Título: Adoradores da chuva Autora: Lucy Mattos Sumário: A frase "Eu te amo" pode significar muito mais quando dita por Mulder. Spoiler: Rain King (A dança da Chuva) Faixa etária: PG-13, livre para todas as idades. Classificação: Romance açucarado. Totalmente contra minha regra do sugar-free. Disclaimers: Eles não me pertencem, infelizmente. Feedback: Claro, por favor! Ficarei muito feliz! Mandem para lucymattos@hotmail.com ou writing_machine@bol.com.br Notas da autora: Eu sei que deveria estar terminando 'The game' ou seja lá qual for o título que a história ganhe, mas... tive esta idéia olhando um out-door na rua e não quis abandonar (veja só o que a imaginação de uma shipper não faz!) e minha obsessão por chuva tem que parar. Não fui trabalhar hoje porque estou com uma dor de estômago terrível e se minha chefe souber que estou no computador escrevendo fan-fiction... acho que vou estar com problemas Adoradores da chuva Adoro a chuva. Adoro quando ela cai pesadamente sobre a cidade, ver a água escorrendo pela janela e o som que me acalma tanto. Em noites chuvosas como esta eu me torturava pensando no que Scully fazia, se ela estava em casa, se ela lia um livro ou via tv ou se de repente pensava em mim. Mas agora não mais, ela está dormindo no meu quarto, exausta da viagem que fizemos. Mais uma vez fomos perseguir o Arquivo-X errado em uma cidade no meio do nada e mais uma vez ela tinha razão. Eu me lembro em uma das tardes em que passamos nesta cidade, que nem me lembro mais do nome, também estava chovendo. Deve ser a Cidade da Chuva. Semana passada, pra ser mais exato, e o mesmo caso, que eu teimava em investigar. O céu estava branco, mas assim mesmo o dia estava claro, os raios de sol teimavam em ultrapassar as pesadas nuvens iluminavam o dia, dando um colorido diferente do habitual para a chuva. Nem Scully nem eu havíamos almoçado e não haviam lugares que entregavam comida em hotéis. Mas no caminho havia um lindo restaurante que servia panquecas deliciosas e hambúrgueres de frango, sem gordura. Eu consegui convence-la a ir lá. "Você tem certeza que estão abertos a esta hora?" ela perguntou, deitada na cama, seus dedos passeando pelos botões do controle remoto. "Scully, são quatro da tarde. É claro que um restaurante está aberto terça-feira, quatro da tarde." Ela ainda estava relutante. "Scully, você não esta com vontade de comer umas panquecas com calda de morango? Sei que você gosta..." Ela fechou os olhos, ponderando. Um sorriso passou pelos seus lábios. "Vamos, então. Estou morrendo de fome e um passeio vai nos fazer bem." Levantei da poltrona e fui me vestir. Ela continuou na mesma posição, me olhando com um sorriso. "O que foi?" "Nada... só estava olhando você." Voltei para perto dela na cama e me sentei ao seu lado, passando os dedos pelos seus cabelos. "Não adianta fazer essa cara. Eu não vou trazer comida pra você, vamos juntos encarar esta chuva. Pode levantando, mocinha." Ela se espreguiçou e passou a mão pelos cabelos. "Pega a minha roupa então?" "Eu não sabia que você era tão manhosa, Scully. Você se aproveita de mim." Ela sorriu e se levantou, me agraciando com a visão de seu corpo nú. "Vamos logo, Mulder. Se você chegar perto de mim outra vez eu não consigo mais sair deste quarto." Quando saímos a chuva havia melhorado, estava fraca e suave, por isso fomos a pé. A restaurante era próximo ao motel, apenas umas duas ou três quadras, se cortássemos caminho por um grande gramado. O cheiro de mato molhado e flores que se espalhava pelo ar era deliciosamente agradável, dando um toque místico ao lugar. Eu tinha a impressão que a qualquer momento iriam surgir fadas e duendes na nossa frente. A chuva aumentou de intensidade de repente e tivemos que correr para achar um abrigo, porque nem os guarda-chuvas eram úteis numa chuva de vento. Não havia nenhuma árvore ou cobertura ou perto, estávamos no meio do gramado e embaixo da chuva, que continuava a cair. Olhei para Scully, ela estava encharcados pela chuva, seu cabelo e roupas totalmente molhados. Senti um desejo incontrolável de beijá- la, mas parei e fiquei olhando-a, com um sorriso nos lábios. "Mulder? Vamos, Mulder." Eu não queria sair dali, queria gravar esta cena na minha mente, Scully estava linda, debaixo daquele temporal. "O que foi, Mulder? Você viu um gnomo, é?" "Estou tendo um deja vu, Scully." "O que?!" "Lembra daquele caso do homem que fazia chover que nós investigamos ano passado?" "Sei, o que tem?" "Estava pensando no que Holmer me disse, em uma ocasião." "E o que ele disse, Mulder?" Nós parecíamos dois loucos, parados no meio da chuva, olhando um para o outro. Eu me aproximei dela e passei as mãos pelos seus cabelos molhados, deslizando até seu rosto, contornando seus lábios com os dedos. "Ele disse que o modo com eu olhava pra você denunciava meus sentimentos." "Ele disse isso?" "Bem, ele não disse exatamente isso, mas foi isso que ele quis dizer." Ela franziu a sobrancelha de novo. "O que você quer dizer, Mulder?" "Foi neste dia que eu percebi que te amo" Ela ficou imóvel, olhando pra mim. Essa era a primeira vez que eu dizia isso pra ela. Ela balançou a cabeça lentamente, desviando o olhar para o chão e procurou algum lugar para colocar as mãos. Só então eu percebi o que havia dito e que era a primeira vez que eu dizia aquilo. Era uma confissão que eu fazia para mim mesmo e para ela. "Mulder..." "Eu sei que você desconfiava disso, porque nenhum homem persegue uma mulher do jeito que eu faço se não amá-la, mas... acho que é bom dizer de vez em quando." O sorriso que apareceu em seu rosto me fez acreditar que eu deveria dizer isso por todos os dias da minha vida. "Eu te amo" sussurrei, me aproximando dos seus lábios. Eu podia sentir o calor da sua respiração e a intensidade daqueles olhos azuis que me olhavam, como seu lhe dissesse a coisa mais absurda deste mundo. Acho que Scully nunca se permitiu acreditar de verdade nos meus sentimentos por ela. Não tenho idéia do que se passa naquela cabeça cética, mas também não consigo entender por que é tão difícil acreditar. "Eu também te amo" ela sussurrou tão baixo que quase mal pude ouvir por causa do barulho da chuva que caía sobre nós. Eu a puxei para meus braços e a abracei, beijando seus cabelos. A chuva continuava caindo e o dia ainda estava incrivelmente claro. Nós ficamos quase um minuto inteiro ali, abraçados no meio da chuva e eu me senti ridículo. Mas nada que envolva Scully é ridículo. Não até sentir suas mãos procurando meu rosto e me puxando para beijá-la. Até sentir seus lábios nos meus e todas aquelas coisas que ela me faz sentir quando me beija, quando desliza suas mãos sobre meu peito ou quando ela sorri pra mim, mesmo quando eu falo alguma coisa estúpida. Ridículo é quem não tem alguém como Scully e pensa que é feliz. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX FIM E aí, gostou? Então mande-me um feedback em writing_machine@bol.com.br ou lucymattos@hotmail.com X-Beijos a todos! Lucy Mattos