Antropofagia Autora: Michelle Melvin Categoria: Shipper Resumo: Mulder e Scully novamente estão investigando um caso na floresta. O que acontecerá agora com nossos agentes ? Freedback: Claro. Por favor mandem suas críticas, sugestões e elogios para: meninaxfiles@uol.com.br, ok ! Agradecimentos: Essa história teve a participação especial da minha amiguinha Viviane. Ela, como sempre, corrigiu minha historinha e ainda me ajudou a melhorar a fic, modificando o final. Valeu Vi. Obrigado. OS PERSONAGENS DESTA FANFIC PERTENCEM A SEUS CRIADORES E NÃO HÁ QUALQUER INTENÇÃO EM OBTER LUCRO COM ESTA HISTÓRIA QUE DESTINA-SE SOMENTE À DIVERSÃO DOS FÃS. ANTROPOFAGIA Kluane National Park, British Columbia, Canadá. Já estava anoitecendo na floresta. Um homem, que parecia ter uns 30 anos saiu de seu chalé com seu machado e foi até a floresta cortar umas árvores para fazer lenha. Ele escolheu a árvore e começou a cortar a madeira, mas depois de um tempo ficou cansado. - Já não tenho tanta energia como antes – Pensou alto. Colocou seu machado encostado na árvore e pegou um lenço que estava no bolso da calça. Enxugou o rosto e quando ia colocar de volta ouviu um barulho, mas não de galho quebrando ou animal se aproximando, mas como se fosse um tambor. Olhou em volta, mas não encontrou nada, então pegou o seu machado... Novamente ouviu o barulho, cada vez mais forte, cada vez mais perto... A noite caia na floresta e depois dos tambores a ultima coisa que se ouviu foi um grito ensurdecedor... Sede do FBI - Washington DC 5:00 h Mulder estava sentado na sala dele olhando uns slides. Ele passava e repassava, olhava atentamente para as fotos que mostravam vários crânios humanos cujas partes superiores estavam quebradas, formando buracos. Em outros slides, tinham ossos com marcas de dentes, também humanos. Scully que acabara de chegar, abriu a porta e viu a sala toda escura, entrou devagar e percebeu que Mulder estava olhando atento os slides. - Mulder, o que aconteceu para você me chamar tão cedo? Ou tão tarde? Só tive 2 horas de sono! – ela disse com uma aparência muito cansada e abatida. - Ahh, coitadinha... Eu ainda nem dormi! – fala um tom sarcástico – Olhe Scully – mostrando os slides. - Você me acordou às 4 horas da manhã só para isso, Mulder. Parece-me apenas ossos! - Olhe bem Scully... Olhe isto – disse ele apontando para o crânio. - Certo! Deixe-me ver. Parece um crânio humano com um "buraco" na cabeça – ela falou com muito mau humor. - Isso aconteceu em British Columbia, Canadá. Dizem que foi feito por índios canibais, que aparentemente cozinham a cabeça da vítima e comem seus "miolos"... - OK, Mulder...Mas isso está parecendo um caso "normal" de canibalismo...Este caso nem parece um Arquivo X! Qual é o seu interesse? Não me diga que quer ir lá investigar! Pra que perder tempo com casos assim se podemos investigar outros mais da nossa área...E porque... - Mas Scully, o Canadá é lindo. Além disso, o morto era um amigo de um amigo meu, que é do FBI, mas ele não pode ir, então eu vou no lugar dele. - Lembra o que aconteceu nas vezes que me levou para floresta? Sempre acontece alguma coisa... - Vamos Scully... Vai ser divertido...-ele fez uma pausa por perceber uma estranha sensação de "Dejà vu", mas continuou – E depois podemos visitar cidades como Vancouver, dizem que é muito bonito. - Está bem Mulder – disse Scully desanimada, porém vencida. - Faça as malas. Te pego daqui a 1 hora. British Columbia, Canadá. Durante a viagem, Scully deu novamente uma olhada nas fotos, tentando descobrir algumas coisa de diferente.Quando chegaram ao aeroporto, alugaram um carro e foram direto para um chalé, ao lado da floresta onde havia ocorrido as mortes... A viagem de carro foi longa e cansativa devido a distância do Parque. Lá no Parque, o xerife já estava à espera dos agentes. - Boa tarde xerife. Somos os agentes Mulder e Scully, do FBI. - Boa tarde agentes. Fizeram uma boa viagem? - Um pouco cansativa, senhor, mas tudo bem. A paisagem daqui é muito bonita. – disse Scully. - Acompanhem-me até a floresta. Depois de caminharem uns 15 minutos, em uma trilha não muito boa, encontraram local. Os ossos ainda não haviam sido recolhidos. Acharam melhor vasculhar um pouco a floresta. Encontraram alguns traços de pegadas humanas, mas como já estava escurecendo, decidiram descansar um pouco e no dia seguinte voltar. Chegaram à chalé. Cada um foi ao ser quarto desfazer as malas. Tentaram assistir TV, ler, fazer o relatório sobre o caso. Mas não conseguiram tirar o caso da cabeça. Toc toc toc. Mulder bateu a porta do quarto da Scully. - Entre. - Scully...Vou até a floresta ver se descubro alguma coisa. Você quer vir comigo? - Mulder está muito escuro, pode ser perigoso demais...Não sabemos o que ocorreu com os corpos... - Se não quiser ir pode ficar, eu vou...E não se preocupe, estou armado...-disse o agente se virando pronto para ir. - Não pode ir sozinho!- disse ela incrédula, e sabendo que não ia convence-lo a ficar completou -Tudo bem, eu vou sim Mulder. Não consigo ficar parada aqui. Espere que vou pegar uma lanterna. - Pegue uma blusa mais quente que está frio. Espero lá fora. Os dois foram penetrando devagar na floresta, suas lanternas potentes cortavam a sombria escuridão daquela noite sem lua. Eles foram andando e a cada passo dado, olhavam sempre a mata cautelosos, todo cuidado era pouco. Ficaram um bom tempo vasculhando... Depois de algumas horas, após a insistencia de Scully em retornarem, pois não tinham encontra do nada e provavelmente não encontrariam, os agentes começaram a percorrer o caminho de volta, quando ouviram fortes estrondos... - Mulder, você está ouvindo isso? Perguntou Scully aflita. - É só o barulho da mata! - Não... Está ficando mais forte... Os dois agentes ficaram em silencio. Ouvindo mais atentamente, até perceberem que o barulho era parecido com tambores. Pegaram suas armas, procuraram em volta, mas a bateria de suas lanternas já estavam fracas, até que toda a luminosidade acabasse, ficando totalmente no escuro... Mulder então pegou rapidamente na mão da Scully e ambos começaram a correr... Ouviu-se um tiro, os dois caíram no chão. Já estava amanhecendo. Os raios de sol passavam com dificuldade entre as folhas, mas conseguiram chega até o rosto de Scully. Ela abriu lentamente seus olhos. Ficou meio assustada quando percebeu que estava no meio da mata. Levantou-se com muito esforço, mas foi tão rápida que ficou um pouco tonta, precisando se sentar. Colocou a mão na cabeça perto da nuca, e sentiu que estava com um galo na cabeça. Quando voltou totalmente a consciência, percebeu que Mulder não estava ao seu lado, procurou em volta, mas não o encontrou... Respirou fundo, tentando se lembrar do que tinha acontecido. Ela foi lembrando que a bateria das lanternas tinham acabado, e que eles corriam com suas armas em mãos. Pareciam que estavam sendo perseguidos. Mulder parou no meio do caminho, pois tinha avistado algo se movimentando, deu um tiro, porém alguém bateu em sua nuca. A ultima coisa que ela se lembrava era de ter corrido em auxilio ao seu parceiro inconsciente, mais nada... Scully ainda estava confusa e atordoada por tudo que tinha acontecido. Então ficou assustada quando ouviu passos, tentou se esconder, mas quando aproximaram-se mais, Scully reconheceu as vozes. Era o xerife e a equipe de busca. - Agente Scully, você está bem? Onde está o agente Mulder? – ele ajudou Scully se levantar. - Estou bem, só com um pouco de dor de cabeça. Não sei onde ele esta! Como você me achou. - O agente Mulder me avisou que vocês iriam fazer uma busca na floresta. Pedi que ele avisasse sobre qualquer lugar aonde iam. Como não os encontrei hoje de manhã no chalé, vim com essa equipe de busca. Eles foram em direção a casa, e no caminho ela foi contando o que lembrava do que tinha acontecido na noite anterior. Dois dias depois. Já haviam passado 2 dias e Scully ainda estava se recuperando no chalé. Ela estava muito preocupada com Mulder, ainda não o tinham encontrado. Esses 2 dias foram uma tortura para ela. Queria voltar para procurar Mulder, mas foi impedida pelo xerife, pois ainda estava muito fraca e abatida. Mas agora se sentia melhor. Não agüentava ficar mais naquela casa sozinha. Então resolveu ir a floresta achar o Mulder. Estava determinada a isso. Entrou na floresta. Primeiro foi ao local que viu Mulder pela ultima vez. Depois no local que foram achados alguns ossos. Ainda procurou por mais algum tempo. Estava quase desistindo quando ouviu um barulho de folhas. Olhou em volta e disse: - Tem alguém aí ? – disse num tom tremulo, baixo. Estava muito assustada. Viu a moita se mexer, perto de uma árvore. Pensou em tudo. Animais selvagens, as mesmas pessoas que os tinha atacado... A vontade dela era sair correndo dali, mas seu sexto sentido falava para ela não ter medo, para se aproximar. Ela foi. Tirou alguns galhos de cima e encontrou Mulder. Ele estava muito machucado. Seu rosto estava toso arranhado. Sua têmpora estava com um corte longo. Sua camisa estava suja e rasgada. Tinha marcas roxas em todo seu corpo e um profundo corte no braço direito. Mulder já estava quase desmaiando. Com muito esforço, Scully conseguiu leva-lo até o chalé, para dali o levarem para o hospital mais próximo (que não era tão próximo assim). Scully estava cansada, não consegui dormir direito nessas noites em que Mulder não estava. Porém ela fez questão de ficar ali, sentada, até que ele acordasse. Suas mão estavam juntas das deles, o que fazia ela se sentir mais segura. Acabou pegando no sono. Demorou muito tempo para Mulder voltar a consciência. Ele abriu os alhos. Queria movimentar as mãos, mas uma delas estava presa. Scully estava segurando e seu rosto estava junto. Ele ainda estava um pouco abatido. Sua cabeça e seu braço estavam enfaixados. Teve que fazer uma transfusão de sangue. Aquele corte em seu braço havia sido bem em cima de uma artéria. Se Scully chegasse um pouco mais tarde, ele sangraria até morrer. Scully foi acordada por Mulder passando as mãos em seus cabelos. Ela levantou a cabeça e fitou Mulder que estava ali, acordado, bem em sua frente. Ela ficou fitando-o por um tempo. - O que aconteceu? Perguntou Mulder em uma voz ainda fraca. - Encontrei você muito machucado. Perdeu muito sangue. Quase perdemos você. Mas agora está bem. - Lembro-me que consegui fugir, mas quase um daqueles índios me pegou. Lutamos, ele acabou me cortando, mas consegui me esconder. Mas encontraram os índios? - Fizeram uma busca no local, mas não encontraram nada. Apenas indícios de sacrifício humano, canibalismo. Mulder, eles são índios nômades, eles devem conhecer a floresta melhor do que todos nós. Mas não se preocupe com nada agora, Mulder. Descanse... Você tem que se recuperar ainda. Ela caminhou em direção à porta... - Scully! – Mulder a chamou baixinho impedindo sua ida. - Mulder, já disse que precisa descansar...Perdeu muito sangue, quase morreu... - Eu descansarei, mas...- ele ia começar a dizer mais se arrependeu –Não esquece, pode ir...Vou ficar bem... - Não Mulder...Agora fale o que ia dizer... - Não é nada importante... - Se não fosse importante não teria começado, eu te conheço...Vamos, fale... - Não quero que vá...Quero que fique aqui comigo... Scully o fitou com um olhar maternal e cheio de carinho e caminhou de volta, sentando ao seu lado novamente. - Certo, está bem...- sussurrou ela baixinho, segurando em seguida a mão do parceiro. Ele olhou para ela em silêncio, pensou em falar algo, mas desistiu...porém após alguns silenciosos segundos ele tomou coragem e disse... - Scully quero que saiba que a última palavra que veio a minha mente naquela mata antes de desmaiar foi seu nome... - Ah Mulder...Pois saiba que o meu primeiro pensamento ao acordar sozinha naquela mata foi em você, e que, os dois dias que passaram do seu desaparecimento foram muito dolorosos pra mim...Tive medo de te perder... Mulder então olhou bem no fundo dos olhos de Scully, o profundo olhar trocado pelos dois foi o suficiente para que todo sentimento presente na mente de ambos fluíssem livremente... Eles foram aproximando seus rostos devagar até o suave toque de seus lábios...Scully se aproximou mais para que o beijo ficasse mais profundo. Toda a paixão que sentiam foi transmitida naquela doce e cálida intimidade Mulder sentiu uma forte dor no braço devido a proximidade e não conseguiu deixar de escapar um leve e abafado gemido, o que fez com que Scully se afastava rapidamente - Desculpe, eu não quis te machucar...- disse Scully ainda um pouco envergonhada pelo beijo - Não se preocupe, acabo de descobrir que tenho uma leve inclinação sadomasoquista – disse ele olhando-a profundamente e com um leve sorriso estampado na face... Ela sorriu - Você fica linda sorrindo – disse ele apaixonado, e num impulso ele a puxou contra seu rosto, beijando ainda mais profundamente. Nada mais importa para Mulder, nem a dor que sentia ligeiramente no braço, a única coisa que importava era o amor que nutria por ela e que estava sendo totalmente liberado...