Título: She Autora: Mônica Almeida e-mail: monica.almeida@mailbr.com.br Disclaimer: Fox Mulder, Dana Scully e os Pistoleiros Solitários não pertencem a mim. Pertencem a Chris Carter, 1013 Productions e Fox Network. Classificação: MSR, livre. Resumo: Os Pistoleiros Solitários convocam Mulder e Scully para assistirem a uma fita. SHE (Elvis Costello) She may be the face I can't forget A trace of pleasure or regret May be my treasure or the price I have to pay She may be the song the summer sings May the chill the autumn brings May be a hundred different things Withing the measure of the day She may be the beuaty or the beast May be the famine or the feast May turn each day into a heaven or a hell She may be the mirror of my dream A smile reflected in a stream She may not be what she may seen Inside her shell She who always seen so happy in a crowd Whose eyes can be so private and so proud No one's allowed to see them when they cry She may be the love that cannot hope to last May come to me from shadows of the past That I remenber till the day I die She may be the reason I survive The way and wherefore I'm alive The one I'll care for through the rough and ready years Me, I'll take her laughter and her tears And make them all my souvenirs For where she goes I've got to be The meaning of my life is she Georgetown, 10:00 p.m. Tinha sido uma semana exaustiva. Mas, finalmente, o serial killer havia sido apanhado. Dana Scully entra em casa pensando no assassino. "Meu Deus, como pode uma pessoa se transformar num monstro assim?" Os crimes praticados por Jonathan Crowe foram bárbaros. Cinco jovens estudantes de medicina, todos homens, todos filhos primogênitos, haviam sido torturados até a morte. Perguntado sobre o porquê dos crimes, Jonathan declarou que esses jovens haviam tomado o lugar que deveria ter sido dele na faculdade de medicina. Ele havia tentado entrar na faculdade durante sete anos seguidos. Como não conseguira resolvera matar sete estudantes de medicina, primogênitos como ele. No quinto crime fora descoberto. A Seção de Crimes Violentos pedira ajuda a Scully e a Fox Mulder, seu parceiro nos Arquivos X, para ajuda-los a solucionar o caso. Com a experiência médica de Scully, que fizera as autópsias nos corpos, e o raciocínio rápido de Mulder, conseguiram capturar o assassino. Scully larga a bolsa em cima da mesa e literalmente desaba no sofá. "Ah! Que bom! Graças a Deus é sexta-feira. Poderei descansar no fim de semana." Esse pensamento ainda não saiu da cabeça dela quando o telefone toca. "Scully", ela atende com um suspiro cansado. "Scully, sou eu." "Mulder, o que você quer?" A voz soa desanimada mas, no fundo, ela está feliz em ouvir seu parceiro. "Nossa, que desânimo! Até parece que você passou a semana inteira atrás de assassinos seriais." O tom de voz dele é brincalhão. Ela ri. "Tudo bem, Mulder, o que você quer?" "Ah! Agora melhorou um pouco. Scully, você já checou sua secretária eletrônica?" "Ainda não, Mulder, acabei de chegar em casa." "Então eu sugiro que você dê uma checada." "Ok." Ela se levanta e vai ouvir suas mensagens. "Dana, querida, estou com saudades..." Scully para a fita. "Mulder, tem uma mensagem da minha mãe. O que.." "Continue ouvindo, Scully." "Está bem." Scully continua ouvindo as mensagens. Além da Sra. Scully, uma amiga da faculdade e seu irmão Charlie haviam ligado. De repente, ela ouve três vozes bem conhecidas numa mesma mensagem. "Olá, Scully, é o Frohike...e o Byers...e o Langly...nós deixamos uma mensagem pro Mulder também...precisamos que vocês venham até aqui...há uma fita que precisam ver...venham assim que puderem...o mais rápido possivel...Scully, sua voz é muito sexy na secretária eletrônica." Scully sorri. Frohike tinha que dizer alguma gracinha. "E aí, Scully?" "Mulder, eu ouvi. Os rapazes querem que a gente vá até a casa deles para ver uma fita." "E então, vamos?" "Mulder, são mais de dez horas. Eu estou cansada, com fome e precisando de um bom banho." "Pode ser importante, Scully. Escute, que tal você tomar um banho, comer um sanduíche e eu te pego daqui a uma hora?" Scully pensa, "quando foi que eu consegui dizer não a ele?" e alto fala, "ok, Mulder, me pegue em uma hora. Mulder fica feliz com a resposta dela. Há muito tempo não pensa nela apenas como uma amiga ou uma parceira. Ele pensa nela como mulher. Ele olha para ela como mulher. Ele daria a vida por ela. Sede dos Pistoleiros Solitários, 11:45 p.m. Mulder e Scully chegam à sede dos pistoleiros mas não encontram ninguém. "Mulder, olhe isso." Há um bilhete na porta. No bilhete está escrito: "Mulder e Scully. Tivemos uma emergência. Podem entrar e ficar à vontade. Vocês sabem a senha. Voltamos em algumas horas." "Mulder, não será melhor voltarmos outra hora?" "Scully, nós sabemos a senha, e eles disseram pra ficarmos à vontade. Já que estamos aqui, por que não vemos logo o que tem nessa fita?" Scully se irrita. "Mulder, sabe o que eu acho? Que essa fita não deve ter nada demais. Deve ser alguma paranóia da cabeça deles. É capaz até de ser um filme. Quem sabe um filme romântico? Eles devem ter encontrado alguma conspiração por trás de uma beijo, um abraço, ou..." Scully para. Mulder a olha com uma careta zombeteira. "Ou..." "Esquece, Mulder." "Scully, qual o motivo de tanta irritação? Vamos entrar e assistir essa fita. Se for um filme romântico eu faço pipoca, tá?" Mulder digita a senha e entra. Scully, resignada, o segue. Entrando na sala, estúdio, ou o que quer que aquilo fosse, Mulder e Scully começam a procurar a fita. "Scully, tem uma fita aqui no vídeo." "Bom, deve ser essa. Não tem mais nenhuma por aqui." Mulder senta e aperta o play. Scully senta ao lado dele e começam a assistir a fita. Logo eles percebem que é apenas um filme. Um Lugar Chamado Notting Hill. Scully se aborrece. "Eu sabia, Mulder. É só um filme. Com certeza eles devem ter encontrado alguma conspiração governamental aqui. Ou então devem achar que a Julia Roberts é um alien." Mulder protesta. "Ei, a Julia Roberts não é um alien." "Mulder, vamos embora. Não tem nada aqui." "Scully, nós já viemos até aqui. Por que não assistimos ao filme? Podemos achar alguma coisa nele. Olhe, eu acho que não deve ter milho de pipoca por aqui, mas eu tenho sementes de girassol. Quer?" Scully olha para Mulder com cara de poucos amigos. Mas, por fim, cede. "Está bem, Mulder. Vamos assistir ao filme." Mulder sorri. O filme começa com uma linda música. A Julia Roberts aparece em várias situações. Ela faz o papel de uma atriz muito famosa. Mulder e Scully assistem ao filme, comem sementes de girassol e ralaxam. Mulder pergunta a Scully, "você gosta mais de atores ingleses ou prefere os americanos?" "Desde que sejam bons atores, tanto faz." "Você gosta do Hugh Grant, Scully?" "Gosto, mas eu prefiro o Dougray Scott. É tão bom ator quanto o Hugh, porém é muito mais bonito." Mulder sorri. Dessa vez é Scully quem pergunta. "E você, Mulder, gosta da Julia Roberts?" "Gosto, mas gosto mais da Sharon Stone. Ela é mais, hã, mais..." "Caliente?" "Por aí." Eles se olham e sorriem. Mulder toma coragem e fala, "você deveria sorrir mais vezes, Scully." Depois, timidamente, ele abaixa o olhar e volta a assistir a fita. Scully fica feliz com o comentário. É raro Mulder falar coisas assim para ela. O filme está no final. Começa a tocar a mesma música do início, só que dessa vez com outro cantor. A música é uma declaração de amor a uma mulher. Mulder pensa no significado da música, principalmente no verso final. "Aonde ela estiver, eu tenho que estar. O significado da minha vida é ela." Mulder olha para Scully. O filme acaba. Mulder pergunta suavemente a Scully. "Scully, você acha que duas pessoas tão diferentes possam se apaixonar?" Scully fica surpresa com a pergunta e pensa um pouco antes de responder. Quando responde ela olha diretamente nos olhos dele. "Acho." Mulder se aproxima um pouco dela. "E você acredita que mesmo apaixonadas essas duas pessoas tão diferentes possam ser felizes juntas?" "Acredito." Scully responde com um fio de voz. Ele se aproxima um pouco mais. "Você acha que pode dar certo?" Há um certo nervosismo na voz dele. "Eu tenho certeza." O beijo é inevitável. Mulder inclina a cabeça em direção a Scully com os lábios entreabertos. O hálito quente dela em seu rosto provoca uma deliciosa sensação. As bocas se encontram e é como se alguma coisa explodisse dentro deles. O beijo é quente, doce, apaixonado. Scully esquece a timidez e cola seu corpo ao dele. Mulder fica surpreso e ao mesmo tempo maravilhado com a atitude dela. Quando se separam estão quase sem ar. Mulder acaricia delicadamente o rosto dela. "Você não imagina há quanto tempo eu queria fazer isso." Scully sorri e passa a mão no cabelo dele. "Você não imagina há quanto tempo eu queria que você fizesse isso." "Eu amo você, Scully." "Eu amo você, Mulder." Eles se beijam novamente. Uma onda de calor invade seus corpos. Mulder se afasta um pouco. "Scully, você acha que é muito cedo, quer dizer muito tarde..." ele engole em seco. "...o que eu quero dizer, se eu pedir pra gente sair daqui e..." Scully cala com seus dedos os lábios dele. "Mulder. Já está mais do que na hora de sairmos daqui." Eles se levantam ao mesmo tempo em que a porta abre e entram os três pistoleiros solitários. Langly é o primeiro a falar. "Oi, Mulder, Scully, vocês viram a fita?" "E aí, o que acharam?" pergunta Byers. "Uma conspiração e tanto, não?" fala Frohike. Mulder ri. "Qual é a conspiração que existe numa atriz que se apaixona por um vendedor de livros?" Frohike se volta para os outros, confuso. "Do que ele está falando?" É Langly quem responde. "Mulder, você viu a fita errada. Eu peguei esse filme porque acho a Julia Roberts a melhor atriz do mundo. Não concordam, rapazes?" Byers responde, "concordo plenamente." Frohike não concorda. "Eu prefiro a Gillian Anderson." "Afinal o que tem nessa fita que vocês tanto falam?" pergunta Scully. Os três respondem ao mesmo tempo. "O governo quer fazer lavagem cerebral nas crianças...estão botando produtos químicos na merenda escolar...vamos mostrar pra vocês." Mulder não quer saber. "Hoje, não, rapazes, temos uma coisa muito mais importante para fazer." Ele pega Scully pela mão e sai em direção à porta. Frohike ainda fala, "que coisa pode ser mais importante que isso?" Scully olha pra trás e sorri, dando um adeuzinho a eles. Os três se entreolham como se não estivessem entendendo nada. Mas, no fundo entendem tudo muito bem. FIM Por favor, me digam o que acharam. Mesmo que não tenham gostado. Um beijo e até a próxima.