Título: Feliz Ano Novo, Meu Amor Autora: Mônica Almeida e-mail: monica.almeida@mailbr.com.br Disclaimer: Fox Mulder e Dana Scully pertecem a Chris Carter, Fox Network, além de, claro, um ao outro. Meu objetivo é apenas fazer com que as pessoas que lerem a história se divirtam enquanto esperam que alguma coisa desse tipo aconteça de verdade na série. Classificação: MSR. Aviso: você não precisa ter 18 anos pra ler essa história, mas acho que uns 15 ou 16 seria bom. Resumo: O que acontece depois do beijo de Millenium? Continuação de Feliz Natal, Meu Amor. "Why must we hide emotions? Why must we never break down and cry?" Rick Astley, Cry For Help Mulder e Scully estão assistindo televisão na sala de espera do hospital. Na TV Dick Clark está anunciando os poucos segundos que faltam para acabar o ano. "...30 segundos agora, 30. Se prepare para o mais alto brinde de sua vida. Abrace seus amigos e quem você ama apertado. Aquela pessoa que está próxima a você. Nada como o tempo presente. Você está pronto? Aqui vamos nós. 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1,...feliz ano novo, 2000!" Na TV pessoas se abraçam, casais se beijam. Mulder olha para a televisão e depois para sua parceira. Ela está com os olhos grudados na TV. Mulder olha especificamente para os lábios dela enquanto pensa, "devo beijá-la?" Ele se inclina em direção a ela, ela se volta para ele e sem mais pensar em nada ele a beija. Um beijo doce e suave. Scully, mesmo pega de surpresa não hesita um segundo sequer. O beijo acaba, eles se olham e sorriem. Mulder com um sorriso acanhado e ao mesmo tempo moleque, fala primeiro. "O mundo não acabou." "Não, não acabou." Scully responde e volta o olhar dos olhos para a boca de Mulder, querendo mais daquele beijo. Depois ela não consegue mais encará-lo. Mulder também mal consegue olhar para ela. Com um suspiro abafado ele fala, "feliz ano novo, Scully." Scully responde com outro suspiro, "feliz ano novo, Mulder." Mulder põe o braço em volta dos ombros de Scully e os dois saem. Eles seguem em silêncio até o estacionamento. Chegando lá Scully fala, "acho melhor eu lhe levar até sua casa. Você não pode dirigir com esse braço machucado." "Não vai lhe atrapalhar? Eu posso pegar um taxi." "Claro que não, Mulder, entra aí." Eles entram no carro e seguem em silêncio pelas ruas de Washington. Scully liga o rádio, que está tocando Cry For Help de Rick Astley. A música fala sobre emoções sufocadas, sobre deixar o acanhamento de lado e gritar por socorro, "essa música parece comigo," pensa Scully, "por que eu não consigo dizer o que sinto por ele? Por que eu não consigo me mostrar frágil, por que eu não faço ele sentir que eu preciso dele? E por que, por Deus, ele me beijou?" Enquanto a música toca os pensamentos de Mulder se voltam para Scully. "Meu Deus, quando eu irei ter coragem de dizer a ela que ela é tudo que eu preciso?" Finalmente eles chegam ao prédio onde Mulder mora. Scully para o carro e fala. "Está entregue, são e salvo". Mulder sorri e pergunta, "você não quer entrar, Scully?" "Não sei, Mulder, na verdade acho melhor não. É tarde e eu estou um pouco cansada." "Scully, o que você vai fazer agora?" "Vou pra casa, comer alguma coisa e dormir." "Por que você não entra um pouco? Afinal é ano novo, Scully. Olhe, eu posso preparar alguma coisa pra gente comer. Eu tenho uma garrafa de vinho tinto, a gente come, bebe o vinho e depois, se você quiser, pode ir pra sua casa." Mulder tenta dar uma entonação natural à voz, mas no fundo, ele está ansioso, torcendo para ela aceitar a proposta dele. Scully não consegue parar de pensar no beijo, em como ela gostaria realmente de passar a noite, o resto da vida com ele. Ela pensa um pouco e resolve, "ok, mas só se você me deixar ajudar na cozinha." Mulder abre um lindo sorriso. "Perfeito." Eles sobem e, já na cozinha, começam a preparar o jantar. Resolvem comer espaguete ao sugo, afinal, além de fácil de fazer, é uma delícia e combina com vinho tinto. Eles se divertem na cozinha rindo e fazendo brincadeiras, mais relaxados agora. Afinal, o espaguete fica pronto, eles arrumam a mesa, a comida parece deliciosa. Mulder vai pegar o vinho. "Scully," grita ele da cozinha, "não consigo encontrar o saca rolhas, veja se está dentro de uma dessas gavetas aí da escrivaninha." Ele, então, se lembra do pingente e do cartão que havia comprado para Scully. "Scully, espere, deixe que eu procuro." Tarde demais. Scully já havia aberto a gaveta e encontrado o envelope endereçado a ela. "Que envelope é esse, Mulder? Por que tem meu nome nele?" Mulder está suando frio. "Não é nada, Scully." Ele diz engolindo em seco. Scully continua olhando pra ele, pensando se deveria abrir ou não o envelope, tem o nome dela nele, afinal. "Tem alguma coisa aqui que eu não possa ver, Mulder?" Mulder olha para ela, tão linda, com aqueles olhos azuis que ele ama tanto e, por fim, resolve. "Tudo bem, Scully, pode abrir. Mas, por favor, se lembre que a sua amizade é muito importante pra mim." Scully abre o envelope. E qual não é sua surpresa quando vê o cartão de natal. Igualzinho ao que ela havia comprado para Mulder. Com um grande coração vermelho e inscrição dourada dizendo "Feliz Natal, Meu Amor". Com as mãos trêmulas, Scully começa a ler o cartão. E a medida que vai lendo seu rosto vai se iluminando de alegria ao mesmo tempo que seus olhos se enchem de lágrimas. Mulder está tão nervoso que não consegue ler as emoções no rosto de sua amada. Ela olha para ele e sorri, "você ama meu sorriso, Mulder?" "Scully, eu amo tudo em você." Ele se aproxima timidamente dela, segura suas mãos, depois delicadamente, passa os dedos em seu rosto. Scully chega mais perto dele e se inclina para beijá-lo. O beijo é doce e suave, como o que eles trocaram no hospital. Ela se afasta e fala. "Eu amo você, Mulder." O rosto de Mulder é pura felicidade. Ele começa a beijá-la nos olhos, no rosto, nos lábios, enquanto fala, "Meu Deus, como eu te amo , Scully." De repente ele se lembra. "Scully, eu tenho uma coisa pra te dar." Ele pega a caixinha de veludo e entrega a ela. Ela abre a caixinha e vê o pingente. "Meu Deus, Mulder, é lindo. Me ajude a colocá- lo." Mulder a ajuda a abrir a corrente com a cruz e coloca o pingente junto. Depois ele a envolve e coloca a correntinha com os dois pingentes – a cruz e o coração – em volta do pescoço dela. "Você não imagina como eu esperei por esse momento, Scully. Você não é capaz de imaginar o quanto eu sofri por não ter coragem de dizer a você o que sinto. Mas agora, finalmente eu posso. Eu posso gritar para o mundo que eu amo você, Scully. Mais que tudo na minha vida. Eu preciso de você. Só você me dá forças para sobreviver nesse mundo. Sem você eu não precisaria mais viver." "Eu também amo você, Mulder, mais que tudo no mundo, eu amo você. E eu sei como você se sentiu esse tempo todo pois foi assim que me senti também." Eles se olham profundamente. Não há necessidade de mais palavras. Eles se beijam ternamente como o primeiro beijo no hospital. Mas dessa vez eles não precisam se conter mais. Mulder empurra delicadamente sua língua para dentro da boca de Scully. Com isso, Scully suspira e aprofunda o beijo. De repente, o desejo explode entre eles. Eles se beijam como somente duas pessoas apaixonadas sabem se beijar. Mulder começa a passar suas mãos fortes nas costas de Scully, ela não consegue mais esconder o desejo e o abraça sofregamente. Eles se afastam em busca de fôlego, sem perder o contato dos olhos, dos corpos, das mãos. Mulder está quase sem ar. "Scully, se a gente não parar por aqui eu não vou consegui me segurar." "Não pare, Mulder, eu esperei seis anos por esse momento. Eu quero você agora." Eles se abraçam e se beijam. Scully começa, cuidadosamente para não machucar o braço dele, a tirar a camiseta de Mulder. Mulder, ao mesmo tempo começa a tirar a blusa de Scully. Depois tira seu sutiã e a olha extasiado. "Meu Deus, Scully, como você pode ser tão bonita?" Ele se abaixa e beija os seios delicados de Scully, bem devagar como se tivesse medo de machucá-los. Scully suspira profundamente, sempre havia esperado por esse momento, e Mulder estava superando suas expectativas. Os dois não aguentam mais. "Scully, eu preciso de você agora, por favor." Scully então tira o resto de suas roupas e o ajuda a tirar a dele. Os dois ficam nus frente ao outro. Scully pode ver o desejo de Mulder por ela. "Eu também preciso de você, Mulder. Agora." Mulder, mesmo com o braço machucado consegue carregá-la para o quarto. Eles se deitam na cama e se olham, se devorando com os olhos. Mulder olha para ela com devoção, registrando para sempre na sua memória fotográfica esse momento. Scully o olha com amor, pensando em como ele é lindo, másculo e que está ali só para ela. Não há mais espera, não há mais barreiras entre eles. Mulder a abraça forte e começa a penetrá-la com cuidado, depois não conseguindo mais se conter, penetra-a mais rápido e mais forte até que o gozo os consome e eles gritam um o nome do outro ao mesmo tempo em êxtase. Aos poucos o ritmo dos corações vai voltando ao normal. A comida esfria na mesa. Eles continuam abraçados e se olham apaixonadamente. "Você é tudo que eu sempre sonhei, Mulder". Ele ri, "Jura? Você sempre sonhou com um maluco que corre atrás de aliens e vê conspirações governamentais em tudo?" "Eu sempre sonhei com um homem que fosse meu amigo, que respeitasse minhas opiniões mesmo não concordando com elas, que me fizesse sentir segura. Bom, e que tivesse um belo corpo e uma boca maravilhosa também." Ele ri e beija a mão dela. "Eu também sempre sonhei com você, Scully. Feliz ano novo, meu amor." Ela dá a ele um lindo sorriso enquanto responde, "feliz ano novo, meu amor." Eles se beijam novamente com todo amor que sentem quando Mulder a afasta. "Scully?" "Humm?!" "Eu ainda não sei onde deixei o saca rolhas." Ela ri. "Eu não preciso de vinho, Mulder. Já estou embriagada com seu amor." "É? Que tal ficar totalmente de porre agora?" "Acho a idéia maravilhosa." Eles riem e se beijam com a expectativa de um ano incrível esperando por eles. E uma vida, não perfeita, mas maravilhosa pela frente. FIM.