ENEMY MINE Autora : Emily Maybe Co-autora : Giselle Tooms Disclaimer : Esses personagens não nos pertencem, e sim aos seus criadores. Os usamos apenas por diversão. Mensagens para : angela.m@uol.com.br Classificação : Livre Categoria : Shipper Considerações : Giselle Tooms teve uma idéia que fará com que tenhamos que omitir alguns fatos da mitologia de Arquivo X , omitindo alguns episódios que nessa história não aconteceram , como Surpresa de natal e Emily , O Serafim , além do que vem a partir de Biogênises , incluindo este . Porém tentaremos não modificar as características principais dos personagens , mas se o fizermos , pedimos sinceras desculpas . Mas também é uma história Shipper . Sinopse : Scully há muito tempo trabalha para o Sindicato . Mas a convivência contínua com Mulder a fez arrepender-se disso e começar a amar seu parceiro , a quem foi ordenada vigiar . Fazendo assim com que ela tentasse ao máximo protegê-lo durante esses anos dos homens para quem trabalha . XXX Scully estava dirigindo pela periferia da cidade , para um encontro , como vinha tendo há quase sete anos , e a sua consciência parecia não agüentar mais essa situação . Toda vez que tinha um desses encontros , ela pensava desistir , mas tinha certeza de que seria impossível . Entrou em um beco escuro e estacionou o seu carro . Logo foi em direção a uma porta camuflada por uma parede de tijolos . Abriu a porta e entrou em um recinto muito diferente da sua aparência externa , se pelo lado de fora aquilo parecia uma fábrica abandonada , pelo lado de dentro podia-se ver um laboratório muito bem equipado . Foi recebida pelo seu chefe . - Como vai , Srta. Scully ? - ele perguntou após uma baforada . - Muito bem , Sr. – ela suspirou e foi direto ao assunto , pois não suportava mais a presença daquele homem . – Qual o motivo desse encontro ? - Estamos muito preocupados com suas atuais atitudes , Scully . Não sabemos se podemos continuar confiando na senhorita . - Por que ? Eu sempre faço o que me é ordenado . – ela retrucou tentando parecer completamente calma . - Algumas pessoas do nosso grupo acreditam que você está tomando a causa de Mulder para si . Que o está ajudando de verdade . – o Canceroso disse olhando fixamente para Scully , para identificar a sua possível reação , mas que por experiência sabia que não viria . Ela nunca demonstrava reação alguma . - Sim , Sr. Spender , eu o tenho ajudado , mas da maneira que me é ordenado por vocês , senão eu nunca teria conseguido a confiança de Mulder . Tudo o que o fizemos foi para isso . - Você deveria dar apenas o que ele quer acreditar , em fatos sem nexo . Mas ele já descobriu bem mais do que isso . Ele já descobriu parte da verdade . – o Canceroso replicou com um sorriso irônico nos lábios . - Eu nunca revelei nada a ele . Se o tivesse feito , ele saberia de tudo , não apenas " parte " , Sr. Spender . – Scully fingiu-se de ofendida – Ele tem informantes , vocês mesmos eliminaram três deles : Garganta Profunda , o Sr.X e Marita Covarrubias , mas talvez ele tenha conseguido um novo informante , que certamente não sou eu . - Eu acredito em você , Scully . Mas não depende de mim . Depende de você . Prove sua lealdade para os integrantes do grupo , porque se não o fizer ... você sabe o que é feito . Scully concordou com o Canceroso , recebeu suas ordens e voltou em direção ao seu apartamento , e enquanto isso ia pensando em diversos fatos de sua vida nesses sete anos . Durante esse tempo ela havia aprendido a mentir e esconder sentimentos . Ela tinha sido designada para trabalhar com Mulder e vigiá- lo , colhendo os indícios científicos para as pesquisas do grupo para quem trabalhava . Já fazia parte desse grupo desde antes mesmo de concluir a faculdade de medicina . XXX 1989 Dana era uma aluna brilhante , destacando-se dos demais colegas , recebendo uma proposta para ingressar num grupo científico , levando-se em conta também os seus conhecimentos de Física . Era uma oportunidade única na carreira , e no princípio ela trabalhava apenas com algumas pesquisas simples , sem saber do que realmente tratava-se aquele grupo . Era ambiciosa , e queria fazer diferença no grupo científico , o que a fez ser notada por seus chefes. Scully estava em um laboratório , fazendo pesquisas com uma célula , ela tentava modificá-la geneticamente , quando um homem fumando entrou em sua sala . - Você é Dana Scully ? - ele perguntou . - Sim . O que deseja ? - Scully parou sua tarefa para atendê- lo , já que ele possuía um crachá usado apenas pelos altos superiores daquele grupo . - Meu nome é CGB Spender , e sou um dos responsáveis por esses laboratórios – o Canceroso respondeu estendendo a mão para cumprimentá-la – Vim até aqui para elogiá-la . Seus superiores estão muito satisfeitos com o seu trabalho em nossa equipe , por isso a indicaram para uma promoção . Scully ficou muito feliz com os elogios que lhes eram dirigidos . Sua intenção era mesmo ascender no emprego , e para isso esforçava-se ao máximo nas pesquisas , mesmo sendo uma subordinada . - Uma promoção ? - Scully perguntou sem demonstrar o entusiasmo que sentia . O Canceroso percebeu o autocontrole e a segurança da mulher que estava a sua frente , que o fez concluir que deveria estar fazendo a escolha certa . Naquele dia , Scullly foi apresentada a algumas partes das pesquisas que eram feitas naquele lugar , e sua ambição a cegou quanto a ausência de ética que era usada para tais feitos , não a fazendo perceber naquele momento como eram conseguidos os " voluntários " para as pesquisas . E ela não trabalhava diretamente com os tais " voluntários " , ela apenas usava as células humanas para tentar modificá-las geneticamente . Mas não mais como subordinada , mas como a chefe de pesquisas . E ficou um ano nessa função , até ser novamente contatada por CGB Spender , que a mantinha em observação à distância . 1990 Scully estava supervisionado as pesquisas , quando encontrou pela segunda vez o Canceroso . - Em menos de um ano , Dra. Scully , estou aqui para elogiar uma pessoa . Nunca aconteceu isso antes . – ele disse com um sorriso irônico – Você superou as nossas expectativas . E por isso achamos que devemos colocá-la em uma nova função . Não mais como uma pesquisadora , mas participando diretamente das descobertas que usamos para as pesquisas . Se aceitar a nova função você terá a oportunidade de presenciar coisas que jamais imaginou serem possíveis , e que uma pesquisadora comum jamais terá tal oportunidade . Naquele ano , ela fez sua especialização em patologia legal e ingressou na Academia do FBI , para Ter contato com algumas descobertas que deveriam ser estudadas , e permaneceu algum tempo lecionando em Quântico , mas paralelamente tudo o que era digno de apreciação científica ela coletava e usava para as pesquisas das quais ainda fazia parte . E viu que o Sr. Spender tinha mesmo razão , mesmo em Quântico ela presenciara coisas que nunca havia imaginado . 1992 Em 1992 Scully ficou sabendo que seria designada para trabalhar nos Arquivos X , juntamente com o agente Fox Mulder . E que nesse departamento poderia ficar conhecendo mais elementos ainda para as pesquisas . Mas que não poderia mais participar delas , apenas seria a pessoa que tem contato com o material , e ao mesmo tempo impedir que o agente Mulder conseguisse descobrir o que era feito por seu grupo , e conquistar a sua confiança . Ela percebeu que aquela não era uma tarefa fácil , mas com o passar do tempo estava conseguindo . Ela fingia não saber nada a respeito de fenômenos paranormais , e não acreditar no que a ciência não podia explicar , mas na realidade ela ficava conhecendo essas coisas inexplicáveis para um possível estudo . XXX Com o passar do tempo , Scully começou a sentir que o que fazia não tinha ética e que suas ambições científicas não eram dignas , como no início pensava ser . Também percebeu que a causa de Mulder era justa , e tinha vontade de ajudá-lo , mas estava presa . Em 94 , ela já havia descoberto elementos demais sobre as atividades do Sindicato , e por isso foi abduzida . Eles queriam demonstrar o poder que possuíam . O poder de vida e morte sobre ela . E a abdução serviu para um monitoramento com a implantação do chip em seu pescoço , e que fez com que suas intenções de sair do grupo fossem reprimidas . Era um caminho que , sabia , não teria uma volta . A única saída era a morte . Foi assim que surgiu o seu câncer . Quando ela resolveu tirar o chip e não mais trabalhar para aquele grupo , mas isso causou a doença , que somente desapareceria com a reimplantação . Como viu que não tinha alternativa , continuou com o serviço no Sindicato , porém também tinha a sua causa própria , a causa de Mulder também era sua . E ela o ajudou em todas as vezes que pôde , impedindo que qualquer coisa acontecesse com o parceiro , que havia aprendido a amar e admirar . Mas não podia ajudar em relação à Samantha , pois nunca soube o que realmente acontecera em 1973 na residência dos Mulder . Fazia parte de um departamento do qual ela não tinha acesso . Além disso não tinha acesso a quase coisa alguma , apenas entregava material para possíveis pesquisas e sobre o impacto que os projetos por eles realizados havia alcançado . Mas cada vez menos ela fazia isso . Apenas entregava tais materiais quando era realmente inevitável , quando não podia mais esconder , pois também era vigiada . XXX RESIDÊNCIA DE DANA SCULLY 11:21 PM Quando chegou em casa , após o longo caminho percorrido desde a periferia da cidade , encontrou Mulder a sua espera . - Oi , lindinha ! Espero que não se incomode de eu te esperado você aqui dentro , mas recebi um caso , e pensei que fosse encontrar você em casa . – ele disse sorrindo , curioso do porquê dela não estar em casa , já que era tarde da noite de uma Quinta-feira - Onde você estava ? - Olá , Mulder . – respondeu laconicamente , enquanto pensava em uma desculpa para a sua ausência , não pensou o bastante . Estava cansada de enganar quem realmente confiava nela . Não queria mais mentir . Mas tinha que fazer . – Eu saí para encontrar um velho amigo . - Um homem ? - a pergunta saiu sem que ele percebesse . – Você estava num encontro , Scully ? Scully não entendeu a atitude de Mulder , ele parecia estar aborrecido com aquela possibilidade que ele mesmo inventara , e ela não estava disposta a inventar mais uma desculpa , por isso apenas confirmou com a cabeça . Mulder ficou surpreso em receber tal afirmação para a sua pergunta . Não queria perdê-la . Mas tentou parecer o mais natural possível , fazendo uma brincadeira : - Então , Scully , finalmente encontrou o grande amor da sua vida ? Scully , por querer desfazer a sensação de culpa que sentia todos os dias , tentou relaxar , falando a verdade em tom de brincadeira : - Eu encontrei há muito tempo , Mulder . Mas foi difícil perceber , e até hoje não consegui fazer você perceber isso . Mulder não sabia o que responder ou o que pensar . Não era da natureza de Scully fazer aquele tipo de brincadeira . Aquela atitude ajustava-se mais com a sua personalidade . Ele não estava conseguindo perceber se era realmente uma brincadeira , ou uma verdade disfarçada de brincadeira , como ele já havia feito diversas vezes . - Não fale assim que eu posso acabar acreditando e me iludindo , Scully ! – ele continuou com a expressão brincalhona mesmo assim . Seria muito mais sensato . - Acredite no que quiser , Mulder ! Você acredita em tudo mesmo ! Deveria acreditar na verdade também . –Scully retrucou um pouco mais séria , proferindo tais palavras e sabendo de sua ambigüidade . Durante diversas vezes nesses anos , ela tinha vontade de dizer a verdade a Mulder , mas sabia que seria a pior escolha , seria odiada por ele , e morta pelo Sindicato . - Eu quero acreditar Scully ! – Mulder respondeu muito sério . Scully sorriu com essas palavras , que soaram como uma resposta para a dúvida que pairava sobre ela : Quais os sentimento de Mulder ? . E com isso aproximou-se dele para trocarem um apaixonado e longo beijo , e depois poderem demonstrar o sentimento guardado por muito tempo . XXX Scully acordou cedo , sentindo o suave e delicioso perfume de Mulder . Sentia-se feliz como nunca havia sentido . Ficou-o observando e pensando em seu desejo de ser realmente quem ele pensava que ela era . Uma pessoa íntegra e honesta . Uma vez , Mulder disse que ela o tornara uma pessoa honesta , mas na realidade era ele quem a modificara , e não o contrário . A convivência com ele a fez perceber o quão fútil era o seu sonho de fazer diferença na área científica da maneira como ela havia tentado . Mesmo que indiretamente . Há muito tempo seu maior desejo era sair do Sindicato , mas a partir daquele momento desejava ainda mais , pois sentia-se pior ainda , sabendo que Mulder , além de confiar , também a amava . - O que você está olhando , Scully ? - Mulder perguntou ao acordar e vislumbrar o rosto dela . - Você . – ela respondeu simplesmente , beijando-o novamente . – Eu não mereço você , Mulder . XXX Mulder e Scully foram ao trabalho logo em seguida , e assim aconteceu durante algum tempo . Quase todos os dias os dois encontravam uma maneira de encontrar-se escondido . Pois sabiam que seriam separados de seção . Mas o principal motivo de Scully era esconder das pessoas do Sindicato , uma vez que presumiriam que ela não era fiel a eles . Sabia que estava sendo observada , devido a desconfiança de alguns membros que recaíam sobre ela . Um dia , eles estavam no apartamento de Scully . Jantaram , e após o banho estavam no sofá namorando quando o telefone tocou . - Não atende , Scully . – Mulder pediu , beijando-lhe o pescoço – Deixa cair na secretária . Mas ela atendeu mesmo assim . - Alô ! – Scully disse , ainda sendo beijada . - Olá , Dra. Scully . Você não acha que deve satisfações ao seu grupo ? - Era o Canceroso . Scully não sabia o que fazer . Tinha que atender o Canceroso , sem que Mulder percebesse . Seu coração gelou naquele momento . - Minhas sinceras desculpas , mas não pude ainda . – ela respondeu formalmente . e enquanto isso Mulder continuava com seus carinhos , que a estavam deixando com medo de ser notada por um dos dois . Pensou rapidamente e agiu : - Espere só um momento . - Falou ao Canceroso , e depois dirigiu-se para Mulder , tapando o telefone . - Pára Mulder ! É o Bill . Eu vou atender no meu quarto . Ela entrou no quarto , trancou a porta , suspirou para criar coragem para mais uma conversa com o homem que tanto desprezava . - Desculpe , senhor . Não posso falar agora . O agente Mulder está aqui em casa para podermos concluir alguns relatórios , portanto não é seguro conversarmos . - Você sabe que eu odeio esperar , Scully ! – o Canceroso falou irritado – Ultimamente você realmente não tem sido satisfatória ao grupo . Ou você reverte essa situação ou não será mais necessária para nós . – ele concluiu ameaçador . Scully sabia o que aquilo significava . Seria eliminada . Ela marcou um encontro para o dia seguinte , teria que encontrar uma desculpa para o Canceroso , do porquê da sua ausência . Definitivamente , nos últimos tempos ela havia evitado qualquer contato com aquelas pessoas . Mais do que em qualquer período dos últimos anos ela queria ser a Scully que Mulder pensava que existia . Foi o que ela sempre quis Quando saiu do quarto encontrou-o à sua espera , com uma expressão debochada . - Sabe , Scully . Isso foi realmente constrangedor . Me senti como um adolescente que foi pego em flagrante pelo pai da namorada . Scully não conseguia disfarçar o seu nervosismo para Mulder . Não agora que estavam tão ligados . Ela tentou sorrir da piada , mas ele percebeu . - Aconteceu alguma coisa ? - ele perguntou acariciando-lhe a face , e trocando a expressão debochado por uma preocupada . - Não . – ela respondeu pensativa . Mas depois tentou parecer natural . – Bill está de passagem na cidade amanhã e marquei jantar com ele . - Ah ! – ele voltou a brincar – Agora entendo o porquê dessa ruguinha na testa ! XXX Scully chegou à periferia , onde ficava o seu lugar de encontro com o grupo na hora marcada . Ela havia dito a Mulder que estaria com Bill , e pensou durante a noite e o dia inteiro o que deveria expor ao Sindicato , e a desculpa para sua atual negligência . Quando entrou , encontrou diversos homens à sua espera , ao invés de apenas o Canceroso . - Esses homens estão aqui para avaliá-la , Dra. Scully . Não estávamos tendo muitas notícias suas . – CGB Spender falou , indicando uma cadeira . - Que tipo de avaliação ? - Scully perguntou atemorizada , mas com uma aparência fria . - Nós queremos confirmar a sua fidelidade . – disse um homem . Scully , por horas respondeu às perguntas feitas pelas pessoas presentes , tentando parecer que foi satisfatória ao grupo . Pensou Ter conseguido êxito . E depois fez algumas considerações de alguns casos que Mulder e ela investigaram . - Mantenha contato , Scully . Gostamos de saber tudo sobre os nossos membros . – o Canceroso encerrou a reunião . E Scully pôde perceber um tom ameaçador em sua voz antes de sair . Depois que perceberam que seria seguro , pois Scully já saíra da sala , um homem falou : - Ela convenceu aos senhores ? Houve um burburinho antes do Canceroso declarar : - Acho que ela não será mais necessária . Vamos matá-la . - Usaremos o chip ? - perguntou outro homem . - Não . É arriscado demais , irão desconfiar , além de ser demorado demais . Ela deverá sofrer um acidente . – o Canceroso afirmou antes de sair e ir em direção à outra sala . Entrou em uma sala privativa , e encontrou Diana Fowley aguardando-o . - Aconteceu alguma coisa , senhor ? - ela perguntou ao perceber a preocupação do homem a sua frente . CGB ponderou por alguns instantes , e por fim decidiu que não haveria mais porque Diana não saber sobre Scully , já que esta seria eliminada logo . - Existem coisas em nosso grupo , que nem todos sabem , Diana . A reunião em que estava há alguns minutos , tratava-se de uma dessas coisas . Mas acho que não haverá nenhum problema em você saber agora . – ele fez uma pausa - Uns homens e eu estávamos avaliando um de nossos membros que , vimos não é mais necessário e por isso será eliminado . - Quem ? - Diana perguntou curiosa . O Canceroso sorriu sarcástico e disse : - Você nunca irá acreditar . Era a agente Dana Scully . - Scully ? - Diana riu – Você está brincando , não é ? O Canceroso apenas negou com a cabeça , e começou a contar toda a história para a mulher à sua frente . XXX Scully sabia que aquela última frase proferida pelo Canceroso havia sido uma ameaça . E estava desconfiada de que seria eliminada . XXX SEDE DO FBI 7:15AM Mulder já estava na sala que dividia com Scully , havia chegado cedo ao trabalho . Digitava um relatório em seu computador , quando foi interrompido pela entrada de Diana Fowley . - Bom dia , Fox . – ela sorria estranhamente . - A que devo a honra dessa visita , Diana ? – Mulder perguntou irônico . - Você deveria ser mais gentil comigo , Fox ! – a mulher falou enigmaticamente – Eu vim aqui para ajudá-lo . - Em que você pode me ajudar ? - ele perguntou sorrindo debochado . - Você está sendo enganado por sua parceira , Fox . Ela trabalha para os homens que tentam te destruir . - É mesmo , Diana ? Obrigada por me avisar . – Mulder respondeu , sem importar-se com o que Diana havia dito e voltando-se novamente para o computador . - Você deveria acreditar em mim . Ela é uma traidora , Fox ! – Diana irritou-se com a reação de Mulder . - Você quer apenas nos separar , Diana . - Eu posso provar . – Diana fez uma pausa , enquanto sentava- se á frente de Mulder – Ela trabalha no grupo há quase 11 anos . Ela entrou quando ainda cursava medicina . Ela fazia pesquisas , e por isso aceitou vir trabalhar em um lugar onde veria coisas que a ciência ainda não teve contato . - Eu ainda não acredito em você , Diana . – Mulder foi categórico , mas estava intrigado e queria ouvir o que ela tinha a falar . – E por que ela foi abduzida ? Por que teve câncer ? - Foi tudo armado para ela Ter cada vez mais a sua confiança . – Diana respondeu rapidamente , mas não sabia se estava certa . CGB não havia falado sobre isso . - Você terá que provar , Diana ! – Mulder irritou-se . - Eu tenho como , Fox . Ontem ela foi encontrar esses homens , mas deve Ter inventado uma desculpa para você . E também tenho isso . – Diana entregou um documento para Mulder . Era uma pesquisa sobre modificação genética datada de 1990 , onde a Dra. Dana Scully assinava como pesquisadora responsável . Ele pôde reconhecer a letra e assinatura de Scully no documento . No dia anterior Diana , após CGB contar sobre a participação de Scully no Sindicato , foi procurar provas nos arquivos de pesquisa , e encontrou este documento . E decidiu que iria destruir a confiança que Mulder depositava sobre Scully , já que esta seria eliminada , mas mesmo assim continuaria admirada por ele . Mas se ele descobrisse a verdade , Scully seria odiada . E esse era o objetivo de Diana . Mulder ficou olhando admirado para o documento que tinha em mãos . Não podia acreditar . Não queria acreditar . Ele a amava , e confiava nela . Diana ficou apreciando a reação de Mulder por alguns minutos , mas depois falou , fingindo-se de vítima : - Você deve estar se perguntado como eu consegui isto . Eu trabalho nesse grupo , mas porque estou sendo ameaçada . Somente ontem eu descobri o envolvimento de Scully no grupo , e me arrisquei para contar a você . Eu sou a única pessoa que você pode confiar , Fox . Ela ia continuar falando , mas Mulder pegou o seu paletó e saiu abruptamente da sala , levando consigo o documento . APARTAMENTO DE SCULLY 8:10AM Scully estava se preparando para ir ao trabalho . Estava atrasada , pois não havia conseguido dormir , pensando no que fazer . De repente assustou-se ao ouvir alguém entrar em sua residência , porém relaxou ao perceber que era Mulder . - Ai , Mulder ! Você me assustou ! – ela disse , indo em sua direção . – O que aconteceu ? - Eu cheguei cedo no trabalho , e a Diana me entregou isso . – Mulder falou exaltado , entregando o documento à Scully . Scully arregalou os olhos , ao reconhecer sua pesquisa de 1990 . Sua vontade era a de desaparecer daquele lugar . Ela ergueu o olhar , para encontrar o de Mulder , esperando por uma explicação . - É uma farsa . Não é , Scully ? Eles apenas querem nos separar . – Mulder estava chorando . O que ele mais queria ouvir naquele momento era que Diana havia mentido . Scully também chorava . Não queria mais mentir para Mulder . Sempre quis dizer a verdade , desde que percebeu que sua antiga ambição e antigos desejos não eram dignos . - Não , Mulder . É verdade . Eu sempre quis poder dizer tudo a você , mas não podia , pois eles iriam me matar . Mas eu não posso mais mentir para você ... Mulder enfureceu-se com aquela confirmação . Scully , a única pessoa que ele confiava , que ele amava , sempre o traiu . Ele a segurou rudemente pelos ombros , fazendo-a sentir dor , e disse : - Era verdade ?! Eu confiava em você , Scully .E você devia estar rindo de mim ! – Mulder gritava – Você conseguiu mentir durante quase sete anos ! - Você está me machucando , Mulder . – foi a única coisa que Scully conseguiu falar . Sabia que não teria argumentos para convencê-lo , mesmo revelando que sempre o ajudou ele iria continuar irredutível . - Você sabia de toda a Conspiração ! Ou melhor , faz parte dela ! – ele continuava a apertar os seus braços . – Você armou sua abdução , seu câncer , para fazer parecer que era uma vítima ! - Eu não armei , Mulder ! Eles fizeram isso comigo , para me mostrar e provar o poder que possuem . – Scully chorava por saber que ele nunca iria acreditar . Essa era uma verdade difícil de acreditar . - Por que eles fariam isso com um de seus membros , Scully ? - Mulder perguntou apertando o braço de Scully cada vez mais . - Para me ameaçar . Para me impedir de ajudá-lo e de sair do grupo . – Scully retrucou tentando soltar-se das mãos de Mulder . – Eu sempre tentei ajudar você , desde que eu percebi que você estava certo , e eu errada . Desde que eu percebi como realmente era aquele trabalho . – Scully implorava compreensão , que sabia , não viria . Mulder não respondeu , por impulso soltou violentamente Scully , que caiu sentada no sofá. - Eu não acredito mais nas suas mentiras , Scully . – Mulder disse ao sair do apartamento dela , chorando . Scully passou as mãos pelos braços doloridos e continuou a chorar , sabendo , que por ironia , Mulder não iria nunca acreditar naquela verdade . Mas com aquela situação teve certeza de que logo seria eliminada pelo Sindicato , pois se Mulder ficara sabendo de tudo era porquê ela não era mais necessária . Tomou uma decisão , levantou-se , foi até a sua escrivaninha e começou a escrever uma carta . XXX Mulder saiu do apartamento de Scully atordoado , espantado e sem saber o que fazer . A única coisa em que conseguia pensar era na traição de Scully . E que tinha perdido parte de sua vida confiando em quem não merecia . XXX 10:13AM Scully estava na garagem de seu prédio . Foi verificar o motor de seu carro , pois cogitou a possibilidade de ser eliminada através de um " acidente " de carro . Encontrou uma bomba preparada para explodir ao andar 80 milhas depois de acionada . Pensou em sair com o carro para deixar a bomba explodir , mas decidiu que não deveria morrer por vontade de tais homens . Decidiu que iria forjar sua própria morte , na verdade estava pensando nisso desde a noite anterior , quando foi sutilmente ameaçada pelo Canceroso . Sabia que poderia andar 80 milhas com o carro . Por isso não se preocupou , foi até a periferia da cidade tentar entrar na base do Sindicato , onde sabia que poderia encontrar algum chip , que precisaria colocar no corpo que encontrasse , para não haver dúvidas na sua identificação como Dana Scully . E depois foi ao Necrotério . Queria encontrar um corpo de mulher com mais o menos a mesma altura que a sua , e não seria tão difícil , já que tinha completo acesso aos corpos como legista . Encontrou um corpo de uma prostituta morta por asfixia que não recebera identificação . Implantou rapidamente o chip em sua nuca . Saiu com o tal corpo em uma maca sem ser notada . Era uma cena muito comum em um Necrotério . Conseguiu , durante uma distração do segurança levar a maca para próximo do seu carro , e saiu levando a ficha e corpo da mulher no porta-malas sem que ninguém desconfiasse dela . Foi trocar as fichas da arcada dentária . Durante todo o tempo em que permaneceu fazendo isso , Scully sentia-se a pior das pessoas, mas tinha que fugir . Queria , um dia , mesmo que a distância , contribuir na destruição do Sindicato , e era para isso que queria permanecer viva . Foi ao Bureau tentando perceber se era seguida , mas deixando seu carro a algumas quadras e foi andando . Trocou as fichas dentárias , e pegou uma documentação usada pelos agentes disfarçados que precisariam de uns documentos de identificação que poderiam passar por verdadeiros . Ela iria criar uma nova identidade : matar Dana Katherine Scully , para criar Laura Ann Jones . E foi o que fez . Depois de fazer tudo para preparar sua própria morte , e retornava ao seu carro , passou por uma caixa de correio e depositou a carta que tinha escrito endereçada a Mulder com sua tentativa de justificar seu envolvimento com o Sindicato . Verificou que tinha andado apenas 30 milhas , e por isso teve chance de dirigir até uma estrada não muito movimentada para explodir o seu carro . Ao anoitecer , ela colocou o corpo com todos os seus objetos pessoais , documentação , roupas e a correntinha com o crucifixo , e acionou a bomba para que explodisse sem necessariamente andar as 80 milhas . Ficou observando de longe , com lágrimas nos olhos a morte de Dana Scully . A única coisa em que pensava era em sua culpa . Sentia-se assim por Ter errado em suas escolhas , por Ter que fugir , forjando a própria morte , deixando para trás tudo e todos o que gostava e amava . E sentia-se pior por um dia Ter se envolvido com o Sindicato , por causa da sua ambição desmedida que há muito tempo já não existia mais , mas que a tinha tornado o que não queria ser : uma traidora . Mesmo tendo ajudado Mulder como podia , por todos esses anos , agora imaginava como ele deveria estar se sentindo . E sabia que a melhor maneira de ajudá-lo , naquele momento era sumir de sua vida . Ser uma outra pessoa . XXX DOIS DIAS DEPOIS Durante esses dois dias , Mulder havia ficado sem aparecer em sua casa ou no Bureau . Ficou vagando sem destino , pensando em sua vida , que achava desperdiçada . Sabia que ainda amava Scully , e que iria amar e sofrer por bastante tempo . A única coisa que tinha conseguido fazer nesses dois dias era chorar pelo seu amor , sua amizade e confiança perdidos , sabendo que a pessoa que a " Sua " Scully nunca havia existido como ele pensava . Mas , finalmente decidiu voltar para casa , não queria , apesar de tudo , deixar seu trabalho para trás . Nunca mais queria ver Scully , mas queria continuar com seu trabalho , e assim destruir as pessoas que o fizeram tornar-se , principalmente agora , um homem desiludido e descrente em relação às pessoas . Chegou em seu prédio , e foi verificar a caixa de correio , encontrou uma carta em especial. Entrou em seu apartamento para ler com calma . Abriu o envelope e reconheceu a caligrafia de Scully . Seu primeiro impulso foi o de querer rasgar tal carta , e não ler . Mas não conseguiu faze-lo . " Mulder , Peço , pelo amor que um dia sentiu por mim , que não destrua essa carta antes de ler . Você precisa ler o que escrevi para tentar entender o que fiz . Sei que eu errei , e que fui uma traidora , mas todos têm o Direito à defesa . Quando ler esta carta estarei morta pelos homens do Sindicato . Sei que serei assassinada , e por isso escrevi a você , para pelo menos me explicar , e se possível , diminuir o ódio que deve estar sentindo por mim . Eu te amei muito , Mulder . Desde que comecei a conviver com você percebi que era uma pessoa melhor do que eu , e que estava certo em seus objetivos e eu errada . E foi por isso que eu mudei . Eu realmente tentei ser a Scully que você pensava que eu era . A Sua Scully. Eu queria ser cientista . Realmente fazer alguma descoberta que fizesse diferença para o mundo . E por isso aceitei o emprego em uma instituição científica que daria a mim essa oportunidade . No começo eu não sabia que aqueles homens faziam aquelas coisas terríveis com as pessoas . Nem sabia que as pesquisas eram realizadas com seres humanos . Mas quando descobri , disseram que eram voluntários . E eu acreditei . Não queria perceber . Tinha uma ambição cega , que não me deixava enxergar a falta de ética do meu trabalho . Eu era uma boa cientista . Apenas fazia experiências tentando modificar a célula geneticamente , mas fui promovida para Ter contato diretamente com o que a ciência ainda não teve conhecimento . E foi assim que fui trabalhar com você . Fui coletar elementos para pesquisas e vigiar você . Quando soube de sua história , não imaginei que o grupo para o qual eu trabalhava estava envolvido . E no princípio , confesso , cumpri as ordens de vigiá-lo . Mas percebi que o que fazia não era certo . Comecei a gostar de você , admirar você . E não sei como , ou quando , comecei a amá-lo . Quando mataram o Garganta Profunda , eu tive a certeza de que não queria mais continuar com aquele trabalho . Não queria que as pessoas morressem , e não queria mais enganar você . Aqueles homens nos separaram , mas continuamos amigos , e eu tentava sempre ajudá-lo sem que você sequer soubesse . Fui eu quem conseguiu o seu informante , o Sr. X . Na verdade , eu tentava conseguir informações sobre a sua Verdade . Eu queria ajudá-lo . Tentei sair do grupo . Mas para demonstrar o poder que tinham para me impedir , me levaram e colocaram o chip para monitorar-me e impedir que eu fugisse de qualquer modo . Aquilo foi uma ameaça , ou aviso para que não fizesse nada contra eles . Mas eu fazia . Sempre o ajudei , como você achava . Era a verdade . Se pensar bem , eu traí o Sindicato mais do que você pode imaginar . Eu fiz tudo que estava ao meu alcance para protegê-lo e ajudá-lo . Mesmo que não acredite , eu estive sempre do seu lado . E não fazia mais o que eles queriam , não o vigiava , e não relatava com muita freqüência nossas descobertas da ciência , só fazia quando não podia realmente evitar . Tentei novamente sair do grupo retirando o chip do meu pescoço . Mas acabei desenvolvendo o meu câncer . Foi o segundo aviso , ou continuaria a trabalhar para eles , ou morreria . Tive medo de morrer , e por isso reimplantei o chip que trouxe para mim . Mas cada vez mais , eu não fazia o que me era ordenado , e a desconfiança sobre mim foi crescendo cada vez mais . Eu sabia disso , mas não fiz nada a respeito . Não sabia mais como fazer isso . E acho , que agora eles têm a certeza de que os traí . Mas o que é mais importante para mim , é que você saiba que não era você que eu estava traindo por vontade própria , mas sim a eles . A última coisa que eu queria que você soubesse , é que nunca soube a respeito de Samantha. Se soubesse , teria arriscado tudo para contar a você . Mas nunca confiaram em mim o bastante para revelar tal coisa . Na verdade acho que sabiam que eu o ajudava . Eu nunca soube muito sobre o que faziam , ou como faziam . E por isso tudo o que soube de mais importante sobre eles foi junto com você . Espero que você possa me perdoar um dia . Eu realmente não tive outra saída . A única que tive foi essa : a morte . Eu te amo , Ass.: Dana Scully . " Mulder leu a carta com lágrimas rolando sobre o seu rosto . Sabia que o que estava escrito deveria ser a verdade . Ninguém poderia enganar e mentir tanto tempo . Ela foi realmente a " Sua " Scully . E lendo esta carta , Mulder sabia que não tinha se enganado completamente em relação à Scully , seu coração dizia isso . Enfim ela era uma pessoa íntegra que havia escolhido um caminho não muito certo , mas tentou sair , e não teve sucesso . E pensar aquilo deixou Mulder muito triste , pois a frase escrita por ela que dizia : "Quando ler esta carta estarei morta pelos homens do Sindicato " ficava se repetindo em sua mente . Apesar de a Ter odiado não queria que ela estivesse morta , e saber que lendo aquela carta ela não estaria mais perto para ele dizer que não a odiava . Ainda a amava , mesmo sabendo que um dia ela não foi quem ele pensava . Ele sentou no chão , ainda segurando a carta , e chorou como uma criança . XXX Scully , agora Laura Jones , havia feito todos os documentos necessários para recomeçar uma vida e uma conta com uma quantia modesta , suficiente para sobreviver por alguns meses modestamente . A cidade que escolheu foi Dallas , no Texas , por ser relativamente bem longe de Maryland , e uma cidade grande , onde as chances de encontrar alguém conhecido eram mínimas . Tingiu seu cabelo de preto e mudou um pouco o modo de vestir-se , afinal não pôde levar nada consigo . Estava de mudança para um pequeno apartamento alugado , onde viveria . Até o momento não sabia o que fazer com a sua vida . Tinha deixado tudo para trás : sua família , Mulder ... mas sabia que se não forjasse , isso seria realmente consumado . Ficou um tempo olhando no espelho para acostumar-se com sua nova aparência e com o novo nome : Laura , o nome que Mulder dera quando investigaram disfarçados . XXX O Cancerosos estava conversando com outras pessoas : - Ontem foi encontrado o corpo de Dana Scully carbonizado em seu carro . A identificação foi positiva . Conseguimos eliminar um grande problema ! – ele dizia sorrindo após uma baforada . - E Mulder não irá desconfiar que fomos nós os que planejaram a morte dela ? - Diana Fowley perguntou . - Ele não poderá fazer mais nada . – o Canceroso retrucou simplesmente . XXX UM MÊS DEPOIS Mulder ficou desconsolado com a morte de Scully , mas continuava a trabalhar no FBI . Ele queria fazer alguma coisa para não enlouquecer , e fazia de tudo para continuar com os Arquivos X . No fundo ele não sentia mais tanto ódio de Scully , sentia na verdade , imensamente a sua falta . Sabia que o que ela escrevera na carta era verdade já que tinha tido um fim tão trágico : carbonizada . Ele nunca disse a ninguém , nem a Skinner ou à Margareth a respeito de o autor do atentado contra Scully ser o Sindicato . Não queria que ninguém soubessem que um dia ela trabalhara para aquele grupo . Não queria , apesar de tudo , que a memória de Scully fosse manchada , pois seu coração dizia que ela havia se arrependido . XXX Um jovem cientista estava procurando um dos chips pelo qual estava responsável pela programação . Não encontrava em lugar algum . Por isso reportou o acontecido ao seu superior , que por sua vez retratou a CGB Spender . - Como sumiu ?! – o Canceroso esbravejou – Não pode Ter desaparecido ! – ele ponderou e disse : - Use o sistema de rastreamento para encontrá-lo . Não podemos deixar que alguma pessoa o descubra . E foi o que fizeram . Rastrearam com um aparelho que colocava na tela a localização do chip , como um radar marítimo . Descobriram que estava no necrotério . - No necrotério ? - indagou Alex Krycek surpreso . Canceroso não respondeu , ficou pensando naquela afirmação e chegou a uma conclusão . - Scully ... – ele falou pensativo - O que tem ela ? - perguntou outro homem . - Ela morreu há um mês , e foi para a autópsia nesse lugar . Em seu corpo havia um chip que foi retirado . - Mas não era esse – retrucou Alex Krycek . - Por isso mesmo – replicou o Canceroso – Talvez ela não esteja morta ! - Mas ela foi identificada através da arcada dentária . - Só há uma maneira de sabermos ... – o Canceroso afirmou – Verificarmos a localização do chip que ela tinha em seu pescoço . Se também estiver no necrotério teremos certeza que ela está realmente morta . XXX Mulder estava no Cemitério , visitando o túmulo de Scully e levando flores . Ele não havia feito isso ainda . De seus olhos brotavam lágrimas de infelicidade. Estava perdido em seus pensamentos e não viu um homem aproximar-se e dar-lhe uma pancada na cabeça que o fez cair desacordado e foi colocado em um carro . Ele acordou , um tempo depois em uma cela horrível e suja , onde entrava claridade por apenas uma frecha na porta . Estava com sede e uma terrível dor de cabeça , e não sabia quanto tempo havia se passado desde o cemitério . - O plano de vocês não deu certo , agente Mulder . – ouviu-se a voz do Canceroso , que estava do lado de fora da cela – Nós descobrimos tudo e sabemos onde ela está ! - Do que você está falando ? - Mulder perguntou ainda meio tonto . - Vamos pegá-la , e matar os dois juntos para não haver chance de nenhum dos dois sobreviver . Cansamos desse Jogo de gato e rato . Acabou ! – o Canceroso concluiu . XXX DIA SEGUINTE Krycek estava em Dallas com o " radar " em suas mãos , aproximando-se de onde ele indicava a localização do chip . Parou em frente a um prédio modesto , e viu uma guarita com um porteiro . Ele aproximou-se do homem , parecendo simpático e falou : - Bom dia , senhor . Poderia me dar uma informação ? - ele pegou a foto da ficha de Scully e mostrou ao homem . – Essa mulher mora aqui ? O homem olhou calmamente e falou : - Por que quer saber ? Krycek sorriu e falou : - É uma antiga namorada . Estou a sua procura , ela é muito importante para mim . – ele mentiu descaradamente . O porteiro ficou comovido com a expressão de " apaixonado abandonado " de Krycek e acabou falando : - Ela parece muito com uma mulher que mudou-se para cá um mês atrás , só que a moça que mora aqui é morena e não ruiva . - Talvez seja ela . Qual é o nome dessa mulher ? - Krycek perguntou ansioso . - É ... – o homem pensou por alguns instantes – ... Laura Jones . Gostaria de falar com ela ? Krycek negou com a cabeça e disse : - Obrigada . Mas esse não é o nome da minha ex-namorada . Ele saiu e entrou dentro de um carro para esperar a mulher sair do prédio . Já que ela , cedo ou tarde teria que fazer . Tinha certeza de que era Scully . Ficou esperando por algumas horas , a viu sair andando a pé , e saiu do carro para segui-la . A viu entrar em um pequeno mercado . E viu ali a melhor oportunidade para agir . Entrou atrás da mulher , para certificar-se de que era mesmo Scully . Quando teve a certeza absoluta aproximou-se e disse: - Laura ! – a chamou pelo novo nome , mas ela não respondeu – Laura Jones ! – repetiu , e só naquele momento que Scully virou e deparou-se com a expressão debochada de Krycek . Ela arregalou os olhos , assustada . Tinha sido descoberta e não tinha mais saída . - Que decadência , Laura ! Morando em um lugarzinho como aquele ! É esse seu novo nome , não é Scully ? Scully não respondeu nada , ficou apenas o encarando tentando não demonstrar medo . - Achou que poderia fugir de nós ? - Deixe-me em paz Krycek ! Dana Scully não existe mais , então não precisa se preocupar . Não sou mais uma ameaça ! – Scully falou . - Não gostamos de ser enganados , Laura . – Alex foi categórico – Vim buscá-la e você vem comigo de qualquer jeito . – ele falou , puxando-a pelo braço e fazendo largar as compras que tinha iniciado e colocou-a no carro . - Para onde vai me levar ? Não vai me matar ? - Scully perguntou sarcástica . - Não se preocupe , Scully . Vamos matar sim , mas junto com o seu amigo Mulder . Cansamos dos dois . XXX Mulder estava deitado em uma mureta fria , ainda sem entender o que o Canceroso havia dito . Não sabia que plano ele achava que tinha feito . E não sabia com quem ia ser morto , já que Scully estava morta . Foi quando ele viu a porta se abrir, e uma mulher ser brutalmente empurrada para dentro da sala . No primeiro momento ele não pôde reconhecer a mulher , mas depois , quando ela ergueu-se do chão em que havia caído , ele viu que era Scully . - Scully ?! É você mesmo ? - ele perguntou sem saber ao certo o que fazer . Mas indo em sua direção para abraçá-la . Scully ficou com medo da reação que Mulder teria , quando o viu dentro da cela em que foi colocada . Mas sentiu-se aliviada e segura com o abraço com que ele a recebeu . Porém alguns instantes depois ele se soltou e disse : - Eu não aprendo mesmo ! – ele ficou repentinamente nervoso . – Você me enganou de novo , Scully ! Não estava morta ! - Eu queria estar morta , Mulder ! – Scully falou chorando – Eu forjei a minha morte para fugir deles e não de você . E achei que seria mais fácil para nós que eu morresse , já que você com razão , deve me odiar . Mas eles me descobriram e acabaram pegando você também – ela suspirou – Mais uma vez eu errei . Deveria Ter deixado eles me matarem e não Ter fugido . Piorei a situação . Mulder observou o rosto de Scully e viu uns arranhões e um machucado no canto de sua boca . Aproximou-se novamente , passou-lhe a mão pela face e disse : - O que eles fizeram com você ? - ele ficou preocupado e esqueceu , por um momento , do que estava acontecendo . - Não foi nada , só alguns arranhões . – Scully sorriu triste . Ficaram calados por alguns instantes constrangidos com a situação , mas depois ela falou : - Recebeu a minha carta , Mulder ? - e como ele confirmou , ela continuou a falar : - Eu tentei explicar tudo a você , e espero que um dia você possa pelo menos entender , mas eu sei que não tenho o direito de pedir que me perdoe . – ela concluiu humilde . Mulder começou a chorar : - Eu sofri tanto , Scully ! Eu confiava em você , morreria por você . E saber que você trabalhava para eles me fez te odiar . Mas eu acreditei no que disse na sua carta , e ainda continuo , apesar de tudo , confiando em você . E mesmo que eu seja um idiota por isso , ainda amo você . Scully ficou surpresa e feliz , achava que ele iria dizer coisas nada agradáveis , mas ele foi extremamente carinhoso . Ela o abraçou e trocaram um apaixonado beijo , que os fez confirmar que não conseguiriam viver um sem o outro . - Eu te amo tanto , Mulder . Você é a melhor pessoa que eu conheci . – Scully estava emocionada – Eu não te mereço , e por minha causa , agora você vai morrer . - Não , Scully . – Mulder sorriu – Você é que vai morrer por mim . Você os traiu para me ajudar . - Ajudando você , estava ajudando a mim mesma . Mulder olhou-a calmamente , percebendo a mudança que ela sofrera . - Você está tão diferente , Scully ! Morena , e com essas roupas esporte . - Eu tive que criar um nova pessoa e nova personalidade . Dana Scully está morta , Mulder . E era melhor que ficasse assim . - É bom ver você de novo , mesmo que não seja mais a minha ruiva Dana Scully . - Eu queria ser a sua ruiva Dana Scully , mas talvez ela nunca tenha existido do modo que você , Mulder . – Scully falou com profunda tristeza e arrependimento . - Ela existe , Scully . Você é uma pessoa íntegra e honesta , como eu pensava . Só que percebeu isso depois de fazer algumas escolhas erradas . – Mulder titubeou – Se o que você disse for verdade ... – ele acrescentou um pouco preocupado , mesmo sentindo que ela não mais mentia , estava com uma " pontinha " de desconfiança . Não queria mais ser enganado. - É verdade , Mulder . – Scully confirmou sentando de frente para ele . Mulder a abraçou novamente e disse : - Eu não queria que você morresse . – beijou-a apaixonado – Onde você estava ? Como acharam você ? - Eu soube que me matariam quando você veio me falar que sabia de tudo . Nada seria revelado a você se ainda precisassem de mim , e também fui sutilmente ameaçada pelo Canceroso . Vi uma bomba no meu carro e preparei tudo para fugir . Criei uma nova identidade : Laura Ann Jones , uma física . Fugi para Dallas . – Ela riu – Achei que não me encontrariam , pois eu roubei um chip e coloquei no cadáver . Mas eles descobriram e me acharam por causa do que ainda tenho no pescoço , e que não poderia tirar . – ela fez uma pausa e perguntou – Por que pegaram você ? - Acham que eu a ajudei a fazer tudo isso . – ele riu – Pelo visto eles não sabem nada sobre você ! Pensaram que não faria tudo isso sozinha . - E agora ? – ela perguntou – Acho que não temos mais saída . - Acho que não . – Mulder respondeu triste . XXX - Quando vai ser a execução desses dois ? – Krycek perguntou . - O mais rápido possível . Ela não pode descobrir que Mulder será morto . Sempre o protegemos para agradá-la . Mas cansamos disso . - Isso sempre foi uma grande bobagem ! – Krycek disse indignado com a situação que já durava há tempos . – Fazer isso para ceder aos caprichos de uma única mulher ! - Ela não é uma mulher qualquer , Alex . – o Canceroso retrucou calmamente – Ela é muito importante dentro do nosso grupo . E apesar de todo esse tempo e do que a tornamos , ela não o esqueceu . - Ora , mas ela não era a pessoa perfeita ? – Krycek perguntou irônico . - Ela é perfeita para o que queremos . E é justamente por isso que fizemos o que ela queria por tanto tempo . – o Canceroso falou após um demorada tragada em seu cigarros . Antes que Krycek pudesse dizer alguma coisa , uma mulher entrou . - Olá , papai ! – ela saudou o Canceroso com um beijo na testa – Olá , Alex . - Oi , minha filha ! O que a trás aqui hoje ? - Vim ver como andam as coisas . E vim visitá-lo . Há muito tempo que você não vai me ver . – a mulher retrucou . - Eu estou ocupada , filha . Tenho que verificar alguns assuntos pendentes . – o Canceroso disse levantando-se – Já estava de saída . Não posso ficar com você . - Eu vou junto com você . – a mulher afirmou . O Canceroso não queria que ela fosse com ele . Não queria que ela soubesse sobre Mulder , e ele era o seu assunto pendente . Mas sabia que não poderia impedi-la de ir , pois ela desconfiaria que estavam escondendo alguma coisa . XXX Scully estava deitada no colo de Mulder , que afagava-lhe os cabelos . Conversaram durante bastante tempo sobre o assunto da traição . E concluíram que deveriam esclarecer tudo o que tinha acontecido . E foi o que fizeram . Conversaram até não mais restar mágoas ou remorsos , apenas tudo o que tinham feito de bom durante estes anos deveria permanecer. - Se vamos morrer , é melhor que seja sem nada a dever . – disse Mulder . – Depois de esclarecermos tudo . - Eu fico feliz em poder falar tudo isso para você , Mulder – Scully falou , e após beijando-lhe a face . - Eu amo você , Scully . E não me importo mais com o que você fez . Agora eu sei que , apesar disso estava do meu lado . - Você é uma pessoa maravilhosa , Mulder . – Scully disse , e trocaram um longo e terno beijo . Enquanto Mulder e Scully conversavam onde estavam presos , o Canceroso e a mulher passavam pelo corredor da cela . E a mulher pôde ouvir a última frase que foi dita dentro desta . - Mulder ?! – ela disse admirada – Eu ouvi o nome Mulder ? Dentro da cela , Mulder e Scully pararam o que estavam fazendo ao ouvir o que diziam no corredor , e aproximaram-se da porta , que era de metal , com apenas uma pequena abertura por onde poderiam ser observados , colocando-se apenas os olhos . O Canceroso gelou , ao perceber que ela ouvira a conversa , devido ao silêncio que predominava no local . Mas tentou remediar a situação . - Impressão sua , querida – ele disse . Os dois dentro da cela perceberam quem era que estava do lado de fora , e Mulder começou a gritar : - O que você quer , Canceroso ? Já veio aqui para ver a nossa morte ? A mulher arregalou os olhos ao ouvir a voz do homem , que havia ouvido apenas uma vez , mas que nunca esqueceria . - É ele , papai ? – Ela perguntou para o Canceroso , mas não esperou resposta , dirigiu-se em direção da porta da cela e falou com quem estava lá dentro – Fox ? É você que está aí ? Scully e Mulder entreolharam-se sem reação . A mulher abriu a janelinha da cela e colocou os olhos para ver quem estava nela . Logo que pôde conferir , fechou novamente e começou a discutir com o Canceroso . - Você me enganou , papai ! – ela estava nervosa – Aqui é onde são colocadas as pessoas que irão ser executadas , e você disse que sempre iria protegê-lo ! - Não é culpa minha , querida . – o Canceroso tentava persuadi-la – Não pude mais protegê-lo . Ele já fez besteiras demais . Mulder deduziu o que poderia estar acontecendo no corredor e aproveitou a oportunidade . - Samantha ?! Sou eu , o Fox . A mulher não importou-se mais com que o Canceroso falava , dirigiu-se novamente para Mulder . - Sim , Fox . Sou eu , a Samantha . Machucaram você ? - O que você está fazendo aqui com esse homem ? – Mulder perguntou exaltado . Já a tinha encontrado com ele mas tinha preferido não acreditar que era realmente sua irmã . - Eu já disse uma vez para você , Fox . Ele me criou como pai . – ela falou para Mulder e depois dirigiu-se para o Canceroso – Papai , você tem que tirá-lo daqui . eu não quero que aconteça nada a ele . - Não posso fazer isso , Samantha . Ele ajudou essa mulher em uma traição contra nós . - Ele não ajudou em nada , Sr. Spender ! – Scully manifestou- se pela primeira vez – Eu fugi sozinha . Vocês não são tão poderosos e espertos como pensam . Eu os enganei por muito tempo . Venho ajudando o Mulder , sem ele mesmo saber , desde o princípio . - Solte apenas ele , pai . – Samantha interrompeu Scully – Ela não importa . - Claro que ela importa ! – Mulder irritou-se – É melhor me eliminar se a matarem , pois senão eu farei tudo para destruir quem quer que seja . - Você é um idiota , Mulder ! – o Canceroso falou calmamente , acendendo um cigarro – Ela trabalhou para nós desde antes mesmo de conhecer você . Ela só foi parar nos Arquivos X porque eu quis . Ela não é digna de qualquer confiança . Mas mesmo assim está disposto a morrer por ela ? Scully olhou para Mulder para tentar prever a reação que viria . Tinha medo dele voltar atrás , e considerá-la novamente persona non grata . Mas ele falou : - Eu não vou morrer por ela . Se formos morrer , vamos morrer por cada um de nós , e por nós dois ao mesmo tempo . – Mulder retrucou seguro . Porém nervoso em saber que sua irmã estava com aquele homem realmente , se é que ela era mesmo a verdadeira . O Canceroso puxou Samantha para fora daquele corredor , e quando chegou a um lugar onde não seria mais ouvido por Mulder e Scully , falou : - Você não pode deixar que a emoção a domine . Eu ensinei isso a sua vida inteira ! Grandes pessoas não se deixam levar pelas emoções . - Ele é meu irmão ! Não quero que ele morra ! – Samantha disse nervosa . - Eu não posso deixar de matá-la , pois se atreveu a nos desafiar . E ele não quer ficar vivo em acordo conosco . - Você não vai matá-lo ! – Samantha gritou . - Você não poderá comandar coisa alguma se continuar com emoções mundanas , Samantha ! – o Canceroso também irritou-se . - Não é uma simples emoção mundana . Ele é meu irmão ! – rebateu Samantha . - Sinto muito , mas não posso fazer mais nada . – o Canceroso deu de ombros e saiu , andando calmamente . Samantha ficou profundamente irritada com ele . Pois não quisera fazer sua vontade naquela ocasião . XXX O Canceroso dirigiu-se novamente à sala onde estava com Krycek . - Ela o viu . – ele disse ao entrar . - E qual foi a reação dela ? – Alex perguntou . - Ela quer que ele fique vivo . – o Canceroso respondeu , acendendo outro cigarro . – Mas desta vez não vou fazer a vontade dela . Mulder será executado de qualquer forma . XXX - Você nunca soube mesmo a respeito de Samantha , Scully ? – Mulder perguntou pensativo . - Já disse que tudo o que soube foi junto com você , Mulder . – Scully respondeu conformada , sabia que por mais que Mulder aceitasse o que ela havia feito , iria sempre permanecer a sombra da desconfiança sobre ela . Mulder ia falar alguma coisa , mas percebeu que a abertura da porta foi aberta . - Fox . Não quero que você seja executado . – era Samantha – Mas eu ainda não tenho poder de decisão . - Como ainda não tem poder ... ? – Mulder admirou-se . - Eu fui criada pelo Sr. Spender como uma filha . E ele sempre me criou para ser um dos membros principais . - Membros principais ? – Scully perguntou , sabendo o que aquilo significava – Você vai ser uma dos líderes ? - Sim , mas apenas quando ele se aposentar . - Está vendo , Scully ? É uma ótima organização . Tem até plano de aposentadoria ! – Mulder falou sarcástico . - Não brinque , Fox ! – Samantha retrucou séria – Eu posso tentar convencer o meu pai a libertá-lo , mas ela não pode ser salva . Ninguém que nos traí , em hipótese alguma fica livre . E eu concordo com isso . Mulder ia responder negativamente , mas não conseguiu . Ouviram gritos e diversos barulhos vindo do corredor . Samantha virou-se para ver o que estava acontecendo , e pôde ver um Rebelde sem Face com uma arma que solta fogo em suas mãos , queimando tudo ao seu redor . Não importou-se mais com o que fazia e saiu em disparada para salvar a si mesma . Porém abriu a cela antes disso . Mulder percebeu que a cela tinha sido aberta , e colocou o rosto para fora para poder avistar o que estava acontecendo . Quando viu , virou-se e pegou Scully pela mão para poderem sair correndo dali . Os Rebeldes estavam apenas queimando as instalações e os membros do Sindicato que estavam naquele local . Por isso não estavam preocupados com qualquer prisioneiro que estivesse naquele local . Então não tomaram qualquer providência para perseguir Mulder e Scully que estavam fugindo . - Eu não posso deixar a minha irmã morrer , Scully ! – Mulder falou , tentando retornar pelo caminho que percorrera , mas foi impedido por Scully . - Ela já fugiu , Mulder! – Scully falou. – Você não irá encontrá-la no meio dessa confusão ! Mulder relutou olhando toda a confusão , e por um momento viu sua irmã , de mãos dadas com o Canceroso fugindo por uma das portas . E por fim decidiu fazer o que Scully sugeria , fugir . Eles saíram do prédio , e foram correndo pela rua por alguns metros , até diminuírem a velocidade . - E agora , Mulder ? O que vamos fazer ? – Scully perguntou ofegante . - Por enquanto , acho que nada . – Mulder pensou e depois continuou a falar . – Acho que não nos perseguirão por um bom tempo . Vamos para o meu apartamento e lá decidiremos o que fazer depois . XXX Entraram no apartamento de Mulder , e ele sentou-se no sofá arrasado pelo acontecido . Tinha visto que sua irmã estava mesmo do lado do Canceroso , e agora não sabia se ela fôra morta pelos Rebeldes ou se conseguira fugir . E ele também poderia estar sendo perseguido. Scully olhou em volta , sorrindo por lembrar de todas as vezes em que estivera naquele apartamento . - Eu fico feliz por poder estar aqui mais uma vez , Mulder ! – ela falou sentando-se ao lado dele e acariciando-lhe a face – Você não poderia fazer nada para salvá-la , Mulder . Não fique se culpando ! - Eu deveria pelo menos Ter tentado , Scully . – Mulder falou triste . - Você tentou . E é mais fácil aquele homem protege-la do que você . – Scully fez um pausa ponderando se deveria falar o que estava pensando – Pelo menos agora você sabe que ela não quer ser como você . Ela é como o Canceroso . Mulder sorriu triste , mas concordou com Scully . Ele não disse mais nada . Pegou-a em seus braços e a levou para o quarto . XXX Mulder estava dormindo , após Ter amado Scully . Mas ela permanecia acordada , sabendo que não poderia ficar em Washington , pois mesmo que não fosse mais perseguida pelo Sindicato , já que tudo relacionado ao seu chip deveria estar queimado em razão da invasão ocorrida . Mas não poderia ficar por Ter cometido um crime . Tinha forjado a própria morte . E simplesmente não existia mais . Ela acordou Mulder , mesmo no meio da noite , e disse : - Eu não posso ficar muito tempo aqui , Mulder . Mulder assustou-se com aquela afirmação . - Por que , Scully ? Eu acho que não vão mais te perseguir . Tudo deve Ter sido queimado . Ela beijou-lhe levemente os lábios e falou : - Não é isso . É que eu cometi um crime , forjei a minha morte . Dana Scully não existe mais . Se ficar só causarei mais sofrimento , é melhor minha família achar que estou morta . Não quero que eles saibam o que eu fiz . Mulder não respondeu , apenas ficou olhando ela se levantar e começar a se vestir . - Eu vou voltar para Dallas . Seria muito pedir que você um dia vá visitar-me ? – ela perguntou envergonhada . Mulder também levantou , decidido a não deixá-la ir daquele modo . - Seria muito pedir para ir com você ? – ele perguntou . Scully sorriu feliz por saber que ele ainda a amava . - Eu não posso permitir que você faça isso , Mulder , pois eu não mereço você . Reconstrua sua vida . - Vou reconstruir com você , Laura . – ele afirmou carinhoso , beijando-a . FIM XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Obs.: Esperamos que vocês não nos odeiem por termos tornado a Scully em um membro do Sindicato . Mas se pensar bem essa foi uma idéia bem original , que merecia ser desenvolvida . * Enemy Mine é o título de um antigo filme , que fala de um humano e um extraterrestre que eram inimigos , e ficam presos em um planeta desabitado . Mas para sobreviverem são obrigados a ajudar-se mutuamente , e acabam tornando-se grandes amigos . Feedback , por favor ! Mesmo que seja para criticar . - 1 -