alle Sachen AUTORA: Késsia Nina E-MAIL: shipperx@gmx.net SPOILERS: all things CATEGORIA: MSR FEEDBACK: Por favor!!!!!!!! :) NOTA DA AUTORA: Todas as minhas histórias estão no meu site: http://go.to/shipperx/ Obrigada à minha grande amiga AleXandra Morgilli por ter betado esta história!!!! :) Essa é a minha terceira fic pós-all things, mas acho que é a melhor!!! Principalmente porque foi escrita depois que eu vi o episódio então deu pra escrever mais sobre o que estava acontecendo com a Scully. Enfim, espero que gostem! :) DISCLAIMER: Quem dera que fossem meus!!! Somente a história é minha!!! :) A solidão a acompanhava há muitos anos. Mesmo rodeada de pessoas, amigas ou somente conhecidas, ela se sentia num mar onde somente ela existia e mesmo olhando para todos os lados não via nada além de água, além de solidão. Era a única naquela imensidão sem fim. Sem ter para onde ir e nem como ir, permaneceu estável, imóvel, esperando somente pelo pior até que ela chegou até ele. As ondas do mar sem fim onde se encontrava a levaram até ele. A pessoa que a faria sair do sério. O homem que a faria mergulhar nas profundezas de sua alma fazendo com que ela finalmente alcançasse o chão firme, sem água, incertezas e sofrimentos. O homem que se apaixonaria por ela e pelo qual ela própria se apaixonaria, dando sua própria vida para salvá-lo. Um homem que mesmo com todos os defeitos era perfeito porque a fazia sentir-se perfeita. Esse homem se chamava Fox Mulder e há apenas trinta minutos ela se entregara de corpo a ele. Sua alma já havia sido entregue há muitos anos. Algumas horas antes Hospital de Washington "Eu precisei ver você para saber que eu mudei, Daniel. E acho que está na hora de você reparar tudo o que fez nos últimos anos." Dana Scully saiu do quarto de hospital onde estava a última pessoa com quem ela mantivera além de contato físico, um vínculo emocional muito grande. Apesar de uma certa tristeza que tomava conta do seu coração, o mesmo dizia que ela fizera a coisa certa e que tudo vem a seu tempo na vida. Tudo tem uma razão de ser e às vezes, até nada tem uma razão de ser. O banco na pequena praça em frente ao hospital parecia perfeito para um momento de reflexão acerca dos últimos acontecimentos em sua vida. Sentou- se calmamente e tudo em que conseguia pensar era em como fazer da sua vida algo melhor. As últimas sessenta e duas horas passaram numa unidade de tempo diferente da usual. Em alguns momentos ela sentia como se o tempo se expandisse e ela pudesse se deslocar de onde estava fisicamente e chegar em algum lugar obscuro de sua mente. Daniel aparecera exatamente no momento em que ela perguntava a si própria o que a motivava a continuar seguindo pelo caminho que estava seguindo. Ele apareceu como uma alternativa, mas uma alternativa muito simples, muito banal. Seria fácil demais mudar totalmente o rumo de sua vida por algo mais simples, por algo certo. Daniel mudara-se para Washington D.C. por causa dela e ficara ali por dez longos anos. Mas por quê? Por que não havia feito contato? Será que ele a via como um ser inatingível quando na verdade era o contrário? Seu caso de amor com Daniel fora avassalador, mas terrivelmente doloroso quando a verdade fora descoberta. Ele era um homem casado. Com uma família, filhos. À época ela era uma jovem estudante de medicina fascinada com todo o conhecimento que poderia adquirir com um professor renomado como Dr. Waterston. O coração entretanto seguiu outro rumo e começou a bater mais forte quando se encontrava com ele. Não tinha idéia da sua situação civil, por isso começou e seguiu em frente com o romance. Horas de angústia no peito foram o resultado dessa paixão. A descoberta fora cruel demais para ela que se afastou imediatamente não sabendo das conseqüências que o ato dos dois havia causado. Achando que somente por afastar-se faria com que tudo fosse esquecido. Não sabendo que ele a seguiria e que esqueceria da família por ela. Percebeu que fora egoísta. Tanto consigo própria quanto com Daniel. Sabia ou sentia que ele a amava, mas seus princípios católicos e éticos não permitiram com que a relação adúltera por parte de seu amante continuasse. Não aceitaria ser a segunda mulher na vida de nenhum homem. Nenhum. Até que conheceu Mulder. Seu parceiro no FBI, cuja principal motivação era a busca de uma irmã desaparecida há vinte anos. O destino, mais uma vez, fizera com que sua promessa não fosse cumprida e mais uma vez ela era a segunda mulher na vida de um homem que a rodeava. Essa situação, no entanto, durara apenas alguns anos. A sua abdução deixou Mulder muito abalado com a sua segurança e ela viu que não era a segunda, mas a primeira. Especialmente depois de ter sido trocada pela suposta irmã do parceiro, a qual os dois sabiam hoje que provavelmente não passava de um clone da verdadeira Samantha. De início, sabia que não detinha a total confiança do parceiro, mas com o tempo passou a conhecê-lo melhor e fez com que ele sentisse, por si próprio, que ela era de confiança. Seu rosto sério e com uma expressão de tristeza profunda e sua posição ereta no banco faziam com que as pessoas que passavam a olhassem e talvez pensassem que ela havia perdido alguém no hospital ali frente. Scully olhava para essas pessoas e imaginava que elas estavam ali por alguma razão. Que tudo acontece por algum motivo. Ainda olhando para a frente e observando as pessoas que por ali passavam avistara a mulher que já aparecera outras duas vezes naqueles dias para ela. A mulher que a salvara de um acidente de trânsito enquanto falava com Mulder ao telefone. A mulher que a levara ao templo budista, onde viu passagens de sua vida toda, onde pôde enxergar finalmente qual era a razão de tudo aquilo estar acontecendo. Levantou-se apressadamente a fim de alcançar tal mulher e quando por fim chegou até ela, era Mulder. Mulder. Era óbvio. Ele era a razão de tudo na sua vida desde que se conheceram e talvez o desfecho trágico da relação com Daniel a tenha feito tomar um certo desgosto pela prática somente por prática da medicina, algo que a tenha dado forças para entrar no FBI, mesmo sendo contra seu pai e tudo isso tenha ocorrido para que ela finalmente conhecesse Mulder. Aquele que mudaria sua concepção de vida e a faria ver que existem mais coisas no universo do que a ciência pode explicar. Mais coisas do que o seu coração pode agüentar e também explicar. Talvez tudo tenha acontecido para que ela chegasse naquele exato momento pensando em toda a sua vida e refletindo onde ela estava e para onde estava indo. Sorriu, conversou com Mulder por alguns minutos e, com as mãos nas costas dele, o guiou até o apartamento do parceiro. No caminho, contou o que acontecera enquanto ele esteve na Inglaterra. Percebeu como ele ficou, em princípio, chateado com aquela situação. Gostaria de estar com ela quando percebesse o que ele sempre tentara fazê- la ver. Porém, quando ela adormeceu no seu sofá, admitiu que a coisa certa aconteceu. Scully precisaria ver tudo por si própria para acreditar. Não adiantaria em nada suas palavras. Ela precisava vivenciar a situação e perceber como as coisas realmente são. Cobriu carinhosamente sua parceira e seguiu rumo ao quarto. Não queria acordá-la e deixou que ela dormisse no sofá. As últimas horas da vida dela não foram das mais calmas e tudo o que ela precisava era relaxar. Parou na porta do quarto e mesmo não desejando sentir, não se conteve e o ciúme se instalou. Ele pôde perceber, pelo que Scully falara, que ainda passou pela cabeça da parceira retornar à vida em comum com Daniel, mesmo que por uma fração de segundo. Entretanto, não se sentia no direito de se sentir assim porque Scully não devia nada a ele. Não havia nenhum acordo entre os dois de que eles estariam juntos para sempre ou algo assim. Nem um deles havia sequer comentado sobre a noite em que dormiram juntos. Repentinamente ele sentiu mãos quentes e macias envolvendo-o por trás e acariciando seu tórax, fazendo com que ele estremecesse. "O que você está fazendo parado aqui?" Ele virou-se e a beijou apaixonadamente. Não queria perdê-la. Não queria que ela o abandonasse por um amor antigo somente por ele trazer-lhe velhas sensações, sensações conhecidas. Sabia que Scully temia o desconhecido e seria mais fácil para ela voltar ao passado do que seguir em frente. "O que esse beijo quis dizer?" Pela expressão no rosto dele ela sabia que havia algo errado. A comunicação dos dois sempre foi perfeita, não seria agora que mudaria. Ainda abraçados, ela começou a falar como se soubesse exatamente o que se passava na cabeça do parceiro. "Mulder... Você não precisa ter medo. Eu fiquei abalada pela presença do Daniel mas simplesmente porque ele foi um amor antigo. Alguém com quem eu realmente pensei em passar o resto da vida. Ele era para mim como Diana Fowley foi para você um dia. Não significa mais nada. Ele me fez finalmente perceber que é com você que eu quero ficar. Você foi tudo o que eu procurei durante todos os anos. Alguém que me compreendesse, que me desafiasse e que acreditasse em mim, não importando qual fosse minha opinião. Todos os caminhos que segui, todas os caminhos com que deparei na vida me trouxeram até você e agora eu vejo com absoluta clareza que realmente era isso. Todas as coisas me trouxeram a você. Somente a você." Com os olhos banhados por lágrimas de felicidade e um sorriso raro em seus lábios, Mulder tocou delicadamente seu pescoço fazendo com que ela sentisse o calor que emanava das mãos do parceiro. Os amantes se olhavam profundamente nos olhos e palavras, mais uma vez, não eram necessárias. Tudo o que fizeram foi encostar seus lábios um no outro e manifestarem fisicamente o que há muito já fora manifestado por olhares. --------- Fim ------------- E então??? Gostaram??? Essa foi mais ou menos a idéia que eu fiquei de all things depois de finalmente assistir a esse episódio! Como vocês poderão comprovar, a Gillian mais uma vez provou ser capaz de muita coisa! Além de ótima atriz, é ótima diretora (quem não gostou da cena dela saindo do hospital?) e escritora!!! E quem melhor para escrever um episódio tão profundo sobre a Scully como a Gillian??? A D O R E I!!!! Esse episódio está na minha lista de melhores e eu não me canso de ver!! Não mesmo!!!! Espero que vocês também tenham gostado!!! Eu não sei se vocês gostam dos meus títulos doidos, galera, mas eu adoro!!! Heehhehehe Esse significa "all things" em alemão!!!! :) E como sempre, escrevam para mim (shipperx@gmx.net) dizendo o que acharam da fic!!! Não importa qual sua opinião somente envie-a!!! Nós autores vivemos por feedback!!!!