Título: A DESCOBERTA e-mail: kitaty@aol.com / kyt@zipmail.com.br Disclaimer: Fox Mulder e Dana Scully pertecem a Chris Carter, Fox Network, além de claro, um ao outro. Meu objetivo é apenas fazer com que as pessoas que lerem a história se divirtam. Classificação: Suspense/Shipper Resumo: Uma montanha misteriosa, pessoas que caem misteriosamente de uma luz, Scully declara seu amor por Mulder, cultos estranhos realizados em uma cidadezinha do Oregon, E se vc pudesse modificar seu passado? Rever entes queridos? A DESCOBERTA From The TV Show The X – File Escritório dos Arquivos X Edifício J.Edgar Hoover Quarta-feira, Washington,DC 1h45m – PM Dana Katherine Scully estava um tanto quanto estranho naquela semana. Ela estava inquieta, o olhar triste e distante. Caminhava ás vezes de um lado para o outro preocupado. ultimamente não estava conversando muito com Mulder. Hoje no elevador ela se limitou a responder quase que monossilábicamente às perguntas feitas pelo seu parceiro. Nada mais que isso. Essa situação o estava incomodando. Scully vinha agindo estranhamente, os acontecimentos que a levaram a empreender uma viagem com o canceroso na busca de uma tecnologia capaz de salvar a humanidade, sem pô-lo a parte de tudo antes já haviam sido há muito superado. A principio ele a concedeu, mas entendeu o que pedia a situação naquele momento. Scully era médica. E ela tentou escrever-lhe. Apesar de nunca ter recebido nada, Mulder já sabia muito bem como Canceroso e sua corja trabalhavam! Hoje ele resolveu perguntar de uma vez por todas o que estava motivando aquele comportamento atípico de sua parceira. Mulder entrou no escritório a porta estava entreaberta. Scully estava sentada, tão concentrada no que estava fazendo no computador que nem notou a presença de seu parceiro. Ele não fez barulho. Chegou perto da mesa, colocou as mãos sob esta e disse: _ Boa tarde Scully! Dana quase pulou da cadeira, tamanho o susto que levara. Então exclamou: _ Que susto Mulder!Não o vi chegar. Mulder respondeu com um sorriso irônico: _ Percebi!!! O que está olhando que possa deixa-la tão distraída? _Enquanto perguntava isso ele foi chegando mais perto do computador. Scully estava olhando duas fotos scaneadas. Uma era a foto de um garotinho que Mulder sentia como familiar, e ao lado estava a foto de Emily!!! Mulder olhou para Dana! Seu olhar estava fixo na tela. Era triste e vazio. Nisso ele sentiu um aperto preencher seu coração ao ver Scully sofrer daquela maneira. E o fazia sofrer também. Então ele perguntou: _ Quem é o garotinho da foto? _É Matheu, meu sobrinho, filho de Bill. Você se lembra? Ele está grande e lindo, não é mesmo? _Sim é verdade _respondeu Mulder. Virou-se para Scully e perguntou: _Você esta bem Scully? _Sinto saudade da minha família Mulder. Os compromissos dos últimos meses têm-me afastado deles.Não vejo Bill ou minha mãe faz um bom tempo. Ela fez uma breve pausa e olhando fixamente para a foto de Emily no computador e completou: _Foi pouco o tempo que tive com Emily. Mas foi suficiente para que eu me apegasse a ela de uma forma que não consigo explicar.Ela deixou-me muita saudade. Ela passou a mão sob a foto. Seus olhos estavam cheios de lágrimas. Com a voz completamente embargada ela disse: _ Eu a tive tão pouco tempo e a vi morrer em meus braços. Foi muito doloroso. São lembranças muito dolorosas. Ás vezes lembrar do sorriso acanhado dela me conforta. Desesperador é saber que não mais poderei ter outro que talvez preenchesse o vazio que ela deixou. Dito isso Scully desabou em lágrimas. Seu choro era forte, doloroso, profundo. Aquela cena comoveu muito Mulder. Com a voz completamente entristecida ele disse: _Eu entendo perfeitamente tudo o que você está sentindo Scully. Sinto muito. Sinto muito mesmo por você ter sido alvo de experiências escusas que a deixaram nesta condição e a culpa é minha... Scully o interrompe: _mulder a culpa não é sua. Eu quis entrar para o FBI. Designaram-me para invalidar o seu trabalho. Eu poderia ter recusado, mas não o fiz. Eu sabia o preço a pagar por expor pessoas que não queriam sê-lo de forma alguma. Esta foi uma das conseqüências. Agora tenho que com elas. Só não sei até quando vou conseguir.Não sei se posso...Novamente a emoção "falou" mais forte. O choro apossou dela. Ela tirou os óculos e os colocou sob a mesa. As lágrimas desciam e ela não conseguir parar. Meio a soluços ela continuou: _Eu não sei se agüentaria passar por tudo isso novamente. Não tenho forças Mulder. Não tenho forças para ver uma criança ou até mesmo você morrendo em meus braços e não poder fazer absolutamente nada!! Entristecido Mulder disse: _Scully! _enquanto a abraçava, confortando-a, disse: _Por favor, não chore Scully! – ele encosta a cabeça dela em seu tórax, a acaricia e conclui: _Não chore! Não gosto de vê-la assim.- Mulder passa a mão no rosto dela a fim de enxugar as lágrimas. Nisso ele para e fica contemplando a beleza de sua parceira. Mas logo se repreendeu. Ela era apenas sua parceira, nada mais que isso!! Scully o olhou fixamente nos olhos, respirou fundo, criou coragem e em meio aos soluços disse: _ Estou me sentindo tão sozinha, desamparada. Cheguei a conclusão de que preciso parar. Formar uma família. Quero ter alguém ao meu lado. Não somente como um amigo. Alguém que me ame como eu sou! Como uma mulher! – Ela fez uma pausa para recuperar o fôlego sem medo nos olhos de Mulder enfim disse: _ Mulder EU TE AMO!!! Ele levou um choque. Ficou ali parado completamente imóvel.Não sabia o que fazer ou dizer! Nunca imaginou Scully dizendo aquilo. Parecia tão ireal. Uma felicidade instalou-se dentro dele. E Dana continuou: _ Não posso mais negar isso. Nem pra mim, nem pra você, nem pra ninguém! EU TE AMO intensamente, do fundo do meu coração, com toda minha alma te amo! Por medo de não ser recíproco, orgulho talvez, nunca fui capaz de admitir isso... Ela fez uma pausa para que Mulder absorvesse o peso de suas afirmações. Mulder não estava acreditando no que acabara de ouvir. Scully não acreditava no modo com havia criado coragem para dizer tudo o que sentia por ele. Antes que a sua coragem acabasse ela decidiu continuar: _Por isso...Mulder a interrompeu colocando o dedo em seus lábios. Ele foi-se aproximando. Por um instante ela pensou em recusar, mas voltou atrás. Vê-lo aproximando-se cada vez mais a fez sentir um frio no estômago como há muito tempo não sentia. Ela fechou os olhos para apreciar melhor o momento ao qual ela vinha há tempos sonhando. Quando estavam prestes a se beijar Skinner entrou na sala dizendo: _Agente Scully?? Agente Mulder?? Estão prontos para a reunião?? Mulder tentou disfarçar dizendo: _Saiu o cisco de seu olho?? _Acho que sim!! Obrigada Mulder! Skinner com o maior ar de interrogação pergunta: _Tudo bem?? A agente especial Dana Scully responde: _Sim Srº. Apenas entrou um cisco no meu olho. Vamos! – disse ela como se nada do que dissera a Mulder houvesse acontecido, saindo na frente, seguida por Mulder e Skinner. Sala de Reuniões Edifício J.Edgar Hoover Tarde de Quarta-feira Washington, DC. 2h30m –PM O diretor assistente Walter Skinner estava sentado a cabeceira da mesa. O agente especial Fox W. Mulder estava do seu lado esquerdo, enquanto a agente especial Dana K. Scully do seu lado direito. Mais três pessoas completavam o cenário, disposto ao lado de Scully e Mulder. Eram agentes seniores. Mais de uma hora passou-se, sem que eles houvessem conseguido chegar a um parece final. Mulder já estava visivelmente entediado. Nos 35 minutos iniciais ele até conseguiu prestar atenção no que discutiam, mas depois não. As palavras de Scully haviam tocado-lhe profundamente. Era como se ela tivesse despertado algo em seu interior, que ele talvez inconscientemente fizera adormecer por medo de sofrer ou errar novamente. Ele não conseguia tirar os olhos de Scully. Ela estava explanado uma pauta da reunião. Sua voz soava como nunca antes para os seus ouvidos. Ele a estava contemplando: seus cabelos ruivos, seus olhos azuis-esverdeados, seus lábios carnudos ... Scully já estava ficando sem jeito, pois Mulder a olhava intensamente. Nisto a secretária de Skinner interrompeu a reunião dizendo que o delegado de Nangell Fale, no Oregon queria falar urgentemente com o Diretor – Assistente. Skinner fez uma pausa e foi atender ao telefone. Skinner falou rapidamente com o delegado e desligou. Voltou a sala e chamou Mulder e Scully até sua sala. Scully saiu na frente seguida por Mulder. No corredor o olhar incisivo de Dana para Fox questionava o que o Diretor- Assistente Skinner queria com eles. Em seus pensamentos ela se perguntava: "Será que ele percebeu?? Mulder também nem pra disfarçar melhor !!" Mulde eu de ombros, o que significava que ele não fazia a menos idéia do que estava acontecendo. Escritório do Diretor-Assistente Walter Skinner Quartel General do FBI Washington, DC. 4h00 PM Skinner ordenou que Mulder e Scully se sentassem e foi explicando o que estava acontecendo: _O delegado de Angell Fal, no Oregon, ligou e pediu nosso auxílio em "estranhos" acontecimentos ocorridos lá com um grupo de alpinistas, compostos por seis pessoas que estavam escalando a montanha Hegal Let. Há uma semana atrás desapareceram misteriosamente. Das seis pessoas que compunham o grupo quatro apareceram mortas, com queimaduras de terceiro grau por todo o corpo. Elas foram jogadas, aparentemente, do alto da montanha após uma explosão nos céus. Hoje encontraram as outras duas pessoas desaparecidas que estão maltratados e com queimaduras leves. Estavam completamente desorientados.Interrogados disseram à polícia local que entraram em um túnel na montanha. Lá um homem ofereceu-lhes uma vida diferente, uma nova chance de se redimir. A principio aceitaram, mas arrependeram-se. Não aceitaram mudar suas vida. Então voltaram pelo túnel. Essas pessoas dizem que podem mudar o seu passado, no entanto para isso você tem que morrer neste plano. Segundo os sobreviventes é por isso que os outros morreram, pois foram para um futuro diferente e melhor do que o que eles tinham aqui. Um silêncio pesado caiu no ambiente. Os olhos de Fox Mulder quase pularam de sua órbita tamanha a sua excitação. Dana Scully a despeito de tudo o que tem presenciado ultimamente em sua estada nos Arquivos X, especialmente na Costa do Marfim há alguns meses, mantém seu ar céptico habitual. Então Skinner quebra o pesado silêncio: _Uma "história" incrível, não acham? O delegado não sabe o que fazer. Este não é o primeiro caso que ocorre na cidade. No ano passado houve o mesmo "acidente" com apenas uma vítima fatal. A história é fantástica, mas os sobreviventes a reafirmam do mesmo modo, várias vezes. Não há vínculo entre eles, são cada um de um país diferente. Fez-se uma checagem e nada foi encontrado na polícia que os condenassem. Estão limpos. Por isso o delegado pediu nosso auxílio. É um Arquivo X. Enquanto ele passava a pasta para as mão de Mulder, Scully mais do que depressa disse: _ Srº sinto muito mas não posso acompanhar o agente Mulder nesta missão. Fox olhou para ela com um ar de assombro e antes de Skinner pergunta: _ Por que não vai? Skinner completa a pergunta de Mulder: _ Que motivo a impede de ir com o agente Mulder?? Presumo que seja de extrema importância! Scully não sabia o que dizer. Mas o que ela não podia era viajar sozinha com Mulder! Não depois de tudo o que ela disse a ele! Ficar sozinha com ele nem pensar! Mesmo que fosse em quartos separados. Ela não sabia como encara-lo. Mais do que depressa ela conseguiu formular uma desculpa bastante plausível: _Tenho uma bateria de exames marcada. Ultimamente não ando sentindo-me muito bem. E eles estão marcados pra este final de semana. _Sinto muito agente Scully. Seus exames terão que esperar um pouco. Este caso requer urgência antes que ocorram vazamentos. Preciso de vocês dois neste caso amanhã mesmo! – disse autoritariamente o diretor assistente. _Sim Srº.-respondeu Scully com voz de contrariada. E Skinner completou: _Estão dispensados. Tomem todas as providências para estarem pela manhã no Oregon. Ambos saem da sala. Mulder estava contente por Skinner ter imposto que Scully fosse com ele. Assim eles poderiam conversar com mais calma e dizer a Scully o quanto ela é importante pra ele. Mas ele estava um pouco receoso devido ao modo como Scully tentou sair do caso. Dana despediu-se o mais rápido possível que pôde de Mulder e foi para seu apartamento. Mas não conseguiu dormir em momento algum. Passou a noite toda pensando em como ela iria encarar Mulder após todo o ocorrido. Não havia como mudar o que aconteceu. Agora seria esperar e ver o que aconteceria dali por diante. Em seu apartamento Mulder não conseguia esquecer Scully, muito menos tudo o que ela disse a ele horas atrás. Parecia um sonho. Enfim ele se entregou à realidade: Estava completamente apaixonado por Scully!!!Mas nunca quis admitir isso para si mesmo. Pensou em telefonar para ela. Dizer-lhe tido o que estava sentindo, mas não teve coragem suficiente. Chegou a discar, mas antes que atendessem, desligou. Achou melhor deixar para conversar amanhã. Seria o melhor a fazer. Quinta-feira Aeroporto Nacional Washington, DC. 6h35m-AM Mulder não dormiu nada bem, pois à noite mal-dormida era perfeitamente visível em seu rosto: Estava horrível!As palavras de Scully lhe sondaram a noite toda. Por sua vez Scully também. Ela mal conseguia acreditar no modo como criou tanta coragem para dizer tudo aquilo a Mulder. E hoje ela estava sem coragem para encarar Mulder. Teria de faze-lo! E chegou a hora: _ Bom dia Mulder! _ Bom dia Scully.-respondeu Fox. O fúnebre silêncio permaneceu por alguns instantes. Ambos estavam tímidos, até que Mulder soltou uma de suas piadinhas que quebrou o clima chato é incômodo que ali se instalara: _ Vai perder o médico hoje! Que peninha!! Que coisa feia Scully, mentindo para fugir do trabalho! Mulder balançou o dedo e disse: _ Tsc, tsc,tsc! Com seu habitual sorriso irônico. Scully o olhou como se fosse metralhá-lo! Então chamaram o vôo deles. Caminharam pelo corredor de embarque. Dana procurou um lugar eu tivesse uma pessoa a seu lado. Parecia incrível, mas era verdade! Havia apenas dois lugares vazios. O vôo estava lotado. Não havia o que fazer. Teria que sentar ao lado de Mulder, não poderia fugir! Ela não sabia como, mas teria que enfrenta-lo. Se ele perguntasse sobre tudo, se era verdade, ela não sabia se confirmava ou se deveria mentir para ele. Seus pensamentos foram interrompidos por Mulder que se aproximava para sentar-se ao seu lado. Ela sentiu um frio no estômago. Respirou fundo tentando acalmar- se. Mulder sentou ao lado de Scully. Ele estava mais nervoso do que ela. Tudo o que Scully lhe dissera, havia ficado ecoando dentro de sua cabeça. Mas ele estava sem coragem de perguntar se tudo aquilo era verdade. Então ele puxou assunto falando sobre o caso. Mostrou a Dana tudo que Skinner havia dado-lhe: as fotos que eram horríveis, datas, nomes, relatórios... Ambos estavam tentando deixar tudo aquilo que havia acontecido no escritório à parte. Talvez até quando a necessidade de falar sobre o assunto chegasse ao ponto máximo! Scully não estava prestando atenção em nada do que Mulder estava dizendo. Algumas perguntas perambulavam pela sua mente: "_Será que ele não gostou de nada do que eu lhe disse? Será que ele não vai me perguntar nada ? Será que ele não liga pro que sinto por ele?" Sem que ela mesma percebesse, estava admirando a beleza exótica de seu parceiro. As imagens vinham a sua mente e ela deixou fluir: Imaginou Mulder sem camisa, aquele tórax maravilhoso, ela acariciando-o, beijando-o intensamente... De repente ela notou que Mulder a observava sem nada dizer. Sentiu um súbito fervor nas bochechas. Ficara tímida! Mulder perguntou: _O que houve Scully? Você está tão distante, distraída... _Desculpe-me Mulder. Acho que estou um pouco cansada. Não dormi bem à noite. -Está bem. Descanse um pouco então. Mais tarde mostrar-lhe-ei o restante. Scully reclinou-se na poltrona. Pegou o casaco com o qual estava e o pôs na janela, como se fosse dormir. Mas seus pensamentos não a deixavam em paz. Mulder também fez o mesmo, porém para concentrar-se no relatório do caso. Mas não conseguia concentrar-se. Ficava contemplando a beleza de Scully pelo canto do olho. Ela dormia como um anjo. Era simplesmente L-I- N-D-A! Fox não podia mais negar isso para si mesmo. Perdeu-se admirando a beleza de Scully: Começou pelos olhos, a boca carnuda, os seios que eram lindos, perfeitos.Ela era perfeita! A mulher que ele sonhava para casar-se. Esten Vilds Hotel Quinta-feira Nangell Fale – Oregon Os agentes especiais Fox Mulder e Dana Scully entram no hotel sem pronunciar uma palavra sequer um com o outro. Mulder é quem chega no balcão e pergunta sobre as reservas: _ Por favor, foram feitas duas reservas uma em nome da Srta Dana Scully e outra em nome de Fox Mulder. _ Sinto muito Srº, mas não há reservas nos respectivos nomes que me falou. - disse o recepcionista. _ Como não há? Fui eu mesmo quem as fez! – disse Mulder já irritado. _ Desculpe-me Srº. Deve ter havido algum engano dos nossos funcionários, pois estamos lotados s mais de duas semanas. Neste exato momento um casal entrega as chaves do quarto e pedem que encerrem sua conta. O recepcionista vira-se para Mulder e Scully e diz: _ Como vêem, este casal acaba de desocupar um quarto. Vocês gostariam de ficar nele até que resolvamos este equivoco? _ Vocês são o único hotel da cidade? – perguntou Mulder ao recepcionista. _ Sim Srº. Scully pronuncia-se: _ Gostaria de falar como gerente.- pronunciou-se Scully. _ No momento ele não está. Mas se vocês ficarem, pedirei a ele que vá falar com a Srta assim que chegar. – diz o recepcionista. Mulder olhou para Scully. Suspirou e perguntou: _ Há algum problema para você se dividirmos o mesmo quarto? _ Não há outra solução não é Mulder. E será você a explicar- se a Skinner, conhece muito bem a política do Bureau. _ Nós vamos ficar com o quarto.-disse Mulder. _ Obrigado Srº, desculpe-nos o incomodo. Aqui estão as chaves. Charles os acompanhará até o quarto. O recepcionista chamou o carregador de malas. Por dentro Scully estava em pânico. Ficar sozinha com Mulder no mesmo quarto era o que ela mais temia. Isso não era uma boa idéia, tendo em vista tudo o que ela havia dito a ele. Por outro lado ela estava achando aquilo tudo muito estranho. Seria tudo uma simples coincidência ou Mulder estaria tramando algo? Eles subiram para o quarto. Mulder abriu um sorriso involuntário. Apesar de não ter planejado as coisas caminhavam melhor do que ele imaginara. Mulder abriu a porta para que eles entrassem. Scully entrou primeiro, deu apenas dois passos à frente e ficou paralisada: só havia uma cama de casal. O quarto era um cubículo. Pequeno demais. Era composto por um armário, criado-mudo do lado esquerdo da cama com um abajur e relógio sob ele. Uma mesa pequena com uma cadeira do lado direito do quarto. Sob a mesa estava o telefone. O banheiro não tinha porta de madeira. Era uma espécie de porta sanfonada transparente. Isto a deixou apavorada. Simplesmente não poderiam dividir a mesma cama, o mesmo quarto até talvez, mas a mesma cama na! Ela iria á recepção tentar encontrar outro quarto. Os pensamentos foram interrompidos por Mulder que lhe pergunta: _ Scully você está bem? Está pálida! _ Sim estou. Você viu como o quarto é pequeno! Tem que haver outro. Mulder desceu e voltou após alguns minutos depois. Coincidentemente o gerente havia chegado naquele exato momento. _ O gerente informou-me que infelizmente houve um terrível descuido do funcionário. Pediu-nos inúmeras desculpas e disse que o mesmo será demitido. Eu disse, que não seria necessário. Pelo incomodo causado a nós nossa estadia seria uma cortesia do hotel. Nada nos será cobrado. O que acha disso? –explicou Mulder a Scully rapidamente. Mulder estava adorando a idéia de dividir a mesma cama que Scully. Isso lhe parecia surreal!! Scully tentou explicar para ele da maneira mais branda possível sem magoá-lo: _ Tem que haver outra maneira Mulder. Você conhece a política de Bureau. Já estamos encrencados demais para dar mais este motivo a Skinner ou quem que quer seja. _ Infelizmente não posso faze nada Scully. Este é o único hotel da cidade. Está lotado e precisamos resolver este caso.Ou você quer que voltemos para Washington por causa de um "probleminha doméstico?". O Skinner não iria gostar nada, nada se voltarmos sem resolver o caso. Scully pensou um pouco e concluiu: _ Tudo bem, vamos ficar. _ Prometo comportar-me bem! – Mulder disse isso com seu ironismo sarcástico. _ Assim espero Mulder. Assim espero.- disse Scully bem séria. Mulder colocou sua mala e a de Scully dentro de armário, enquanto tirava o blazer e o jogava em cima da cama. Os olhos de Scully acompanhavam-no. Ele sentou-se na cama, tirou os sapatos e disse: _ Vou tomar um banho. Quer ir... – fez uma pausa, pois estava tirando a blusa. Scully arregalou os olhos para Mulder. Ele olhou para ela e concluiu: _ Quer ir primeiro? Scully sentiu um alívio imenso e respondeu: _ Não obrigada. Vou rever os relatórios enquanto isso. Mulder foi para o banheiro. Scully deitou-se um pouco. Olhava os relatórios, mas seus pensamentos não se prendiam ao que fazia. Resolveu escrever um pouco e ver se conseguia distrair-se. Ela sentou-se à mesa, abriu o seu Laptop e começou a digitar algumas conclusões e ponderações. Seus pensamentos estavam cada vez mais confusos. Ela tinha, tentava se concentrar no que escrevia, mas não conseguia. Ficava imaginando Mulder sair do banho, apenas de toalha. Ela ouviu Mulder abrir a porta do banheiro. Não se virou, pois estava completamente sem jeito. Ele saiu perguntando: _ Scully estava pensando. Qual seria o motivo que leva estas pessoas àquela montanha e a esse tal túnel? Por que elas se jogariam? Ou alguma força faria isso? Dana respondeu sem tirar os olhos da tela: _ Eu não sei Mulder. Estava pensando exatamente isso! Não consegui chegar a conclusão nenhuma até agora. Você tem alguma idéia? _ No momento tenho muitas, mas no momento certo te digo. O que você esta digitando? _ Scully sente um frio enorme frio no estômago. Um medo incontrolável instala- se nela. Um aperto no coração. Ela olha rapidamente para ele e diz voltando seu olhar para o computador: _ Estou tentando estabelecer algumas relações com as informações de que dispomos. _ Scully olha pra mim! Por quê você está me evitando tanto assim?!? Mulder se afasta dela. Scully respira fundo. Ela está amedrontada. Não sabia como agir. Este tipo de situação, era a primeira vez que acontecia com ela. A incomodava. Porém agora ela teria de encarar de frente! Ela vira a cadeira e fica de frente para Mulder que está sentado na cama. Suavemente ela diz: _ Não estou te evitando, como você está dizendo. Apenas estou tentando estudar melhor o caso Mulder. Temos uma semana no máximo para resolvermos ou tentar pelo menos, e não temos a mínima idéia de por onde começar. Não sabemos nada. Nem se isso tudo é verdade mesmo! _ Você está fria comigo! É pelo que você me disse no escritório, não é? Você tentou se livrar do caso só para se afastar de mim, não é mesmo? Você tem medo de que façamos algo de que possamos nos arrepende? Não é isso Scully? Não são esses os motivos pelos quais você está me evitando? Scully não disse uma palavra sequer, pois tudo o que Mulder estava dizendo era verdade. Então ele levantou-se, foi para perto da porta e continuou dizendo: _ Você acha que vou brincar com os seus sentimentos?!? É por isso que não quer aproximar-se de mim? Você acha que sou um maluco? Que irei te prejudicar profissionalmente se nos envolvermos? Scully levanta-se e vai em direção a Mulder retrucando : _ Nada do que você está dizendo é verdade. Não sei quais os seus sentimentos por mim. Em uma hora você me trata bem, em outra simplesmente me ignora. Eu não quero me machucar. _ Eu não te ignoro Scully. Apenas não sei como me expressar claramente o que sinto por você. Não saberia como você reagiria. _ Por acaso você acha que eu tinha idéia de como você reagiria após tudo aquilo que lhe disse no escritório? Não, não sabia. Não tinha a menor idéia. Fique com medo de você me rejeitar, até mesmo como parceira. Por isso estava decidida a pedir transferência. Sem perceber Scully estava indo para perto da parede do quarto e Mulder foi chegando cada vez mais perto. Sem tirar os olhos dela ele disse: _ Não, por favor não faça isso. Não posso continuar sem você ao meu lado. É você quem me dá força para continuar! Ele passou a mão no rosto de Scully e continuou: _ Eu sempre a achei linda! Mas você era tão segura de si, parecia que não precisava de ninguém. Você é autoritária, "mandona", e fica tão linda quando está zangada! Scully sorri e Mulder continua dizendo e indo cada vez mais para perto dela: _ Pela primeira vez em minha vida, não sabia como lidar com uma mulher. Parece que você tem uma redoma de aço em volta de si. É tão fria, formal, mas ao mesmo tempo é tão linda, tão frágil, tão doce... Mulder a encostou na parede. Foi então Scully percebeu que estava encurralada. Ele acariciou o rosto dela ternamente e olhando-a apaixonadamente concluiu: _ Por isso nunca disse nada a você. Observava-te de longe. Você me domina, me encanta, me fascina!! Dizendo isso Mulder foi chegando mais perto de Scully. Ela tentou escapar, iria levantar a mão para evitar o beijo inevitável, mas Mulder segurou na mão dela. Então seus lábios tocaram os dela. Scully não disse uma palavra sequer. Tudo o que Mulder dissera era verdade. Ele movimentava sua boca suavemente sobre a dela. Ela se entregou a situação colocando seus braços em volta do pescoço de Mulder, trazendo-o para mais perto de si. Ela retribuiu o beijo. Fechou os olhos para saborear melhor aquele momento. O beijo foi ganhando calor, até que Mulder começou a desabotoar a camisa d Scully! Neste exato momento alguém bate a porta. Ele não a deixou abrir a porta. Bateram outra vez e uma voz masculina chamou: _ Agente Mulder! Agente Scully! Abram por favor. Mulder não queria deixar Scully abrir a porta. Ficava beijando-a, mas ela o repreendeu, dizendo que eles estavam ali a trabalho. Com uma voz sedutora e suave ele diz em seu ouvido: _ Um último beijo então? Mal acabou de dizer isso, foi encostando seus lábios nos dela. Ela retribuiu rapidamente e foi atender a porta, enquanto Mulder foi trocar-se no banheiro. Scully abriu a porta. Era o delegado Freddy Swanson e o gerente do hotel. Mal Dana abriu a porta e o delegado foi entrando e dizendo: _ Mais uma pessoa acaba de aparecer morta no mesmo local. _ Desculpe-me, mas quem é o Srº? – perguntou Scully autoritariamente. _ Desculpe-me. Esqueci-me de apresentar: Sou o delegado Freddy Swanson. – enquanto dizia isso ele não deixava de notar a beleza de Scully. A agente Dana Scully foi em direção a porta do banheiro, bateu e perguntou: _ Você ouviu o que ele disse Mulder? _ Sim já estou saindo! _ Ande logo. Precisamos ir.-respondeu Dana. Mulder saiu colocando a camiseta e os quatros saíram. Mulder, Scully e o delegado seguiram para a montanha Hegal Let. Discretamente o delegado olhou para a mão de Scully em busca de algum anel que denunciassem se ela era casada. Chegando lá se dirigiram para o local interditado onde estava o cadáver. O corpo apresentava queimaduras de 1º, 2º e 3º grau, espalhadas pelo corpo. Todos os ossos da costela estavam aparecendo. O corpo estava todo curvado em posição fetal. No local, muito menos ao redor, não havia pegadas, marcas de pneu, somente umas cinzas estranhas ao redor do corpo. Mulde recolheu amostras. Havia também uma gosma esverdeada. Dessa vez foi Scully que recolheu amostras. Já passava das 18h quando eles terminaram de recolher tudo suficiente que ajudasse a elucidar o que acontecera ali. De lá seguiram diretamente para o IML da cidade onde o corpo estava aguardando para que Scully realizasse seu balé habitual. Sala de Autopsia Nangell Fale - Oregon Quinta –feira 6h45m – PM Em uma mesa do lado direito da sala estavam Mulder e Scully analisando as provas que conseguiram. Um saco plástico cheio de cinzas com um aspecto orgânico estranho. Um pequeno pote cm a gosma esverdeada, não menos estranha. O pote estava pela metade. Fotos de diversos ângulos do cadáver. Eles estavam olhando uma foto em especial. O local onde o cadáver "caiu" estava queimando formando um círculo. As cinzas diferiam do material ao redor do corpo caso dissesse que era mato, pedras ou terra exposta a altas temperaturas. Neste caso os olhos haviam sido perfurados, ao contrário dos outros, pelo que haviam lido no relatório. Finalmente Scully disse: _ Isso não poderia se algum tipo de ritual satânico Mulder? _ Creio que não Scully. Em todos os casos diferentes, testemunhas afirmaram ter visto um clarão e os corpos saírem, ou melhor, "caírem" dele. _ Essas pessoas são de confiança Mulder? _ Da vítima anterior a essa os testemunhos foram corroborados por três guardas florestais e um alpinista. Os três guardas pelo menos tem de ser confiáveis, são agentes da lei. – disse Mulder num tom de ironia e acrescentou: _ O alpinista é um cidadão exemplar e atuante na comunidade. Sua fixa é limpa. A fim de provoca-lo Scully sorri ironicamente e diz: _ Alguma teoria Mulder? _ Sim. Quer ouvi-la? _ Sempre! _ Talvez eles tenham sido pegos por algum tipo de brecha temporal entre o passado e o futuro. Talvez quisessem voltar ao passado e corrigir algum erro que tivesse cometido. Algo sai errado, eles arrependem-se e querem voltar para o presente. Talvez exista um código, uma chave que deva ser usada. Uma permissão. Sem ela tomam um caminho errado e a punição nós estamos vendo. _ E como você explica as queimaduras Mulder? _ As queimaduras são excessivamente semelhantes às provocadas por extensa exposição à radiação direta ou alguma fonte, como já vimos outras vezes. Elas tentaram sair sem permissão, pelo jeito errado. Ao passar por algum portal seria como fazer uma reentrada no planeta por coordenadas erradas. Os meteoritos não se incendeiam ao fazer a reentrada no planeta vindos do espaço sideral. Talvez seja uma espécie de julgamento extraterrestre ou sei lá que forças estejam atuando aqui. Scully não consegue acreditar. Mulder sempre tem que se deixar levar pelo lado para normal. Ele não pode ver as coisas de outro modo? Ela mesma responde-se: _ "Mulder você é maluco! Deixa-me começar o trabalho de verdade. Vamos à autopsia". _ Tudo bem Scully. Mas você não pode negar que minhas teorias sempre têm fundamento. _ Mulder!- ela o repreende. Veste-se e começa a falar: _ Um homem aparentemente de 32 anos. Causa mortis: Existem inúmeras fraturas no corpo. Queimaduras de 1º, 2º e 3º grau pelo corpo todo. Não posso precisar a hora da morte sem um exame de cultura de tecidos. Necrotério da Cidade Nangell Fale – Oregon 7h00m – PM A doutora Scully exercia seu balé habitual. Ela o fazia com tamanha maestria que parecia um ritual que ela praticava todos os dias. A esta altura Mulder já estava bastante irritado, pois nada de sobrenatural havia sido encontrado até agora. Aparentemente nenhuma ligação com a teoria que ele montara. A morbidez do silêncio havia se instaurado ali. Como em um filme de terror o pesado silêncio é quebrado: _ Oh meu Deus! – exclamou Dana Scully completamente atordoada diante do que encontrara. Mulder levantou-se num salto e veio em sua direção completamente assustado. _ O que foi Scully? Você descobriu algo? – perguntou ele com aflição. _ Eu nem sei por onde começar... _ Do início Scully! – interrompeu ele com impaciência. _ Excluindo as características externas que por enquanto são adversas, eu posso jurar que esse homem foi assassinado. Mulder ele está sem o fígado, o coração... Em eu estômago encontrei vestígios destas ervas...E nós sabemos pra que elas são usadas. Mulder olhou atentamente para aquela cena desagradável e reconheceu algumas ervas que são usadas em rituais de magia negra. O que parecia irreal era que as ervas estivessem em bom estado de "reconhecimento" e o corpo ter sido exposto aquela dose excessiva de radiação, a ponto de desfigurar e deixar a vítima daquela maneira: _ Scully... _ Antes que você diga algo mais Mulder veja o que mais eu encontrei. Scully vira de lado o cadáver e mostra a Mulder uma incisão na base do crânio. E mais a vítima tem em sua nuca um sinal bem característico. O mesmo que Dana tem. Há com certeza um microchip implantado ali. Ela pega o bisturi e faz um pequena corte subcutâneo e com a pinça retira de lá o pequeno objeto. Ela olha para Mulder com aquela expressão de assombro, raiva, questionamento e pergunta: _ O que esta acontecendo aqui Mulder? Nós sabemos quem são os responsáveis por esta tecnologia, mas qual a relação com magia negra? _ Nem quero saber Scully! Escritório do Delegado Nangell Fale – Oregon 9h30m – PM Mulder e Scully estão sentados na sala do delgado. É uma sala pequena, mas não muito, e até moderna se comparando á de outras cidadezinhas visitadas por eles. Scully seguiu em sua autópsia e fez mais algumas descobertas: Houve retirada de massa encefálica da vítima. Possivelmente há cerca de uns 6 meses. A glândula pineal foi retirada com exímia precisão cirúrgica. A grande questão é explicar que tecnologia permite esse procedimento sem deixar cicatrizes. E como alguém poderia sobreviver sem apresentar seqüelas, tendo seu material encefálico retirado?? Dana estava completamente perdida tentando encontrar conexões, ou sentido lógico ali. Enquanto a mente de Mulder estava a mil, analisando todas as possibilidades. Fazendo conexões com UFO´s e procurando em seu "arquivo cerebral" referências nas pastas dos Arquivos X que iluminassem este paradoxo. Então foi quando o silêncio foi quebrado pela entrada na sala de um homem pouco mais baixo que Fox Mulder. Com cabelos levemente grisalhos, mas que rivalizava em beleza com Fox. _ Desculpe-me tê-los esperar - falou o delegado Freddy Swason e continuou: _ Protocolos, sabem como é. Falava isto lançando um olhar completamente lânguido na direção de Scully. Apesar de sentir-se lisonjeada, Dana tratou de por os pingos nos "is". Com sua gelidez que derrubaria até Jack o estripador, ela pronunciou- se: _ Srº Freddy – disse ela fazendo questão de enfatizar essa condição formal - realizando a autópsia no cadáver da vitima encontrei fatos que nos levam a crer que pelo menos no caso desse homem houve envolvimento de rituai de magia negra. Aquela "gosma" foi enviada para os laboratórios do FBI, bem como a amostra de tecidos, conteúdo de estômago e outras coisas adversas. _ O que nós queremos saber Sr. Freddy – fala Mulder em seguida – é se foi registrado ou investigado algum caso ou situação envolvendo cultos satânicos aqui ou na região? Talvez neste ano ou em anos anteriores? Qualquer menção por menor que seja nos será de grande valia. _ Agente Mulder, há cerca de três anos fui designado para esta comarca e que eu saiba, antes disso nenhum caso ou acontecimento desta natureza foi registrado. _ Qualquer fato por mais insignificante que possa parecer, aparentemente a primeira vista, pode tornar-se uma grande pista na situação em que nos encontramos. Srº Freddy tem certeza de que não ocorreu nada mesmo? – indaga Scully. _ Não agente Scully. _ O corpo da vítima apresentava queimaduras de até 3º grau, provocandas por exposição excessita á radiação. Onde aqui poderia ocorrer algo que levasse a isto? – pergunta Mulder. _ Eu não tenho a mínima idéia agente Mulder. Nangell Fale sempre foi uma cidadezinha muito abaixo das estatísticas. O único transtorno que temos por aqui é quando algum maluco de Bellefleur resolve vir por aqui com suas teorias e profecias malucas sobre óvnis. Os olhos de Mulder brilhar e ele se sente injetado de nova dose de ânimo e diz: _ Há mais ou menos 7 anos atrás estivemos eu e a Srta Scully em Bellefleur investigando casos pertinentes a abduções de adolescentes que estavam ocorrendo por lá. _ O Srº realmente acredita nisso? Esta brincando não é? – diz o delegado com voz de sarcasmo. Mulder encher de ar os pulmões e ironiza: _ É claro que sim. O Srº já viu o Mickey Mouse!?! Dizendo isso instala-se um clima tenso entre o delgado e o agente de FBI . Mais o que depressa Scully intervém : _ Srº Freddy, o que agente Mulder quer dizer é que nada pode ser descartado. Ao longo dos anos nos deparamos com situações que filmes de ficção cientificas sequer sonham. Eu sou médica forense e também cientista. Todas as investigações que fiz foram no âmbito da ciência e não a margem dela. Como conseqüência, diversas vezes conflitaram descobertas que eu e o agente Mulder fizemos em contraponto a minha experiência e conhecimentos médicos – científicos. Embasado nisso, em provas factuais, os acontecimentos ocorrido nisso, em Bellefleur não podem ser ignorados, tão pouco tratados com escárnio. Qualquer piadas, ironia ou sarcasmo que pudesse eventualmente surgir, fo completamente abortada. Os olhos do delegado brilharam com paixão comedida. Mulder olhou apaixonadamente para sua parceira e sorriu discretamente em agradecimento a sua defesa. _ Desculpe minha incredulidade Srtª Scully. Sempre pensei em OVNIS como coisa de maluco. Até mais pela proximidade de Bellefleur e Nangell Fale, acreditei que tais "relatos" foram proliferados. As pessoas por aqui não crêem nestas coisas. A não ser a maluca da Mary Northon. ... _ Mary Northon? – pergunta Mulder _ Sim. Há alguns anos ela espalhou a notícia de que o marido sumira.Que esses OVNIS o haviam levado ou sei lá o quê. _ E o que aconteceu com marido da Srª Northon? ?– pergunta Scully _ Provalvemente fugiu com alguma amante. Para alguém que fora levado por OVNIS ele pareceu-me preparado demais. – diz o delegado. _ Por quê Sr. Freddy? – fala Mulder completamente fisgado por essa nova perspectiva. _ O cara limpou a conta bancária e levou todos os pertences, roupas, calçados e alguns objetos pessoais. Mulder lança um olhar para Scully. E antes que seu parceiro complique a situação com alguma de suas teorias e ponha tudo a perder, novamente ela intervém: _ Onde poderemos encontrar a Srª Northon? Gostaríamos de falar com ela amanhã pela manhã. _ Bom Srtª Scully, ela mora no final da cidade. Antes da floresta e da montanha Hegal Let onde os corpos são encontrados. Ela é meio arisca, evita o convívio com outras pessoas. Talvez vocês tenham visto uma casa velha de madeira antes de termos entrado na floresta? _ Sim vimos! - respondeu Mulder _ Combinamos assim: Amanhã por volta das 8 horas o senhor nos levará até lá. _ Sim Srtª Scully. Despediram-se e foram para o hotel. O corpo pedia um merecido banho e uma cama quente. Compenetrada como estava ela nem se prenderá mais a situação em que ela em que ela e Mulder se encontravam: Sozinhos no mesmo quarto e com uma tensão incontrolável não resolvida. Floresta Omens Sidon Arredores de Nangell Fale 11h30m – PM A noite estava estrelada. Não há uma nuvem nos céus. A calmaria soma-se ao banho que a luz da Lua joga sobre os pinheiros altos e verdes que compõem a densa floresta. Ao longe se ouve o uivo de um coiote. Uma coruja pia. É uma noite extremamente agradável. Apenas uma fina brisa permeia os galhos das arvores. De repente se ouve um revoar de aves noturnas. Faz- se um silêncio mortal. A coruja silencia-se tão rapidamente quanto começara a piar. A floresta é tomada por um silêncio fúnebre. No alto da montanha uma esfera de luz surge e começa a descer entre o vão dos cumes da montanha. Passeia por sobre a copa dos pinheiros e em certo ponto pará. Começa então a emitir um brilho que vai se tornando cada vez mais intenso. Crescendo cada vez mais. Fica a principio, do tamanho de 20 bolas de futebol juntas, e cada vez maior. Maior e maior. Alcançando proporções gigantescas e explodindo em luz que cega. Ofuscando tudo a vários metros. Quando o brilho cessa, as arvores estão queimadas e curvadas, e uma pequena clareira se fez ali. No centro desta clareira jaz um ponto. Uma forma humana. É um homem. Longos minutos se passam até que ele esboce movimentos que denunciam que ele está vivo. À sua volta tem cinzas e mais perto, a mesma gosma esverdeada encontrada por Mulder e Scully na tarde daquele dia. Durante minutos que parecem séculos ele permaneceu imóvel. Até que se levantou. Olhou a sua volta e caminhou em direção que levava a casa de Mary Northon. Seus passos são precisos. Apesar de estar completamente nu, ele não parece sentir a baixa temperatura que agora ali se instalara. Ele parece em transe, ausente... Mas determinado em seu intento, qualquer que seja ele. Hotel Esten Vilds 11h55m – PM Enquanto Mulder desceu para a recepção para degustar suas tão queridas sementes de girassol, Scully aproveitou para tomar um longo e merecido banho. Porém não antes de certificar-se de que a porta do quarto estivessse devidamente trancada. Antes de vestir seu comportado pijama tomou um banho de cremes hidratantes, afinal ela ainda estava viva! Depois foi a vez de emplastar o rosto com aquele creme de cor verde que arrancou um gritinho irônico de Mulder em Arcádia. Hoje ela não tinha forças para mais nada, mas fez a cama de Mulder no chão. Não iria arriscar dividir a mesma cama com ele. Não depois do que confessara a ele nos últimos dois dias. Não depois do progresso que suas atitudes tiveram. Se algo tivesse de acontecer que fosse quando ele tivesse domínio de suas ações. Nisso Fox bate à porta: _ Scully?! Chapeuzinho Vermelho é a Vovozinha! Dana vai até a porta com um sorriso nos lábios e a abre. Quando Mulder a vê com o creme verde no rosto dá o mesmo gritinho irônico que fizera em Arcádia. _ Mulder sem gracinhas. Troque-se e vamos dormir. Amanhã cedo temos trabalho e Skinner quer um relatório parcial. _ Uau! Nunca pensei que você fosse dizer isso Scully! _ Dizer o quê Mulder? – retruca Scully já impaciente. Nisso Mulder pula na cama e com a cara mais sacada do mundo. Scully olha com reprovação e novamente em direção a cama feita no chão ao lado da cama. _ Mulder ... _ Estraga prazeres. Logo agora que você está com esse cremezinho sexy e você sabe que eu durmo nuzinho! Scully atira o travesseiro na cara de Mulder e esbraveja: _ Cala a boca e vê se dorme. Eu estou morta de cansaço. E se você tentar alguma gracinha, por menor que seja, te atiro pela janela e vou saborear cada momento de sua queda e morrer de rir ao vê-lo estatelar-se na sarjeta lá embaixo. _ Scully tem certeza de que você é você mesmo?- ironiza Mulder. Dana apaga a luz do abajur e dá boa noite a Mulder. Por hoje ele se aquieta e em poucos minutos se entrega aos braços de Morfeu. A noite cai pesadamente. Estrada Emond Nangell Fale – Oregon Sexta-feira A noite transcorreu normalmente, tanto quanto foi possível. Mulder acordou cedo e foi fazer seu Cooper mal. Às vezes Scully se perguntava se ele era normal. O dia anterior havia sido desgastante e Mulder dormira pouco e levantara-se para correr, enquanto deveria aproveitar ao máximo o descanso, já que não saberiam quando, antes do caso terminar, teriam tempo de repor as energias. "Ele é um alienígena!" – pensou ela. Nisso um sorriso escapou-lhe dos lábios iluminando sua sisuda face. Scully aproveitou a ausência momentânea de Mulder para tomar um revigorante banho, vestir-se e se aprontar para o dia longo que teriam. Tudo isso ela fez de portas trancadas. Verificou várias vezes. Cronométricamente, após ela terminar de se aprontar Mulder bateu a porta todo suado e ofegante, foi entrando e jogando suas roupas para os lados e despindo- se! Scully virou-se de costas e disse que desceria para tomar café no bar em frente ao hotel, e que apreciaria muito que ele mantesse a organização do quarto. Caso contrário um dos dois não sairia inteiro dali. Eles tomaram café. Scully pensou estar ficando paranóica, pois estava achando as pessoas da cidade estranhamente prestativas. Durante o percurso que levava á casa de Mary Northon eles cruzaram praticamente toda a cidade. Scully estranhou a ausência de uma igreja, algum templo religioso. Fato comum em qualquer cidade era ter algum templo religioso de qualquer credo. Ela não se pronunciou a respeito, ainda. Era estranha a forma como as pessoas olhavam pra ela ignorando totalmente o seu parceiro. Todas sorridentes. Mulder parecia alheio a tudo isso, perdido sabe-se lá Deus em que galáxia. Até agora nada só que acontecera na sala dos Arquivos X ou no quarto do hotel antes da chegada do delegado, foi novamente posto em questão. Parecia que nada daquilo havia ocorrido. Vez ou outra Scully olhava no banco de trás da caminhonete, onde estava Mulder sentado com o olhar perdido fixo no horizonte. Ela e o delegado estavam no banco da frente da Cherokee com tração nas quatro rodas. Enquanto olhava seu parceiro ela se permitiu seduzir mais uma vez pela beleza exótica de Mulder.Lembrava-se do beijo quente e úmido que trocaram há algumas horas atrás. De sentir o corpo definidamente musculoso de Fox a envolvendo, suas carícias....., nem parecia o homem frio e egoísta que ás vezes ele mostrava ser, sem no entanto sê-lo. Mulder era um ser humano complexo, difícil de ser compreendido. E isso distanciava as pessoas dele. Subitamente a reflexão de ambos foi interrompida pela voz do delegado: _ Chegamos. É aquela casa. Era uma casa comum. As marcas do tempo já se faziam notar. Mas fora muito bem construída, e era muito bem cuidada. Scully desceu da camionete seguida por Mulder me dirigiram-se à entrada da casa. O delegado ficou encostado no veículo aguardando. Mulder logo notou os símbolos de proteção na entrada da casa: Uma estrela de 5 pontas, ferradura. Nas janelas havia cruzes do lado de dentro, alho e uma erva seca que Mulder não conseguiu identificar. Scully o olhou com ar de interrogação. Ela adiantou-se e bateu na porta. Nisso ouviram o engatilhar de uma arma e uma voz grave de uma mulher: _ Vocês têm menos de três segundos para sumirem daqui. Estão invadindo. – falou a mulder autoritariamente. _ Srª? Eu sou agente especial Dana Scully e este é o agente especial Fox Mulder. – enquanto dizia isso ela dirigia sua mão para pegar sua identificação em seu, sobretudo, quando foi interrompida pela mulher: _ Parada aí mocinha! Pouco me importa quem vocês sejam. Eu não os quero aqui. Vocês estão invadindo propriedade particular. Fora daqui. _ Srª Mary Northon, nós gostaríamos de conversar a respeito do desaparecimento de seu marido o Srº - antes que Mulder terminasse foi interrompido rispidamente por Mary: _ Joshua está morto! Nunca mais o vi e nem sei se quero vê-lo outra vez! Por isso já sabem o que devem saber. Agora fora daqui. Scully olhou para Mulder sem entender nada. A opinião de Mary mudara ao longo de tantos anos muito rapidamente. Ela afirmava insistentemente que o marido havia sido levado por OVNIS e agora fez questão de frisar que ele está morto... _ Srª Mary-falou Scully com seu tom completamente compassado e simétrico – notamos pelos adereços que vimos em sua casa que é religiosa. _ Ao contrário de muitos por aí eu não acendo uma vela pra Deus e outra ao Demônio – disse isso olhando fixamente o crucifixo de Scully e ao referir-se ao demônio olhou para o delegado e continuou: _ Não aparento ser o que não sou. Cuidado com quem anda moça. Por hoje basta! Caiam fora daqui. Dizendo isso ela chamou pelo nome de Sansão e um cachorro labrador aproximou-se rosnando. Mulder e Scully notaram que por hoje nada mais conseguiriam da Srª Northon. Voltaram para o carro e foram embora com o delegado, enquanto o olhar de Mary parecia fuzilar Freddy. Mulder sabia que algo ali não estava sendo dito, que existia sujeira debaixo do tapete. _ Amistosa a Srª Northon não? – indagou Mulder. _ Ela me culpa pelo desaparecimento do marido. Que forjamos os registros do banco, o sumiço das roupas. – disse o delgado. _ Mas Sr. Freddy, ela não afirmava que o marido havia sido levado por um OVNI? Por que agora a pouco ela disse que ele estava morto? – pergunta Scully. _ Vai-se saber Srtª Scully. A história dela na época mostrou- se insustentável pelas provas que já citei. Talvez ela esteja perdendo a razão. Afinal são vários anos de reclusão sozinha naquela casa. Scully nada disse. A insistência do delegado em trata-la mais informalmente a estava irritando. Apesar de ela ter frisado um tratamento mais formal em todas as suas conversas. Então Mulder quebra o silêncio e pergunta sobre as pessoas que sobreviveram, do grupo de alpinistas: _ Um dia antes de vocês chegarem eles receberam alta e viajaram. – disse o delegado. _ Vou ligar para o Bureau e pedir registros de saída do país. Se eles estiverem aqui nos Estados Unidos nós os encontraremos. – falou Scully Restaurante Tanasville 4h30m – PM Sexta-feira A manhã não fora muito animadora. Nenhum progresso havia sido obtido. Mulder e Scully estavam agora a mercê dos resultados da cultura de tecidos que ela havia enviado aos laboratórios do FBI e da investigação que solicitara sobre registros de saída do país, dos nomes dos sobreviventes do acidente nas montanhas. Eles resolveram almoçar no restaurante da cidade. Aliás o único. Mas era bem aconchegante e agradável. A comida era muito saborosa. Foi Mulder quem quebrou o silêncio: _ Scully... _ Sim Mulder! _ Eu dei um tempo, pois precisávamos descansar, clarear as idéias, mas não podemos mais protelar a situação. _ Mulder por favor ... antes que concluísse a frase Fox pôs a mão sobre a de Scully e a apertou calorosamente. Suas faces coraram e ela abaixou a cabeça. Ele a olhava com um desejo incontrolável, um carinho e uma paixão que derrubaria fortalezas. Então Scully quebra o silêncio: _ Apesar de estar completamente absorvida por este caso, neste beco sem saída Mulder, eu tenho pensado muito a respeito. Eu estou cansada da vida que levamos, das conspirações que tentamos, às vezes sem sucesso, desmascarar. Cansada de ser usada como peça num tabuleiro de Xadrez. Quero uma vida normal, quero alguém do meu lado, quero constituir uma família. Houve uma breve pausa. Ela respirou fundo, tomou fôlego e com todas as forças de seu ser encarou Mulder com seus lindos e sensuais olhos azuis – esverdeados e disse: _ Você é a pessoa que quero ao meu lado, o pai dos meus filhos. Eu neguei por tempo demais o que sinto por você. EU TE AMO Mulder! Não posso mais negar isso! Não posso mais evitar! Com seus olhos completamente apaixonados Mulder olha para ela carinhosamente. Beija suas mãos e diz: _ Eu também te amo muito Scully! Você é a única coisa que tenho hoje. A mais importante. E se houver ciência neste mundo que posso realizar seu desejo eu serei o pai de nossos filhos! Scully olha para ele embargadamente e apaixonadamente. Ele pede a conta, paga e os dois caminham em direção ao hotel. Pegam a chave do quarto e sobem. Antes de abrir a porta Mulder toma Scully em seus braços e a carrega para dentro. Quando entram o quarto está todo florido. Rosas vermelhas perfumam o ar. O que se segue a seguir é um balé: Scully retira o paletó, gravata e camisa de Mulder. Ele por sua vez retira o blazer que ela veste, a blusa de lã verde musgo e a deixa só de sutien. Eles se abraçam, sentem os corpos um do outro, suas respirações, beijam-se terna e calorosamente enquanto mãos precisas em movimentos frenéticas descrevem um ritual preciso e sincronizado, completando o que foi iniciado há poucos instantes retirando o restante das suas roupas. Corpos caem na cama e tem ínicio a consumação de uma tensão de 7 longos anos de desejos contidos. Naquele instante Scully era a mulher mais feliz do mundo. Fox Mulder pela primeira vez na sua vida, após o estranho acontecimento que lhe tirou a irmã, sentia verdadeiramente o que era a felicidade em termos práticos. Tal balé de encantamento e sedução prolongou-se tarde e noite a dentro. Eram 10 horas da noite quando Dana levantou-se, tomou banho, vestiu-se e desceu até a recepção do hotel. Tentaria outra vez falar com Skinner. Havia acontecido algum problema com as linhas telefônicas, que interromperam as comunicações. Os resultados dos exames que pedira, estavam demorando. Enquanto tentava, Scully viu no computador da recepção do hotel as reservas que Mulder tivera feito! Seus olhos arregalaram-se. Ele nunca fez reservas em quartos separados. Desde o inicio ele pedira um único quarto para ambos. E mais ela percebeu que o hotel nunca estivera lotado. Nisso toda a felicidade e encantamento que iluminavam seu rosto deram lugar à raiva e decepção. Como um raio Dana desligou o telefone e tomou direção do quarto. Tomada pela fúria ela não percebeu o sorriso maligno do delegado que a acompanhava de longe. E este menos ainda o de um vulto que o olhava das sombras de um beco. Quarto do Hotel Esten Vilds 10h15m – PM Scully entrou e bateu violentamente a porta. Mulder acabara de sair do banho. Estava enrolado em uma toalha. Abriu um sorriso que nunca houvera feito antes. Aproximou-se de Scully e ia abraça-la e beija-la: _ Olá meu amor! Dana o repeliu furiosamente. Mulder percebeu algo errado. Ele conhecia muito bem quando Scully comportava-se daquela maneira. Seu sorriso empalideceu e ele perguntou: _ Algo errado Scully? Ela o olhou tomada de ódio. Respirou fundo e metodicamente começou a falar: _ Desde aquela viagem absurda que fiz com o Canceroso Mulder, que prometi a mim mesma que jamais me deixaria enganar outra vez. E o que faço? Caio no truque mais antigo e absurdo do mundo tal qual uma colegial seduzida pelo jogador estrela do time dês basketball!! – a voz de Scully estava alterada. Nisso Mulder já havia vestido cueca e calcas. E sem saber o que estava havendo perguntou: _ Do que é que você está falando Scully? O que é que aconteceu? _ Mulder de todas as pessoas neste planeta você era a única que não tinha o direito de mentir pra mim. De me usar da forma como você me usou para consumar seus instintos carnais. Obrigar-me a assumir uma postura completamente proibida pelo Bureau! _ Esperai Scully! Você ficou maluca? Não te forcei a nada! O que aconteceu aqui foi por nossa pura e espontânea vontade. _ Por favor, Mulder, sua mascara caiu! Sua pele de cordeiro não funciona mais! Eu vi as reservas no computador! – fala energicamente Dana. _ Viu o quê? Será que você pode ser mais clara? _ Você nunca reservou quartos separados. Desde o inicio fez reservas de um único quarto. E o pior: este hotel nunca esteve lotado. As provas estão lá, não adianta negar! _ Scully após conviver tanto tempo comigo você pensa que eu sou assim, dissimulado, me decepciona. Dentre todas as pessoas deste planeta, você deveria ser a última a acreditar que eu fosse assim. Eu jamais faria isso com você. Com a gente. Com nós dois. _ Nós dois? Não existe nós dois, Mulder! Nem sei se realmente existiu um dia. Você me manipulou por tempo demais. Eu teimava em não ver. Mas ainda não é tarde demais. Amanhã bem cedo eu volto pra Washington. Vou me desligar do FBI e seguir minha vida, que era o que eu deveria ter feito desde o inicio. Mulder não compreende sua voz saí embargada: _ Scully?!? _ Acabou Mulder. Nunca deveria ter começado. Furiosamente Mulder apanha seus sapatos e camisa e saí batendo violentamente a porta do quarto.Scully diz mais baixo desta vez: _ Acabou ... e desaba em lágrimas. Fox Mulder saí calçando seus sapatos e vestindo a sua roupa em direção a recepção. Não há nenhum recepcionista ali. Ele olhou no computador e lá estavam os registros. " Não pode ser! Quem teria feito isso!" – pensou ele. Saiu descontroladamente porta a fora do hotel. Chutou uma duas três vezes a parede do lado de fora. " Porquê?" – pensava.Então notou um vulto oculto nas sombras na outra extremidade da rua em um beco. Ao ser notado, o vulto adentrou o beco. Mulder procurou pela arma e lembrou-se que na pressa a deixara no quarto. Não havia tempo para voltar e pegá-la. Caso o fizesse quem quer que fosse poderia fugir. Pôs-se a correr na direção do beco. Em entrou cuidadosamente. O beco era muito longo. A certa altura atrás de si Mulder ouviu o rosnar de um cão. Um que ele conhecia bem e uma voz mais familiar ainda se faz ouvir: _ Agente Mulder, não se preocupe. Eu estava tentando chamar sua atenção ou a de sua parceira. Apesar de nosso encontro pela manhã não ter sido muito aprazível, tem alguém que quer falar com o Srº. Nisso dos fundos do beco saí outra forma: um homem. Rivaliza em estatura com Mulder e quando este se aproxima ele nota queimaduras de 1º grau, similares às encontradas no cadáver da autópsia. Quarto do Hotel Esten Vilds 11h15m – PM Dana Scully estava sentada na cama completamente desolada. Chorava minutos sem parar, após a saída de Mulder. Até que suas lágrimas secaram. Porém a vontade permanecia. Ela estava questionando-se como pôde ser tão ingênua e anti-profissional. Como deixara-se descontrolar e perde as rédeas da situação. Batida na porta são ouvidas. Num salto ela se recompõe e pergunta: _ Quem é? _ Srtª Scully sou eu o delegado Freddy. Preciso falar com você!! – disse aflito. _ Um momento, por favor, disse dama enquanto dirigiu – se ao banheiro, passou a escova no cabelo,lavou o rosto, retornou a maquiagem respirou fundo, rescompô- se e foi atender a porta.. _ Sim, em que posso ajuda-lo Sr. Freddy? – disse Scully com sua postula gélida e imparcial, que em nada denunciavam os últimos acontecimentos. _ S.rta, Scully acabaram de chegar por fax resultado dos exames que você pediu. Creio que a Srta iria querer lê-los imediatamente – disse o delegado. _ O Sr. – e enfatizou esta condição – deve tr lido mesmo que rapidamente partes destes resultados. Algo lhe chamou atenção? _ Sinceramente Srta. Scully, a maioria estava escrita em linguagem médica da qual não sou profundo conhecedor. E o seu parceiro, o agente Mulder? _ O agente Mulder saiu para investigar um fato que deixamos escapar – desculpou-se ela e continuou: _ Ele nos encontrará lá na delegacia . Deixei um bilhete na recepção do hotel. Scully não percebeu o sorriso perverso que se formou na face do delegado Swanson. Beco do outro lado da rua 11H18M - PM O cenário é sombrio: Mary Northon e seu cão, Sansão estão à frente de Mulder, enquanto que atrás esta Joshua, desaparecido esposo da Srª Northon. _Sra. Northon confesso que estou surpreso! Hoje pela manhã Sra mal nos deixou falar e agora me apresenta seu marido vivo; quando havia afirmando que ele estava morto?!?-perguntou Mulder. _ Ouça o que Joshua tem a dizer Sr. Mulder meu comportamento desta manhã tem razão de ser. _ Mulder – fala o homem com voz completamente rouca – há 23 anos eu fui levado por forças além de minha compreensão. Disseram que era para meu próprio bem.Fizeram testes. Dolorosos. Intermináveis... O homem tosse insistentemente. _ E o que isso tem a ver comigo? E com minha parceira? E como o Sr voltou? - perguntou Mulder cheio de brilho nos olhos. _ As mortes ocorridas na montanha foram devido a interferências... _ Que interferências? – interrompe Mulder. _Anos antes de minha abdução o então policial Freddy Newman iniciou sua práticas com magia negra. Durante esses 23 anos ele tem colhido seguidores num culto satânico que envolve os extraterrestres. Várias pessoas sumiram ao longo desses anos e o policial ocultou esses fatos. Até mesmo o delegado anterior sumiu em circunstâncias suspeitas. Então ele surgiu com sobrenome Swason. Mais da metade da cidade se converteu a esse culto satanista- extraterrestre, que visa a ascensão do "Escolhido" como eles assim denominam. _ Ta, ta – fala impacientemente Fox – mas como ninguém denunciou isto e o tal túnel e as propostas de novas vidas feitas as outras pessoas? _ Eu não sei explicar este fato. Só o que sei é que ele não tem co-relação com o culto de Swason e seus seguidores. Então Mary Northn entrega a Mulder fatos. Quando ele as olha arregala os olhos e pergunta irritado: Onde vocês conseguiram? São fotos tirados de Dana Scully.Na entrada da do bureau. Quando ela entra saia de seu edifício.As datas são variadas e sugerem pelo mesmo 2 anos de observação. Nisto Joshua começa a tossir insistentemente e cai no chão e Mary corre em seu socorro.Ela consegue acalma-lo, e ele continua.Ela consegue acama-lo, e ele continua. _Fui mandando para salvar você e sua parceira agente Mulder. Freddy Swanson e seus seguidores acreditam que hoje as estrela,os planetas formação uma conjunção especial que possibilitará as ascensão do escolhido. Eles não têm interferindo nas ações das "devoluções" e provocando os desastres de que vocês tiveram noticia.Swanson e seus seguidores acreditam que hoje o "Escolhido" renascerá e para isso devem oferecer algo em sacrifício...uma pessoa que não se permita corromper. Outra crise de tosse, desta vez mais demorada que a anterior. Mary acalma seu marido: _Calma querido, por favor depressa.Conclua para o agente Mulder, o tempo se esgota.Coma voz mais arrastada que antes Joshua Northon prossegue: _ Em suas alucinações revelaram a ele, a Swason ou Newson se preferir uma mulher ruiva, agente incorruptível da lei seria a chave para esta acessão. Nesse delírio foi dado a ele o sinal e como chegar até vocês. Essa mulher é sua parceira Dana Scully! As feições de Mulder mudaram. Seus olhos arregalaram-se e ele saiu em disparada rumo ao hotel. Na recepção não há ninguém. Ele sobe desesperadamente as escadas. Bate na porta. Como não há resposta arromba–a Nada. Scully não está. Ele pega sua arma e saí em disparada rumo à delegacia. Delegacia de Polícia de Nangell Fale Oregon 11h20m –PM Sexta-feira A agente Dana Scully chega junto com o delegado. O telefone da recepção e o policial diz que é para ele. Swason pede que ela vá entrando em sua sala que os documentos estão sob sua mesa. Ao girar a maçaneta ela sente uma picada. Não importou, pensou tratar-se de algo solto. Nisso o telefone da sala toca e caí na secretária eletrônica: _ Sr. Delegado – é a voz de Walter Skinner – o que esta acontecendo por aí? Pedi várias vezes que o meus agentes retornassem minhas ligações ontem e hoje e nada. Seus celulares estão fora de alcance, presumo que devido à área montanhosa. O que está havendo? Na dúvida 2 agentes estão seguindo em seu auxílio e deverão chegar pela manhã no mais tradar. Scully arregalou os olhos, deu um salto e sacou a arma. Havia algo muito errado naquela cidade. Agora estava provado. Skinner tentara contato com eles e Freddy Swason ocultara isso dos dois. Sem deixar de mencionar a antipatia de Mary Northon por ele. Dana sente as pernas falhares. Sente os braços pesarem, as vistas embaçarem e de repente Freddy adentra a sala com 2 policiais e o recepcionista do hotel, vestido com túnicas vermelhas. É a última coisa que ela vê antes de perder a consciência. Delegacia de Polícia de Nangell Fale Oregon 11h35m –PM Sexta-feira O agente Fox Mulder chega correndo de arma em punho. A recepção está deserta. Não há ninguém em lugar nenhum. Na sala Mulder vê a secretária piscando, aciona e ouve a mensagem. E só então ele ouve a máquina de faz recebendo a última mensagem vinda do Bureau. Ele lê rapidamente tanto quanto pode. A natureza da gosma verde não foi determinada, as culturas de tecido evidenciam que a pessoa foi exposta a um ambiente com gravidade zero e doses de radiação não acessíveis em qualquer lugar. Mais adiante foi feita uma conexão entre os 6 alpinistas encontrados anteriormente : os 2 sobreviventes e outras pessoas não mencionadas pelo delegado Swason. Todos tinham conexões com uma estranha seita rastreada pelo FBI que levava a Nangell Fale. Mulder desesperava-se cada vez mais, a cada parágrafo que lia. E tudo se somava ao relato de Joshua Northon. Somente agora ele percebia: os anagramas evidenciando o fanatismo de Swason e seus seguidores, nomeando estabelecimentos, ruas, florestas, lugares com nome satânicos. Mas onde estaria Scully? Subitamente uma luz veio a sua mente: A Floresta. A Montanha!! Floresta Omens Sidon Base da Montanha 11:55m – pm Sexta-feira Basicamente a metade da população da cidade esta ali. Há um altar com símbolos satânicos e uma cama de pedras no centro de uma mescla de pentagrama com a nave triangular vista por Mulder na base militar em Idaho e por Scully na Costa do Marfim na África. Em toda a extensão abrangida pelo estranho símbolo no chão estão velas de cores e tamanhos variados. Ao redor de todos os seguidores estão ajoelhados entoando cânticos em línguas completamente estranhas. Na cama de pedras esta a agente Dana Scully completamente desacordada. Os cânticos começam a aumentar a entonação. Um sarcedote traz uma adaga e entra a Freddy agora Newman. Mais abaixo se nota velas dispostas como o sistema solar e menores formando o que possivelmente seria a conjunção a se formar esta noite. O delegado esta vestido de vermelho e todas a túnicas branca. Freddy ergue a adega aos céus e entoa uma oração diferente da de seguidores. Neste instante do vão de 2 montanhas surge uma esfera de luz vermelha que vem descendo pela base da montanha e curvando a copa das arvores. Quando chega na clareira onde estão Newman e seus seguidoras, esta estaciona no alto no céu e assim permanece. A distância Fox Mulder guia desesperadamente um jipe que pegara na delegacia. Não existe limites de velocidade para ele esta noite! Ele sente o estranho cheiro que emana pelo ar. Começa a ouvir o som do estranho ritual. Vê ao longe as luzes das velas. Seu coração acelera cada vez mais. Será tarde demais para ele e Scully? Então ele nota a luz familiar sair do topo da montanha e descer rumo à clareira. Ele pisa fundo no acelera dor e quando esta a poucos metros do local – ele até a vista os carros da população e a Cheroke do delegado – algo passa rapidamente sobre sua cabeça fazendo cessar os movimentos do carro. Ele salta o jipe e sai em disparada ao local de arma em punho e destravada. Procurando pelo que havia jeito cessar o jipe lê vê chegando a luz que pairava sobre a clareira uma nave alienígena em forma triangular, chegar cada vez mais perto. Freddy Newman entoa o cântico completamente em transe., Por um momento pode-se jurar que seus olhos estavam diferentes. As pupilas iguais às de gato. Acima a esfera fasserme proporções gigantescas emitindo um brilho cada vez maior. Os fiéis cantam num frenesi ritmado. É então que Newman ergue a adaga e prepara-se para desferi-la contra Scully. Neste exato momento ela abre os olhos Mulder chega com a arma em punho e grita: _ Nãaaaaaoooooooooo!!!! Simetricamente a nave que ele vira passar por sob sua cabeça, choca-se à esfera ele luz. Tudo explode num intenso mar de luz branca. Inaudível. Imperceptível. Nangell Fale City Oregon 12:00 – am Os dois agentes do FBI chegam à cidade. Encontram uma cidade fantasma, onde praticamente metade da população desaparecera. A delegacia estava completamente abandonada. No hospital, médico plantonistas estavam ausentes. Enfermeiras e outros funcionários seguiam o exemplo. Por todos os estabelecimentos públicos e particulares a situação se repetia. Um hotel vazio. O quarto dos agentes Mulder e Scully vazio. Arrombado. O restante da população começara a retornar da cidade vizinha Bellefleur. Ao invés de dois agentes Skinner enviou uma força-tarefa, pois descobrira a ligação do delegado com a seita suicida, seu nome falso e seu envolvimento com a falta de notícia de Fox Mulder e Dana Scully. Argüidos pelos agentes Everelt MacPherson e a agente Angelika Montoya, os comandantes da missão, os moradores não souberam explicar o que aconteceu ao restante da população. Só então eles perceberam a emanação de luz que vinha na direção da cidade. Luz esta que veio silenciosa e rapidamente. E tomou conta de tudo. Ofuscou tudo e todos. Em algum lugar Pedido no Espaço-Tempo Estamos em uma caverna. Um túnel. A frente segue o delegado Freddy Newman correndo freneticamente. Logo atrás dele os agentes especiais Fox Mulder e Dana Scully em seu encalço de armas em punho. Nisto Freddy ganha certa distância e desaparece em uma curva Mulder que estava mais a frente segue-o, gritando para Scully que prende o pé em uma erva seca, mas pedira que ele continuasse. Quando ela se recompôs chegou a uma bifurcação com duas entradas. Qual direção seguir? Viu uma luz no fim do túnel da direita e um barulho e seguiu por ele chamando Mulder. Quando Mulder tomou a entrada da esquerda, assim que passou pelo túnel, tudo explodiu e ele se viu num amplo salão sem portas, nem janelas. Não havia mobília. Ali só estava ele. Nem sua arma estava mais em sua mão. Então ele ouve uma voz feminina: _ Bem vindo Sr. Mulder! Há tempos esperávamos pela sua visita – falou uma mulher que Mulder calculou possuir cerca de 1,80m de altura. Era belíssima. Vestia um macacão prateado colante. Mulder nada respondeu. Então a mulher fez um gesto e cenas de sua vida começaram a passar a sua frente. Primeiro a abdução de sua irmã e sua dor ao perde-la. Sua cruzada para entrar no FBI, conseguir os Arquivos X e principalmente manter essa seção aberta. Ele vê quando Dana Scully juntou-se a ele. A morte de Garganta Profunda. O fechamento dos Arquivos X. A abdução de Scully pelo governo. O assassinato de seu pai. Sua busca incessante pela verdade, redundando em becos sem saída. As extensas e inúmera vezes em que estiveram com a vida por m fio. A morte de Melissa Scully. Tudo passando em uma espécie de flash-back. Mas como aquilo seria possível? Quem teria acesso a estas informações? De que maneira? Quando Dana Scully adentrou túnel, tudo à sua volta explodiu em uma luz branca sem som ou substância. Seus sentidos nada captaram daquele estranho lugar onde ela estava. Ela procurou em sua mente por razões que explicassem o que estava ocorrendo. Onde estava Freddy Swanson? E Mulder? Onde estava sua arma? Até então ela estava só, e foi quando ouviu uma voz masculina falar com ela: _ Bem vinda Srta Scully! Há tempos esperamos pela sua visita – falou a voz de um homem que ela avaliou possuir cerca de 1,90m de altura. Ele era maior que Mulder. Era belíssimo, louro e vestia um macacão prateado colante. Fez um gesto com as mãos e cenas de sua vida começaram a passar à sua frente: Primeiro sua decisão de abandonar a medicina e juntar-se ao FBI, o contra-gosto de seu pai. Seu 1º encontro com Fox Mulder nos escritórios dos Arquivos X. Sua constante luta em confrontar as investigações de Mulder. A morte de Garganta Profunda. O fechamento dos Arquivos X. A morte de sua irmã Melissa. Sua abdução. A retirada do implante e o surgimento do câncer. O amor surgindo entre ela e o homem que pensou confiar. A busca pela verdade conflitando com sua fé. Agora surge Emily; como resultado de sua abdução. Experimentos que levaram a sua esterilidade. E o confronto mais direto a sua fé: a nave que ela encontrara na Costa do Marfim. Toda dor e sofrimento passando em flash-back à sua frente. Incessantemente. Até Dana perguntar: _ Por que^tudo isso? O guia responde: _ Interferências estavam frustrando nossas ações neste plano nos últimos anos. E hoje graças á você e seu parceiro, elas cessaram para sempre! O equilíbrio foi restaurado! Como conseqüência você recebeu oportunidade única – conclui enfaticamente o homem. _Onde está Mulder? Quem é você? Que brincadeira é essa? – pergunta Scully completamente irritada. _ Fox Mulder esta bem. Eu sou o guia que a levará a escolher um novo rumo para sua vida. Você pode voltar à época em que abandonou sua carreira na medicina e juntou-se ao FBI e conseqüentemente mudar seu futuro. Você não conhecerá mais Fox Mulder, nem sofrerá os atos de homens tacanhos que levaram a sua esterilidade e perda de sua irmã. No entanto você pode decidir por voltar no momento em que seu parceiro adentrou a sala de seu escritório e seguir sua vida normalmente. Sem os mesmos acontecimentos, que culminaram com a sua vinda aqui. Se optar pela 1ª escolha sua vida poderá ser muito diferente. Scully arregala os olhos. Poderia ter sua irmã de volta. Poderia ter uma vida normal, sem os percalços que ela teve nos últimos anos ao lado de Mulder e sua busca desmedida pela verdade. Ela poderia casar, ter filhos, um lar! Ser uma médica famosa. Uma vida tentadora. A luz dos últimos acontecimentos Scully sente-se em dúvida, se Mulder valeria esse sacrifício. Que ela escolhesse continuar como estão? Mulder vê agora Scully descobrindo sua esterilidade. A causados pela sua sem precedentes pela verdade. A explosão em Dallas. A traição de Diana Fownley. A quase morte de Scully na nave extraterrestre enterrada no gelo Ártico. A morte de sua mãe e a verdade sobre Samantha. _ Interferências estavam frustrando nossas ações neste plano nos últimos anos. E hoje graças á você e sua parceira, elas cessaram para sempre! O equilíbrio foi outra vez restaurado! Como conseqüência você recebeu oportunidade ímpar – conclui enfaticamente a mulher. _ Eu e minha parceira? Onde ela esta? Onde esta Scully? _ Dana Scully esta bem. Eu sou o guia que o levará a escolha mais importante de sua existência. Você ode escolher voltar á noite em que sua irmã foi levada e mudar os acontecimentos daquela fatídica noite. Sua vida tomará um rumo completamente diferente do que tens agora. Como conseqüência não mais conhecerás sua amiga Dana Scully. No entanto sua irmã, seu pai e sua mãe serão devolvidos à você. Ou você opta por retornar o momento em que adentrou sala de seu escritório sem lembranças dos fatos ocorridos nos últimos dias que culminaram com sua vinda aqui. Desse modo sua vida transcorrerá como antes. Do outro modo você terá uma família, uma vida normal e sua antiga parceira tomará outros caminhos. Nem um de vocês sofrerá os percalços pelos quais passaram até aqui. Mulder sente-se tentado. Um novo recomeço, sem dor, sem sofrimento. Uma vida normal com seu "pai", irmã e mãe. No entanto abdicará de conhecer Scully. Porém não provocará tanto sofrimento e dor a ela. Se houvesse como medir o tempo nesse lugar por padrões humanos, anos teriam passado talvez séculos ou milênios. Após pesado silêncio Mulder pronuncia-se: _ Eu não posso ser covarde e optar por algo completamente desconhecido. Algo que não me evitará de formar alguma de percorrer os mesmo caminhos anteriormente escolhidos. Não posso negar o meu destino. Existe uma razão para eu ter passado por isso. A verdade continua lá fora e eu preciso encontra-la. Dito isso as imagens cessam. Somem tão rapidamente quanto surgiram. A mulher dá um sorriso e uma explosão de luz é sentida outra vez. Hegal Place Apartamento 42 Alexandria (VA) 6h45m-PM _ SSSCCCCUUUULLLLLYYYYYY!!!!! – chama desesperadamente Fox Mulder ao acordar suando frio em sua cama. Ele levanta senta na cama, passa as mãos pelo rosto e pensa: "Foi um pesadelo?!" – Mulder veste apenas uma samba-canção . Dirige- se para o banheiro e vai após arrumar-se para o trabalho. Durante o percurso seu "sonho" não sai da cabeça. Ele fica tão intrigado que por duas vezes errara o caminho, este que ele esta habituado a fazer todos os dias. Ele até tentou telefonar para Scully, mas o celular acusou como inexistente. Este fato só o atormentou mais. Curiosamente quando se dirigia para o porão seu coração disparou. Um friozinho instalara-se em sua barriga. Ele quase teve medo de abrir a porta da sala dos Arquivos X. Criou coragem e entrou. Scully na estava. Foi então que o medo tomou conta de seu ser. Teria sido tudo um pesadelo? Tão repentinamente quanto o medo instalara-se nele. Scully surgiu debaixo da mesa onde estava o computador com a mão cheia de disquetes. Ela o olha e diz sarcasticamente: _ Bom Dia Mulder ! Parece que você viu uma assombração?! _ Huuuuuuuummmmmm. Bom dia Scully! Você nessa posição só me leva a crer que andou mexendo naquela gaveta onde estão todos aqueles vídeos que não são meus!! – ironiza Mulder, sentindo um alívio imenso vendo Scully ali á sua frente e já preparada para retribuir ao seu comentário picante. _ Você se refere aqueles vídeos que joguei no triturador?? Com você eu faria coisa melhor. Solicitarei a Skinner que transfira nossa sala para o último andar e vou jogar você da janela de lá de cima e gargalhar enquanto você se estatela no pátio do estacionamento. _ Nossssaaaaa Scully, dormiu mal? – Mulder incita ironicamente sua parceira. Ela só o repreende com o olhar e assume sua postura profissional e ética. Nisso Mulder pergunta a ela algo que a deixa encabulada: _ Scully me responde uma coisa? _ Sim Mulder, o que é? – pergunta Dana com voz compassada. _ Se você tivesse a oportunidade de mudar o seu passado de tal maneira a interferir e alterar tudo pelo que passou o faria? – pergunta Fox em tom sério. Scully fora pega de surpresa. Parou, refletiu por alguns minutos. Respirou fundo, tomou fôlego, olhou Mulder direto nos olhos e respondeu: _ Conjecturando Mulder, no âmbito das fantásticas possibilidades, eu não seria covarde em optar por algo completamente desconhecido. Algo que não me dará garantias de forma alguma de que eu não vá percorrer os mesmo caminhos anteriormente escolhidos. Não posso negar a minha função nas teorias deste destino. Existe uma razão para eu ter passado por todos esses eventos dolorosos. E eu não posso fugir dele. Não enquanto a verdade permanecer lá fora, e eu preciso encontra-la. Por mim mesma e pela razão divina que nos guia. Mulder estremece e empalidece completamente. Tudo isso soou- lhe familiar demais. "Será???" – Ecoa essa pergunta em sua mente. O clima tenso é quebrado pelo toque do telefone. É Scully quem atende: _ Scully! Sim Srº já vamos. – desliga o telefone virando para Mulder fala: _ Mulder era Skinner nos chamando para a reunião. _ Vamos???- convida Mulder _ Vá chamar o elevador que eu vou desligar o computador. – Porém ela vislumbra uma última vez a tela. Lá estão as fotos de Matheus e de Emily. Carinhosamente ela passa a mão pela foto da garota, contém o embargo, desliga o computador, levanta-se, recompõe-se, saí e fecha a porta atrás de si. A Descoberta Escrita por CriXscully & Washington Duchovny Baseada na série de TV "Arquivo X" (The X-Files) Criada por Chris Carter