AUTORAS: Camilla Ares & D@n@Scully E-MAILS: sramulder@hotmail.com; cris_scully@hotmail.com SPOILER: episódio Millennium SINOPSE: Quando tudo parecia estar perfeito, Mulder sente-se traído pela única pessoa no mundo em quem podia confiar. SOWILO BERKANO Na noite de reveillon finalmente Mulder e Scully trocaram um beijo. Um beijo singelo e tímido, onde, por incríveis oito segundos, o mundo parou. Porém estes poucos segundos foram suficientes para que de uma vez por todas decidissem assumir o que realmente sentiam um pelo outro. Scully levou Mulder para casa, já que ele estava com o braço machucado, e no caminho conversaram a respeito de seus sentimentos pela primeira vez. Abriram seus corações como nunca tinham feito antes, e sentiram-se extremamente bem fazendo isso. Resolveram que manteriam seu relacionamento amoroso sem que ninguém no Bureau soubesse, até que pensassem em um jeito de não serem punidos pela norma que impede dois agentes do mesmo setor de se envolverem emocionalmente. Já havia passado da uma da manhã quando chegaram ao prédio de Mulder. Ainda podia-se notar algumas pessoas na rua comemorando a chegada do Ano Novo. Um grupo de jovens levemente embriagados notaram a presença do casal no carro e saudaram o amor que podia ser notado com facilidade nos olhos daqueles dois. Na despedida, trocaram um beijo apaixonado, carinhoso e bem demorado, que os fez perceber que tinham tomado a decisão correta. Os meses passavam rapidamente. Embora os agentes tivessem assumido um compromisso, a relação deles na verdade não tinha sofrido grandes mudanças. O namoro deles andava comportado demais, nem ao menos tinham dormido juntos ainda. Scully sentia-se meio insegura, achava que se dormissem juntos isso afetaria demais a vida deles, e ela não tinha certeza de estar preparada para tamanha mudança. Ela preferia ir bem devagar, o que definitivamente não agradava muito a Mulder, que por muitas vezes diante de um clima mais quente se via obrigado a tomar uma banho frio por causa da recusa da namorada em avançar mais alguns passos. Mas ele a amava incondicionalmente e prometeu esperar o sinal verde de Scully. QUARTEL GENERAL DO FBI WASHINGTON, DC —Sim! Nove horas da noite. Estarei lhe esperando. Pra você também. Tchau. —Com quem você estava falando? – Mulder entrou de surpresa na sala fazendo Scully saltar da cadeira. —Credo Mulder! Se fosse uma cobra me picava! – ela falava ainda recuperando-se do susto. —Você não respondeu... – ele sorriu —Com... uma pessoa. – ela baixou os olhos —Não diga! Pensei que estivesse falando com algum parente do Quequegue. —Engraçadinho. Não te interessa com quem eu estava falando. Isso é assunto particular! – ela levantou-se da cadeira e foi em direção à porta —Ei! Onde você vai? – disse Mulder sem entender a reação da parceira —Eu tenho que cuidar de umas coisas. Assunto de mulher, ok? —Tudo bem, pode ir, eu nem estava interessado mesmo. – ele deu de ombros. Scully saiu sorrindo discretamente. Ela não era muito boa em guardar segredos, principalmente de Mulder que a conhecia melhor do que ninguém. Ao sair do porão, ela foi até a sala de Skinner para resolver mais um detalhe que havia esquecido de mencionar ao telefone. Mulder ficou sentado em sua cadeira considerando se deveria ou não rastrear a ligação de Scully. Dois minutos depois ele já tinha o resultado de sua "investigação". O telefonema era da sala de Skinner. —Mas que diabos está acontecendo? – ele estava com cara de assustado. Ele estava realmente intrigado com aquela história. Scully não era de esconder nada dele, ainda mais agora, que já estavam com um relacionamento mais sólido no campo amoroso. Mas afinal, por que guardar segredo sobre uma conversa com Skinner? Algumas idéias revoltantes passaram por sua mente e ele resolveu afastar estes pensamentos alegando ser uma bobagem. Pegou a pasta referente ao caso que investigavam e começou a ler o resultado da autópsia da mulher assassinada. —Mulher branca; "como Scully"; olhos azuis; "como os de Scully"; cabelos castanhos claros; "prefiro vermelho"; profissão: professora; "médicas são mais atraentes"... Mas que droga!!!! – ele esbravejou consigo mesmo. Mulder não conseguia se concentrar no trabalho. Seus pensamentos estavam voltados para Scully e seu misterioso telefonema para Skinner. Já havia algum tempo que Mulder percebera que Skinner nutria mais do que admiração por Scully e isto o incomodava bastante. E se Scully percebera que ele não era o ideal para ela e resolveu investir em alguém que pudesse lhe oferecer mais segurança? Não, ela o amava, ele tinha certeza. Então por que esconder o assunto dele? E se ela ainda estava trabalhando para invalidar suas investigações? Mas depois de sete anos, como isso seria possível? Eram milhares de dúvidas que pairavam em sua cabeça neste momento, mas ele preferiu esperar Scully voltar para esclarece-las. GEORGETOWN 07:07 p.m. Scully não voltou para o Bureau depois do "incidente". Ela deixou seu telefone celular desligado para não correr o risco de ser pega em flagrante. Ao chegar em seu apartamento notou que a secretária eletrônica tinha recados guardados. Ela apertou o botão para ouvir. Duas horas e vinte e três minutos: - Scully, sou eu. Seu celular não está funcionando e eu preciso conversar com você. Três horas e cinqüenta e dois minutos: - Scully, eu de novo. Onde se meteu? Nós temos trabalho pra resolver, sabia? Cinco horas e dezessete minutos: - Que droga Scully! Eu estou ficando nervoso. Vou passar em sua casa hoje à noite. Todos os recados eram de Mulder. Ela odiava estar fazendo aquilo com ele, mas seria por uma boa causa. Resolveu tomar um banho, comer alguma coisa e esperar por Mulder. Depois de fazer tudo o que havia planejado, sentou-se no sofá e começou a ler um livro. Não demorou muito a campainha tocou. —Olá! Não estava te esperando. Entre. – ela saiu da frente para que Skinner entrasse —Eu sei que já é tarde mas eu não agüentei esperar até amanhã para te dizer... – ele foi interrompido por Mulder que acabara de chegar. —O senhor aqui? – ele estranhou —Eu... bom, eu vim falar com a agente Scully sobre... —Sobre o caso que estamos investigando. – Scully interrompeu —Ah! Que bom, porque eu vim aqui exatamente pra isso! – ele entrou e sentou-se no sofá —O Skinner estava me dizendo que ele acha que a mulher não foi assassinada por uma força sobrenatural, como você sugeriu Mulder. – Ela tentava disfarçar —Engraçado... porque eu só falei da minha teoria para você, Scully! – ele olhou quase fuzilando os dois —Pois é, mas a agente Scully me relatou sua "teoria" e eu achei que não fazia sentido, por isso resolvi entregar o caso para a divisão de crimes violentos. – disse Skinner —O quê? O senhor não pode fazer isso! – Mulder gritou —Eu tanto posso como já fiz! —Seu traidor! —Mulder!?- Scully segurou o braço dele —E você também é uma traidora. Fica fazendo joguinho de bastidores pra me afastar do caso, pensa que eu não reparei no seu jeito nos últimos dias? —Eu não estou entendendo, Mulder! – ela olhou assustada para o parceiro —Não se faça de boba, Scully. Eu te conheço muito bem. Seja honesta como eu sempre achei que você fosse e me diga logo a verdade, ok? —Agente Mulder, controle-se! – disse Skinner sentindo um clima muito tenso no ar —Eu vou me controlar sim. Mas bem longe daqui. – ele saiu furioso batendo a porta Scully e Skinner ficaram estáticos no meio da sala. Apesar de abalada, Scully convidou Skinner para sentar e assim resolveram o assunto pendente. Mulder ficou do lado de fora esperando Skinner sair. 11:00 p.m. Finalmente Skinner foi embora. Já era muito tarde e ele saiu apressado. Mulder estava com muita raiva, ele se sentia traído. Jamais poderia esperar que Scully escondesse algo dele , mas agora tinha quase certeza de que ela não só estava fazendo jogo duplo no trabalho, como também em sua vida particular. Ele desceu do carro e dirigiu- se ao apartamento. Scully estava abatida com toda a confusão. Skinner mesmo garantindo que nada iria mudar não conseguira convencê-la por completo. Ela já havia apagado as luzes do apartamento quando a campainha tocou. —Mulder!? —Posso entrar? —Claro! – ela saiu da frente para que ele entrasse. —Eu queria te perguntar uma coisa, ok? —Pode perguntar. —De que lado você está? —Você sabe que eu estou do seu lado, Mulder. —Não é o que parece. —Olha, Mulder. Eu não posso te dar explicações de tudo o que eu faço. —Mas você não tem nada com o Skinner, não é? —Lógico que não! – ela sorriu – Você está com ciúmes? —Eu não sou ciumento. —Ah é ? Pois está parecendo. – ela chegou perto dele e beijou-lhe o pescoço —Tá bom, eu posso estar um pouco desconfiado de vocês dois. Mas você me ama? - ele fez cara de cachorrinho abandonado —É óbvio que eu te amo. Está escrito na minha cara, você não leu? —Scully, me diz então o que vocês estavam conversando?- ele beijou- lhe os lábios levemente —Já falei. Era sobre o caso que estávamos investigando. —Eu perguntei o que vocês estavam falando no telefone. —Mulder, você não fez o que eu estou pensando que fez, não é? – ela arregalou os olhos —Foi um impulso, Scully. Mas e aí, o que era? —Você não tem o direito de se intrometer assim nos meus assuntos, Mulder. – ela se afastou dele —Você está me parecendo culpada! —Eu vou te dizer, se é tão importante assim. Mas você vai me prometer segredo absoluto, ok? —Eu juro! – ele gesticulou como se passasse um zíper na boca. —O Skinner está interessado em uma mulher e quer saber como faz para se aproximar dela. Então eu estou ajudando-o com esta tarefa. – ela pensou que era a pessoa mais cara de pau que conhecia. —O Skinner? Essa é boa! E quem é a mulher? —Já está querendo saber muito. – Ela puxou-o para o sofá —Scully, acho que eu sou paranóico não é? – ele falava enquanto recebia beijos no pescoço —Você É paranóico Mulder – ela sorriu para ele Eles ficaram namorando no sofá por um bom tempo. Quando o clima estava esquentando, Scully disse que estava com sono, e que já era tarde . Mulder ficou irritado com a reação dela, mas preferiu não falar nada. Despediu-se e foi embora para seu apartamento. No dia seguinte a parte da manhã correu normalmente. Os dois passaram trabalhando em conjunto com os agentes da divisão de crimes violentos e estavam a um passo de descobrir o assassino. Mesmo sendo ridicularizado por seus métodos, Mulder conseguiu descrever o perfil do matador com uma precisão incrível. Scully estava orgulhosa dele. Quando estavam saindo para almoçar o telefone celular de Scully tocou. Ela atendeu e respondeu que encontraria com a pessoa dali a alguns minutos. Mulder ficou intrigado, mas tentou disfarçar. Scully pegou seu carro e partiu para o encontro misterioso, dizendo que iria até um restaurante com sua mãe, que lhe parecia aflita. Mulder achou muito estranha a atitude de Scully e resolveu segui-la. Logo notou que ela não estava indo para onde tinha dito que ia. Ela parou o carro em um Café e desceu. Mulder apenas ficou observando. Alguns minutos depois, viu Skinner entrando no mesmo local. O que significa isso?? Mulder pensava consigo mesmo. A cena que presenciou depois o deixou arrasado: Scully e Skinner saíram juntos, conversando animadamente. Aquilo parecia um... encontro! Não estavam de mãos dadas, mas isso não queria dizer nada, quando ele saía com Scully nem sempre estavam de mãos dadas ou abraçados. Scully estava saindo com Skinner??? Era difícil de acreditar, mas ele tinha visto com os próprios olhos. Agora tudo se encaixava! As desculpas esfarrapadas dela, os telefonemas estranhos... Mas por que ela tinha feito isso com ele?? Mulder estava com o coração partido, a única pessoa em que ele pensou que pudesse confiar cegamente o estava traindo, ainda por cima com seu superior. Ele sentia-se apunhalado pelas costas. Voltou para seu apartamento e procurou ficar calmo, aguardando Scully chegar, só para ver até onde ia toda aquela mentira. Mulder estava sentado no sofá comendo algumas sementes de girassol quando Scully bateu à porta. Ele respirou fundo e foi abrir. —Oi! – disse ela com um sorriso – desculpe o atraso, mas é que... —Você estava muito ocupada com o Skinner, não é? – falou com certo sarcasmo, interrompendo-a —Não sei do você está falando, Mulder... – ela tentou desconversar —Pára com esse cinismo, Scully, você acha que tenho cara de otário? Eu te segui e vi você com ele! – Mulder estava com a voz exaltada —Você deu pra me seguir agora, Mulder? Você não tem esse direito! – Scully falou irritada —Ah, tá, e você tem o direito de sair por aí me traindo?? Pensei que tivéssemos um compromisso! —E temos! Mas isso não te dá o direito de me vigiar! E depois, eu não estou traindo ninguém, tá? —Ah, não? Então o que você estava fazendo com o Skinner? Scully abaixou o olhar, com um suspiro, apertou os lábios. Depois ergueu a cabeça e respondeu: —Não posso dizer, Mulder, na hora certa você vai saber... —E por que não pode me dizer? Você não confia em mim? —Não é questão de confiar ou não, Mulder! Só posso dizer que não é nada do que você está pensando! —Não é o que parece, Scully! Para que tanto mistério? —Não insista, Mulder, só peço que confie em mim, não é o que você esta pensando... —Como você quer que eu confie em você se você mentiu pra mim, Scully? Como vou saber que está falando a verdade agora? —Mulder, quantas vezes você não pediu que eu confiasse em você e eu confiei, no escuro? É isso que estou te pedindo agora! —Eu nunca menti pra você, Scully, é diferente... —Mulder... – Scully colocou a mão no ombro dele, que se afastou —Scully, eu quero ficar sozinho, é melhor você ir embora... —Tá bom, Mulder, eu vou embora! – Scully falou irritada – Pensei que depois de tanto tempo trabalhando juntos eu merecesse um pouco mais de confiança de sua parte! – ela saiu batendo a porta Aquela era uma situação inusitada para ambos, nunca haviam brigado dessa forma. Scully odiava mentir para Mulder, mas não tinha outra alternativa, não podia revelar nada, pelo menos por enquanto, mas esperava um pouco mais de compreensão do lado dele. Mulder estava triste, definitivamente não queria brigar com Scully, mas a culpa era dela, que andava de segredinhos muito esquisitos, e até mentiu para ele! O assunto ficou martelando na cabeça dele, e ele resolveu tomar uma decisão radical, mas que achava necessária. Pegou sua jaqueta e foi até o apartamento de Scully. —Scully, precisamos conversar... – Mulder falou sério, entrando no apartamento de Scully —É, eu também acho – ela se mostrou meio chateada —Muito bem, o caso é o seguinte: não dá pra gente continuar, Scully, é melhor terminarmos nosso relacionamento... —Mulder, eu não quero terminar com você! – ela arregalou os olhos, surpresa com as palavras do namorado —Não dá certo, Scully, você mentiu pra mim, minha confiança em você foi abalada e assim não dá pra continuar... —Eu já falei que não é nada do que você acha que é! Eu te amo, não quero ficar sem você! —Não adianta, Scully... foi um erro começarmos... eu vou pedir uns dias de folga, preciso colocar a cabeça no lugar. A gente se vê, afinal você ainda é minha parceira... tchau – Mulder ia saindo, mas Scully tentou impedi-lo, segurando seu braço —Não, Mulder... Ele não disse nada e saiu. Scully ficou estática, sem saber ao certo o que fazer. Não podia dizer a ele o motivo de tanto mistério, não ainda. Mulder voltou para seu apartamento ainda atordoado com o que acabara de fazer. Teria feito a coisa certa? E se realmente não fosse nada do que parecia? Mas se não era nada de mais, por que então Scully não queria falar? Não, ela devia estar metida em algo sim, as evidências eram muitas. Mulder estava confuso. Sentia-se traído pela única pessoa em 5 bilhões em que ele confiava... essa era uma dor terrível. No entanto, tão grande ou até maior, era a dor que a falta de Scully lhe fazia. Sentia falta de seus carinhos, de seus beijos, de seu perfume... No fundo ele tinha esperanças de que ela o procurasse, mas ela nem ao menos telefonou. Isso o deixou ainda mais arrasado, significava que Scully não sentia falta dele, não se importava. Mulder estava realmente muito deprimido. Scully também estava muito abatida. Não queria que tivesse ocorrido desta maneira. Ela ficou pensando em como iria reverter a situação. Chegou a pegar o telefone várias vezes para ligar para Mulder e contar-lhe toda a verdade, mas sabia que não podia fazer isso. O jeito era esperar até que tudo se resolvesse, afinal, quando a verdade fosse revelada Mulder entenderia o porque de tanto mistério. Scully telefonou para os pistoleiros e pediu-lhes um último favor. No dia seguinte à tarde, recebeu um telefonema de Frohike, pedindo para que ele fosse até a sede dos pistoleiros. —É urgente? Não tô com a mínima vontade de sair de casa hoje... – Mulder respondeu com a voz desanimada —Sim, é de seu interesse! Dá pra você vir aqui agora? —Qual o assunto? —Não posso falar por telefone, você tem de vir aqui, é melhor! —Tá bom, já tô indo... – ele suspirou e desligou o telefone. Talvez fosse melhor mesmo ele fazer alguma coisa para tentar esquecer Scully, embora isso fosse impossível. Pegou seu carro e foi até a sede dos pistoleiros. Quando Frohike abriu a porta levou o maior susto. —Mulder!? Que cara mais abatida! —Pois é, eu não tenho dormido direito. – ele entrou e se jogou na cadeira que ficava a frente do computador. —Você quer alguma coisa pra beber? – Frohike tentava adiar a conversa —Tem suco de laranja? —Tem, espera um pouco que eu vou pegar. Enquanto Frohike pegava o suco de laranja, Mulder começou a mexer no computador. Sua intenção era jogar Duke Nuken, mas não estava achando o diretório do joguinho. Entre uma clicada e outra acabou achando uma pasta de arquivos entitulada D.Scully. Quando ia abrir para ver do que se tratava o baixinho chegou. —Toma o suco. – ele entregou o copo —Obrigado.... Frohike? —O que? —Que pasta é esta aqui no computador? —Que pasta? – ele ficou assustado —Esta aqui que tem como nome D.Scully! - ele ia clicar na pasta quando foi impedido —Não mexa nisso aí!! —Por quê? Era sobre ela que você queria conversar? —Sim. Olha Mulder, eu sei que vocês estavam namorando e coisa e tal. Mas a Scully veio até aqui, super triste. Eu até me espantei com a visita dela, afinal, nós nunca imaginaríamos que ela viesse até aqui pra desabafar. No entanto, ela o fez e disse que você terminou tudo com ela e que a decisão mais correta seria largar o FBI. —Ela não pode largar o FBI!!! – Mulder se exaltou —Pois é, amigo, mas foi isso que ela disse. Eu até que tentei tirar essa idéia da cabeça dela, mas você sabe como é a Scully, não é? – ele colocou a mão no ombro de Mulder —E onde ela está? —Acho que na casa dela, por quê? —Eu preciso falar com a Scully. Acho que eu exagerei um pouco, mas é tão difícil entender o porquê do mistério que ela está fazendo! —Você está falando do segredo com o Skinner? – ele sorriu —Você sabe disso também? —Pois é. A Scully me falou sobre isso. Mulder, você é paranóico cara! Se ela tivesse algo com o Skinner você seria o primeiro a saber! —Droga, eu sempre estrago tudo!!! – Mulder despediu-se do amigo e saiu. Frohike telefonou para Scully e avisou que ele estava a caminho. Depois de completar sua missão, abriu a pasta do computador e ficou aliviado por Mulder não conseguir abri-la a tempo. Teria estragado tudo. Mulder estava muito confuso com toda a situação. Ele não queria ter terminado o namoro com Scully, mas ao mesmo tempo não sabia se poderia confiar totalmente na parceira. Decidiu ter uma última e dolorosa conversa e se ela não contasse o que estava escondendo , aí sim seria o fim. Parou o carro na frente do prédio dela, respirou fundo e começou a caminhar em direção ao apartamento. Ao ficar parado em frente à porta, sabia que eu destino seria traçado naquele instante. Ele não era uma pessoa completa sem Scully. Tudo o que passaram neste sete anos de convivência serviram para provar que era impossível sobreviverem sem a presença um do outro. Agora seria o momento da verdade. E esta verdade não estava lá fora, mas sim, dentro de seus corações. Ele suspirou e tocou a campainha. —Pode entrar!! – Scully gritou lá de dentro Mulder abriu a porta um tanto surpreso com a reação da parceira. Será que ela estava a esperar alguém? Quando terminou de completar o movimento para abrir a porta, notou que sala estava escura. —Scully? Você está aí? – ele tirou a arma do coldre, estava tenso – Scully? Foi quando algo inesperado ocorreu. Como em um passe de mágica as luzes se acenderam e Mulder pode ver Scully, Skinner, Langly, Byers e Margareth, sorrindo para ele. Mulder ficou sem reação por alguns segundos até que Scully chegou perto e beijou-lhe suavemente os lábios. —Feliz Aniversário, Mulder! – ela sorria —Você me pegou! – ele abraçou-a —Sim, eu te peguei! Todos vieram abraçar o amigo que completava mais um ano de vida. Frohike chegou alguns minutos depois para cumprimenta-lo. Skinner entregou a Mulder seu presente. Um et dentro de uma cápsula. Nem é preciso dizer que ele adorou. A festa correu muito bem. A gozação que fizeram com o pobre Mulder tomou a maior parte da noite, afinal, só alguém tão paranóico quanto ele para achar que a Scully e o Skinner estavam tendo um caso. Já eram quase três horas da manhã quando o s pistoleiros foram embora. Skinner havia dado uma carona para Maggie, uma hora atrás quando esta, sentindo-se cansada, resolvera ir embora. Mulder e Scully estavam, enfim, a sós. —Eu esqueci de te agradecer, Scully! – ele abraçou-a – fazia anos que eu não tinha uma aniversário decente! —Foi só uma festinha, Mulder, não foi nada de mais – ela sorriu para ele —Eu esqueci de te agradecer por ser esta pessoa maravilhosa – ele beijou-lhe os lábios – e me perdoe por não ter confiado em você... – falou meio envergonhado —Vamos esquecer isso, Mulder, o importante é que está tudo bem agora! E eu ainda não lhe dei meu presente... – ela ergueu a sobrancelha. —Você é meu presente, Scully! —Venha até aqui! – ela puxou-o pela mão até o quarto —Fecha os olhos que tenho uma surpresa para você! – ela disse sorrindo —Ôba! Adoro surpresas! – Mulder falou empolgado como uma criança e fechou os olhos Ela abraçou-o com carinho e beijou-lhe os lábios apaixonadamente, beijo esse que foi correspondido à altura por Mulder. Logo o beijo tornou-se mais ardente, acompanhado de carícias mútuas cada vez mais intensas. —Scully - Mulder falou ainda meio sem fôlego – se a gente não parar agora eu não vou conseguir me segurar... —Não tem problema, Mulder, essa era a surpresa que eu tinha pra você! – ela sorriu – Espera um segundo aí que eu já volto! – ela foi até o banheiro Alguns minutos depois ela voltou vestindo uma linda camisola preta que tinha comprado especialmente para a ocasião. Mulder ficou totalmente maluco ao ver os trajes que a tão comportada agente Dana Scully estava usando. Ele puxou-a para a cama, e assim, Scully entregou-se de corpo, alma e coração ao homem que amava acima de tudo, e juntos viveram momentos mágicos, experimentaram sensações incríveis que jamais imaginaram que poderiam sentir. Nada mais importava além do simples fato de estarem unidos, agora mais do que nunca. Depois de algum tempo, eles estavam abraçados, o cansaço havia tomado conta de seus corpos. —Parabéns, Mulder! – disse Scully já com os olhos fechados —Esse foi o melhor presente que eu poderia ganhar! Eu te Amo, Scully! – ele abraçou-a mais forte —Eu também te amo, Mulder! Fim NOTA: Sowilo Berkano significa "felicidade após uma longa espera"