Título - Antes de tudo Autoras - « Mel X » e K@th E-mails - juliana@plisnet.com.br Categoria - Shipper Disclaimer - Os personagens daqui, pertencem a Chris Carter, e a Fox produções. Resumo - Mulder e Scully têm um sonho, e resolvem fazer terapia de hipnose para achar a origem daquele sonho, e acabam descobrindo coisas muito interessantes... Aquele dia estava super parado na sala dos agentes Mulder e Scully. Ambos estavam sentados, um roendo as unhas, e o outro jogando lápis no teto. _ Mulder? - chamou Scully. _ O que? _ Por que está tão pensativo hoje? _ Tive um sonho estranho ontem a noite. _ Quer me contar? _ Claro. _ Então comece. _ Nós éramos crianças, ou melhor dizendo, adolescentes. Estávamos na escola. Éramos amigos, ou melhor, mais do que amigos. _ O que quer dizer com isso? _ Éramos namorados no meu sonho. _ Muito estranho. _ Eu que o diga. _ E o que mais? _ Só lembro disso, era uma época diferente, não era a mesma época que vivemos quando éramos adolescentes, era mais pra trás ainda. _ Mulder, se eu te contar uma coisa, promete não rir? _ Prometo. _ Tive o mesmo sonho. _ Ah claro, e eu tenho um dinossauro como animal de estimação. _ Estou falando sério. _ Está mesmo? _ Claro, só tem uma diferença. _ Qual? _ O Skinner também estava lá, ele era... _ Professor de matemática. _ Como sabe? _ No meu sonho ele era também. _ Mulder, será que isso pode ser alguma forma de estarmos lembrando algo que aconteceu há muito tempo? _ Nunca estudei com você Scully. _ Sei que não, não é isso que estou dizendo. _ Está falando de vidas passadas? _ É. _ Não sabia que acreditava nisso. _ Não acredito, mas que outra explicação tem para os sonhos? _ Tive uma idéia. _ O que? _ Que tal fazermos terapia de hipnose? _ Pra que? _ Pra sabermos se é verdade ou não que vivemos juntos em vida passadas. _ Tudo bem. _ Vamos? _ Vamos. Os dois levantaram, vestiram seus sobretudos e saíram pela porta. Enquanto andavam pelo corredor, foram parados por Skinner. _ Aonde vão? - perguntou o diretor. _ Dar uma volta. - respondeu Mulder. _ Voltem logo. _ Tudo bem. Os dois suspiraram e voltaram a caminhar para o carro. Consultório do Dr. Kurtzweil 13:22 PM Mulder e Scully entraram no escritório do médico mais famoso de Washington, por causa de suas terapias hipnóticas que sempre davam certo. _ Em que posso ajudá-los? - perguntou a secretária. _ Viemos para falar com o Dr. Kurtzweil. - respondeu Scully. _ Um momento, podem me dizer seus nomes? _ Fox Mulder e Dana Scully. _ Já estiveram aqui uma vez não é? _ Há muito tempo atrás. _ Foi para que mesmo? _ Uma investigação. _ São agentes federais não é mesmo? _ Somos, mas hoje estamos aqui como pacientes. _ Um momento. A secretária pegou o telefone e discou para a sala do médico. _ Alo. - atendeu Kurtzweil. _ Senhor, tem duas pessoas querendo vê-lo. _ Quem são? _ Fox Mulder e Dana Scully. _ Ó sim, eles me ligaram, pode deixá-los entrar. _ Tudo bem. A secretária desligou e voltou para Mulder: _ Podem entrar. _ Obrigado. Os dois agentes entraram na sala, deram as mãos para o doutor, e se sentaram no sofá. _ Bom - começou o médico - podem me dizer qual é o problema de vocês? _ Queremos saber de vidas passadas. - respondeu Mulder. _ Quem é o primeiro? _ Eu. - respondeu Scully. _ Tudo bem, deite-se senhorita Scully. _ E o que eu faço? - perguntou Mulder. _ Sente-se ali do outro lado, e não fale nada. _ Tá bom. Scully se deitou, e Kurtzweil começou o processo. Mandou-a fechar os olhos, se imaginar num campo limpo e verde, sem ninguém além dela, Mandou também, ela se imaginar entrando por uma porta, aonde ela tinha vivido sua última vida. Londres, Inglaterra 12 de setembro de 1908 Dany era uma adolescente. Tinha quinze anos de idade, e estudava num colégio pago de Londres. Era uma menina normal, como outra qualquer. Naquele época, a educação era rígida. Meninas não podiam falar com meninos, e as classes eram separadas. Dany passava os recreios sozinha, não tinha se habituado a escola ainda, então, preferia a solidão. Naquele dia, ela estava sentada no canto do muro, olhando as amigas conversarem, e os rapazes jogando futebol, quando a bola deles veio na direção dela, e parou. Um dos garotos, se aproximou dela com um sorriso e disse: _ Desculpe, foi sem querer. _ Tudo bem. O menino a observou por alguns instantes e perguntou: _ Como chama? _ Dany. _ Meu nome é Max. _ Prazer Max. _ O prazer é todo meu. Os dois se deram as mãos, e naquele momento, se podia perceber pelo olhar, o que um estava pensando do outro. _ Deixa eu ir agora - disse Max - Se a diretora nos ver, estamos mortos. _ Até mais. _ Tchau. Dany ficou observando Max se afastar, e olhou para sua mão. O suor da mão dele ainda estava na sua, e ela se sentia bem com aquilo. De volta ao presente Na sala de hipnose _ Estou vendo. - disse Scully. _ O que está vendo? - perguntou Kurtzweil. _ É o Mulder, e eu, mas não estamos juntos. Ele está jogando bola, e eu estou sentada num canto do muro, olhando ele. Agora, ele se aproximou de mim. Está dizendo que se chama Max, e eu me chamo Dany. Nos demos as mãos, e ele voltou a jogar bola. _ Em que época está? _ 1908. _ Os meninos não podem falar com as meninas não é? _ Não, não podem. _ Continue. De volta a 1908 O recreio já tinha acabado, e Dany voltou para a classe, mas sua cabeça só estava em Max. Ele era muito bonito, tinha cabelos castanhos, olhos verdes, e um físico de atleta. Quando a aula acabou, Dany caminhava pela rua em direção a sua casa, quando ouviu uma voz lhe chamando. Ela se virou e viu Max. Imediatamente um sorriso se estampou em seu rosto. _ Oi. - disse ela sem saber o que fazer. _ Pra onde está indo? _ Pra casa. _ Posso te acompanhar? _ Não sei se meus pais vão gostar de me ver junto com você. _ Te deixo na última esquina perto da sua casa, tá bom? _ Tá, então vamos. Os dois foram andando juntos, e conversando sobre vários assuntos. Próximo da última esquina para a casa de Dany, Max pegou na mão dela e disse: _ Não sei se estou entendendo bem, mas tenho uma sensação de que vou te ver de novo. _ Claro que vai, amanhã na escola. _ Não, quer dizer, ha, deixa pra lá. Ela puxou a mão para se soltar dele, e ao se virar para continuar o caminho sozinha, ela sentiu uma mão em seu ombro. _ O que foi? - perguntou ela. Max não respondeu. Passou a mão levemente pelo rosto dela, se virou, e foi embora. Dany ainda ficou alguns minutos parada, olhando ele se afastar. Seus pensamentos não eram mais os mesmos. Porque neles, só vinham imagens daquele rapaz bondoso e alegre, que a tinha acompanhado até em casa, ou quase até em casa. Presente _ O que está vendo agora Scully? _ Estou andando na rua. Alguém me chamou, é o Mulder. Ele está me pedindo para me acompanhar até em casa. Falta um quarteirão pra mim chegar, e ele está pegando na minha mão. Está dizendo que tem a sensação de que vamos nos ver de novo. Ele passa a mão no meu rosto, e vai embora. Do outro lado da sala, Mulder ouvia o que Scully dizia e sorria. Parecia que ela estava gostando de voltar a vida passada. _ Quero que ele sente do meu lado. - disse Scully. _ Quem? - perguntou o médico. _ O Mulder. Mulder se levantou e sentou do lado de Scully. Ela pegou na mão dele, e apertou bem forte, ainda de olhos fechados, e continuou a lembrar do passado. Passado Uma semana se passou do primeiro encontro de Max e Dany. Os dois sempre se falavam no intervalo, e na hora da saída, mas sempre escondido, pois sabiam que se vissem os dois conversando, iriam ser punidos. Naquela tarde, Dany estava sentada na frente de sua casa, fazendo a lição. _ Olá. - disse Max se aproximando dela. _ Oi, o que está fazendo aqui? _ Vim trazer um presente. - respondeu Max tirando de dentro do bolso, um caixinha. _ O que é isso? _ Abra pra ver. Dany abriu a caixinha, e viu um chaveiro, com o desenho de um coração. _ Obrigada. - disse ela. _ Não entendeu o significado dele? _ Entendi sim. _ Eu te amo Dany, não dá mais pra agüentar. Te ter do meu lado, mas não nos meus braços. _ Max, eu... _ Não diga nada, sei o que você vai dizer. Então, antes de destruir meu coração, quero que saiba, que nunca vou te esquecer. _ Max, eu te amo. _ O que? _ Eu te amo. Os dois se abraçaram. Max olhou bem para ela, e a beijou. Foi um beijo cheio de nervosismo, e medo. Mas com o tempo, foi ficando cheio de amor e carinho. _ Dany? _ O que? _ Quer namorar comigo? _ Não posso Max, meus pais não deixam. _ Não precisam saber. _ Como não? _ Nos encontramos escondido. _ Por você, eu faço tudo. Max ficou mais um tempo ali, e depois foi embora, pois os pais dela logo apareceriam no portão para verem com quem a filha estava conversando. Presente Mulder percebeu que Scully apertava cada vez mais forte sua mão, até que ele não agüentou e disse: _ Ai, tá machucando. _ Ele está comigo de novo. _ Quem? - perguntou o médico. _ O Mulder. Ele me deu um presente. É um chaveiro com um coração. Ele está se aproximando de mim, estamos nos beijando. Mulder ouvia tudo e ria. Como ele queria que aquilo fosse presente, e não passado. _ E o que mais agente Scully? - dizia o médico, também ansioso com o final daquela história. _ Ele disse que me amava, e foi embora. Mulder soltou a mão dela, e voltou para o outro sofá, mas não prestava mais atenção no que a parceira dizia, somente imaginava como teria sido o beijo que ela viu. Passado No dia seguinte, na hora do recreio, Max e Dany se encontraram no lugar combinado, atrás do muro da quadra. Os dois se beijaram, agora mais calmamente, e sentaram um do lado do outro. Max passou o braço em volta do pescoço de Dany, ela encostou a cabeça no ombro dele. Os dois pareciam dois anjos, que tinham caído do céu, para viverem juntos. O sinal bate. Os dois aproximam seus rostos, para um beijo de despedida, quando escutam uma voz do lado deles. _ Bonito hein. - dizia o professor de matemática deles, Stiver. _ Senhor, não é o que está pensando. - disse Dany tremendo. _ Claro que não, vão querer me enganar dizendo que estavam fazendo respiração boca a boca? _ E se estávamos? - disse Max cinicamente. _ Venham comigo. _ Vai nos levar pra diretoria? _ Não. _ Então onde? _ Só quero conversar, mas que coisa. Os dois se levantaram, e soltaram as mãos, não queriam arranjar mais problemas do que supostamente já tinham arranjado. Na sala do professor Stiver, Max se sentou, e numa cadeira do outro lado, Dany se sentou também. _ A quanto tempo estão namorando? - perguntou Stiver. _ Começamos ontem. - respondeu Max. _ Vocês se amam mesmo? _ Muito. _ Então vou ajudar vocês. _ Como? - perguntou Dany. _ Vou deixá-los passarem o recreio aqui, na minha sala, assim, podem ter mais privacidade, com mais segurança, para a diretora não ver vocês. _ Muito obrigada. - disse Dany, apertando a mão do professor, com os olhos marejados. _ Não precisa chorar - disse ele - acredito no amor, e é por isso que não vou mandar vocês pra falar com a chefona. Os dois agradeceram de novo, e saíram da sala. _ Ele é muito legal. - disse Max. _ Também acho. _ Dany? _ O que? _ Te amo. _ Idem. Os dois se beijaram, e cada um foi para sua classe. Max estava no terceiro colegial, mas como tinha repetido um ano, iria fazer dezoito anos dali duas semanas. Dany estava no primeiro colegial, e era considerada a melhor aluna de todas. Ela pensava muito em ser médica, e cientista. Já Max, queria ser policial, mas sabia que como não gostava de estudar, ia ser um sufoco para conseguir o que queria. Presente _ Nos pegaram! - gritou Scully. _ Quem? - perguntou o doutor assustado. _ É estranho, o Skinner nos pegou na hora que íamos nos beijar, na hora do recreio. _ O Skinner? - disse Mulder. _ É, o Skinner, mas ele se chama Stiver, e é professor de matemática. Está nos levando pra sala dele. Agora, está dizendo que não vai dizer nada pra ninguém, porque acredita no amor, e vai nos deixar ficar dentro da sala dele no intervalo. Nós dois saímos, eu e o Mulder. Estamos andando no corredor. Nos beijamos para nos despedir, e ele vai pra classe dele, que fica no fim do corredor. _ O que mais? - falou o doutor. _ Ainda estou lembrando, mas quando dou um beijo nele, sinto um enorme peso no meu peito, como se algo ruim fosse acontecer. Passado Dois meses se passaram. O namoro de Dany e Max estava mais firme do que nunca, até que um dia... Max chegou correndo e assustado na casa de Dany, mas lembrou que não podia tocar a campainha, pois os pais dela estavam em casa. Lembrou que ela sempre ia lá fora, fazer a tarefa, então, ele resolveu esperar. Meia hora se passou, e ela saiu. _ Max, o que está fazendo aqui agora? - perguntou ela. _ Tenho uma notícia horrível pra te dar. _ O que foi? Max encostou o rosto no ombro dela, e chorou, como uma criança. Dany ficou desesperada, pois nunca tinha visto um homem chorar, e se Max, que era tão forte, estava fazendo aquilo, então, algo muito horrível tinha mesmo acontecido. _ Fala amor, pelo amor de Deus. - disse ela. _ Olha o que veio pra mim. Dany pegou uma carta da mão de Max, e estremeceu ao ler o que estava escrito. Max tinha sido convocado para a guerra, que se iniciava nos Estados Unidos. _ Não pode ser. - disse ela. _ Pode sim, já tenho dezoito anos, e tenho que partir amanhã. _ Max... Dany se desmanchou em lágrimas. Os dois se abraçaram forte, e ficaram ali, sentindo o calor do corpo um do outro. Max segurou o rosto dela e disse: _ Não quero ir embora, sem antes de ter toda pra mim. Escureceu. Os pais de Dany saíram, e deixaram ela cuidando do irmão mais novo. Este, dormiu cedo, e ela abriu a janela para Max entrar. Os dois foram até o quarto dela, e Max disse: _ Não quero te forçar a nada. _ E quem disse que está forçando? Eles passaram a noite ali mesmo, no chão de piso. Quando amanheceu, Max saiu pela janela do quarto dela, e os dois se despediram com lágrimas novamente, pois Max estava indo para o seu destino. Presente _ Meu Deus. - disse Scully. _ O que foi? _ O Mulder, recebeu uma carta, ele foi convocado pra guerra. Estamos chorando um nos braços do outro, e ele me diz uma coisa. Passamos a noite juntos, e no dia seguinte, ele vai embora. _ É a primeira Guerra Mundial? _ É sim. _ Nos Estados Unidos? _ Isso. _ Em que país você está? _ Londres, Inglaterra. Mulder desperta de seus pensamentos a ponto de ouvir o que Scully disse a respeito da guerra. Ele olhou para ela, e começaram a escorrer pequenas lágrimas pelo seu rosto. Ele estava sentindo o que ela estava sentindo. Passado Cinco anos depois / 1913 Dany havia recebido uma carta de Max, que a tinha deixado muito feliz. Na carta, ele dizia que estava sentindo muita falta dela, e a Inglaterra estava conseguindo vencer a guerra. e parecia que ele ia sair de lá vivo. Dany pulou de alegria, e rezou muito para que Max voltasse em segurança para seu lado. Uma semana depois, os pais dela a acordaram no meio da madrugada. _ O que aconteceu? - perguntou ela espantada. _ Chegou um telegrama urgente pra você. - disse o pai. _ Obrigada papai, podem ir dormir. Ela abriu o envelope, e viu que o remetente era o governo dos Estados Unidos. No telegrama, estava escrito em letras claras e rápidas, que a guerra tinha terminado, e todos os soldados voltariam para suas casas. Dany chorou de alegria. Max tinha conseguido, e os dois estariam juntos em dois dias. Dois dias depois, foi feita uma festa de recepção para os soldados, na praça pública de Londres. Presentes em meio a multidão, estavam Dany e seus pais. O pai e a mãe dela, já estavam sabendo do envolvimento dela com Max, mas não tinham ficado bravos, pois Dany só contou depois que já tinha feito dezoito anos. O caminhão lotado com os jovens de guerra, chegou. As família gritavam de felicidade, e num canto, Dany apertava ansiosa as mãos, louca para ver seu amado de novo. Todos os soldados foram chamados, e entregaram condecorações de honra para eles e suas famílias, quando Dany foi chamada. Ela subiu no palco em frente a multidão, mas não viu Max. Ele não estava lá. O general entregou uma medalha para ela, e disse as seguintes palavras para o público: _ Max Fitzgerald, foi um rapaz de família humilde, cujos sonhos eram de um rapaz simples. Ele foi para essa guerra, em favor de seu país, e morreu por ele. Essas palavras fizeram Dany paralisar. Max estava morto, e aquela medalha era para ele. _ Eu sinto muito. - disse o palestrante a ela. Dany, cega de ódio e tristeza, jogou a medalha no chão e gritou: _ Eu não quero uma medalha, eu quero o meu Max de volta. Ela começou a chorar, e saiu do palco. Os pais passaram dias a confortando, mas de nada adiantou. Dany nunca mais namorou ninguém, nem se casou. Max sempre fora seu único amor, e ela nunca ia esquecê-lo. Toda noite, ela sonhava com ele vindo ao seu encontro, e levando-a para junto dele. Muitos anos depois, a mãe encontrou Dany morta em sua cama, e disse a todos, que tinha encontrado o corpo da filha sorrindo, e segurando um boné de soldado na mão. Presente Scully abriu os olhos em meio a hipnose, chorando, e disse apenas uma frase: _ Ele morreu. Levantou, e saiu da sala. Mulder pagou o médico, e saiu atrás dela. _ Scully, o que aconteceu? - perguntou ele. Ela não respondeu. Quando chegaram no FBI, já era cinco horas da tarde. Scully sentou na cadeira dela, e começou a chorar. _ O que foi? Confie em mim. - disse Mulder. Ela levantou e abraçou ele. _ Você morreu Mulder, eu perdi você. - respondeu ela chorando. Ele sorriu, colocou a mão no queixo dela, levantou seu rosto e disse: _ Não, você ainda não me perdeu Scully, e eu prometo que nunca vai perder. Os dois se aproximaram mais, e se beijaram. Mulder limpou o rosto de Scully e confortou-a: _ Pare de chorar, eu estou aqui. Ela olhou para ele e sorriu. Mulder estava mesmo ali, ela não precisava mais chorar. _ Eu te amo Mulder. - sussurrou ela. _ Eu também te amo Scully, nunca vou te abandonar, nem por mil guerras no mundo. Ela riu, e os dois continuaram abraçados. Agora que estavam juntos de verdade, não tinham mais que se importar com o que tinha acontecido antes de tudo, só teriam que viver ali, naquele momento, o presente. FIM