ANGELS (PARTE 2) DISCLAIMER: Todos os personagens desse fic pertencem a Fox, CC, DD e GA, exceto Cassy, Michael, Cristopher e Steven que são de minha propriedade. Só os uso por diversão, sem qualquer fim lucrativo. SINOPSE: Scully passa quase dois anos longe de Mulder, de repente eles recebem uma folga sem motivo. Scully volta para Washington para visitar sua mãe, Michael e Cassy reaparecem novamente, o que irá mudar dessa vez? AGRADECIMENTOS: Gostaria de agradecer a todos que leram e vão ler essa fanfic, porque foi muito gratificante pra mim escrevê-la. Tem algumas coisas que podem não ter muito a ver, como locais e datas, mas acho que isso não importa muito, o mais importante é a história. Seria melhor se lessem essa fic ouvindo a música "I'm your Angel" (Celine Dion e R. Kelly), eu escrevi a fic ouvindo ela e seria legal se vocês também ouvissem pois ela tem tudo a ver com a história P.S.: Só fui saber a tradução depois da fic pronta e me espantei porque tinha tudo a ver, estranho não?! Wilmington - Carolina do Norte 14 de Fevereiro de 2002 PM13:45hs A porta foi aberta e uma chave colocada sobre a mesinha de entrada. A casa era pequena mas bastante confortável, havia dois quartos não muito espaçosos mas o necessário para uma pessoa que morava sozinha. Bem a frente da porta de entrada se enxergava a escada que dava para os dois quartos e o banheiro, no andar de baixo a cozinha, mais um banheiro e a pequena sala. Um dos quartos servia de escritório embora não fosse muito usado. A mesma pessoa que havia deixado suas chaves na mesinha de entrada corria pela casa, tentando arrumar suas coisas rapidamente para não perder o vôo. O telefone toca a deixando mais atazanada, ela corre na direção dele atendendo logo em seguida. - Alô? - Filha? Sou eu, ainda está em casa? - Eu me atrasei, mãe. É a minha primeira folga e o trânsito estava horrível. - De qualquer forma te pego no aeroporto. Se acontecer alguma coisa, me ligue. - Não se preocupe, mãe. Logo estarei aí com você. - Eu te amo, Dana. - Eu também te amo, mãe. AEROPORTO DE WILMINGTON PM14:15hs Ela pegou a pequena mala, pois não ficaria mais de um ou dois dias, e desceu do carro correndo, provavelmente já tinha perdido o avião, mas nunca se sabe... Foi conferir na passagem o número do portão, era o 42. Correu pra lá sem pensar em mais nada e percebeu de longe que estava fechado. *Mas também com 15 minutos de atraso eu ia encontrar o quê?* Scully parou na frente do portão, ficou olhando um pouco até que percebeu uma voz conhecida lhe chamando. Olhou para trás e em uma das cadeiras estava Michael sentado acenando com a mão. Aquele rosto maduro, mas ainda jovem não revelavam mais do que uns 35 anos de idade. - Michael! - disse se aproximando sem acreditar no que via. - Oi, Dana. Ficou surpresa em me ver? - Claro! O que está fazendo aqui? - Bem eu... eu estou indo para Washington e você? - Eu também! Está voltando de alguma viagem? - Não, quer dizer, eu viajo muito sabe. E você vai fazer o que lá? - Visitar minha mãe, faz um tempo que não a vejo desde que vim morar aqui. Mas e você? Há quanto tempo não nos vemos? Desde... - ...aquele dia no parque. - interrompeu. É, foi a primeira e única vez que nos vimos. Scully desviou o olhar, *aquele dia no parque... porque sempre tenho que me lembrar disso? Ou melhor, porque nunca consigo me esquecer disso?* Começou a olhar em volta e notou que haviam muitas pessoas sentadas impacientes ao lado de Michael. - Em qual portão vai embarcar? - No mesmo que o seu. - O 42? - Esse mesmo. - Como sabe que era... - Dana, não lembro se já te falei que eu sei o que você sabe? - Ah é, continua adivinhando o que eu penso? - falou ironicamente, não acreditando em nada do que Michael dissera. - Quem sabe... - disse sorrindo. - Pelo visto perdemos o avião. - Não se preocupe, houve um probleminha e temos que esperar um pouco antes de embarcar. - Probleminha?! - É, eu ach... PASSAGEIROS DO VÔO 271, FAVOR DIRIGIREM-SE AO PORTÃO 42 PARA EMBARQUE, DESCULPEM-NOS E TENHAM UMA ÓTIMA VIAGEM! Scully sorriu ao ouvir aquela frase, pegou sua mala e passou pelo portão de embarque com Michael logo atrás. Foi olhar o relógio para saber a que horas tinha embarcado, ele estava parado. Às 14:15hs. Já acomodada dentro da aeronave, ficou pensativa. * Como é que de uma hora para a outra o Sr. Lowry me diz que preciso de "um tempo para descansar" e me dá uma folga?! Ainda por cima no meio da semana?! E agora Michael aparece do nada e embarca no mesmo vôo que eu, sem um motivo muito convincente para isso. Tudo isso é muito estranho...* Scully resolveu deixar pra lá, porque por mais que pensasse não adiantaria nada. Ficou olhando pela pequena janelinha do avião o céu azul lá de fora, e tentando não lembrar que voltaria para a cidade que mais lhe dava medo de voltar. A cética Dra. Scully estava voltando. AEROPORTO DE WASHINGTON D.C. Horas mais tarde Scully procurou Michael pelo corredor da aeronave após a aterrisagem, não o viu. Estranhou porque ele havia entrado com ela, embora tivesse dito que sua poltrona ficava mais atrás. Desceu e foi olhando ao seu redor, estava de volta a Washington. Após um ano e meio estava de naquela cidade. Por um momento ela lembrou do FBI, de seu trabalho lá, e como sempre lembrou de Mulder. Ele era uma coisa que nunca esquecia, mesmo depois de um ano não havia um dia que não pensasse nele e na vida que tinha abandonado de uma hora para a outra. Começou então a procurar sua mãe pelo aeroporto, andava em meio aquelas pessoas quando a viu sentada em uma das cadeiras. Ela olhava preocupada o relógio e procurava por todos os lados, aflita, sua filha. - Mãe! - disse correndo ao encontro dela. Margharett levantou-se e correu a encontro dela com um grande sorriso nos lábios. - Dana! Que saudade filha! - falou abrançando-a. Permaneceram abraçadas por alguns instantes, matavam a saudade. Scully secou suas lágrimas e as da mãe, e num ato carinhoso beijou-lhe a face. - Eu estava preocupada com você. - É que o vôo atrasou, mãe. Me esqueci de te avisar... - Está tudo bem. Vamos pra casa, preparei coisas deliciosas para sua chegada. - Hum! Já estava com saudade de suas comidinhas, mamãe! RESIDÊNCIA DE MARGHARETT SCULLY PM21:43hs Scully sentada no sofá da sala de sua mãe esperava-a para conversarem. Olhava a sala que estava um pouco mudada, os móveis em disposições diferentes. Sua mãe adentra a sala com duas xícaras de café nas mãos, senta à frente da filha. Fica observando seu rosto, o olhar perdido. Scully, por sua vez, nem nota a chegada da mãe. - Dana? Filha? - Hã? O que disse mãe? - disse com um leve ar assustado. - Porque está com essa expressão tão triste? Há algum problema? - Não mãe. - ela sorri tentando confortar a mãe. - Querida porque não me conta o que está havendo? - Oh, mãe... Scully abraça sua mãe com muita força, seus olhos derramam lágrimas desesperadas em um pedido de ajuda. Seus soluços assustam Maggie, o choro da filha era intenso, desesperado. - Dana o que está acontecendo? Ela suspira profundamente e agarra-se mais ainda à mãe. - Me deixe apenas desabafar, mãe. - diz deitando a cabeça sobre o colo da mãe. Maggie acaricia o rosto da filha, secando as lágrimas que não param de cair. Scully com os olhos fechados tenta não pensar em mais nada, em absolutamente nada. Ela adormece. Maggie levanta-se lentamente para não acordá- la, a cobre com um lençol e sai caminhando pé-antepé se perguntando o que fez Scully chorar tanto, o que a fez sofrer, a ponto de nada do que fizesse a consolasse. Michael sentado no chão ao lado do sofá, acaricia lentamente os cabelos de Scully. Suspira profundamente e a olha com carinho, seus olhos tem a expressão mais pura e sincera, *Durma bem, querida. Estou aqui.* Burley Stalk Park 15 de Fevereiro de 2002 AM10:45hs Apesar do gramado do parque estar branco pela neve que o cobria, um homem corria por ali pouco importado com o frio rigoroso daquele inverno. Chegou até o lago que ficava bem no centro do parque e seu olhar se perdeu naquela imensidão. O lago congelado não refletia a face triste dele. A sua dor já se perdia por entre as árvores. Um suspiro profundo quebra o silêncio do parque. Embora o frio congelasse e esse homem estivesse bem abrigado uma moça aproxima-se dele com um vestido rosa bem simples. Ela passa pelo lado dele ficando à sua frente. - Cassy! - diz com os olhos arregalados. - Olá, Fox! Como está? - Eu não acredito, eu... há quanto tempo! - É. Realmente muito tempo... - O que faz aqui? Nesse frio... e com essa roupa?! Cassy sorri, não há nenhuma explicação lógica para essa pergunta. - Me diga o que você faz aqui? - Fazendo uma de minhas corridas matinais. Me deram uma folga, nem sei porque, mas me deram. Então vim aqui. - Continua vindo aqui desde aquele dia? - É. Desde aquele dia... - a tristeza volta de novo ao seu rosto. Cassy arregala os olhos como se lembrasse de alguma coisa, olha com o rosto assustado para o céu tendo sua corrente em mãos, bem firme entre seus dedos. Mulder olhou para aquele lago congelado e, quando tornou a olhar Cassy não viu mais nada, nenhum sinal dela. Olhou para todos os lados e nada. Dessa vez nem pensou em ir procurá-la, estava triste demais. E, quem sabe, tivesse só imaginado que Cassy estava ali, como sempre imaginava Scully. Todos os dias eram tristes desde "aquele dia". E todos esses dias ele voltou ao parque, no inverno, no verão, na primavera ou no outono, de dia, de noite, ele procurava incessantemente pela mulher que ele deixou escapar, e não a encontrou em nenhum desses dias. Continuava procurando e rezando para vê- la e poder dizer o quanto queria tê-la ao lado dele, a fazer feliz e amá-la como sempre imaginou. THINK ABOUT YOU Penso em você EVERY DAY AND NIGHT, I'M IN LOVE Todo o dia e toda à noite estou apaixonado AND IT FEELS SO RIGHT, I'D NEVER MEANT TO HURT YOU E parece tão certo, Eu nunca pensei em te machucar OR CAUSE YOU PAIN Ou te fazer sofrer I WAS JUST CALLIN' UP IN THAT LYING GAME Eu estava só fazendo aquele jogo de mentiras BUT NOW THOSE DAYS ARE OVER Mas agora aqueles dias acabaram I'VE CHANGED OUR WAYS Mudei nossos caminhos AND NOW I'M COUNTING THE MINUTES, I'M COUNTING THE DAYS E agora eu conto os minutos, eu conto os dias UNTIL YOU COME BACK TO ME Até que você volte pra mim EVERYTIME I CLOSE MY EYES (ERIC FOSTER WHITE) RESIDÊNCIA DE MARGHARETT SCULLY PM12:13hs Estavam as duas, mãe e filha, sentadas à mesa desfrutando de um almoço delicioso. Quem desfrutava exatamente era Maggie, porque Scully mesmo estando de volta à sua casa, na companhia de sua mãe, não se sentia nem um pouco animada. O problema era exatamente esse: estar de volta. Não queria demonstrar para a mãe sua tristeza, não queria que ela se chateasse, mesmo que desde sua ida para Annápolis seus dias fossem como esse. *Meu Deus, o que fiz com minha vida?* Ela se perguntava enquanto olhava para o infinito através da janela da cozinha. O olhar perdido, a comida intocada no prato, o garfo que teimava em brincar com a comida enquanto o outro braço apoiava o rosto triste. - Não vai comer, Dana? - Estou sem fome. - disse medindo as palavras. - Nós precisamos conversar. - Eu estou bem mãe, não se preocupe. Só pouco cansada da viagem... - Dana sou sua mãe e não nasci ontem. O que está havendo com você? Scully olhou para baixo e cruzou seus braços. *O que está havendo comigo? Eu não sei, eu não sei...* - Porque foi embora de Washington, filha? - Mãe, eu... você sabe que eu não gosto de falar sobre isso. - Depois você saiu de Maryland e foi para Carolina do Norte, sem me dizer um porquê, sem me contar nada. - Mãe, entenda que eu não gosto de falar... - É a primeira vez que vem pra cá após um ano! Até nas festas de fim de ano fui eu quem teve de ir até você. Agora você chega e me diz que não quer conversar?! - disse em tom alto, interrompendo o que Scully falava. - Me conte o que há, eu só quero o seu bem, querida. Ela não estava disposta a falar, o que adiantaria? Ela continuaria sofrendo como sofre ou até mais. De que adiantaria jogar seus problemas nos ombros dos outros? Scully já sofria o bastante sozinha, a dor era sua, que sentisse só então. Não queria ninguém tentando ajudar e se metendo na vida dela, apesar de sua mãe não ser dessas, ela não queria. Melhor não. - É ele, não é? Scully levantou-se bruscamente arrastando a cadeira em um barulho ensurdecedor. Pegou seu casaco no cabide da sala e saiu batendo a porta. Maggie não teve tempo de reagir, suspirou triste e começou a recolher os pratos. ALGUM LUGAR DE WASHINGTON D.C PM12: 20hs - Michael! - Cassy, então nos encontramos de novo? Os dois elevaram suas mãos encostando uma na outra e, de repente um feixe de luz surge da união delas. - Estamos aqui novamente. Onde Dana está? - Acabou de sair de casa, está andando não muito longe daqui. E ele? - No parque. - Continua indo lá? - Continua. - diz entre um suspiro. - Ontem Dana chorou no colo de Maggie... tive que ajudá-la a adormecer. Está muito triste. - Os dois estão, Michael. - Quando usaremos a última era que resta? - Eu ainda não sei, Cassy. Mas você vai saber quando for a hora. - Temos que agradecer a Valentine e Lyat. Se não fossem eles... - Não se preocupe, eles sabem que estamos muito agradecidos. Skinner e Lowry têm sorte em tê-los ao seu lado. - Michael preciso ir, não posso deixá-lo tanto tempo sozinho. - Também preciso voltar para o lado dela. RUAS DE WASHINGTON D.C. PM12:34hs Scully já andava há algum tempo sem destino, caminhava pela calçada escorregadia coberta de gelo, entre as árvores sem folhas e crianças se jogando bolinhas de neve. Suas lágrimas não encontravam qualquer obstáculo que pudesse pará-las, a não ser quando ela tentava secar seu rosto com a mão fria. Olhava tudo com curiosidade, como se fosse a primeira vez que passasse por ali. O frio invadia o seu corpo num ato desumano, a roupa fina não a protegia, seu único refúgio era o casaco comprido e a manta marrom-escura. Mesmo assim Scully sabia que por mais quente que fossem suas roupas ela continuaria com frio. Era um frio interno, um frio que só ela poderia sentir daquele modo... Andou muito e encontrou um lugar que já tinha ido há muito tempo, uma cafeteria. "A cafeteria do Michael" como lembrava. *Falando nisso, onde está Michael?* pensou sentando na mesma mesa de um ano e meio atrás. Pediu um chocolate quente e enquanto esperava, tudo vinha a sua mente como se acabasse de ter vivido. Michael, Cassy, o parque, Mulder... Aquele homem não saia de sua cabeça por mais que ela tentasse esquecê-lo, aquele nome estava carimbado na sua mente, calcado em seu coração, Mulder... Burley Stalk Park PM12: 45hs Mulder sentado na grama congelada continuava com seu olhar perdido, sua alma vagava em outro mundo, não sabia qual e isso era o que menos importava, simplesmente andava sem destino por lugar nenhum. Uma bolada de neve em sua cabeça fez com que acordasse, olhou para a direção de que foi atirada e viu muitas crianças correndo em volta de um boneco. Uma delas, porém, não corria, só o olhava com carinho. Mulder se aproximou do menino que aparentava uns 3 ou 4 anos de idade e tinha os olhos azuis. - Oi. - disse sorrindo. - Que mira, hein? O menino olhava bem profundamente nos olhos de Mulder como se já o conhecesse bem, e não sentia medo nenhum como as crianças sentem normalmente quando um estranho se aproxima. - Qual seu nome? - Steven. - Que nome legal! Então, Steven? O que anda fazendo por aqui? - Observando você. Mulder ficou se perguntando se tinha ouvido direito. - Me observando? O garoto ficou mudo, e Mulder intrigado. *Garoto estranho...* - Você está perdido? Ele permanecia calado. - Onde você mora, hein? O menino sorriu e apontou para o céu, Mulder olhou e o menino sumiu. *Só posso estar imaginando coisas... Preciso comer algo agora mesmo.* Street's Cafe PM1: 15hs Michael sentado ao lado de Scully, olhava aquela bela moça beber seu chocolate quente. Fazia suas perguntas mentalmente para que ela respondesse. Isso a instigava a pensar mais no que fazer, nas decisões a tomar. Mesmo assim ele não estava feliz, porque ela não estava. Scully tremeu de frio e segurou as mangas de seu casaco esfregando suas mãos nele. Michael percebendo isso levantou e abraçou-a, ela se sentiu um pouco melhor: *Esse chocolate quente deve estar fazendo efeito, já me sinto melhor.* pensou. Ele sorriu e abraçou mais forte sua protegida. Orisako Restaurant PM1:30hs Mulder demorou muito a encontrar um restaurante e agora, sentado na mesa ao lado da janela, já matava sua fome com uma bela comida chinesa. Depois de satisfeito ficou sentado ali mais um pouco, afinal não tinha nenhum lugar para ir. Percebeu uma moça ruiva passar do lado de fora do restaurante, sem pensar levantou correndo, se esquecendo de pagar a conta ou qualquer outra coisa, só correu atrás dela. - Scully! - disse puxando a moça ruiva pelo braço. - Quem? - Ah, me desculpe... é que eu pensei que fosse... A tal moça ruiva, não era quem ele pensava. Ela sorriu e deu as costas para Mulder deixando-o parado na calçada. - Senhor! - gritava um homem. - Senhor! Esqueceu de pagar a conta! Ele olhou para trás e seguiu de novo até o restaurante, lembrando incessantemente do rosto de Scully. EVERYTIME I CLOSE MY EYES Toda a vez que fecho meus olhos I SEE YOUR FACE AND I WONDER Eu vejo seu rosto e fico pensando WHEN YOU CLOSE YOUR EYES Se quando você fecha os seus olhos DO YOU THINK ABOUT ME Você pensa em mim? NOW THAT I REALIZE Agora que eu percebo I WANT YOU, AND NO OTHER Eu quero você, e mais ninguém EVERYTIME I CLOSE MY EYES Toda a vez que fecho meus olhos YOU'RE ALL THAT I SEE É você quem eu vejo I NEED YOU HERE... Preciso de você aqui... EVERYTIME I CLOSE MY EYES (ERIC FOSTER WHITE) RUAS DE WASHINGTON D.C. PM4:55hs Scully já caminhava sem destino, a tarde fria a carregava para qualquer lugar e ela seguia mergulhada em seus pensamentos. Sentou em um banco qualquer e ficou olhando para o chão quando notou a presença de alguém. - Oi! - disse olhando para um garotinho parado ao seu lado. - Oi. - respondeu com um olhar sapeca que só uma criança de três anos teria. Eles ficaram se olhando por algum tempo e a Scully de minutos atrás estava completamente mudada agora. Sorria tranqüilamente para o menino loirinho. - Está melhor agora, não está? Acho que deveria ir onde está querendo ir. - afirmou sorrindo, saiu correndo e desapareu entre as árvores. Burley Stalk Park PM7: 23hs Já era tarde e Mulder sentado na beira do lago como sempre fazia todas as noites, olhava para o céu. Era a primeira noite de inverno em que o céu estava coberto de estrelas. Encantado, ele lembrava da única noite que tinha visto aquilo, à noite de 26 de Setembro de 2000. "Fique aqui, você a encontrará" era o que ouvia em sua mente. Scully continuava andando até que percebeu um lugar conhecido, um parque com um grande lago. Ela já conhecia aquela cena. Na beira dele, um homem sentado na grama. "Continue, continue" dizia a voz e ela continuou andando até ficar a uns 5 metros do homem. Ela o reconheceu de imediato, o perfume, a respiração, o jeito de sentar... *Mulder, Mulder...* Era ele, a única coisa que importava no mundo. Aquele frio novamente a invadiu mais que em qualquer outro momento, um tremor se espalhou por todo o corpo, as mãos frias e suadas ao mesmo tempo. Mulder sentiu a presença de Scully, suspirou e achou que só estava tendo um daqueles seus sonhos. Daquela vez não era um sonho, era real. *Sinta o amor, Fox. Sinta...* Aquela voz de sempre dizia aquilo com total suavidade, sussurrando quase como um canção de ninar. Ele olhou e lá estava ela, parada atrás dele, linda como sempre, olhando-o como se não acreditasse. Os cabelos ruivos esvoaçando com a calma brisa, os olhos azuis refletindo as estrelas, o silêncio daquele momento que era uma canção de amor para os seus ouvidos. Ela era esplendorosamente linda, como um anjo... - Scully... - disse com o fio de voz que lhe restava. Levantou rapidamente e a abraçou carinhosamente. Puderam sentir seus corpos gelados, as respirações ofegantes, os corações batendo aceleradamente. O tempo parou para que os braços se envolvessem um pelo corpo do outro. Então os olhos dos agentes se encontraram, as lágrimas já acostumadas a caírem livremente, despencavam com uma facilidade maior ainda. O beijo era inevitável, bocas sedentas por aquele momento, o momento que esperaram por tanto tempo e que agora se tornava realidade. Permaneceram com os olhos fechados só sentido o contato de seus lábios trêmulos, degustando o sabor do que era ter o amor nos braços de novo. Foram abrindo os olhos quase que ao mesmo tempo, querendo que aquele instante não acabasse nunca, que continuasse pela eternidade, permitindo assim, que pudessem ficar juntos. - Isso me faz sentir tão bem, não consigo dizer o quanto estou feliz. - Nossa missão está cumprida, afinal. - Então quer dizer que ficaremos juntos também?! - Estivemos sempre juntos, Cassy. Agora estaremos muito mais. Os dois juntaram suas mãos sempre sorrindo um para o outro. - Scully, eu... Ela colocou seus dedos sobre os lábios de Mulder fazendo com que ele não falasse mais nada, ele segurou delicadamente a mão de Scully, beijando-a em seguida. - Eu preciso dizer que amo você. Com toda a minha alma... Ela sorriu e beijou seus lábios com o beijo mais doce que poderia dar. - Eu também amo você, Mulder. Com tudo de mim. Ele a abraçou mais, afugentando qualquer frio que pudesse sentir. Scully agora já não sentia mais frio interno algum... Os dois ali sentados na grama gelada, olhavam para o céu estrelado. Scully olhou para o outro lado do lago e notou duas pessoas conhecidas. - Mulder, olha. É... - Cassy e Michael... - complementou. Michael elevou uma das mãos juntando-a a mão de Cassy, enquanto os dois seguravam seus colares. Sorriram para Mulder e Scully e foram tomando sua forma de energia, até desaparecerem por completo. "Não se preocupem, ainda estamos com vocês, sempre estaremos." Eles se olharam e sabiam que tinham ouvido a mesma coisa, Scully deitou sua cabeça no ombro de Mulder e ainda olhando para o céu lindamente estrelado continuou: - Eles são anjos, não são? - São. Os nossos anjos, Scully. - disse virando seu rosto depositando um longo beijo nos lábios da mulher mais importante da vida dele. Agora ele já não precisava mais fechar os olhos para vê-la, bastava abri-los para enxergar o que ele procurou todos os dias naquele parque, o que ele procurou naquelas estrelas sem luz tarde da noite. E agora as estrelas brilhavam em homenagem a ela, como se reverenciassem sua chegada. Continuariam assim ofuscantes como os olhos de Mulder, que agora bem abertos, assistiam a brisa tranqüila e fria beijar a face perfumada da agente que resgatou seu coração. Burley Stalk Park 15 de março de 2007 - Querido, venha cá! - Já vou, Scully! - Não você, Mulder. É Cristopher. Ela sorriu marota dando um beijo no marido. - Depois que esse garoto nasceu eu não sou mais "o querido", o que vai vir depois? O menino vai querer ter sua própria cesta de basquete?! - disse resmungando por cima dos ombros enquanto chamava o filho. - Diga pra ele largar esse taco de beisebol e vir aqui cortar o bolo de aniversário! Ela sentou-se sobre a toalha quadriculada e ficou arrumando o bolo de aniversário de 3 anos do filho. Estava tão feliz, tinha os dois homens que mais amava no mundo. A felicidade era constante depois que se casara com Mulder. Todos os dias eram sinônimo de alegria, de amor. O nascimento de Cristopher foi o milagre que faltava, e inexplicavelmente ele aconteceu. Ter um filho gerado normalmente em seu ventre foi a melhor coisa que já aconteceu, um filho com o homem que ela mais amava no mundo. E mesmo que negasse, sabia que esse milagre aconteceu com a ajuda de Cassy e Michael. Eles visitaram os agentes algumas vezes mais, poucas vezes que foram suficientes. Uma risada involuntária apareceu em seu rosto quando ela lembrou do dia do nascimento de Cris. Mulder dormindo ao seu lado e ela tentando acordá-lo, sem sucesso. Era por volta de umas 3:30hs da manhã. Quando ele acordou e viu que Scully já sentia as contrações, ficou desesperado. Corria como um louco por dentro de casa, chegou a cair um tombo (de leve) nas escadas. Nesse dia foi a última vez que Michael e Cassy os visitaram. Quando Scully segurava Cris nos braços, viu os dois sentados no sofá que ficava ao lado de sua cama de hospital. Os olhando ternamente, como se assim pudessem protegê-los de tudo, e podiam. Percebeu Mulder e Cristopher se aproximando e sabia que aquela família era perfeita para ela, não tinham cachorro, mas eram felizes. - Mãe! - disse dando um salto no colo de Scully. - Parabéns, querido. - falou beijando o filho. Cristopher era a cara do pai, se não fossem os olhos azuis iguais aos de Scully podiam dizer que não era seu filho. - Ei, não vai sobrar um beijinho pra mim, não? - Mulder disse pegando Cris dos braços de Scully. Cristopher beijou o pai, e pulou para cima de uma caixa de presente vermelha, rasgando os papéis, excitado. - A luva de beisebol que eu queria! Legal! - Peraí, garotão. Ainda tem mais! - disse Mulder pegando um boné de beisebol de trás de suas costas e colocando na cabeça do garoto. - Obrigado! Eu amo vocês. Cris abraçou os pais e saiu correndo para brincar com seu presente. Os dois olhando para o filho, orgulhosos, vendo a pequenina criança correr pelo gramado e sentar perto do lago. - Mulder? - Anh? Scully segurou a mão de Mulder e colocou na sua barriga com a dela por cima, na altura do ventre. Ele a olhou espantado, mas compreendia bem o que estava acontecendo. Depois ela ficou acariciando a barriga lentamente. - Eu encontrei outra verdade aqui. A nossa verdade. A única coisa que Mulder conseguia fazer era ficar ali pasmo, olhando para Scully. A mesma coisa que fez quando soube de Cris. - Não sei se é cedo, mas você consegue sentir como eu? Consegue sentir isso? O "estranho" começou a derramar lágrimas e não sabia o que fazer, só sorria para a esposa. - Scully, eu... eu amo você tanto. E você sabe... Minha alma é sua. Ela o abraçou, e choraram abraçados de felicidade. O gramado verde e florido do parque resplandeceu para os dois. Mulder encostou a cabeça na barriga de Scully, com o rosto bobo de pai babão e coruja. - Mulder, eu o amo tanto... Nós nunca falamos sobre isso, mas eu preciso dizer que aqueles dois anos que passamos um longe do outro foram os piores da minha vida. Eu não sei porque algo me prendia e não me deixava voltar. - Eu também fui um louco. Te fiz sofrer, não foi mais do que justo. Scully acariciou o rosto de Mulder, os dois sofreram muito e ela sabia. Mas pra que lembrar disso? Estavam juntos agora, era o que importava. E não haveria palavras que conseguissem separá-los, nem pessoas, nem ninguém. Agora mais do que nunca. - Somos uma alma só, Scully. Ficaremos juntos pra sempre, não importa mais nada. Eu sei, nossa verdade está bem aqui. Eles beijaram-se com todo o amor que sempre sentiam, a confiança o respeito, a dedicação. O amor não significava nada perto do que eles sentiam um pelo outro. Depois ficaram abraçados vendo o filho sentado na grama, enquanto Mulder acariciava a barriga de Scully, a mais nova parte do seu ser. Um suspiro profundo e os olhares brilhantes se voltaram para o céu azul daquela tarde de verão. Michael e Cassy beijaram a testa do garoto e sentaram-se à beira do lago junto com ele. Ao lado de Cristopher um garotinho da mesma idade dele, Steven, olhava ansioso para a luva. Steven então olhou para o céu com os olhos mais azuis possíveis, afastou a franja loira e sorriu, segurando entre seus pequenos e frágeis dedos uma corrente com duas asinhas penduradas. I'M YOUR ANGEL (R. Kelly) NO MOUNTAIN'S TOO HIGH FOR YOU TO CLIMB Não há montanha alta demais que você não possa escalar ALL YOU HAVE TO DO IS HAVE SOME CLIMBING FAITH, OH YES Tudo que você tem de fazer é ter alguma fé que conseguirá, oh sim NO RIVERS TOO WIDE FOR YOU TO MAKE IT THROUGH Não há rio grande demais para você percorrer até o fim ALL YOU HAVE TO DO IS BELIEVE IT WHEN YOU PRAY Tudo o que você tem que fazer é acreditar nisto quando rezar AND THEN YOU WILL SEE E então você via THE MORNING WILL COME A manhã chegar AND EVERYDAY WILL BE BRIGHT AS THE SUN E todos os dias eram gloriosos como o sol SO ALL OF YOUR FEARS Então todos os seus medos CAST THEM ON ME Sobre mim lança-os ALL I EVER WANTED WAS YOU TO SEE Tudo o que eu sempre faço é fazer você ver que... I'LL BE YOUR CLOUD UP IN THE SKY Eu serei sua nuvem no céu I'LL BE YOUR SHOULDER WHEN YOU CRY Eu serei seu ombro quando você chorar I'LL HEAR YOUR VOICES WHEN YOU CALL ME Eu ouvirei sua voz quando você me chamar I AM YOUR ANGEL Eu sou seu anjo AND WHEN ALL HOPE IS GONE, I'M NEAR E quando todas as esperanças estão perdidas, eu estarei perto NO MATTER HOW FAR YOU ARE, I'M NEAR Não importa o quão longe você esteja, eu estarei perto IT MAKES NO DIFFERENCE WHO YOU ARE E não faz diferença quem você é I AM YOUR ANGEL Eu sou seu anjo I'M YOUR ANGEL, OH YES Eu sou seu anjo, oh sim I SAW YOUR TEARDROPS, AND I HEARD YOU CRY Eu vi seus pingos de lágrimas, e eu ouvi seu choro ALL YOU NEED IS TIME Tudo o que você precisa é tempo SEEK ME AND YOU SHALL FIND Procure-me e você me encontrará YOU HAVE EVERYTHING AND YOU'RE STILL ALONE Você tem tudo e ainda continua sozinho IT DON'T TO BE THIS WAY Isto não é dessa forma LET ME SHOW YOU A BETTER DAY Deixe-me mostrar a você um dia melhor OH AND THEN YOU WILL SEE Oh, e então você via THE MORNING WILL COME A manhã chegar AND ALL OF YOUR DAYS WILL BE BRIGHT AS THE SUN E todos os seus dias eram gloriosos como o sol ALL OF YOUR FEARS Todos os seus medos JUST CAST THEM ON ME Sobre mim lança-os HOW CAN I MAKE YOU SEE Como eu posso fazer você ver que... I'LL BE YOUR CLOUD UP IN THE SKY Eu serei sua nuvem no céu I'LL BE YOUR SHOULDER WHEN YOU CRY Eu serei seu ombro quando você chorar I'LL HEAR YOUR VOICES WHEN YOU CALL ME Eu ouvirei sua voz quando você me chamar I AM YOUR ANGEL Eu sou seu anjo AND WHEN ALL HOPE IS GONE, I'M NEAR E quando todas as esperanças estão perdidas, eu estarei perto NO MATTER HOW FAR YOU ARE, I'M NEAR Não importa o quão longe você esteja, eu estarei perto IT MAKES NO DIFFERENCE WHO YOU ARE E não faz diferença quem você é I AM YOUR ANGEL Eu sou seu anjo SCULDER ECKS E aí?! O que acharam? Eu adorei escrever esse fic, até porque aconteceram muitas coisas enquanto eu escrevia, coisas muito estranhas. E foi muito bom. Espero que tenham gostado, mas se não, tudo bem. Peço desesperadamente por um feedback, para falar mal, bem, e para fazer amizade. Eu sei que às vezes a preguiça atrapalha na hora de escrever um feed mas eu necessito de um e prometo a responder todos... Sister F.J., Ithy, Emily Maybe, and Lígia Mulder... this fanfic is for you!!!!