Últimos Minutos AUTORA: Kessia Nina E-MAIL: shipperx@gmx.net DISCLAIMER: Eu não sei se teria tanta imaginação pra criar dois agentes tão especiais assim. Portanto, só os estou usando por diversão. SPOILERS: Como os Fantasmas Estragaram o Natal, Emily, Xmas Carol, Redux 1 e 2. Na verdade esses não são spoilers spoilers, mas eu menciono alguns acontecimentos desses episódios. CATEGORIA: Mulder e Scully Romance FEEDBACK: Faz meu dia ficar completo!!! Além de ser um super presente de Natal!!! Mande para shipperx@gmx.net NOTA DA AUTORA: Todas as minhas histórias estão no meu site: http://go.to/shipperx/ Foi uma idéia que tive ontem a noite (23/12/99) e tenho que escrever!!! RESUMO: Como é o primeiro beijo dos dois agentes mais interessantes da história!!! ----------xxx-------------- Scully sempre foi meu forte. Ela sempre foi forte por nós dois. Até quando ela estava com câncer, ela era mais forte que eu. Depois de tudo o que passamos, deveria ter aprendido a ser como ela um pouco mais. Mas não consigo. É mais fácil que ela seja a forte e eu seja o "Spooky". Acho que no fundo ela prefere que eu seja assim. Ela tem uma vontade incrível de tomar conta dos outros, mas que ninguém tome conta dela. Não admite que é frágil como qualquer outra pessoa. Acho que também gosto que ela seja assim. Gosto que tomem conta de mim. Desde que minha irmã foi abduzida, nunca ninguém tinha tomado tanta conta de mim como a Scully. Minha mãe praticamente me esqueceu, assim como meu pai. Depois de nem lembro mais quantos anos, eu conheço Scully. Que seria tudo o que eu sempre quis. Uma mulher que tomasse conta de mim e que me amasse. Sim, me amasse. Porque tenho certeza que ela me ama. Só não está preparada para me falar isso ainda. Não é fácil para Scully demonstrar seus sentimentos. Especialmente para mim. A única vez que a vi tão tocada foi quando estava com Emily. Nunca vi Scully tão tocada. Mas era sua filha. A filha que "eles" tiraram dela. Era a única filha que ela teria em toda sua vida. Sei que ela não queria demonstrar pra mim tudo o que sentia, mas não podia esconder. E eu não queria que escondesse. Queria desesperadamente que ela não tivesse vergonha de se abrir comigo. Que eu era e sempre vou ser seu amigo enquanto vivermos. Toda nossa história juntos passou pela minha cabeça no caminho para sua casa. Resolvi visitá-la neste natal. Sei que não fui convidado, nem avisei que passaria em seu apartamento. Mas será que ela se importaria? Não creio. Tirando a vez que cheguei bêbado em seu apartamento, sempre fui muito bem recebido lá. No ano passado passamos o natal juntos, mas eu meio que forçei a barra com ela. Scully iria passar o natal ao lado de sua família e eu simplesmente fiquei com ciúmes. Queria que ela ficasse comigo. Que me considerasse sua família. Sei que me considera, mas queria passar com ela esse dia tão importante. E mesmo que tenhamos decidido não trocar presentes, dei a ela uma pequena luneta. Para que ela pudesse ver todas as estrelas do céu. Inclusive a lua. Lembro que na hora em que abriu o presente, ela lembrou-se instantaneamente do chaveiro que dei a ela há alguns anos. É incrível como as mulheres sempre lembram de coisas que para nós, homens, não têm tanta importância. Devo admitir que mesmo com minha excelente memória fotográfica, não me lembro de algumas datas. Exceto a da abdução de minha irmã, que está guardada num lugar bem seguro. Finalmente cheguei no seu apartamento. Por alguns segundos quase desisto de entrar. Mas é a Scully que está lá dentro e eu preciso vê-la neste natal. Ela adora o Natal. E eu adoro vê-la gostando das coisas. Ao vê-la, assim que abriu a porta, levei um susto. Seu rosto estava todo branco. Talvez algum tipo de farinha. Não pude me conter e ri. "Você certamente é uma ótima cozinheira, Scully." "Entre." Ela abriu espaço pra que eu entrasse e sorriu. O sorriso dela era lindo. Gostaria que sorrisse mais vezes em minha direção. "Fui abrir um pacote de farinha de trigo para um bolo e ele explodiu no meu rosto. Desculpe se te assustei." Disse ela rindo de toda aquela situação. "Que tipo de bolo você vai fazer?" Perguntei, seguindo-a até a cozinha. "Ia. Não vou mais. Acho que a explosão foi um sinal." Ela estava vestida com uma calça preta larga. E uma blusa branca simples e comprida. Estava em casa. Eu estava de calça jeans e blusa cinza, porque me sentia bem com essa roupa e sabia que Scully gostava por causa de todos os olhares que eu via que ela me dava timidamente. "Não acho que deva desistir." Ela virou-se para mim e eu vi que tentava tirar toda a farinha do rosto. Dirigi-me até ela e toquei seu rosto para ajudá-la. Estremecemos os dois. Mas continuei com minha mão em seu rosto. Nossos olhos se encontraram e eu jurava que iríamos finalmente nos beijar. Depois de tantos anos, ia ser naquele exato momento. Comecei a inclinar meu rosto em direção ao dela lentamente. Percebi que ela fazia o mesmo. Foi nesse momento que ela desistiu e afastou- se de mim. Foi direto ao banheiro sem dizer uma palavra sequer. Fiquei parado. Dentro da cozinha de minha parceira. Sem fôlego. Mas com um único pensamento na minha cabeça. Não passa de hoje. Já esperamos muito tempo. Ela voltou limpa do banheiro. Limpa e com outra roupa. Dessa vez mais arrumada. Vestiu uma calça jeans e outra blusa branca, mais justa dessa vez. Não sei porquê, mas acho que queria mostrar suas formas para mim. Bom. Mas eu já conheço todas as suas curvas, Scully. Pensei. "Não pensei que fosse aparecer aqui hoje, Mulder." Acho que por causa da maneira como olhei para ela, percebeu que estava me questionando a respeito de sua mudança de roupas. "Não precisava mudar de roupas." Arrisquei. "Não queria que me visse daquele jeito. Já basta com farinha no rosto." Nunca pensei que Scully se importava com o que eu pensaria das roupas dela. Sabia que ela se importava sobre o que eu pensava dela como pessoa, profissional e amiga, mas não a respeito de roupas. Fiquei feliz. Sinal de que não sou um amigo comum. Algo mais. Estava encostado na porta quando ela tentava passar por mim para entrar na cozinha e tentar arrumar a bagunça que a farinha havia causado alguns minutos atrás. Foi quando ouvimos o barulho de um sininho tocando. Um sino tocou quando ambos estávamos em baixo da guirlanda. Isso só podia significar uma coisa: beijo à vista. Resolvi fingir que não conhecia a tradição, mas não pude evitar ao perceber que ela sabia MUITO BEM qual era a tradição. Tudo bem que a tradição dizia que deveríamos nos beijar, na boca, como amigos. Mas a essa altura do campeonato, acho muito difícil nos beijarmos como amigos somente. Vi que ela percebeu que eu fingi não conhecer a tradição. Já estava saindo de perto de mim quando decidi que a hora era aquela. Até os deuses estavam fazendo de tudo para que nos beijássemos e elevássemos o nosso relacinamento um nível mais alto. Não iria perder a oportunidade. Era agora ou nunca. Não fingi mais. "Aonde pensa que vai, senhorita Farinha? Não conhece a tradição?" Ela olhou pra mim. Não podia dizer se estava feliz, triste, com medo, ansiosa. Não sabia o que pensar daquele olhar. Mas o que está feito está feito. Ela fez que sim com a cabeça respondendo à minha pergunta anterior. Meu coração começou a acelerar a um passo tão rápido que achei que ela ouviria. O sangue começou a correr desesperadamente por minhas veias e comecei a suar. Ela também estava nervosa. Mordia seus lábios a todo segundo. De repente ela ficou na ponta dos pés e me deu um pequeniníssimo beijo nos lábios, quase na bochecha. Me assustei, mas meu pensamento foi mais rápido. "Não espera que eu me satisfaça com um mini-beijo como esse, não é, Scully?" Agora ela estava com raiva e com vergonha ao mesmo tempo. Mas não iria deixar que nada atrapalhasse o nosso momento, nem mesmo o nervosismo de Scully. "Já dei o beijo, Mulder. O que mais você quer? Já cumprimos a tradição!" "A tradição diz que devemos beijar nos lábios da outra pessoa. Você me beijou tão rápido que eu não senti. E não foi nos lábios, foi na bochecha." Ele suspirou e ela também. "Venha até aqui que eu quero meu beijo. O natal é cheio de tradições a serem cumpridas e eu não vou ser o homem a quebrá- las." Peguei-a pela cintura e puxei-a para junto de mim. Em seguida, coloquei ambas as mãos no seu pescoço e meus polegares no rosto dela [como no filme]. O beijo que se seguiu definitivamente não foi o tradicional. Foi muito mais que isso. Foi o beijo que resumiu tudo o que não tivemos coragem de dizer e fazer nos últimos sete anos. Ao sentir seus lábios quentes e úmidos colados aos meus, foi como se meu coração tivesse parado. E nada no mundo estivesse acontecendo. Só havia nós dois. Ali, embaixo da guirlanda do apartamento da minha parceira que eu agora estava beijando apaixonadamente. Após alguns segundos, ela me libertou e disse sorrindo. "Você pensa que eu não vi quando você mexeu a cabeça para mexer na guirlanda e fazer o sininho tocar?" Num primeiro momento não entendi a pergunta. Estava meio tonto. Mas quando entendi, não respondi. Embora não tenha mesmo pensado nisso para beijá-la, guardei aquela guirlanda comigo. Dá sorte. Scully não foi passar o Natal com a família de novo. Eles devem querer me matar mesmo agora. Ganhei de Scully uma correntinha igual à que sua mãe lhe deu. Mas ao invés de um crucifixo, o pingente é um pequeno alien. ---------- Feliz Natal -------------- Essa é a minha pequena história de natal de Arquivo X. embora o título tenha um pouquinho a ver com a história, tem mais a ver comigo. Escrevi essa história correndo no trabalho. Escrevi em 20 minutos. Hoje é dia 24/12/99 e estou trabalhando e muito!!! (Quer dizer, nem tanto, consegui fugir por 20 minutos, não é???) Desejo a todos o melhor natal do mundo!!! Me escrevam e digam o que acharam!!!