TÍTULO: Antes do caminho.- texto 2 AUTOR: Mariana Bonfim RESUMO: As duas fanfics falam exatamente do mesmo tema: e se Mulder e Scully tivessem se conhecido ainda jovens, antes de seguir pelos caminhos do FBI. Porém em cada história há uma visão diferente: o primeiro texto é narrado por Scully e se passa na praia de Miami, na véspera de ano novo. O segundo texto é contado por Mulder e se passa na Universidade de Oxford. CLASSIFICAÇÃO: Shipper e mitológica E-MAIL: Não se esqueça do feedback. Meu e-mail é ma_bonfim@bol.com.br NOTA DA AUTORA: esta fanfic não tem nenhuma relação com o texto narrada por Scully. Eu apenas quis demonstrar situações diferentes sobre um mesmo tema. Vocês podem perceber alguns furos com o passado dos personagens, mas se vocês se sentirem desapontados com algum erro meu, é só falar... Campus da universidade de Oxford 3 de setembro de 1982 8:00 AM "O despertador toca. Tenho vontade de taca-lo na parede mas simplesmente o desligo. Percebo que estou sonolento de mais e que não deveria ter lido aquele livro que o Prof. Hanry recomendou até tarde da noite. Mas como a discussão do livro seria hoje , eu não poderia ficar atrasado. Com esforço levanto e tomo um rápido e gelado banho. Coloco o jeans e a camiseta de sempre. Pego os diversos livros que usarei hoje ( ao todo são 5) e os coloco na mochila junto com minhas canetas e o caderno para anotações. Desço as escadas , passo na antiga lavanderia para deixar minhas roupas sujas com a Sra. Rowling. Em minutos estou na cafeteria tomando um chá quente e comendo os biscoitos de sempre. Penduro a conta e me dirijo para o prédio onde, em 15 minutos, irá começar a aula do Prof. Hanry. As aulas começaram ontem, mas me sinto aliviado de estar concluindo meu curso de psicologia . Depois da pós graduação não tenho muita idéia do que fazer. Mas isso ainda vai levar um tempo até que eu me descida. Pelo corredor de arcos até o prédio do meu curso ouço uma voz me chamando: ----- FOX!!! É o meu amigo Hagrid. Um cara alto, forte, tem uma barba espessa e cabelos desgrenhados. Acho que é a única pessoa em todo esse campus que não me acha estranha. Ele acena para mim, pedindo que o espere. Quando viro em sua direção e aceno para ele andar mais depressa, sinto alguém trombar em mim, fazendo com que eu caia no chão. Levanto minha cabeça para o lado e me deparo com uma jovem de cabelos ruivos muito longos , os olhos verdes escondidos por traz dos óculos. Ela está completamente embaraçada. Meu amigo corre e nos ajuda a se levantar. Ela pega os livros que se espalharam pelo chão e diz, estendendo a mão. ----- Desculpe, eu estava concentrada em um livro. Meu nome é Dana. Sou caloura e deu pra perceber que ainda não me acostumei com o ritmo deste campus. ----- Não precisa se desculpar, quando eu era novato também vivia tropeçando nas coisas e fazendo besteira. Sabe...- digo cochichando no ouvido dela- as pessoas aqui acham que sou meio estranho. Ela solta um sorriso. Parece estar mais a vontade agora. ----- Deixe eu me apresentar. Sou Fox e este é meu amigo Hagrid. Ela estende as mãos ao meu amigo, este, sempre curioso, pergunta a ela. ----- Que curso está fazendo aqui? ----- Física. Na verdade eu queria estar na faculdade de Maryland, perto da minha casa, dos meus pais. Mas não havia mais vagas, então vim para cá... ----- Ah ! Mas aqui é muito melhor- digo sorrindo a Dana- Logo , logo você vai estar se divertindo como nunca por aqui... ---- Se divertir! Pensei que uma universidade fosse feita para estudar. ----- Hum, vejo que você é meia caretinha- provoca meu amigo- mas quando você sair daqui ,sentirá que esses foram os melhores anos da sua vida. ----- Espero... Ela solta um sorriso. Nos despedimos e eu e Hagrid seguimos caminho para a sala de aula. A sala está lotada, afinal o Prof. Hanry é um dos melhores professores de psicoterapia. Sempre atualizado e flexível para diversas visões de um mesmo assunto. E hoje parece estar com um bom humor incrível. ---- Bom dia , alunos! Hoje iremos dissertar sobre o livro "Cura-te a ti mesmo" do Doutor Joseph Murphy, sobre a teoria de que o caminho da cura começa em seu interior. ----- Mas isso é obvio- diz um aluno- todos que procuram cura querem se livrar dos seus medos e aflições que infernizam suas vidas, é lógico que isso vem de dentro do paciente. Basta puxar o fio para que ele se cure. Levanto a mão e o Prof. ,sorrindo, me oferece a palavra. ----- Mas é se o paciente, por exemplo, estiver em um estágio profundo de depressão. Alguém neste estágio nunca vai ter a consciência de se ajudar. As situações mais comuns são pessoas se drogando, alcoolizadas, buscando o suicídio. Como querer puxar um fio de auto-ajuda desta pessoa. ----- Muito bem, Fox.- diz o professor- essa é justamente uma das passagens do livro que... A dissertação do livro se estendeu, e puxou tantas questões que o professor decide continuar na aula no dia seguinte. As próximas aulas seguem tranqüilas , mas mesmo assim eu e Hagrid sentamos a mesa do refeitório extasiados. Enquanto comemos calmamente , Dana reaparece com livros e bandeja nas mãos perguntando se ela poderia se sentar. Prontamente oferecemos um lugar à mesa. Ao se sentar sorri e pergunta: ----- Como foi a aula de vocês hoje? ----- Recheadas de acaloradas discussões. – diz Hagrid. ----- Quer dizer que os estudantes de psicologia ficam divagando teorias o dia inteiro se achando os Freuds pós modernos- provoca ela. Hagrid fica sério e responde: ----- Não foi isso que eu disse. ---- E o que os estudantes de física fazem o dia inteiro? Calculam e calculam, se achando os Alberts Ainsteins pós modernos – provoco. ----- Não , Fox . Nós também discutimos algumas teorias. Ao terminar o almoço Hagrid vira para mim e pergunta : ----- Você já terminou aquele trabalho do Sr. Comon ? ----- Estou quase terminando. Preciso passar na biblioteca para pegar uns livros para conclusão do trabalho. ----- Posso ir na biblioteca com você, Fox ? –pede Dana - Meu professor de astrofísica pediu para lermos um livro para amanhã que deve ter umas 500 páginas. Ele é completamente lunático. ----- Tudo bem . Depois que acabar as aulas nós vamos, pode ser Hagrid ? ----- Não se preocupe, eu já terminei o trabalho. Além do mais tenho que ir até o prédio de Bioquímica me encontrar com a Madeleine... ----- Você ainda está saindo com ela ? ----- Claro... ela é maravilhosa e também...- ele se aproxima do meu ouvido e cochicha – espero que o meu amigo também se arranje... Ele me dá um sorriso e uns tapinhas nas costas. Olho envergonhada para Dana, que faz cara de quem não está entendendo nada. Ao fim das aulas me encontro com Dana no local combinado, em frente ao refeitório. Andamos calmamente pelo gramado até a biblioteca. No caminho vamos conversando: ----- Quer dizer, Fox , que você está quase se formando... ----- Isso mesmo. Parece que foi ontem que eu entrei aqui. Logo vieram as piadinhas e minha fama de estranho. Hagrid foi o único amigo que eu encontrei por aqui... ----- E eu , não conta?- pergunta ela sorrindo. Um sorriso iluminado. As lentes dos óculos não conseguem esconder a beleza deles. Paro, fico a frente dela e respondo. ----- Mas é claro que você conta.... Caminhamos mais um pouco até a imensa biblioteca. Enquanto Dana vai fazendo sua ficha com a Srta. Julian , vou buscando e separando nas prateleiras os livros necessários. ----- Fox, você acha mesmo necessário 10 livros para uma conclusão? ----- Dana, minha cara... você não viu o tamanho do trabalho. No caminho de volta para os dormitórios , Dana me ajuda a carregar alguns livros. Quando vamos nos despedir , num relance pergunto, antes que a timidez volte: ----- Dana, hoje acho que estaremos ocupados de mais com livros hoje, mas será que você tem um tempo para um café amanhã a noite. ----- Se nenhum professor lunático aparecer com um livro grosso, tudo bem. Você sabe que eu não conheço muita gente por aqui e como você e Hagrid disseram, eu preciso me divertir. Ela se despede e segue pelo gramado balançando os longos cabelos ruivos. Eles não completamente lisos. Suas pontas formam pequenos cachos , que dão mais charme a ela. Como eu queria descobrir o que ela tenta esconder por traz daquelas lentes. Balanço um pouco a cabeça e arrega- lo os olhos. Nunca me interessei por alguma garota daquele campus. Estava mais interessado em estudar feito um condenado. Mas desde que eu a vi hoje de manhã, algo aconteceu. Na aula do Sr. Hanry eu nunca estive tão inspirado. Balanço novamente minha cabeço e caminho até o prédio onde está o meu quarto." Aula de História da Psicanálise com o Sr. Kuhme 3:40 PM do dia seguinte "Hagrid voltou eufórico do encontro com Madeleine. Parece que o relacionamento deles está tomando um caminho mais sério. Logo ele vai morar com ela na Suécia, país onde ela nasceu e partiu a cerca de 3 anos para estudar aqui nos E.U.A . Mas a aulas do almoço não estão me agradando muito pois Dana não apareceu hoje. Percebendo meu estado Hagrid tenta me animar dizendo. ----- Não se preocupe , Fox. Depois a gente vai até o prédio de Física ver o que aconteceu com ela... Apenas suspiro e respondo sim com a cabeça, rabiscando alguma coisa sem importância no meu caderno de anotações enquanto o professor divaga sobre a vida de algum psicanalista que provavelmente já está morto. Depois da aula fomos até o prédio de Física, mas não encontramos Dana por lá. ----- E se aconteceu alguma coisa com ela, Hagrid ! ---- Você e suas idéias malucas. Não aconteceu nada com ela. ----- Espero... ----- Você sabe em que quarto ela está ? ---- Não... mas podemos descobrir. Vamos até o escritório central . Sempre que é necessário vasculhamos a ficha de alguém por lá. Foi assim que Hagrid descobriu onde era o quarto da Madeleine para invadi-lo com um buque de rosas na mão. Por sorte, nunca ninguém nos descobriu. ----- Sabe que você daria um excelente agente do FBI, Fox! ----- Que bobagem . Imagine eu andando de terno, capa preta, esfregando o distintivo na cara de alguém , apontando a arma e gritando: PARADO, FBI!!! Hagrid caiu na gargalhada com minha encenação de agente do FBI. Mas nossas risadas são interrompidas pelo barulho de uma porta batendo. Nos escondemos atrás de um arquivo e ouvimos passos se aproximando. Quando estico um pouco a cabeça para tentar ver alguma coisa , vejo uma moça de cabelos ruivos revirando um arquivo. ---- Dana! Ela se vira para mim espantada. ----- O que vocês estão fazendo aqui. ----- A gente é que pergunta. – diz Hagrid se aproximando ----- Desculpe ter sumido na hora do almoço. É que eu estava passando pelo laboratório de física e vi uma coisa muito estranha. ----- Conte pra gente o que aconteceu- proponho. Ela fecha a gaveta do arquivo e começa a contar o que houve. ----- Pois bem... eu estava passando pelo laboratório quando ouvi algo que parecia ser uma discussão. Me aproximei da porta tentando entender o que estava acontecendo. Uma pequena fresta me possibilitava de ver alguma coisa. Vi meu professor de astrofísica, o Sr. Crosbie, caído no chão desacordado.. Havia uma outra pessoa ali. Não consegui enxergar muito bem o seu rosto. Era um homem alto e forte, de cabelos castanhos. Ele puxou uma arma com silenciador e atirou no Sr. Crosbie. Ele se dirigiu a porta e eu saí correndo e me escondi por detrás do armário. Quando voltei a olhar para o corredor dei de cara com o Sr. Crosbie, que até me cumprimentou. Discretamente voltei para o laboratório e não havia mais nada lá. Resolvi vir pra cá para pegar a ficha do Sr. Crosbie para descobrir alguma coisa, mas ela não está aqui. ----- Hum, parece que encontramos outra candidata a agente do FBI.- provoca Hagrid. Dana acha graça do comentário dele e pergunta. ----- Porque outra candidata ?! ----- Porque Fox também tem essa mania de investigação. ------ Fique quieto, Hagrid! Dana, você percebeu alguma coisa suspeita do Sr. Crosbie além do fato de ser lunático. ----- Não posso dizer muita coisa... Acabei de conhece-lo. ----- Então é só, discretamente, perguntar para algumas pessoas por aí sobre ele. ------ Eu faço isso amanhã durante aula. ----- Tudo bem, meus queridos detetives, agora vamos sair daqui antes que alguém apareça? Saímos por uma porta dos fundos , que eu e Hagrid descobrimos uma vez. Caminhamos apressadamente pelo gramado, com medo que alguém nos veja a esta hora por ali. Hagrid se despede de nós, dizendo que vai fazer uma visitinha a Madeleine. Eu vou, então, com Dana até a porta do seu prédio. ----- Você não tem medo de descobrir algo muito maior e perigoso ? ----- Claro que não, Fox. Afinal, com sua ajuda e compania, eu me sinto protegida. Ela passa sua mão suave sobre meu rosto e solta um daqueles seus sorrisos. Meu coração parece que vai explodir com o brilho daquele sorriso. Agora sim percebo que estou completamente apaixonado por ela. Tenho medo que ela perceba algo, pois, afinal, eu não sei se ela retribui a este sentimentos... Meu Deus... não faz um dia que conheci esta garota e estou assim. ---- Fox, o que foi?! Eu acordo de uma espécie de transe. Abaixo a cabeça tentando pensar, mas só me vem uma coisa a cabeça. Eu encosto meus dedos em seus lábios. Com a outra mão acaricio seus cabelos. Eu aproximo minha boca em seu ouvido e sussurro. ------ Dana, eu... As palavras não saem. Parece que estão presas a minha boca.Com carinho retiro os óculos de seu rosto e finalmente pude ver a completa beleza de seus olhos. Quando volto a me aproximar dela, ela fecha os olhos e a boca fica entreaberta. Vou me aproximando e encosto nossos lábios. Ela não hesita e o que inicialmente parecia um beijo carinhoso, se torna algo mais intenso. Abro meus olhos e vejo a face dela iluminada e um sorriso hipnotizante. ----- Dana, me desculpe eu... ----- Não precisa se desculpar. Eu nunca teria coragem... sabe, desde que eu te vi pela primeira vez senti que algo em mim mudou. Não sei bem dizer o que é ... é uma sensação de que... ----- Um dia você iria me encontrar? ----- Isso. Como você... ----- Eu sinto a mesma coisa. É muito estranho. Inexplicável. Eu volto a beijá-la. Ela novamente acaricia meu rosto e se despede , para depois entrar no prédio. Caminho de volta para meu quarto mais feliz do que nunca, andando lentamente e apreciando o céu estrelado." 5 de setembro 12:45 PM "----- Rapazes sabe o que eu descobri ?- diz Dana sorridente, enquanto senta ao meu lado. Sem hesitar pergunto. ----- Oi, né ?! Ela me dá um beijo estalado nos lábios. Hagrid tosse um pouco e se levanta para levar a bandeja até o balcão. ----- Oi, Fox!- diz ela sorrindo Hagrid novamente se senta tossindo. ----- Er... E então, meus detetives, descobriram alguma coisa? ----- Eu descobri algumas coisas. Hoje não tivemos aula com o Sr. Crosbie, mas eu perguntei para alguns alunos veteranos como era o comportamento dele usualmente. Parece que ele sempre desviava as aulas para divagar sobre umas teorias que ele tinha. ------ Que tipo de teoria? – pergunta Hagrid. ------ Algum tipo de conspiração , vida extraterrena... ------ Esse cara é mesmo maluco- concluo ------ Talvez...- suspira Dana ------ E o que mais descobriu.- pergunto ----- Que ele até escreveu alguns livros sobre o assunto. ----- Então vamos depois das aulas até a biblioteca ver se ele é mesmo um bom escritor- proponho. Na biblioteca a Srta. Julian nos deu uma lista com os livros do Sr. Crosbie, mas nenhum deles foi encontrado. ----- Como não?- diz ela espantada- Há algumas semanas um aluno usou esses livros para um trabalho. E eu jurava que ele o tinha devolvido. ----- Que aluno foi esse? ----- Ah, Fox... Eu não me lembro. ----- Não se lembra nem do curso que ele fazia? – pergunta Dana ----- Não me lembro não... Saímos desapontados da biblioteca . Nos sentamos eu uma escada com mais dúvidas na cabeça. ----- E essa agora...- resmunga Hagrid- quem estaria interessado nesses livros. ----- Hei... vejo que sua porção detetive esta sendo despertada- provoco. ----- O problema não é esse, rapazes. Porque esse tipo de assunto incomodaria alguém ao ponto de matar o Sr. Crosbie e colocar um impostor em seu lugar. ----- Tem certeza que você não viu coisa errada ? ----- Eu sei o que vi, Hagrid. ----- Isso só e possível se ele tiver um irmão gêmeo !!- diz ele se levantando e descendo alguns degraus na escada. ----- Já sei o que vamos fazer! Amanhã tem aula com ele, ou o sósia dele, Dana? ----- Tem sim, Fox. É a primeira aula da manhã. ----- Certo, então eu e o Hagrid cabulamos amanhã para pegar esse cara de jeito. 00:20AM "Acordo assustado, ouvindo batidas insistentes a porta. ----- Sou eu, Fox... Abra por favor. Num estalo acordo e rapidamente abro a porta. ----- O que foi, Dana? ----- Você não vai acreditar no que vi. ----- Sente-se por favor. Os únicos móveis do meu quarto são a cama, um pequeno armário e a escrivaninha . Ela pega meu travesseiro , põe sobre seu colo e começa a contar o que aconteceu: ----- Estava voltando do quarto de uma colega que fica em outro prédio. De repente vi o Sr. Crosbie andando pelo gramado. Rapidamente me escondi e fixei minha visão nele para ver aonde ia. Ele virou meu prédio e comecei a segui-lo. Em instantes ele passou os portões da universidade e parou numa rua não muito longe daqui. Foi aí que algo muito estranho aconteceu. Eu nunca tinha visto uma coisa como esta... ----- O que , Dana?! ----- O Sr. Crosbie se aproximou de um homem encostado no carro. Ele ficou de costas para mim e eu vi, eu juro, ele se transformar de um homem baixo, magro de cabelos longos e grisalhos, para um homem alto, forte, de cabelos castanhos, que me lembrou o cara que eu vi matando meu verdadeiro professor. ----- Dana, você está louca... Como pode ter visto uma coisa dessas... estava meio escuro, talvez... ----- Seu céptico, eu sei o que vi. ----- E como era o homem que estava com esse "mutante"... ----- Pare de piadinhas, Fox! O negócio aqui é sério... O homem era alto, magro, tinha cabelos escuros e fumava um cigarro atrás do outro. ----- Hum ... olha , Dana, sinceramente não sei o que dizer. Está tudo muito confuso. ----- Você não quer acreditar em mim, né? Eu sei que estamos caminhando no escuro, mas logo, Fox, vamos encontrar toda a Verdade desta história... ----- Mas o que você sugere que façamos? ----- Vamos em uma livraria na cidade. Quem sabe encontramos os livros do professor. ----- Tudo bem, Dana... Desculpe duvidar de você, mas é que é... ----- Difícil de acreditar? Eu sei que é... ----- Como posso fazer para me desculpar? Ela suspira, faz uma cara de dúvida. ----- Não sei... ----- Eu acho que sei. Eu passo minha mão sobre sua face e a desço até o pescoço. Ela põe a mão na minha cintura, e lhe dou um beijo nos lábios. Sinto nossos corações acelerados e percebo que nossa respiração está cada vez mais ofegante. Ela sobe as mãos nas minhas costas, carinhosamente. Em instantes ela começa a tirar minha camiseta. Eu para por um instante o beijo, para simplesmente tirar seus óculos e colocá-los sobre a mesa. Quando eu faço isso, em um movimento rápido, ela me joga sobre a cama. ----- Eu pensava que esses óculos escondiam uma menina bem comportada, que agora vejo que não existe. ----- Eu nunca fui muito comportada, Fox... Ela desce os lábios sobre meu peito , pela barriga. Em segundas ela abre o zíper da minha calça e... ----- Agora tenho certeza... Não sei nem como essas palavras saíram da minha boca. Ela volta a beijar minha barriga até em cima. Eu estou completamente nu, mas ela ainda está vestida. Desço as mãos pela perna dela, e aos poucos vou subindo e tirando-lhe o vestido. Logo estou com meus lábios sobre o corpo dela. Sua pele exala um perfume doce. Ela se mostra muito segura. A cada toque meu, sinto seu coração acelerar. O meu coração também acelera, ao ponto de quase explodir. Nenhuma aventura no colégio tinha sido tão prazerosa quanto o que eu estava sentido. Acho que Dana pensava o mesmo... Em instantes ela morde os lábios para não gritar e nossas respiração e coração vão, aos poucos , voltando ao normal. Olho bem fundo nos olhos dela e digo: ----- Nunca pensei que amaria alguém deste jeito. ----- Eu também. ----- Meu Deus, eu conheço você há alguns dias... Ela me dá um leve beijo e me abraça forte. Assim, juntinhos, adormecemos... 6 de setembro 5:15 PM "Depois da aula eu e Dana fomos atrás de algumas livrarias. Hagrid não pode ir conosco porque foi levar Madeleine ao cinema. E também aquele dia o Sr. Crosbie não apareceu. O professor substituto alegou que ele teve que ir a um convenção. Logo na primeira livraria que entramos o atendente, um senhor de idade, diz que todos os livros de Crosbie estão fora de circulação. ----- Isso não é nada muito animador, Dana... ----- Vocês são estudantes de Oxford, presumo. ----- Isso mesmo- respondo ----- Olha, eu tenho um livro dele em minha biblioteca pessoal, se for útil... ----- Qualquer coisa dele é útil- diz Dana entusiasmada. ----- Já aviso que eu achei o livro muito bobo, mas se vocês precisam do livro para um trabalho, não é? ----- Isto!- respondemos juntos. ----- Eu vou lá em cima pegar e já volto. Em minutos o velhinho traz as suas a mãos o livro " A conspiração camuflada" por John Crosbie. Um título estranho, na minha opinião. Fomos correndo para o quarto de Dana , parecendo crianças, tamanha curiosidade sobre o conteúdo do livro. Em horas o devoramos e ao virar a última página, suspiramos ao mesmo tempo. ----- Que livro completamente fictício !- concluo ----- Eu nunca pensaria numa conspiração de nosso governo ao ponto de confabularem com extra-terr... Eu a interrompo bruscamente. ----- Não me diga que você acreditou naquele monte de bobagens. Dana, aquele lance das abelhas foi o pior... ----- Percebo que tudo que falo e penso o meu querido céptico me contradiz... mas algo me diz que um dia você será mais flexível. Eu sento ao lado dela na cama , coloco as mãos sobre seus ombros e digo: ----- Dana, eu acho que alguém do governo está incomodado com as invenções deste cara e então o tirou de cena. ----- Mas Fox... Como você me explica aquele homem idêntico ao Sr. Crosbie que eu vi se transformar em outra pessoa? ----- Acho que nunca saberemos. ----- Mas eu quero saber desta verdade. ----- Dana, perceba que não existem verdades, apenas mentiras bem elaboradas, suponho... Vejo uma lágrima descer pelo rosto dela. O meu coração se aperta de ter deixado-a naquele estado. A abraço forte e peço desculpas. ------ Tenho uma coisa a lhe dizer, Fox... Meu coração se aperta mais . ----- O que foi? ----- Lembra que eu te disse que eu só vim para cá porque as vagas na universidade de Maryland se acabaram? ----- Lembro-me... ----- Pois bem. Minha mãe me ligou hoje dizendo que , a muito custo, ela consegui encontrar uma vaga remanescente. ----- Mas Dana... ----- Meu sonho é estudar lá... eu vim parar aqui por acaso. E também, estou com saudades da minha família, minha casa... Eu parto amanhã e ... ----- Amanhã?! E nós...? ----- Fox, você está para se formar. Não se preocupe. Nossos caminhos um dia vão se cruzar , eu sinto isto aqui. Ela pega a minha mão e põe sobre seu peito. O coração está acelerado. ----- Então, temos que aproveitar nossa última noite juntos. Eu a beijo de um jeito como se fosse a última vez... e era... Me deito na cama sobre ela e aproveitamos a noite da melhor maneira possível. Algo em mim dizia que eu encontraria Dana novamente, mas também me martelava a idéia que isto ia demorar muito para acontecer. Mas eu esperaria minha vida inteira por ela..." Da janela do quarto onde Mulder e Scully estão, podemos avistar um homem a observando. Ele joga um cigarro no chão , apagando-o em seguida. Em seu semblante um olhar preocupado. Ele ascende outro cigarro enquanto sussurra: ----- Isso ainda vai me gerar muitos problemas... não era para isto estar acontecendo... não agora! Ele caminha pelo gramado com o cigarro em punho. Vira o prédio e em instantes desaparece , se infiltrando na noite. xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxfimxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxx xx E então, gostou? Não se esqueça do meu feedback, please. Meu e-mail é ma_bonfim@bol.com.br