Por: Lucy Mattos Duchovny Terceira parte de "Atalho para o seu coração" Classificação: Mulder/ Scully casados Faixa etária: PG, mas o final é provável NC-17 Spoiler: Comentários sobre "O Lar" Sumário: A gravidez de Scully sob o ponto de vista de Mulder e achegada de seu primeiro bebê. Palavra-chave: bebê Feedback: Sim, sim, sim! Por favor, todos que lerem, mandem suas opiniões, ok? Disclaimer: Mulder, Scully e Cia não me pertencem, no entanto Melissa é uma criação minha (e de Mulder e Scully!) Divirtam-se! "Uma Nova Vida" Parte 1 de 3 Scully adormeceu rápido nos meus braços. Fiquei acordado ainda algum tempo observando-a dormir, tão serena, ao meu lado. Uma mecha de cabelo ruivo caíra sobre o seu rosto de boneca; eu torcia para que o bebê fosse parecido com Scully, com os mesmos cabelos ruivos e macios que eu adorava acariciar e os mesmos olhos azuis que me olhavam tão inquisidores e tão doces todos os dias de manhã. Eu estava muito feliz e sabia que ela também estava. Nossa vida havia mudado muito, há pouco tempo atrás eu sequer conseguia imaginá-la nua, e agora estávamos esperando um bebê. Continuei olhando-a dormir ao meu lado, tão pequena e ao mesmo tempo tão grande. Scully era grande em sua força e determinação e em tudo o que fazia, por isso eu a amava tanto. Desde o dia em que trocamos confidências pela primeira vez, em um quarto de hotel, em nosso primeiro caso juntos. A partir dali eu soube que ela seria parte importante da minha vida. Deus, como eu sofri enquanto a via consumindo-se aos poucos com seu câncer! Mas agora nada mais importava, ela estava aqui ao meu lado, segura e grávida. Lembro-me da primeira vez que falamos sobre bebês. Foi durante um caso de infanticídio numa cidadezinha, Home. Naquele dia ela me deixou ver um novo lado dela, um lado que queria uma vida normal, filhos e um marido. Eu também queria uma vida normal e filhos e ouví-la falando sobre seus anseios e pretensões me fez perceber que eu a queria como a mãe dos meus filhos, que eu queria que eles fossem ruivos como ela, com toda a força que ela tinha... e o meu talento para o basquete! Nunca cheguei a dizer essas coisa para ela, talvez eu tivesse medo. Uma parte de mim tinha um certo medo de Scully e outra confiava nela a vida. Não sei bem como explicar, mas é isso que eu sinto, quando estou perto dela: Confiança, medo e amor. Os meses passaram-se rápidos para nós, ocupados com preparativos e compras para o bebê. Scully continuava a trabalhar, até mesmo quando a gravidez se tornou evidente e todos notavam sua barriga. Gostava de vê-la andando pelos corredores do FBI com a sua barriga de seis meses, ela estava linda e não se importava mais com os comentários dos outros agentes sobre ela ou sobre nós, parecia até contente, apesar de estar trabalhando cada vez menos, por ordens do Skinner. E eu adorava saber disso. Ela não mais se aventurava nas longas viagens pelo país comigo, atrás de arquivos-x, e eu não os perseguia como antes. Tudo aquilo havia perdido parte do sentido para mim e de repente cuidar da minha família era mais importante do que caçar uma verdade desconhecida. Scully não teve muitos enjôos, mas seu comportamento mudou bastante. A fria e séria agente do FBI de repente deu lugar à uma mulher sensível, que chorava até assistindo "O Rei Leão". Numa noite de Quarta-feira, ao sair do banheiro, deparei-me com uma Scully chorosa em frente ao espelho, reclamando que estava gorda, não cabia nas suas roupas de trabalho e parecia um monstro. Minha primeira reação foi rir da cena, mas ao ver que isso a fez chorar mais ainda, fui consolar minha esposa. Pobre Scully, ela estava tão insegura que mal sabia o quanto estava linda. Cada vez mais linda. Nós resolvemos nos mudar para o meu apartamento, que era um pouco mais espaçoso que o de Scully, embora eu mesmo não achasse isso. Fizemos uma reforma que durou uns dois meses ou mais e que ela acompanhou passo a passo os detalhes. Scully conseguiu transformar o quarto onde eu guardava revistas e outras coisas velhas em um lindo e aconchegante quarto de bebê, com móveis de madeira e cortinas brancas, muitos brinquedos e novos detalhes que ela acrescentava a cada dia, seja um quadro com motivos infantis ou um novo tipo de papel de parede que ela trazia para eu escolher. E meu quarto ganhou um toque especial com os móveis que ela trouxe de sua casa. Tive que me acostumar com seu excessivo senso de organização e demorei a me acostumar com o quarto arrumadinho e organizado que ela fazia questão. Faltavam apenas dois meses para o bebê nascer quando Scully parou de trabalhar. Eu mal podia esperar para chegar em casa e olhar para ela, sempre modificando um detalhe na nossa nova casa. Tudo era novidade para mim, eu estava adorando esta vida de marido e pai, embora sentisse falta das vezes em que fazíamos amor até estarmos exaustos e passar o resto da noite olhando um para o outro, sem sequer falar. Queria saber se ela também sentia falta, mas Scully estava sempre tão ocupada com o bebê que não parecia pensar muito nisso. Ela fazia constantes reclamações de que estava sempre exausta e com dores nas costas, mas valeria a pena quando visse o rosto do bebê e o pegasse nos braços. Eu a ouvia em silêncio, sem saber muito bem o que ela sentia, mas me esforçava ao máximo para ser agradável e gentil com ela. Nós já sabíamos que teríamos uma menina desde o sexto mês. Demoramos para chegar à conclusão de um nome até escolhermos Melissa. A Sra. Scully, com quem Dana falava todos os dias desde que ficara grávida, adorou a idéia e estava disposta a encher a neta de mimos. Às vezes eu sentia um pouco de ciúmes de Scully, por estar e ser a pessoa mais próxima de Melissa, por senti-la mexendo-se dentro dela. Muitas vezes eu também sentia minha filha mexendo-se dentro de sua mãe, mas não era a mesma coisa. Eu me sentia como se elas estivessem participando de algo que não me incluía e que em breve eu seria apenas o Papai. "Melissa" Parte 2 de 3 Tudo correra bem naquela, estranhamente, fria tarde de agosto. Mas os corações de Papai Mulder e Mamãe Scully estavam aquecidos com o nascimento de Melissa. Sob o signo de Leão (no fundo Mulder adorava astrologia, como Scully acabou descobrindo mais tarde), o fino tufo de cabelos que havia na cabeça de Melissa de longe lembrava uma juba de leão e sim o fino e delicado cabelo de sua mãe. Scully só conseguira passar algum tempo com Melissa no dia seguinte. Ela estava muito cansada e dormira durante toda a noite. Mas logo pela manhã ela recebeu a visita da filha. Scully olhou para o bebezinho que mexia-se em seus braços e sorriu. Era linda, tinha um rosto angelical e pequeno. Talvez induzida, ela viu alguns traços de Mulder no bebê, no seu bebê. Seu bebê e de Mulder. Sentou-se na cama e abriu a blusa do pijama para amamentá-la, olhando-a com um sorriso nos lábios enquanto o fazia. Ainda não acreditara naquilo tudo e sequer havia entendido, mas se apaixonou pelo bebê imediatamente, sentindo um pouco dela mesma em Melissa. Sua pequena Melissa, sua filhinha. Pensou em Emily e sentiu um aperto no coração por tudo que acontecera com aquela garotinha e jurou não deixar que nada de mal acontecesse a ela. Tocou a mãozinha tão macia e pequena, que segurou seu dedo com força, devagar e acariciou-a. Melissa estava quente, era quente e macia, perfumada e frágil. Se afastou do seio de Scully, saciada, e mexeu-se em seu colo. Em poucos instantes dormia outra vez, sob o olhar e o sorriso de Scully. Ela ficou um longo tempo olhando-a, sem ter noção disso. Mulder entrou no quarto sem que ela percebesse. Ele trazia nas mãos um grande buquê de flores e um ursinho de pelúcia, que colocou ao lado de Scully na cama. Só então ela notou sua presença. --Mulder! --Presente do Skinner para vocês. Ele disse que assim que puder vai nos visitar em casa e disse também estar ansioso para ver como estamos nos saindo na nova "missão". -disse ele sorrindo, colocando as flores sobre a mesa de cabeceira. Scully também estava sorridente, mas nem se deu conta disso. Mulder sentou-se ao lado dela na cama e inclinou-se para olhar Melissa. --Como vocês estão? --Ah, estamos bem. Ainda nos apresentando, mas acho que vamos nos dar bem. Quer segurá-la? --É melhor não. Eu não tenho muito jeito pra isso. --Que bobagem! Ela é tão boazinha e ainda não conheceu o Papai. Pegue-a, Mulder. Scully colocou o bebê nos braços do desajeitado Mulder. Ele olhou-a alguns instantes antes de olhar para Scully e sorrir. --Ela é linda, Scully! E vai ser ruiva como você. Tomara que tenha os seus olhos também. -olhou-a de novo e piscou, ficando em silêncio por um longo tempo. --Que foi? --Nada... Você vai me chamar de bobo se eu disser que estou emocionado? --Não. Pode deixar, eu não conto pra ninguém. Melissa dormia serena nos braços de Mulder, que estava totalmente inseguro, abraçando-a suavemente e acariciando sua mãozinha devagar. Scully segurava o ursinho, olhando-o com curiosidade. --Você o comprou? --Na verdade é um presente dos Pistoleiros Solitários. Também estão curiosos para ver como nos saímos. Por que ninguém acredita que temos um bebê? --Por que nem nós mesmos acreditamos? Eles se olharam alguns minutos. Os olhos de Mulder estavam da cor do mar e pareciam poder ler os de Scully, ao menos era assim que ela se sentia. Ela aproximou-se dele e o abraçou, Melissa entre eles. --Estou com medo... E se não formos bons pais? --Nós seremos, Scully. Não se preocupe com isso. E inclinou-se para beijá-la na testa. "Uma vida cor de rosa" Parte 3 de 3 Dois dias depois Scully e Melissa voltaram para casa. Mulder e Sra Scully tinham feito um almoço especial para recepcionar as duas e enfeitaram a casa com algumas flores, fazendo um delicioso perfume de rosas se espalhar por toda a casa. Scully foi direto ao quarto de Melissa para que ela dormisse tranqüila. Ela olhou em volta o quarto decorado com bichos de pelúcia, brinquedos e quadros infantis. Viu um quadro com uma foto de um disco voador e teve certeza que fora o escolhido por Mulder. Scully foi até a janela certificar-se que estava bem fechada e ajeitou as cortinas para não entrar nenhuma brisa sequer. Olhou mais uma vez para o bebê, dormindo tranqüila no berço e sorriu. Pôs a mão sobre os lábios, sentiu uma lágrima em seus olhos, mas não a deixou cair. Tudo o que havia lhe acontecido neste últimos meses era quase surreal, ela às vezes se flagrava pensando sobre sua vida com Mulder e não se cansava de agradecer por ter se perdido com ele em uma estradinha no meio do nada. Não estaria ali agora se não fosse, como sempre, a teimosia de seu parceiro em achar que sempre estava certo ao tentar encontrar um atalho para chegar ao Texas. Mas o único atalho que ele achara naquela noite fora o do coração de Scully. Os meses passavam sem que eles sequer notassem. Melissa ia crescendo rapidamente e Mulder e Scully descobriam que não era tão difícil cuidar dela como eles pensavam, embora eles fossem pais de primeira viagem e totalmente atrapalhados. A mãe de Dana sempre estava por perto para ajudá-los, afinal não se pode ignorar a experiência de quatro filhos criados. Mas ela não estava sempre lá e Scully aprendeu a contornar seus medos de afogar a filha durante o banho ou de esquecer de alimentá-la. Na verdade ela era muito atenciosa e cuidadosa com Melissa em todos os momentos do dia. Mulder também estava sempre por perto e de repente chegou à conclusão que entendia mais de marcas de fraldas do que casos semelhantes de Arquivo-X. Quando Mulder voltou ao trabalho (totalmente contra sua vontade, um milagre para quem sequer tirava férias) ele descobriu que não conseguia parar de pensar em Melissa, como ela e Scully estariam sem ele, essas coisas de pai. A última vez que sentiu-se assim foi quando havia se apaixonado por Scully, depois de sua primeira noite junto a ela. Ele a amava muito, cada vez mais, principalmente por ela ter dado à ele seu maior tesouro, sua filha. Ligava para casa todos os dias para saber como estavam as duas e sentia-se um pouco frustrado por não poder estar em casa com elas e perdia coisas simples como o primeiro sorriso de Melissa para sua mãe, a primeira palavra e até seus primeiros passos, com a ajuda de Scully. Mulder começava a sentir-se excluído da vida das pessoas que mais amava. Dana começou a notar uma certa tristeza em Mulder. Seus olhos não mais brilhavam como antes quando ela contava mais uma das pequenas aventuras de Melissa e ele estava mais calado. Ela sentou-se perto dele enquanto ele assistia TV, mais daqueles programas chatos de ficção que ele tanto gostava, disposta a conversar com ele. --Como foi seu dia?-ela perguntou, olhando diretamente para ele. --Normal. Nada de muito interessante.-ele falou sem sequer olhar para Scully. Ela continuou olhando para ele, meio sem ter o que dizer, por alguns instantes. --Tem certeza que você não tem algo para me dizer, Mulder? Então ele olhou para ela. Parecia um pouco abatido e irritado. --Sei que você não gosta, mas eu adoro este filme e queria assistir, se não se importa. --O que houve? Você está muito quieto, nem perguntou pela Melissa... --Eu sei que ela está bem. Vocês duas ficam muito bem sem mim. Scully olhou de novo para ele, que voltou-se para a TV. Ela sabia que ele estava chateado por ter perdido as primeiras palavras de Melissa, e ela nem ao menos falou papai. Mas ela queria que ele dissesse isso a ela. --Você não está com ciúmes, está? --Claro que não, Scully, vou ficar com ciúmes da minha própria filha? --Então por que você não me fala o que é? Ele desviou o olhar para Scully outra vez. Suspirou fundo e tocou o rosto dela com a palma da mão. --Eu queria estar aqui para ouví-la falando pela primeira vez. Queria poder acompanhar os primeiros passos dela, queria poder passar mais tempo com ela. Só isso. Às vezes eu invejo um pouco você, Scully, você esta sempre por perto, sempre. É a pessoa mais próxima da Melissa... --Mulder... -ela inclinou-se sobre ele para beijá-lo nos lábios e ele a interrompeu por um instantes. --Até mesmo nós dois. Sabe há quanto tempo você não me deixa tocá-la? Scully mordeu o lábio inferior. Realmente não sabia o que dizer. Talvez fosse hora de esquentar um pouco o casamento. --Sabe, esta noite eu tive um sonho... --E o que foi? --Você chegava em casa, depois do trabalho, e sequer falava nada. Me puxava para entre seus braços e me beijava nos lábios, no pescoço, no colo... Quando eu me dava conta estava nua nos seus braços, ofegante por seus beijos, desabotoando os botões da sua camisa e da sua calça. O seu cheiro era delicioso, um cheiro só seu, o mesmo que eu sentia depois que fazíamos amor no chão da sua sala, depois do trabalho, quando saímos ansiosos e apressados para nos tocarmos e não podíamos deixar ninguém perceber o quanto estávamos excitados, lembra disso? Claro que ele se lembrava. Nunca se esqueceria da época em que havia despertado em Scully seus instintos mais primitivos que ela mesma às vezes, até pensava que havia esquecido. Mulder adorava a ferocidade daquelas noites em que eles passavam acordados, apenas se olhando e descansando depois de fazerem amor. Ele balançou a cabeça confirmando. Só a lembrança de Scully ofegante na sua frente já o deixava excitado. Mas ultimamente os únicos momentos de intimidade que ela reservava eram para Melissa, quando a amamentava, longe de Mulder. --Sinto sua falta... -ele sussurrou ao seu ouvido. --Eu também. --E como continua o seu sonho? --Onde eu estava? --Nua, nos meus braços. --Ah, sim. Scully se afastou dele e tirou a blusa e sutiã que usava. Ele ficou parado olhando-a despindo-se devagar diante dele, jogando suas roupas para o lado, e a ajoelhando-se em frente a ele. Scully abriu os botões da camisa de Mulder e acariciou os pêlos no seu peito com as mãos. Ele fechou os olhos e inclinou a cabeça para trás, quase havia esquecido da sensação deliciosa das mãos de Scully sobre sua pele, do quanto ele adorava o toque feminino das mãos delicadas da sua esposa. Ficou de olhos fechados enquanto ela tirava sua roupa e descia os lábios pelo seu peito até sua barriga. Scully parou uns instantes e olhou para ele. --Você acariciava a minha pele com suas mãos quentes e grandes, descia pelas minhas costas, tocava os meus seios... -ela sussurrou perto de seu ouvido, e ele fazia o que ela dizia, as mãos de Mulder trabalhando em perfeita sincronia com a voz de Scully-Enquanto eu sinto sua respiração quente no meu corpo... Mulder... Ela fechou os olhos, deixando-o puxá-la para entre seus braços --E o que mais, Scully? As mãos de Mulder desciam pelo colo de Scully, por entre seus seios, pela sua barriga, pelas suas coxas, por entre suas coxas. Ela acomodou-se sobre Mulder, sufocando um gemido. Por um instante ambos esqueceram-se de Melissa, que dormia no quarto. --Nós fizemos amor como antes... Mulder, senti tanta falta dessas suas mãos na minha pele, tão quentes, como se estivessem em brasas... Ele apertou-a em um abraço, puxando-a para bem perto de si, tão perto que podia sentir sua respiração quente e úmida no rosto. --E do que mais você sentiu falta? Scully começou uma série de movimentos sobre ele. Ela alternava gemidos e soluços entre suas palavras, sussurradas ao ouvido de Mulder. --Você... Do seu calor... Dos seus beijos no meu pescoço... Da sua respiração ofegante... Do seu corpo nú.. Você tem idéia do quanto é lindo, Mulder? Ele sentia uma onda de calor consumindo-o por dentro. Os movimentos de Scully sobre ele o incendiavam e faziam esta sensação crescer cada vez mais. Se ela soubesse o quanto ele a amava, o quanto ele precisava dela, o quanto ele sentia falta dela... Era torturante ficar longe de Scully, ele queria poder ficar assim com ela, sempre próximo, e ver cada sorriso, ouvir cada palavra de Melissa. --Mulder... -ela sussurrou. E achou um lugar no pescoço de Mulder, perfeito para ser mordido. Ficou ali um longo tempo, provando e mordendo-o, enquanto as mãos dele desciam pelas costas dela, que começava a sacudir-se sobre ele. Estava chegando ao clímax, depois de tanto tempo sem dividir esta sensação com Mulder, ela apenas sufocou um grito, lembrando- se que Melissa estava dormindo, e jogou-se sobre ele, respirando ofegante, enquanto Mulder também chegava ao seu auge e voltava em soluços sufocados no pescoço de Scully. Os dois ficaram um longo tempo abraçados e ofegantes, sentindo um ao outro, sem falar nada, apenas se olhando. Mulder sabia que não perderia Scully e que ela também não estava se afastando dele, pelo contrário, Melissa era a prova de que eles estavam cada vez mais unidos um ao outro. E assim iriam ficar por uns longos anos... FIM Por Dana Bellatrix (danabellatrix@hotmail.com) =^..^= Um último detalhe: Para escrever esta cena final eu precisei da ajuda da música "Only when I sleep", do The Corrs. Por isso meu último agradecimento ao grupo The Corrs, por me ajudar neste fan-fiction.