Título: O atalho para seu coração Autora: Lucy Mattos (lucymattos@hotmail.com) Spoiler: Menção a Fight the Future. Ainda a maldita abelha. Sumário: Mulder e Scully se perdem em uma estrada deserta, no meio da noite, em uma cidadezinha desconhecida. Eles não têm muito que fazer, então... Classificação: Mulder/ Scully Romance Keywords: Vignette (eu sei lá como é isso em português!), mas é uma daquelas estória descritivas. Faixa etária: Quem me conhece já sabe este trecho de cor: NC-17, para as cenas de sexo. Mas são tããããooo fraquinhas desta vez! Devo avisar que é uma história bem romântica, mas não tanto quanto "O temporal" Distribuição: Por favor, me avise antes. Adoraria que ela fosse lida por muita gente, mas me avise antes de postar ou distribuir, OK? Feedback: é por eles que eu vivo! Por favor, sua opinião é muito importante pra mim! Não esqueça de mandar um e-mailzinho, mesmo se você odiar esta estorinha! Disclaimers: Mulder e Scully não me pertencem, são propriedade de um tal de Chris Carter (hehehe!), por favor, não me processem, Fox! Notas: Esta estória tem uma seqüência, mas não é obrigatória para ser entendida. Se te interessar e você não achar em nenhum outro lugar a seqüência, assim como outras de minhas histórias, mande um e-mail que eu enviarei para vc com o maior prazer! O atalho para o seu coração Fazia muito frio naquela noite. O céu estava estrelado e a lua brilhava sua imponência sobre a estrada deserta na qual um único carro corria a uma velocidade de quem tem muita pressa. Era Mulder, que tentava chegar à pequena cidade no interior do Texas o mais rápido possível para evitar aborrecimentos com a então entediada Scully, que estava quase adormecida ao seu lado. Olhou para ela, que se inclinava para a esquerda, quase caindo sobre ele, sem sequer notar o que fazia. Ele gentilmente colocou sua mão direita sobre o pulso de sua parceira, acordando-a. "Já chegamos ?" ela perguntou, abrindo os olhos. "Não, mas vou pegar um atalho que irá nos dar algumas horas de vantagem." Mulder manobrou o carro e entrou em uma estradinha de areia e pedras, sem iluminação nenhuma, exceto a dos faróis do carro, que sacolejava e balançava muito. Havia muito mato e muitas árvores por ali. "Você tem certeza que sabe o caminho?" "Claro que tenho, Scully" ele disse, olhando em volta, e sem muita convicção. Ela limitou-se a olhá-lo e aguardar para dizer que ele estava errado, embora tivesse a certeza de que iriam se perder em pouco tempo. Alguns minutos depois ele parou o carro e olhou para ela. "Acho que estamos perdidos." Scully olhou-o de volta, furiosa. Agora certamente iriam passar a noite no meio do mato, dentro de um carro, por culpa dele, que sempre julgava poder melhorar de algum jeito. Ela olhou em volta e sentiu um arrepio ao ver a escuridão total na qual estavam mergulhados. Respirou fundo antes de olhá-lo de novo. "Muito bem, Mulder. E agora, o que a gente faz?" Ele olhou para ele, olhou em volta e lhe estendeu um saquinho. "Quer sementes de girassol ?" Scully suspirou e virou para o lado. Estava furiosa com ele, muito irritada mesmo. Mulder percebeu e tentava fazê-la pensar em outra coisa. "Sabe, eu gosto muito deste lugar... É tão tranqüilo, tão calmo... Você não acha, Scully?" Ela não disse nada e continuou olhando para fora. "Olha, não vou tentar sair daqui por que a gente pode acabar sem gasolina e isso seria bem pior. Vamos esperar que daqui a pouco o dia amanhece e poderemos sair daqui." Scully continuou em silêncio. Ele continuava tentando distraí-la. "Você quer dormir no banco de trás? É bastante confortável..." "Cala a boca, Mulder." Ele voltou a fazer silêncio por alguns instantes. Até voltar ao mesmo assunto. "O problema é comigo?" "O que?" "O motivo dessa sua irritação... O problema é comigo?" "Não, Mulder, só com quem me chama de repente para resolver um caso que nem me explica direito o que é, acaba se perdendo no meio de uma estrada deserta, no meio da noite. Não, não é nada com você." Ele olhou novamente para o céu. Fitou a lua, rodeada por brilhantes estrelas que clareavam o manto escuro da noite. Os faróis do carro estavam acesos, mostrando a escuridão total e a estrada completamente deserta à frente deles. "A noite está linda" ele disse num suspiro "queria ter tempo para reparar essas coisas em Washington." Scully continuava em silêncio. Mulder se esforçava bastante para fazê-la sentir-se melhor e menos irritada. De repente ela começou a falar. "Você já reparou que a cada ano que passa nós trabalhamos cada vez mais? Eu não consigo arranjar tempo para coisa simples como reformar o banheiro do meu apartamento e pintar as paredes da sala..." "Não seja por isso, Scully, eu te ajudo quando você quiser." Ela olhou-o com um meio sorriso, para achá-lo sorrindo docemente para ela. Mulder era sempre prestativo com ela, sempre disposto a mover céus e terra por ela. Sentiu-se um pouco envergonhada por tê-lo tratado tão mal há pouco, afinal ele apenas tentava ser gentil, pois sabia o quanto ela detestava viagens longas, principalmente de carro. Olhou para a escuridão à sua frente e suspirou. "Obrigada, Mulder, você é muito gentil." "É o mínimo que posso fazer, afinal, é você quem vai cuidar de mim quando eu estiver velho e esclerosado..." "Ah, não vou não!" "Você acha que vai se livrar de mim fácil desse jeito? Nem pensar! Vamos passar o resto da vida cuidando um do outro e eu vou estar ouvindo você reclamar que eu sou paranóico." "E eu vou ouvir você dizer para os vizinhos que o governo está escondendo homenzinhos verdes." Ambos riram. Por mais que Mulder tentasse negar, não conseguia imaginar sua vida longe de Scully, mesmo sabendo que um dia suas vidas tomariam rumos diferentes e eles iriam se afastar. Olhou de novo para ela, que passou a língua pelos lábios, delicadamente, como se os acariciasse. Ela fazia isso dezenas de vezes ao dia e Mulder nunca havia notado no quanto este simples gesto era sexy, assim como o modo como ela colocava uma mecha de cabelos atrás da orelha, delicadamente, movimentando- se devagar e sem pressa. Scully era suave. Delicada e deliciosamente suave, a luz do carro iluminando parte dela, parte do decote de sua blusa faziam Mulder perceber o quanto era fascinado por aquela mulher cujos olhos azuis de cristal olhavam-no curiosos pelo seu olhar e pelo seu silêncio. Que tipo de pensamento passava na mente de Scully naquele momento? Enquanto Mulder deslizava os olhos sobre o corpo dela, sobre suas roupas, tentando imaginar o que ela pensava, se ela precisava dele tanto quanto ele precisava dela. "O que foi, Mulder." Ele mordeu os lábios. Respirou fundo antes de dizer o que ele desejava há algum tempo. "É muito bom ter você ao meu lado, Scully. Deus sabe o quanto eu me odiei por ter deixado você ser picada por aquela abelha e levada para a Antártica. Espero que você me perdoe por ter feito isso a você." Scully colocou a mão sobre a mão de Mulder, que repousava sobre sua perna direita. Apertou entre a sua. "Você não tem culpa de nada, Mulder." Ele também apertou a mão dela entre a sua e levou até os lábios, beijando demoradamente. Scully tremeu ao sentir o toque dele em sua mão, o calor de seus lábios em sua pele. Não entendeu o porquê, afinal ele a tocara tantas vezes sem que ela sentisse nada parecido, mas agora... parecia haver algo mais naquele toque, naqueles lábios. Algo que também a fazia arder por dentro e a deixava inquieta e insegura. Acariciou o rosto dele, tão suave e tão bonito, e sua mão desceu pelo pescoço até chegar aos ombros dele e pousar em seu peito. Scully sentia seu peito subir e descer conforme Mulder respirava e puxou a mão de volta, mas ele a segurou, mantendo-a presa a si. "Eu preciso de você, mais do que eu imaginava." disse, num murmúrio. Aquelas palavras atingiram Scully como um raio, queimando e ardendo em seu rosto. Também precisava dele, precisava do seu apoio, da sua amizade... E naquele momento, mais do que nunca, precisava sentir o calor de seu corpo, o gosto daquele homem à sua frente, que era sempre tão próximo e tão distante. "Eu também preciso de você." sua voz saiu baixa e rouca, quase tímida. Mulder inclinou-se sobre ela e colocou sua mão sobre sua nuca . Sem pensar duas vezes, puxou-a para si e beijou aqueles lábios que desejara há algum tempo. Scully pareceu assustada com esta atitude, ao sentir os lábios de Mulder nos seus, acariciando-os suavemente, sua língua tocando a sua, tão rápida e apaixonada como ela desejara que fosse, e envolveu-o com seus braços, puxando-o para si o máximo que pode. Deixou-se tocar por ele, deslizando sua língua na dele, sem pressa, provando-o, sentindo o gosto de Mulder misturado ao de sementes de girassol e pressionando-se contra ele, seus lábios unidos como imãs. Mas a posição incômoda para ambos os fez se afastarem, e Scully sentou-se no colo de Mulder, no banco do motorista, abraçando-o junto a si como se ele fosse fugir quando o soltasse. Eles se olharam alguns instantes antes de se beijarem de novo, Scully passou os dedos sobre o rosto dele, como se o visse pela primeira vez, deixando que as mãos dele descessem pelas suas costas, acariciando-a e descobrindo-a a cada toque. Beijou-a de novo e empurrou-a contra o volante do carro. "Scully... Você não tem idéia do quanto eu quis sentir seu toque..." disse, beijando o pescoço dela, que se inclinou para trás ao sentir seus lábios úmidos sobre sua pele. As mãos dela perdiam-se entre os cabelos de Mulder enquanto sua boca passeava em seu colo, entre seus seios, seguida por suas mãos que agora abriam a blusa de Scully, deixando à mostra seu sutiã. Ela inclinou-se para olhá-lo despindo-a e jogando suas roupas para o lado. Era uma sensação deliciosa, o toque das mãos dele em seus seios, em sua barriga, procurando ansioso a maciez de suas coxas, escondidas dentro de sua calça. Scully correu os dedos pelos braços dele, descendo em seus ombros até chegar ao seu peito e abrir sua camisa, revelando alguns pêlos macios que se espalhavam em todo seu corpo e se arrepiaram ao sentir a boca de Scully deslizando sobre eles, provando sua pele, sentindo seu calor. As mãos dela acariciavam seu pescoço e sua nuca, fazendo um delicioso arrepio subir pela sua espinha, espalhando-se por todo seu corpo. Com algum esforço, ela conseguiu tirar o resto de suas roupas e deixou-o admirá-la, seu corpo nú sobre ele. Mulder passou as mãos pelas suas pernas e entre suas coxas, deslizando suavemente os dedos dentro dela. Scully contorceu-se e ergueu-se um pouco, e soltou um gemido, inclinando-se sobre ele. "Mulder... " Scully estava quente, muito quente e os dedos de Mulder nela pareciam incendiá-la, fazendo-a gemer cada vez mais. "Mulder... Fox... " Ele sorriu ao ver a mudança na expressão dela. Inclinou-se para beijá-la de novo, e deslizou os lábios pelo queixo e pescoço de Scully, que colocou a cabeça sobre o ombro dele, sussurrando seu nome em seu ouvido. "Mulder... Você vai me matar desse jeito..." sua voz era baixa e rouca, ecoando em seu ouvido. Ele abraçou-a e encaixou-a sobre ele, fazendo-a sufocar um grito e soltando um ele mesmo. Os cabelos dela roçavam em seu ombro e peito, causando uma sensação deliciosa, enquanto ela subia e descia sobre ele, apoiando as mãos em seus ombros. "Scully, você não tem idéia do quanto eu queria sentir seu corpo, sua pele, com as minhas mãos..." "Você sempre me teve em suas mãos, Mulder. Só você que não percebeu." Mulder olhou para ela, meio surpreso. Queria falar alguma coisa, mas as mãos de Scully descendo em seu peito o impediam de pensar em qualquer outra coisa que não fosse na sensação maravilhosa de suas unhas arranhando-o suavemente. Respirou fundo e finalmente sussurrou, com a voz rouca. "O que quer dizer?" Scully olhou para ele e respondeu ofegante. "Por que acha que estou aqui agora com você? Você é o homem mais desligado que eu conheço para não perceber o quanto eu precisava disso." Mulder segurou o rosto dela com as duas mãos e beijou-a suavemente, pairando seus lábios em frente aos dela por alguns segundos. "Eu te amo, Scully. Mais do que imaginava poder amar." "Então porque não me beijou antes?" Ele acariciou os ombros dela e segurou-a pela cintura, pressionando-se para dentro dela com mais força, até ouvir seu gemido. "Eu te beijo. Todos os dias quando te vejo. Todas as vezes que olho para você pela primeira vez de manhã, eu te beijo." "Ah... Mulder..." "Te beijo todas as vezes que vejo sua língua passeando em seus lábios... " "Mulder..." Scully continuava mexendo-se sobre ele, fitando os olhos verdes de Mulder, com uma expressão ansiosa. Ela estava chegando ao seu auge, ele sabia. "Adoro o seu cheiro... Adoro sentir o seu cheiro quando você chega de manhã no Bureau... Adoro o gosto da sua pele..." Inclinou-se sobre ela outra vez e beijou seu seio, espalhando seu calor sobre ela com a língua. Ela tremeu com a sensação e tentou se afastar, mas as mãos rápidas de Mulder a seguraram com força, prendendo-a junto a ele. "Mulder... Mulder, eu..." ela tentou avisá-lo da sensação que tomou conta dela de forma surpreendente, mas não teve tempo. Scully soltou um grito, delicioso para Mulder, que também chegou ao seu clímax, quase ao mesmo tempo em que ela. Ela colocou a cabeça de volta em seu ombro, tentando acalmar sua respiração ofegante, subindo e descendo seu peito sobre ele. Mulder envolveu-a pelas costas e abraçou-a forte, como se pudesse uni-los em um só. Seus longos braços pareciam cobri-la inteira, acariciando sua pele macia e quente, como sua voz em seu ouvido. "Você não tem idéia do que você faz comigo..." ela sussurrou e mordeu levemente a orelha de Mulder. Ergueu-se para olhá-lo e acariciou o rosto dele, passando os dedos pelas maçãs do rosto, pelo queixo, pelos lábios... Scully perdeu-se, encantada, olhando Mulder, seu rosto tão lindo e tão macio, que ela via todos os dias sem ter noção do quanto o adorava... "Fox..." ela dizia o nome dele, suavemente, acariciando os ouvidos dele com sua voz suave. Mulder acariciava as coxas dela, deslizando seus dedos longos sobre as pernas macias dela, subindo e descendo, fazendo os pêlos no corpo dela se arrepiarem. Scully roçou seu corpo no dele, como uma gata, deixando seus cabelos tocarem os ombros dele outra vez. Um sorriso felino brotou em seus lábios. "Ainda está aborrecida por eu ter errado o caminho?" Ela deu uma risada suave. "Não..." ela beijou o pescoço dele, seus lábios molhados "devíamos ter nos perdido há mais tempo." Scully encostou-se no volante e olhou para ele. O olhar de Mulder passeava pelo corpo dela, junto com suas mãos. Acariciou os lugares onde passeara com os lábios e passou as mãos pelos cabelos dela, parando perto de seus lábios, deixando-a segurar sua mão e beijar sua palma. Olharam para o lado, pela janela do carro. O manto negro da noite começava a se desfazer em um raio de luz, da aurora que começava a clarear o início da manhã. "É melhor nos vestirmos logo. Temos que chegar na cidade, lembra?". "Temos... Mas pode ser mais tarde..." ela inclinou-se sobre ele e beijou-o de novo. Desta vez um beijo calmo e sem pressa. Scully sentia seu próprio cheiro e gosto em Mulder, em seus lábios, em sua pele... Sua língua tocou a dele suavemente, movimentando-se devagar, aumentando o ritmo conforme o desejo de um pelo o outro aumentava também. Ficaram assim uns longos minutos, acariciando-se íntimamente entre seus lábios. Mulder também sentia o seu próprio gosto em Scully, em sua língua. Afastou os lábios dela, que seguiu-o como se estivesse se afastando de algo vital para ela. "Vamos sair daqui." "Mulder..." Ele pegou a blusa dela e entregou-a, fazendo-a vestir-se. Pegou suas próprias roupas e, saindo do carro, se arrumou de modo que estivesse impecável. Ou quase. Scully fez o mesmo e eles entraram de volta no carro. Olharam-se de novo com um sorriso nos lábios e esperaram alguns segundos antes que Mulder ligasse a ignição. Logo eles estavam prontos para voltar à estrada e resolver mais um Arquivo-X e voltar para suas vidas normais. Ou para o próximo quarto com portas interligadas. Fim Por: Lucy Mattos (lucymattos@hotmail.com)