Título: Almas Gêmeas Autora: Alice J. Foster E-mail: alice_j_foster@hotmail.com Disclaimer: Eles não pertencem a mim. Bem que eu queria. Eles pertencem a 1013, CC, FOX, etc. Classificação: PG-13 Sinopse: Mulder reencontra Scully depois dela tê-lo abandonado. Como eles irão reagir? 5 de março de 2005 Washington "Mulder." Mulder atendeu o telefone ainda sonolento pois ele havia ficado no computador a madrugada inteira seguindo pistas sobre um caso. "Mulder, é o Frohike. Eu consegui uma pista sobre aquele caso do Condado de Sonoma. Você quer que eu lhe envie um THG sobre o assunto?" "Pode mandar." Os novos aparelhos de THG estavam saindo no mercado ainda, mas Os Pistoleiros Solitários já haviam providenciado um aparelho para eles e para Mulder, sob o contexto de que o aparelho ajudaria na troca de informações sobre casos, mas o verdadeiro motivo é que Frohike mandava diversos documentos sobre pornografia para Mulder e com rapidez espetacular... Mulder observou os novos documentos. Ele saiu do FBI em 2002. Ele não conseguiu ficar mais que 1 ano sem Scully. Ela o deixou sem dizer o porquê, mas ele sabia. Ela não agüentou mais viver ao lado dele. Não depois de que ele a fez perder tanto na vida. Ele tentou rastreá-la por 5 meses, mas ficou sem resultados. Ele recebeu um bilhete da Sra. Scully: M. Não me procure mais. Está tudo bem, mas eu não quero que você entre em contato comigo. S. Ele desistiu. Ela merecia uma vida feliz. Com um marido que não fosse ridicularizado por todos. Eles provavelmente iriam adotar lindas crianças e viver numa casinha com cerca branca. Ele jamais poderia exigir nada dela. Ele chegou a pensar emsuicídio diversas vezes, mas desistiu depois que ele começou a re-investigar Arquivos X, porém não-oficialmente. Toda vez que surgia um novo caso ele recebia um e-mail anônimo ou um bilhete embaixo de sua porta. Ele foi mergulhando no trabalho pois era o único lugar que ele ainda sentia um pouco de esperança. Ele agora estava investigando um caso sobre uma cidade que há 4 anos não conseguia colheitas boas, os animais não conseguiam procriar e apareciam círculos no chão das fazendas. Ele olhou o perfil da região. Calma, com uma pequena faculdade direcionada à ciências exatas. Nunca havia acontecido nada parecido na região. Não parecia mais um caso de marcas no solo. Nunca houve registros de abduções na região. Ele decidiu ir até a cidade para tentar descobrir algo no dia seguinte. 6 de março Vôo para o condado de Sonoma Agora que ele não possuía um emprego fixo, ele usava parte das milhagens adquiridas durante seu tempo no FBI para os vôos e o dinheiro do hotéis outras despesas, ele tinha que tirar de seu bolso. Finalmente ele havia achado uma maneira de gastar o dinheiro da herança de seu pai. Uma vez ele imaginou usar esse dinheiro para comprar uma casa para ele e Scully, comprar um anel de noivado, mas ele estava sonhando alto demais. Ela o amava apenas como amigo. Ele a amava mais que tudo no Universo, mas ele nunca se sentia seguro para se declarar. Ao invés disso ele apenas fazia piadas e não percebeu os momentos certos até o dia em que ela foi embora. Ele adormeceu pensando em Scully e como ele havia sido burro. Ele se via num carro. Ele nunca havia visto esse carro e ele não podia ver muito mais do lado de fora do carro. Ele estava atravessando um cruzamento quando um outro carro passou no farol vermelho. Mulder acordou assustado no avião. Ele havia tido um pesadelo e fora acordado pelo anúncio do piloto para apertar os cintos que ele estava dando início à aterrissagem. I-101 5:50 pm Mulder alugou um Ford Taurus verde-musgo. Ele já estava dentro do limite municipal. Como já estava escurecendo, ele decidiu pegar a primeira saída e procurar um motel para se instalar. Ele pegou a saída para a cidade e ele sentiu um dejá-vu. Ele se lembrou do sonho. Quando ele viu o cruzamento ele pisou no freio e o carro girou e saiu da pista. 6 de março 10:13 a.m. Scully estava exausta. Ela havia ficado até tarde preparando aulas e quando finalmente foi se deitar ela não conseguia parar de pensar em Mulder. Depois de todos esses anos, não tinha um único dia em que ela não imaginasse se tinha feito a coisa certa. Ela não conseguiu mais viver daquele jeito. Todas as noites ela ia dormir se preocupando com Mulder. Esperando que ele não tivesse seguido uma pista falsa e tivesse acabado morto. Ela havia passado quase 9 anos daquela maneira. Ela não conseguia mais. Não podia ver a pessoa mais importante da vida dela daquela maneira. Ela decidiu se afastar. Ela sabia que ele acabaria esquecendo-a. Ele sofreria mas acabaria feliz. Ela torcia para que ele finalmente achasse a Verdade que eles tanto procuraram. Desde o primeiro momento em que ela o viu ela o admirou. Não pelo seu físico, mas pelo seu intelecto. A vida inteira ela havia procurado alguém que pudesse Ter um discussão de igual para igual com ela. Ela sempre achava os outros mais burros ou os outros a descartavam por ser mais nova ou por ser mulher. Ela continuou seu dia normalmente, mas por alguma razão ela estava se sentindo inquieta. Ela pensou que podia ser até TPM, mas descartou o pensamento depois de checar sua agenda. Deveria ser apenas a noite mal-dormida. Ela decidiu tirar um cochilo às 3 horas da tarde antes de sua última aula. Ela estava dirigindo por um lugar familiar. Ela simplesmente viu um carro se aproximando e ela percebeu que havia passado o farol vermelho. Scully acordou com a sua assistente batendo na porta a chamando. Ela deu sua última classe e foi para casa esperando relaxar um pouco. Ela estava sentindo algo em seu estômago e não sabia o que era. 5:50 pm Próximo à 101 Scully estava dirigindo e pensando na reflexão sobre Mulder que ela havia tido, quando então ela percebeu que estava no lugar de seu sonho. Ela freiou na hora e observou o outro carro que estava em maior velocidade girar um pouquinho e cair no acostamento da rua. Ela estacionou correndo o carro no lado oposto e se aproximou do Ford Taurus para ver se alguém tinha se machucado. Mulder sentiu a direção sob sua cabeça. Ele se sentiu meio zonzo mas sabia que não fora nada. Ele estava com o rosto virado para o lado do passageiro. Ele sentiu alguém chamando do lado de seu vidro. Ele então se virou e seus olhos não acreditavam no que viam. 'Devo ter batido a cabeça mais forte do que eu achava' Ele viu Scully, porém um pouco mais velha. Seu cabelo estava 3 dedos mais longos em relação à última vez que ele havia visto. Abrindo a porta ele percebeu que Scully o encarava com a mesma incredulidade. Quer dizer, com mais incredulidade ainda pois é a Scully de quem estamos falando. Ela não acreditava que podia ser ele. Scully imaginou se ele havia vindo procurá-la, mas sabia que provavelmente não fora essa a razão que ele tinha aparecido ali em sua frente. Ela não sabia se virava às costas e saia correndo ou se o abraçava, ao invés disso ela simplesmente abriu toada a porta do carro e ficou olhando. Notando um pequeno filete de sangue ela se apavorou. "Mulder, você está machucado. Uhmm... Deixe-me ver. Sente no capô e eu buscarei meu kit de Primeiros Socorros no meu carro." Ela falou com tremenda dificuldade. Ela pegou o kit e voltou para achar Mulder já sentado no capô e com as mais diversas emoções em seu rosto. Ela fez um trabalho rápido e deu graças de que fora apenas um corte superficial. Apenas um ponto falso havia resolvido o problema. "Pronto." "Uhhm... Scully?" Ele falou com se tivesse algo prendendo sua garganta. "Sim?" Ela esteve segura enquanto estava no seu modo de 'médica', mas agora ela tinha de voltar a si mesma e estava preocupada. "É você mesmo? Não é ninguém brincando com a minha cabeça não, é?" Ele parecia uma criança que acabava de receber uma notícia impactante e não sabia como lidar. "Sim, sou eu, Mulder. Sou eu Scully." Ela não agüentou e o abraçou. Eles ficaram assim por diversos instantes até que ele se separou. "Por quê, Scully? Me diz. Que que eu fiz de errado. Além do óbvio, é claro?" "Mulder, aqui não é lugar para a gente conversar sobre isso. Que que você acha de irmos até minha casa?" Ela estava com um pouco de receio de convidar Mulder para sua casa e para a sua vida novamente depois de tudo. Mas eles precisavam esclarecer tudo. "Uhmm... Seu, ãn, marido não vai ligar?" "Que marido, Mulder?" "Eu achei que depois de todo esse tempo...." "Não, Mulder. Eu não estou com ninguém. Vamos. Me segue com o seu carro." Ela não olhou para trás para ver o sorriso que iluminou o rosto dele mesmo com todos os acontecimentos. "Ok." Ela sabia que ele ainda estava chocado e como ela o conhecia muito bem, sabia que ele ainda iria explodir. Choraria como uma criança ou gritaria com ela. Ou ambos. Ela preferia que eles estivessem na casa dela quando isso acontecesse. Eles chegaram à uma casa mediana, um andar, dois ou três quartos e um gramado verde na frente. Mulder se perguntou se Scully tinha morado aqui desde que ela o deixou. Quando ela foi embora, ela largou toda sua mobília para trás. Mulder pensou em levar tudo para seu apartamento, mas decidiu levar apenas um armário de madeira clara que ele colocou em seu quarto para assistir TV. Aquele armário o lembrava muito de Scully. Ele sabia que ela o tinha há muitos anos, que fora presente de seu pai. O resto ele doou para o Exército da Salvação, exceto pelos poucos itens que a mão de Scully levara. Ela o deixou entrar pela porta da frente, que dava numa adorável sala de visitas, decorada no estilo de Scully. A sala terminava na cozinha que dava para uma salinha de TV. "Scully, eu preciso usar o banheiro..." Ele se sentiu um panaca por ficar vermelho ao pedir. Durante o tempo em que eles trabalhavam juntos eles nem precisavam pedir. Eles levantavam e quando voltavam, o parceiro continuava de onde tinham parado. "Volte, vire a primeira à direita e encontrará." Scully estava nervosa e ansiosa. Os sentimentos que ela, sem sucesso, tentou enterrar, voltaram agora com maior força e intensidade. Ela percebeu que havia cometido um erro. Ela notou a forma física de Mulder quando ele se virou. Ele havia emagrecido um pouco, o que não seria notável para ninguém a não ser ela que possuía todos os detalhes possíveis de Mulder em sua cabeça. Seu cabelo estava curto e estavam aparecendo fios brancos nas têmporas. Mas de resto, ele parecia o mesmo. Ela estava a mesma exceto pelo cabelo que havia deixado crescer, pois ela relaxou mais em relação à sua aparência e não tinha mais paciência de fazer escova no cabelo sempre. Ela nunca soube como Mulder preferia seu cabelo. Ela baniu esse pensamento de sua cabeça. Era degradante uma mulher começar a imaginar o que os outros pensam dela. Mas era Mulder... Ele entrou em seu banheiro e molhou seu rosto e tentou colocar seus pensamentos em ordem. Ele precisava estar com os pensamentos em ordem para discutir qualquer coisa com Scully. Ele enxugou seu rosto na toalha e sentiu um pouco do cheiro de Scully. Não era perfume, nem nada, era apenas o cheiro natural dela. O mesmo cheiro que ele sentiu quando dormiu em sua cama quando ficou envenenado. Ele deu mais uma olhada ma casa antes de voltar à sala de TV. Dois quartos, um com a porta fechada, que ele deduziu ser o de Scully, e um com a porta aberta, que ele percebeu ser um escritório. Havia livros por toda parte. Um computador e um laptop. Ele cuidadosamente retornou à sala. Mulder voltou e se sentou num dos banquinhos Que ela mantinha no balcão de sua cozinha. Ela sabia que era uma casa muito grande para uma só pessoa, mas ela estava cansada de apartamentos. Se ela desejava uma nova vida, ela necessitava fazer coisas diferentes. Ela ficou de pé do outro lado do balcão. Eles ficaram em silêncio por vários minutos. Um silêncio que era reconfortante apenas pela presença do outro, mas que ao mesmo tempo era amedrontador pelo fato de que ambos sabiam que eles teriam que se abrir em algum momento. Se abrir nunca foi algo fácil para os dois. Scully sempre foi fechada e precisou manter seus sentimentos submersos a fim de se sobressair entre garotos. Mulder se fechou pois depois de Samantha, ele sabia que ele não deveria deixar ninguém entrar em seu coração. E mesmo quando alguém entrou, ele possuía dificuldades de se expressar. Eles possuíam uma comunicação sem palavras, com olhares e toques, mas às vezes, isso não basta. "Então, como você veio parar aqui?" Scully sentiu sua voz baixa, como um sussurro, "Um caso. E você?" Nesse instante, Mulder levantou sua cabeça e fitou Scully nos olhos. "Eu passei dois meses numa cabana onde eu passava féria com a família no Lago Tahoe, e comecei a dar uma olhada em folhetos de imobiliárias. Decidi comprar essa casa." "Em que você está trabalhando?" Eles estavam deixando a conversa seguir um curso mais brando. "Eu estou lecionando na faculdade local. Física." Mulder já não agüentava mais. Ele precisava perguntar todas as questões que necessitavam respostas. Ele estava juntando coragem. "E você, Mulder. Em que está trabalhando? Ouvi que você deixou o Bureau." "É. Estou investigando sozinho. Não consegui ficar lá depois de que você partiu. Por quê? Foi tão fácil, partir sem um bilhete." Ele sabia que estava sendo cruel, mas era muito difícil. A crueldade era uma arma e escudo ao mesmo tempo. "Mulder. Você tem que saber melhor. Não foi isso que aconteceu." Ela sabia que se ela perdesse o controle, seria pior. "Scully. Eu sei que você merece uma vida melhor do que eu posso te oferecer. Uma vida segure, onde você não corra riscos, nem sua família. Mas saber pelo Skinner que você havia se demitido foi cruel. Foi desumano." Ele sentiu lágrimas rolando pelo seu rosto. Esse é o problema de emoções repreendidas. Quando elas são admitidas, você não pode controlar as lágrimas. Essa sempre foi a razão maior pela qual ambos choravam. Quanto mais forte as emoções são guardadas, mais fortes elas voltam. "Oh, Mulder, eu não posso te dizer o quanto eu sinto muito. Mas foi necessário." Ela queria esclarecer tudo, mas tudo o que fez ao sentir as suas próprias lágrimas, foi dar a volta pelo balcão, abraçar Mulder e levá- lo para o sofá para chorarem juntos. Eles ficaram abraçados por longos minutos e seu cabelo já estava ensopado pelo que ambos choraram e também a camiseta de Mulder. Ela se separou. "Mulder, fique aqui sentado que eu irei fazer um chá para nós dois. Enquanto a água ferve, fique a vontade, eu vou colocar uma roupa mais confortável." Ela tinha lágrimas de ambos em sua jaqueta e ela preferia colocar algo que a deixava ter maior movimento. A moda havia mudado um pouco, mas ela basicamente usava o mesmo tipo de roupa para lecionar que para o FBI. Às vezes ela usava uma saia mais longa, mas ela preferia se manter impessoal com os alunos. Um ou outro aluno que ela se identificava ela deixava ultrapassar a barreira. Havia uma aluna com quem ela havia se identificado, Sarah, que ela conversava por longas horas sobre qualquer assunto. A garota tinha ambições grandes e lembrava Scully de si mesma naquela idade. Ela colocou uma calça de tecido leve e uma camisa de algodão de manga comprida. Ela pegou uma blusa de Bill e levou para Mulder. "Aqui, coloque essa blusa, Mulder." Ela percebeu que Mulder estava relutante. "É de Bill." Nisso ela viu Mulder se levantar do sofá e ir para o banheiro se trocar. Quando ele voltou ela tinha se acomodado no sofá e ele sentou na poltrona que havia em frente. "Mulder, eu preciso te dizer a razão pela qual eu o abandonei." "Não, tudo bem, Scully. Eu sei que você não me deve explicações." Sempre se culpando, Scully pensou. "Você foi a causa, Mulder, mas não do jeito que você imagina. Eu não podia mais agüentar o medo de ser acordada por uma ligação pedindo- me que comparecesse ao hospital ou ao necrotério por sua causa. Eu não podia viver esperando o dia que você me deixaria por uma pista qualquer e fosse baleado ou qualquer coisa." "Mas eu achei que fosse por quê você queria uma vida feliz, longe de mim, com crianças e um marido, quem sabe até um cachorro." Mulder lembrou de Queequag. Até o cachorro dela morreu por causa dele. "Mulder, eu pareço que estou vivendo essa vida? Eu saí com alguns caras mas não pude seguir adiante. Por causa de ... muitos fatores." Scully queria continuar, mas ela apenas olhou nos olhos de Mulder que entendeu que ele não deveria forçar o assunto. "Mas por que você não me avisou?" "Porque se eu lhe dissesse você tentaria me impedir. Eu sabia que você faria como aquela vez em que tentaram nos separar." Scully lembrou brevemente da sensação da mão de Mulder em sua nuca sua respiração próxima à sua e depois uma sensação tão ruim de invasão em seu corpo por causa de uma picada de um ser tão minúsculo como uma abelha. "Mesmo assim, Scully, você não sabe como a minha vida se tornou difícil. Trinta e sete anos depois de perder a pessoa mais importante da minha vida perder a pessoa que havia passado a ocupar essa posição." Scully sabia que seria difícil para Mulder aceitar sua partida, mas não imaginava o quanto até esse momento. "Mulder, eu sinto muito." Ela levantou para abraçá-lo novamente. Ele a abraçou e ele a puxou pela cintura até que ela estivesse sentada no colo dele. Eles se abraçaram por longos momentos. Ela beijou a testa dele e ele rapidamente a beijou na boca antes de chegar a sua testa. Eles deixaram seus lábios se tocarem por vários segundos até que ela aumentou a intensidade do beijo. Eles ficaram se beijando profundamente com medo de que se separassem o mundo à volta deles se acabasse se se separassem. Eles se beijavam com a alma., não apenas com a boca. Eles sabiam que isso não acabaria com o sofrimento deles de todos esses anos separados, mas era um fato importante, talvez o mais importante. Eles tinham milhões de desculpas para não serem felizes enquanto eram parceiros, mas agora todas elas pareciam insignificantes. Eles não tinham mais a desculpa de estarem juntos apenas por serem parceiros, afinal isso nunca foi desculpa para nenhum dos outro s agentes. Eles tinham um envolvimento mais profundo. Algo que não podia ser definido. Eles estavam mais próximos do que casais jamais estariam, e ao mesmo tempo mais distantes que qualquer casal de desconhecidos. Eles deixaram as emoções tomar conta dessa vez e se deixaram invadir pelos sentimentos reprimidos. Desejo, amor, confiança, amizade. Eles se separaram com muita relutância. Mulder precisava perguntar sobre uma coisa. "Você se arrepende Scully?" "Eu te respondo amanhã, Mulder." Ela respondeu com um sorriso. E com isso ele a carregou para o quarto. Claro que ele quase tropeçou e teve que lutar para conseguir não cair. 7 de março 11:21 pm Mulder estava observando-a dormir. Ele a sentiu acordar e deu-lhe um breve beijo nos lábios. "Dormiu bem?" "Melhor impossível. Que que você acha de um banho?" "Ótimo, eu vou pegar minha mala no porta-malas do carro." Ele se levantou e saiu. Ela olhou à sua volta. Era a primeira vez que tinha alguém em sua cama desde que se mudou. Ela tentara sair com alguns caras desde que ela veio para essa cidade, mas eles nunca pareceram alguém ideal. A mente dela continuava a lembrar de Mulder, apesar dela nunca admitir que estivesse realmente apaixonada por ele. Toda vez que o pensamento passava pela sua cabeça ela apenas o bania pois ela achava que Mulder jamais levaria a sério ter algum relacionamento com ela. Ela sempre o amou, mas sempre se negou a entreter o pensamento de ser completamente feliz com ele, de todas as maneiras. Ela sempre imaginou se se ela saísse dos Arquivos X eles continuariam se amando. Ela agora tinha a resposta. Ela se lembrou de Melissa Riedel-Ephesian. Se eles escolhiam com quem passariam a vida, talvez a alma dela e de Mulder tivessem escolhido essa vida para realmente serem felizes. Seu ceticismo não a deixou refletir muito sobre o assunto, mas seu coração já a havia deixado refletir o suficiente. Mulder entrou no quarto com o jornal debaixo do braço e sua mala no outro. "Olha, Scully. Esse foi o caso que eu vim investigar. Está encerrado." Ele mostrou-lhe a primeira página do jornal local. Dizia: NASCEM FILHOTES DOS REBANHOS, CÍRCULOS DESAPARECEM, A MÁ ÉPOCA ACABOU!!!" "O que será que aconteceu, Mulder?" "Não sei, quem sabe destino?" "Como assim?" "Esses acontecimentos começaram há quatro anos que foi quando você chegou. Ontem eu tive um sonho que eu acredito que foi o que me salvou da batida com seu carro." Nisso Scully olhou para a testa de Mulder. Estava tudo bem, o ponto falso realmente tinha sido suficiente. "Bem, uhmm, você já sugeriu mesmo sem eu te contar isso, então eu acho que não fará mal nenhum te contar. Eu também sonhei e foi o sonho que me impediu de bater no seu carro também." "Bem, outro Arquivo X." Eles sorriram. "Como você disse uma vez, Mulder, um sonho é a resposta para uma pergunta que não sabemos ainda como perguntar. Nesse caso seria onde estávamos." Ela olhou para Mulder que estava com o olhar fixo na primeira página do jornal. "Olhe a data, Scully." "7 de março de 2005" "Que dia foi ontem?" "6 de março. Oh meu Deus! Foi o dia em que nos conhecemos." Ela estava confusa, mas virou para ele e sorriu. "É realmente um Arquivo X." Ela a beijou e rolou sobre ela na cama. Eles estavam se beijando e retomando as atividades da noite anterior quando Scully decidiu falar. "Mas que existe uma explicação, existe." "Scully, sem lhe desrespeitar, eu preciso fazer algo que eu quis em diversas vezes," eles sorriram "eu vou te beijar para você calar a boca." Eles riram alto, uma risada que Mulder só ouvira algumas vezes, mas que faziam qualquer problema desaparecer. 25 de dezembro de 2009 06:30 a.m. Mulder e Scully estavam dormindo abraçados em sua cama na casa que haviam comprado em um subúrbio de Washington. Tinha 4 quartos, um que eles haviam feito de escritório para a nova agência de investigação que haviam aberto. Skinner que tinha se aposentado há alguns anos estava dando assistência a eles, juntamente com os Pistoleiros Solitários. Eles investigavam crimes particulares declarados sem soluções pela polícia ou FBI e alguns crimes que eles descobriam ocasionalmente. Eles estavam começando a despertar quando três crianças entraram no quarto gritando. William, Sarah e Maggie pularam na cama de seus pais, o primeiro, mais novo, com a ajuda das irmãs. Mulder e Scully tinham utilizado a inseminação artificial através dos óvulos de Scully que Mulder havia guardado em criogenia em um banco. Ela teve um aborto na primeira tentativa no segundo mês e eles ficaram arrasados, mas alguns meses depois eles tentaram novamente e conseguiram as gêmeas Maggie Katherine e Sarah Teena Scully-Mulder. Elas estavam com três anos agora. Mulder achou que fosse o maior milagre do mundo. E era para ele e Scully. O caçula veio um pouco depois quando eles tentaram uma nova técnica que era implantar os óvulos ao invés de tentar uma fertilização externa. Um ano e meio depois nasceu o pequeno William Andrew Scully-Mulder. As crianças agora imploravam por seus presentes, na verdade Maggie e Sarah imploravam já que William não conseguia dizer mais que dez palavras. "Vão esperando na sala. Eu vou acordar a mamãe e a gente desce, ok?" As crianças concordaram e saíram do quarto com o mesmo entusiasmo que entraram. "Scully, acorde. As crianças estão lá embaixo nos esperando. Ainda temos que ir para sua mãe." Eles iam para a casa da mãe de Scully para almoçar com o resto da família. Mulder estava querendo ver sua sogra, mas estava esgotado ao saber que iam se encontrar com Bill. Ele não era direto com seus insultos, mas ainda jogava indiretas. Claro que Mulder via a Sra. Scully dando uns puxões de orelha em seu filho mais velho que era uns 35 cm mais alto que ela. Mulder pensou que todas as mulheres Scully eram iguais. "Estou acordando." Ele lhe plantou um beijo no rosto e foi para o banheiro. "As crianças já vieram aqui. Estão super ansiosas." "Então vamos logo." Scully estava sentada no colo de Mulder vendo as crianças aproveitando os presentes. Ela olhou para Sarah e Maggie com seus cabelos loiros e olhos como os de Mulder e o pequeno William, com cabelos escuros e olhos azuis. Eles eram milagres. Dessa vez, milagres que deviam acontecer. Scully não havia se esquecido de Emily, mas ela estava feliz de ter um filho dela e de Mulder e não criado em um laboratório sem o seu consentimento. Ela estava olhando para o presente que Mulder havia lhe dado. Uma pulseira com três pingentes, duas cruzes e entre eles um pequeno OVNI. Scully riu, mas ela sabia que aquilo representava a fé dos dois. Eles haviam passado por tanto e sobreviveram, assim como o seu amor. Não um amor como outros vistos. Esse possuía todos os tipos de amor nele. Amor romântico, sexual, amizade, etc. "Eu te amo, Mulder." Ela disse olhando para a pulseira. "Eu sei. Eu te amo também." "Ás vezes eu acho que não falo o bastante." "Não. Mas você demonstra. Você sabe que nossa relação sempre foi regida pelo que fazemos e pelos olhares que trocamos, não pelo que dizemos." Com isso ele a beijou. As crianças começaram a correr pela casa com seus novos brinquedos. "Mulder. Eu estava pensando sobre quando nos separamos e o modo como nos reencontramos." Ele a olhou. Mesmo depois de todos esses anos ela continuava cética, mas de vez em quando ela até deixava escapar uma teoria, sempre seguida de * há uma explicação razoável para isso * . "Chegou a alguma conclusão?" "Não, exatamente. Mas acho que tenho a causa. Se Deus, o destino ou o quer que tenha sido nos juntou." "E por quê?" "Por que somos almas gêmeas. Caminhando juntas até encontrarem a felicidade eterna. E você sabe o que mais?" "O que?" Ele ainda estava petrificado pelas conclusões dela. Ele acreditava, mas saindo da boca dela parecia tão diferente. "Eu acho que achamos." "Eu também." FIM