O AMOR É A LUZ Fanfic de Lucas ("Faile") Zago 30/3/00 E-mail para feedbcak: luxfiles@zipmail.com.br Categoria: Shipper. Sinopse: Mulder e Scully se reencontram, depois de muito tempo separados, de uma maneira muito diferente. Disclaimer: Não. Ninguém possui Arquivo X a não ser Chris Carter e os produtores da Fox. Quem me dera! Obs.: A fanfic está dividida em 3 partes. * 1. O TELEFONEMA * - Tudo bem, então. Tá combinado. Você vem direto pra minha casa, não é? Uma voz do outro lado da linha deu a resposta confirmativa. - É, eu vou direto pra sua casa. Ou você prefere de outro jeito? Ela não discordaria por nada nesse mundo com o sujeito na linha. Faria como ele desejasse. - Não, não. Imagina... eu vou estar te esperando ansiosamente. Afinal, já faz muito tempo, não é? - E como! Desde a morte da... você sabe, não é? Eu precisava mesmo de um tempo. E o trabalho aqui na América do Sul é muito bom! Mesmo com desvalorização da moeda nacional, dá pra me virar e arranjar um cantinho pra dormir à noite. - Você tem um quarto? - Dia sim, dia não. Na verdade, às vezes eu me hospedo num hotelzinho aqui perto de São Paulo, ou durmo na casa de um amigo meu, o Ulisses... ele me visitou uma vez... você se lembra dele? - Não, não me lembro. Mas se é seu amigo, é meu também. Afinal, tanto tempo juntos já nos fez amigos, não é mesmo? - Você sabe que sim. - o tom de voz do sujeito do outro lado mudou; tornou-se mais melancólico e a voz parecia triste. - Você sabe que tem sido difícil pra mim ficar todos esses dias se te ver... cada minuto é como um século... e cada dia é como um milênio. Você... Ela o interrompeu. Não queria chorar. Chega de lágrimas! Não queria mais sentir aquele aperto no coração. - Olha, vamos deixar para falar nisso no jantar, ok? Às nove. Eu vou preparar uma comida deliciosa... está bem? - Tudo bem. E não esqueça das sementes! - De girassol? - Isso mesmo... de girassol... não esqueça! Ambos riram. Ela se despediu e desligou. Mal podia ver a hora do jantar. E o que ela prepararia? . . . * 2. OS PREPARATIVOS * Ele tinha telefonado para ela cerca de uma hora atrás. Ela estava em seu quarto, na cama, revendo fotos que eles tiraram (raras vezes) juntos... algumas fitas de vídeo em que ele aparecia na tevê... afinal, aquela vez no Jerry Springers deveria ser guardada! E estava, assim como quando um banco explodiu e ele estava lá dentro... e quando eles encontraram um homem com estranhos hábitos alimentares que se instalou debaixo da escada de um shopping... enfim, tudo estava ali... bem como em sua memória. Quase três anos se passaram desde então. Depois de sete anos juntos, eles se separaram. Ele recebeu o convite de Ulisses Simares, um sujeito disposto a formar uma união de investigação (equivalente ao FBI). E ele foi até o Brasil, para fazer parte do time de investigadores secretos, a UBEI (União Brasileira Especial de Investigação), largando a vida nos Estados Unidos e deixando para trás ela... sua parceira da longa jornada... mas ela sabia que não era pra sempre, assim como ele. Ambos tinham que se reencontrar, tinham que trocar palavras, ou simplesmente olhares... e isso demorou mais de dois anos para acontecer. Enfim, lá estava ela a relembrar os fatos do passado... a filha que nunca teve... a inimiga mais perigosa que tinha o nome parecido com o seu... mas já estava na hora de fazer os preparativos para a chegada dele. Ela precisava arrumar tudo lindo e impecável para a sua presença. Acertava cada detalhe na sala, cada quadro deveria alinhado, cada objeto no seu lugar. Tudo tinha que estar perfeito para a chegada de seu... amigo? Parceiro? Companheiro? Quem sabe! Fosse lá o que fosse, ele estava chegando. Seria daqui a três horas e ela ainda tinha que fazer o jantar e precisava estar linda para ele. Afinal, há muito tempo eles não se viam. Depois de arrumar o cenário, ela foi tomar banho. Deixou um CD no rádio e foi se preparar. Tomou um banho de espuma para tirar toda aquela sensação de culpa, tristeza e mesmo a mágoa que estava dentro de si. Ela precisava esquecer de tudo. Chorou... as lágrimas se misturaram à agua da banheira. Ao fundo, Beethoven, para relaxar. E dentro, uma paixão em chamas. Terminado o banho relaxante, vestiu-se. Alisou o cabelo longo (crescera muito desde a sua ida) e vermelho. Ela o tingira de vermelho escuro para esquecer até mesmo de sua própria aparência quando ele ainda estava lá. E estava ali, agora, a pentear suas madeixas cor de sangue e vestindo um lindo e justo vestido negro. As pernas, nuas, pareciam realçar ainda mais o batom da mesma cor do cabelo. Ela estava linda. A hora estava próxima. Ela estava muito ansiosa, o coração na mão, e foi fazer o jantar... fazer? Era muito melhor chamar um entregador! E foi isso que fez. Encomendou uma pizza. Afinal, ambos gostavam e nada mais fácil do que ligar para uma pizzaria e pedir uma pizza! Estava feito. Dali a meia hora o entregador estaria lá. Faltariam apenas quinze minutos para as nove. Ela estava pronta. Apanhou um vinho e o pôs sobre a mesa. Acendeu duas velas. Tudo estava pronto. Só faltava ele. Somente ele... e tudo estaria certo. A pizza chegara. Faltavam apenas minutos para o encontro suceder. Ela estava aflita, desesperada para reencontrar aquele alguém perdido há anos. Mesmo com sotaque brasileiro (ele disse que sabia falar o Português muito bem, até mesmo se despediu dela com um "Tchau"), ele seria o mesmo de sempre para ela. O mesmo sujeito estranho e introvertido das teorias malucas que havia conquistado seu coração e seu inconsciente. Ela precisava dele. Queria-o. Necessitava de sua voz, sua mão, seus consolos, sua contradição à sua Ciência... precisava dele ali, naquele momento. Faltavam apenas cinco minutos. Ela estava muito afobada. Não parava no lugar. Olhava o relógio a cada segundo. Estava ficando preocupada... e se ele não viesse? Mas ele vai vir! Mas e se ele não viesse? 9:00 PM. Já estava na hora. Nove horas em ponto e ele não tinha chegado. Ela sabia que ele não era pontual... então continuou a esperar. Aliás, o que mais ela poderia fazer? 9:10 PM. Dez minutos de atraso... aquilo não era nada, comparados às reuniões em que ele chegava depois de uma hora do início. 9:25 PM Nada... 9:30 PM ... 9: 40 PM. E nada. 9: 45 PM. Nada ainda... 9: 50 PM. O que diabos teria acontecido para ele estar tão atrasado? A pizza estava fria! Por que ele demorava tanto? O que teria acontecido? Por que a demora? Eram muitas as indagações. Ela estava aflita. Queria saber o que tinha acontecido com ele. Um acidente? Ou teria ele desistido do encontro (na verdade, reencontro, não é?)? O quê, afinal? Já eram mais de dez horas da noite e ele ainda não havia chegado. Ela estava ficando ainda mais preocupada. Ligou para o celular dele, mas estava desligado. Ligou para a casa de Ulisses, seu amigo, mas estava ocupado. Até que, ao lado do telefone, esperando um telefonema dele, ela adormeceu. Ficou ali, no sofá, e acabou caindo no sono. Sonhava com mil coisas diferentes. Inúmeras cenas de sua vida vinham à sua mente. Até que... . . . * 3. O ENCONTRO * Já eram mais de 10:30 (talvez 10:31 PM), quando a porta rangia. Alguém estava ali, girando a maçaneta vagarosa e cautelosamente. Seria ele? Teria ele realmente vindo? Mas ela estava ali, tão linda dormindo no sofá... ele entrou. Com a luz fraca que vinha do abajur, ele fechou a porta. "Acho que a luz vai acabar já, já..." , ele pensou. Caminhou vagarosamente até o sofá e a viu, dormindo feito um anjo. E ao seu lado estavam sementes comidas... ela as tinha mastigado! Seria a ansiedade ou um novo vício que ele a fizera ter? Ao caminhar até a donzela, sem querer, ele pisou no controle do rádio. Começou a tocar "I Will Always Love You", sob a voz de Whitney Houston. Ela acordara, assustada, e o viu, desajeitado (como sempre), procurando o botão certo para desligar a música. - Deixe tocar - pediu. - Essa música é pra você. Ele sorriu. Viu que tudo estava arrumado para a sua espera, bem como as velas, o vinho e a música de fundo. Sem contar que ela estava mais linda do que nunca. Ao levantar-se, ela ofereceu-lhe uma semente de girassol. - Obrigado, mas vou esperar o jantar. - O jantar! E ele a acalmou. - Não se preocupe... Caminhou até ela, olhando para seus cabelos mais vermelhos do que nunca e sua boca carnuda... e lhe pediu: - Me concede esta dança? - e estendeu a mão. Sem hesitar, ela estendeu, também, a mão e entrelaçou seus dedos com os dele. E quando seus corpos se juntaram... A luz acabou. - Oh, meu Deus! A luz acabou! Mas ele não concordou com ela. - Não acabou, não... e quanto às velas? Ela sorriu. Podia ver os olhos azuis brilhando no escuro. Eram duas pérolas coloridas. E ela viu os olhos dele, cheios de lágrima em plena escuridão. Podia sentir que ele guardava algo dentro de si maior do que qualquer coisa no mundo... muito maior do que a escuridão que afligia-a. Até que lhe disse, enfim, revelando o que levava dentro de si: - O amor é a nossa luz. E ela pôde sentir suavemente seus lábios se encontrando com os dela. Um beijo aconteceu... e em pleno escuro! Dois corpos que se atraíam finalmente se encontravam. Duas faces de uma mesma moeda. Dois lado de uma mesma linha. Duas metades. Duas partes que se completam uma à outra. Dois corações e um único amor. Ah! E também uma pizza! Mesmo no escuro, eles podiam sentir a energia que provia de si mesmos. A vela apagara. E, em seguida, a outra. A escuridão foi total. Mas ele disse a ela: - Não se preocupe, Scully... o nosso amor vai nos iluminar por onde quer que formos... Ela concordou. E disse três palavras que há muito precisavam ser ditas... - EU TE AMO. FIM! Mandem-me o feedback, por favor!