Kimble 10:08 a.m. Havia uma mulher na sala da Dra. Kimble, uma paciente, que começou a fazer terapia recentemente. Ela estava sentada de frente para a médica. - Boa tarde, Kate – disse a Dra. para sua paciente. - Boa tarde. – respondeu a mulher. - Você me parece triste, Kate. Quer me contar alguma coisa? - Meu marido, quer dizer agora ex-marido, me ligou ontem. Ele disse que não ia poder me visitar no dia do meu aniversário porque ia partir num cruzeiro com a noiva dele. A NOIVA. Eu nem sabia que ele tinha conhecido alguém. - Kate, você sabe que não estão mais casados. Ele não tem mais qualquer obrigação com você. - Eu sei. Mas é tão difícil aceitar isso. Aceitar que ele se foi. - É por isso que está fazendo terapia Kate. Aos poucos, você vai aceitar seu divórcio. - É, espero que sim. – disse Kate cabisbaixa. - Tem mais alguma coisa lhe perturbando Kate? Parece distante hoje. - Eu não diria que perturbar seria exatamente a palavra. Eu só estava pensando. - Em que? - No amor. Se ele existe realmente. - O que você acha, Kate? - Quando meu marido e eu nos divorciamos eu achava que não. Mas agora não tenho tanta certeza. - O que a fez mudar de idéia? - Há uns dois meses atrás, quando meu marido e eu assinamos os papéis do divórcio, eu não queria ir pra casa, porque não iria agüentar entrar naquele apartamento vazio. Então resolvi dar uma volta no parque. Era hora do almoço mas a última coisa que eu estava pensando naquela hora era comida. Então sentei num dos bancos da pracinha e um casal me chamou a atenção. - Como era esse casal, Kate? - Ele era alto, cabelos castanhos, olhos verdes. Bonito. Ela era ruiva e tinha os olhos azuis lindos como eu nunca tinha visto antes. Era bonita também. - Sentiu-se atraída por ele? - O quê? Não, não. Por ele não. Por eles. Pelo casal. Eles estavam sentados em uma mesinha um pouco distante do banco onde eu estava. O modo como se olhavam, era como se nada existisse além deles dois. Ele olhava para ela com tanta ternura e amor nos olhos que me fazia sentir inveja. Jack, meu ex-marido, e eu nunca nos olhamos dessa forma. Nunca. Me faz pensar se algum dia realmente nos amamos. Eles trabalham para o FBI. - Como sabe Kate? - Eu desconfiava, a julgar pelas roupas formais e pelo lugar onde vinham se sentar na hora do almoço. Sempre a mesma hora e na pracinha em frente ao prédio do FBI. Mas o que confirmou minhas suspeitas foi quando um dia ele esqueceu de tirar o crachá do FBI que estava pendurado no lado esquerdo do paletó. Até que ela olhou para o paletó dele e começou a rir, então ele olhou para o paletó e viu que tinha esquecido de tirar o crachá. Ele começou a rir também. E quando eu me dei conta, eu estava também sorrindo. Tornou-se minha rotina desde então. Na hora do almoço, vou até a pracinha, me sento no mesmo banco e fico observando esse casal. Isso é crime, Dra.? - Eu não sou advogada, Kate. Mas eu diria que não. - Ela estava sozinha um dia. Ela foi até a pracinha e sentou- se na mesma mesinha que eles sempre se sentavam. Estava com o olhar triste, perdido. Eu também fiquei triste. Senti a tristeza dela. Queria ir até lá falar com ela, mas não tive coragem. - Por quê Kate? - O que eu iria dizer? Que eu a estava observando há vários dias? Não podia. Não posso. Senão não poderei mais observá-los. Houve uma outra ocasião em que ele veio chorando até a mesinha onde ela já se encontrava. Ela rapidamente o abraçou e falou algumas palavras de conforto para ele, o que o acalmou. Eles ficaram abraçados por vários minutos até que ele levantou o rosto do abraço apertado deles e a beijou. Um beijo terno e doce mas ao mesmo tempo cheio de paixão. Foi a primeira vez que eu os vi fazerem algo mais do que simplesmente um toque ocasional ou ele botar sua mão nas costas dela, como se a estivesse guiando. - Sabe se eles são namorados, Kate? - Eu não diria namorados. Diria amantes, apaixonados, como se nada no mundo importasse além deles dois. O laço entre eles é tão forte que eu não tenho palavras para descrever. Eles sabem até o que o outro está pensando. Várias vezes ela apenas olhou nos olhos dele e respondeu a pergunta silenciosa que ele demonstrava no olhar, e várias vezes também o vi fazer o mesmo. - Kate, você acha que isto é saudável para você? Quer dizer, ficar olhando a felicidade de outras pessoas e ficar sofrendo. - Sofrendo? A única hora que não duvido que o amor existe, que o mundo ainda é um lugar maravilhoso, é quando eu os observo. Sinto uma paz dentro de mim, como se naquele momento todos os problemas do mundo fossem imperceptíveis. É a única hora que eu consigo sorrir e ter esperanças. Não diria que isso é sofrer. - Kate, sinto muito acabar com nossa conversa assim, mas o tempo da nossa seção terminou. - Tudo bem Dra., até amanhã. – disse Kate pegando sua bolsa e quando ia abrindo a porta para sair a médica lhe perguntou: - Kate, o que vai fazer agora? - Bem, Dra. São 12:30. É hora do almoço. – disse Kate com um sorriso nos lábios, fechando a porta atrás de si. FIM E aí? Gostou? Não gostou? Feedback é bem-vindo em: msmessina@yahoo.com.br