Título: Antes do Amanhecer Autora: Mônica Almeida e-mail: kikaalmeida@hotmail.com Disclaimer: Fox Mulder e Dana Scully pertencem a Chris Carter, Fox Network e 1013 Productions Categoria: Shipper Classificação: Proibida para menores de 18 anos Sumário: Depois de mais um caso resolvido, Fox Mulder e Dana Scully têm que voltar para casa de trem. Porem só há uma cabine disponível. Feedback: Please. Mesmo que você não tenha gostado da fic. Mais um caso fora resolvido. Dessa vez envolvendo dois adolescentes assassinos e suicidas. Scully descobrira durante as autópsias que os adolescentes ingeriram cogumelos alucinógenos, mataram três amigos e depois se enforcaram. Como haviam encontrado uma substancia verde desconhecida na boca dos dois garotos, as autoridades da cidade resolveram chamar o FBI e, conseqüentemente, os Arquivos X. Infelizmente, nem Mulder nem Scully conseguiram detectar que substancia estranha era aquela. Agora eles têm que voltar para Washington o mais rápido possível, pois Skinner marcara uma reunião com eles bem cedo. O problema é que não há aeroporto perto da pequena cidade de Thunderville e já é quase noite. E nem Mulder, nem Scully está com disposição para dirigir até Washington. Eles decidem então voltar de trem para casa. Ao chegarem na estação, a bilheteira os informa que há apenas uma cabine disponível no próximo trem e o seguinte só partirá no dia seguinte bem cedo. Mulder olha para Scully e percebe que ela não ficara muito à vontade com a notícia. "Scully, tudo bem pra você? Olha, você pode ficar com a cama. Eu durmo na cadeira. Já estou acostumado com essas coisas mesmo." Ela tenta ser o mais natural possível. "Não tem problema, Mulder. Afinal, somos amigos, não é? Podemos perfeitamente dividir uma cabine de trem." Intimamente, ela tenta se convencer disso. "Então está resolvido." Mulder compra as passagens e eles vão para o saguão da estação. "Scully, o trem parte às 8:00. Quer comer alguma coisa?" "Não, Mulder. Acho melhor comermos no trem. Ao menos jantaremos decentemente, ao invés de só lancharmos." Mulder concorda com ela e eles vão esperar pelo trem. Quando finalmente, ele chega, Mulder pega a bagagem de Scully e eles partem. Ao entrarem no tem, Mulder coloca as bagagens dos dois na cabine e eles vão direto para o vagão-restaurante. A refeição transcorre agradavelmente. A comida – frango com legumes – está deliciosa e eles conversam relaxados enquanto comem. Porem, um certo nervosismo começa a se apoderar deles quando chega a hora de irem para a cabine. Um não percebe que o outro está tenso, preocupados que estão em disfarçar seu próprio nervosismo. Há algum tempo eles estão mais próximos um do outro, deixando-se levar um pouco mais pelas emoções. Mulder sempre demonstrara mais seus sentimentos por Scully, mas ele sabe que, no fundo, ela sente o mesmo que ele. Mas ainda não está preparada para dar vazão aos próprios sentimentos. Apesar disso, ela está mais solta, mais relaxada com ele. Mulder sabe que é apenas uma questão de tempo para que todo amor que sentem um pelo outro se concretize. Mas ele não quer apressar Scully. Eles continuam agindo como parceiros e amigos. Mas a tensão sexual entre eles crescera bastante, a ponto de se tornar quase palpável. Eles entram na cabine, Mulder toca levemente as costas de Scully, dando-lhe passagem. Ele se senta na cadeira. "Pode ficar com a cama, Scully. Eu me viro por aqui." "Mulder, é melhor você ficar com a cama. Eu sou menor que você, posso me ajeitar na cadeira." "De jeito nenhum. Além do mais não estou com sono." A resposta de Scully é quase um sussurro. "Também não estou com sono." Mulder tira o paletó e a gravata e desabotoa os dois primeiros botões da camisa. "Então podemos conversar um pouco." Scully olha disfarçadamente para os poucos pelos que aparecem sob a camisa do parceiro. "Podemos, Mulder. Bem , o que você achou que fosse aquela substancia?" Mulder dá um suspiro cansado. "Scully, eu não estou a fim de falar sobre nossos casos resolvidos ou não. Por que não falamos sobre coisas mais agradáveis?" Ela dá um sorriso. "Abobrinhas?" Ele lhe devolve o sorriso. "Hum...eu estava pensando em outra coisa. Nós poderíamos fazer uma espécie de jogo da verdade. Eu pergunto o que eu quiser e você também. Mas temos que responder qualquer pergunta. Você topa?" Scully pensa um pouco. Jogo da verdade com Mulder pode ser perigoso. E se ele perguntar o que ela sente por ele? Como ela poderia mentir? Já está ficando difícil disfarçar, quanto mais esconder o que de verdade sente por ele. Mas ela já está cansada dessa situação. Ela sabe que Mulder a ama, mas às vezes lhe assalta a dúvida. Principalmente em relação a Diana Fowley. Ela não sabe realmente o que aconteceu entre eles e teme que o que Mulder sentiu por ela seja muito mais forte do que ela pensa. 'Por que não arriscar uma vez na vida? Eu já arrisquei minha vida tantas vezes, já fiz tanta coisa que a maioria das pessoas não faria.' Scully para de pensar e decide. "Eu topo, Mulder. Você começa?" "Tudo bem. Deixa eu ver...Como foi seu primeiro beijo?" Scully começa a rir. "Horrível!" "Scully, eu quero detalhes. Com quem foi, quantos anos você tinha, essas coisas." "Está bem, Mulder. Bem, eu tinha 11 anos..." Ela vê o espanto na face de Mulder. "Ei, não faça essa cara. Deixe eu terminar. Como eu ia dizendo, eu tinha 11 anos e Missy insistiu para que eu participasse de uma brincadeira chamada Salada de Frutas. Você conhece essa brincadeira, não?" Ele ri. "Claro que conheço. Eu costumava brincar, mas não com 11 anos." "Tá, Mulder. Vou continuar pensando que você era um santinho. Bom, eu resolvi participar porque estava apaixonada pelo Bob Morgan. Ele era o garoto mais bonito da escola. Tinha cabelos castanhos lisos e lindos olhos verdes." Scully pára um pouco embaraçada. Ela vê o sorrisinho de Mulder e percebe que ele se encaixa na descrição. "Ahn, o Bob iria participar da brincadeira e a Missy me disse que iria me dar um sinal pra eu beija-lo. Mas ela não fez isso. Ela fez sinal para eu escolher um garoto amarelo, sardento, dentuço e com olhos esbugalhados, apelidado oportunamente de Roger Rabbit. Não preciso mais dizer porque foi horrível, não?" Mulder deu uma sonora gargalhada. "Sacanagem da sua irmã, Scully. Pergunta você agora." "Bom, como foi seu primeiro beijo, Mulder?" "Scully, você poderia ser mais original, não é? Foi normal. Foi com uma vizinha um ano mais velha. Eu tinha 14 anos e ela ficava treinando os beijos em mim, pra depois beijar rapazes mais velhos." "E você não tinha ciúmes?" "Não. Nunca fui apaixonado por ela." Scully fica pensativa. Por quantas mulheres Mulder teria se apaixonado? Ela sabia de Phoebe e de Diana, mas será que haveria mais? "Scully, acorda. Agora é minha vez...Você sempre é muito certinha. Alguma vez em sua juventude você praticou algum ato de rebeldia, vandalismo ou coisa parecida?" É a vez de Scully gargalhar. "Bom, eu fui presa uma vez por vandalismo." Mulder arregala os olhos. "Não acredito. Você??? Presa???" "Mulder, a culpa não foi minha, foi do Charles. Meu irmão sempre foi muito rebelde. Ele resolveu pichar um muro e eu, por infelicidade, estava junto com ele. Ele insistiu para que eu escrevesse alguma coisa naquele muro. Então subi nos ombros dele e estava escrevendo 'Fora polícia corrupta' quando a própria apareceu. Eles nos levaram para a delegacia e passamos a noite lá, até meu pai pagar a fiança na manhã seguinte. Ficamos três meses sem mesada." "Scully, juro que não consigo acreditar. Estou até imaginando a cena." Ele ri até não poder mais e Scully o acompanha. "Vai, Scully, é a sua vez. Mas pergunte algo que você realmente queira saber." Por algum motivo ele fica sério, como se quisesse que ela perguntasse algo que ele gostaria de responder. Ela sente isso. Scully o olha nos olhos e pensa se não deve ousar mais. Se não deve fazer o que ele pede. Perguntar o que exatamente ela queira saber. Finalmente, ela respira fundo e pergunta. "O que houve de verdade entre você e Diana Fowley?" Mulder não hesita nem um segundo em responder. Parece que já esperava pela pergunta. "Nós fomos casados." Scully sente o coração falhar uma batida e depois começar a bater descompassadamente. Sabia que eles haviam sido íntimos, mas casados? A pequena cabine do trem ficou muito abafada de repente, mas ela espera. Apesar da tristeza que a resposta dele lhe causara, ela sabe que ele vai falar. E ele fala. "Aconteceu dois ou três anos antes de nos conhecermos. Eu e ela descobrimos juntos os Arquivos X e ficamos fascinados. Daí para o namoro e o casamento foi um passo. Ela me ajudava no trabalho e me entusiasmava a continuar procurando a verdade. Mas nosso casamento durou pouco. Apenas três meses. Anulamos o casamento e ela foi para a Europa." Scully tenta ler na face de Mulder o que ele sente mas não consegue. "Por que terminou, Mulder?" Ele se aproxima um pouco dela e a olha nos olhos. "Scully, um relacionamento não pode dar certo se não existe amor verdadeiro. No começo eu achava que estava apaixonado por ela, mas na verdade, estava entusiasmado com nossa descoberta. O amor que eu sentia, ou achava que sentia por ela, não era apaixonado. E o amor que não é louco e apaixonado não vale a pena. Eu gostava dela, me sentia bem ao seu lado, mas minha boca não ficava seca quando eu a via, meu coração não disparava quando ouvia o som da sua voz. Minhas pernas não ficavam bambas quando ela sorria pra mim. Então eu achei melhor terminarmos tudo. Eu preferi ficar sozinho e correr o risco de nunca encontrar a mulher da minha vida do que continuar tendo um relacionamento medíocre." Scully tem um nó na garganta. As palavras dele como deve ser o amor tocam fundo na alma dela. É assim que se sente em relação a ele. Mas ela pigarreia ligeiramente e pergunta. "Mas você ficou abalado quando ela morreu, não ficou?" "Scully, eu fiquei abalado como ficaria se um dos pistoleiros ou Skinner morressem. Não queria que isso tivesse acontecido com ela. Afinal, ela era jovem ainda." Scully hesita. Quer perguntar, mas falta-lhe coragem. Por fim ela fala sem respirar, antes que volte atrás. "E se eu morresse, Mulder, você ficaria abalado assim?" Mulder a olha ternamente. Sente finalmente que chegara a hora. A hora da verdade. "Não, Scully." Ela arregala os olhos chocada, mas ele continua. "Se você morresse eu morreria também. Eu não saberia viver sem você. Nem quereria... Simplesmente porque amo você. Eu sinto minha boca secar toda vez que lhe vejo. Meu coração dispara quando ouço o som de sua voz. Minhas pernas ficam bambas e eu tenho que me segurar em algo se estiver de pé a cada sorriso seu. Porque o amor que sinto por você não é medíocre. Ele é louco e apaixonado como todo amor deve ser." Scully o olha com lágrimas nos olhos. Sua boca está seca, seu coração parece uma britadeira e ela dá graças a Deus por estar sentada, ou cairia, tamanho é o tremor que sente nas pernas. Ela está sentada na cama. Ele se levanta da cadeira e se ajoelha em frente a ela. Segura o rosto dela com as duas mãos, com os polegares fazendo um carinho perto de suas orelhas como quando descobrira que ela estava com câncer e quando aquela maldita abelha atrapalhara tudo. As lágrimas escorrem pelo rosto bonito da parceira. Seus olhos estão mais claros e mais azuis agora. Ele fala ternamente com ela. "Eu quero você, Scully. O que você quer?" Ela não responde. Passa os dedos frios pelo rosto dele. Aquele rosto que ela sonhara tantas vezes beijar e acarinhar. Ela aproxima seus lábios dos dele e sente seu cheiro almiscarado e seu hálito quente. Seus lábios se encontram. Timidamente no início, para depois se transformar num beijo ardente. Quente e macio. Doce e violento. Louco e apaixonado. Mulder fica de pé e a puxa com ele. Sente uma necessidade insana de sentir seu corpo junto ao dele. Eles se abraçam, se beijam, se acariciam como se o mundo fosse acabar em cinco minutos. Como se só existissem os dois no mundo. Como duas pessoas apaixonadas que esperaram anos para ficarem juntas. Eles se separam por um momento, apenas para recuperar o fôlego e Mulder a beija novamente. Há anos ele espera por esse beijo e por isso não consegue parar de beija-la. As mãos dele começam a passear pelas costas dela e ela sente arrepios no corpo, um arrepio quente, como se seu sangue passasse a circular muito mais rápido. Mulder deixa a boca de Scully e passa os lábios úmidos pelo pescoço dela. Ela sente-se em brasa. Nunca homem nenhum a fizera se sentir desse jeito. Ela passa as mãos pelas costas de Mulder e ele a aperta mais. Ela sente que ele a deseja tanto quanto ela a ele. E começa a desabotoar sua camisa. Ele a olha com amor e desejo. Seus olhos verdes adquiriram uma cor mais escura, como se não tivessem foco. Scully termina de desabotoar a camisa e a joga no chão. Ela passa os dedos e os lábios no peito másculo dele, sentindo seus pelos arrepiarem a cada toque seu. Mulder respira pesadamente.Ele tira o blazer dela e o joga junto com sua camisa. Depois passa as mãos delicadamente pelos braços dela até chegar na cintura. Ela o olha e espera. Num breve segundo, ele puxa a blusa dela para cima e a tira. Ele olha para ela maravilhado, para sua pele branca adornada pelo sutiã preto. Ele engole em seco, quer toca-la, mas está como que paralisado. Scully percebe e sussurra junto ao ouvido dele. "Mulder, me toque." Ele não se faz de rogado. Se abaixa para beija-la novamente enquanto suas mãos tocam delicadamente os seios dela por cima do sutiã. Ele sente os seios de Scully enrijecerem e, desajeitadamente, passa as mãos pela costas dela até achar o fecho do sutiã e o abre. Ele se afasta dela rapidamente apenas para olhar-lhe os seios e a beija. Os beijos são cada vez mais urgentes e apaixonados. Scully passa as mãos pelo peito e pelas costas de Mulder. Ele toca nos seios dela acariciando- os. Ele se abaixa e começa a sugar os seios de Scully alternado-os, enquanto aperta sua cintura com a mão direita. Ele passa a mão esquerda ao longo da perna dela, até achar a barra da saia. Então ele a suspende e faz o mesmo caminho de volta, dessa vez sobre a pele nua, até encontrar sua calcinha úmida. Scully emite um suspiro abafado. Ela quer tudo agora e sabe que ele também. Ela o olha e ele entende. Mulder se afasta dela e, sem deixar de olha-la, tira a calça, os sapatos e as meias. Ele está nu por inteiro. Só por ela. Só pra ela. Ela faz o mesmo. Tira o restante das roupas e fica de pé diante dele. Scully sempre se sentira vulnerável nua, mas não dessa vez. Não com ele. Ela se sente plena, feliz. Sabe que isso é certo. Eles ficam de pé um diante do outro se olhando por alguns segundos. Mulder se aproxima dela e a pega nos braços. Delicadamente ele a deposita na cama. Ele se posiciona por cima dela e eles se olham ternamente. Scully passa as mãos nos cabelos dele enquanto ele toca seus lábios com os dedos. Mulder aproxima sua boca da dela e a beija com paixão enquanto a penetra. Cada vez mais fundo. Cada vez mais rápido. Eles se movimentam no mesmo ritmo, se abraçam, se tocam, se beijam. Mulder se surpreende com a entrega de Scully e acelera o ritmo. O gozo explode neles como uma bomba atômica. Eles se olham surpresos, suados, maravilhados. Mulder rola para o lado, mas não solta Scully. Quer continuar sentindo-a junto a si. Scully se aconchega mais a ele. Eles sentem seus corações se aquietarem, suas respirações voltarem ao normal. Scully olha para Mulder e toca o seu rosto. Quer falar, mas um nó na sua garganta a impede. Mulder sabe que ela o ama mas quer ouvir as palavras de sua boca. Ele engole em seco e timidamente começa a falar. "Scully, você..." O nó na garganta dela se desfaz. Sabe o que ele vai perguntar. E não o deixa terminar. Ela o silencia com os dedos em seus lábios e fala. "Sim, Mulder, eu amo você. Sempre amei e sempre irei amar. Louca e apaixonadamente." Eles se olham longamente. Mulder sente que dessa vez encontrara a verdade. Ela está com ele agora. E estará até o fim. FIM