TÍTULO: O que vai ser? AUTORA: Mariana Bonfim RESUMO: Nesse ano que começa, Mulder e Scully procuram desvendar o assassinato de um casal...Para isso eles contam com a ajuda de uma garota muito misteriosa. Mas o que eles menos suspeitam é que essa garota acabará se metendo na vida "particular" deles. CLASSIFICAÇÃO: Uma fanfic com a pretensão de ser shipper. TEMPO: Essa Fanfic acontece algum tempo depois do episódio Millenium da sétima temporada. DESCRIÇÃO DA PERSONAGEM SUSAM: Aparenta Ter 15. Não é muito alta, magra, tem a pele branca, cabelos castanhos, compridos e lisos. Sue rosto aparenta um "que" de inocência. Mas a sua personalidade é exatamente o oposto disso, como vai ser revelado no decorrer da história. NOTA: Essa é a minha primeira fanfic. Tenho só 15 anos e não sei se ela é tão boa assim. Há tempos venho acumulando idéias para uma fanfic, e só agora estou colocando-a no papel. Por isso é muito importante a sua opinião. Mande um e- mail pra mim com a sua opinião (ma_bonfim@bol. com. br). Ah! detalhe...a personagem da Susam eu criei como se fosse eu que a estivesse interpretando, parece maluco, não? Mas acho que todos nós excers gostaríamos de ser algum personagem do universo de Arquivo X por um momento que seja...Essa fanfic é dedicada para esses excers sonhadores. Bairro do Brooklyn – New York 1:45 AM 25 de janeiro de 2000 A rua está parcialmente silenciosa. Neva um pouco e as poucas pessoas que passam na rua são mau encaradas e parecem estar com muita pressa, com seus passos rápidos e nervosos. Uma delas se destaca. Um homem de meia idade que entra num daqueles prédios bem velhos de periferia, comuns em NY. Seu semblante é de preocupação. Alguns instantes depois da sua entrada no prédio ouvem-se gritos, do que parece ser uma briga de casal. Uma mulher parece gritar desesperadamente para que a sua vida seja poupada. Pode-se ouvir um grito de homem, que xinga sem parar, parece estar nervoso, descontrolado. Logo os gritos são silenciados por 3 tiros. Quartel General do FBI – Washington –DC 3: 40 PM Scully está ocupada na mesa de sua sala e de Mulder atendendo um telefonema. Ela está sentada na cadeira se mexendo sem parar à medida que vai conversando. Logo Mulder a interrompe tentando lhe mostrar o conteúdo de uma pasta preta a todo custo. Ela desvia o olhar e se vira para o lado oposto. Parece muito mais interessada em quem está do outro lado da linha. ----- Está bem. O.k.! Vou fazer o possível. Tá bom. Tchau... (Scully desliga o telefone) ----- Será que a minha parceira preferida tem alguns preciosos minutos de atenção para mim? – diz Mulder em tom irônico. ----- O que foi Mulder? ----- O Skinner designou um caso de assassinato para nós. Antes que vc fale alguma coisa, aparentemente não é um arquivo x ----- E... (Scully parece demonstrar um desinteresse total) ----- Bem um casal apareceu morto há 2 dias num prédio no subúrbio do Brooklyn, em NY. Ele é Paul Ridge , funcionário de uma importante companhia de seguros local. E ela Mary Hunt, trabalha como secretária numa multinacional. (enquanto Mulder narra o caso, mostra fotos da cena do crime, do casal e documentos à Scully). A princípio a polícia suspeitou de que Paul tinha a matado e depois se suicidou, já que a arma foi encontrada no local do crime com as impressões digitais dele. Mas depois do laudo da perícia foram encontrados indícios de que os corpos foram, digamos, "revirados" após a sua morte. ----- Então a cena foi armada. ----- Exato, arma não tem registro. E local onde eles estavam parece que foi alugado, mas ambos tem residência fixa em Manhattan … ----- Alguma testemunha? ----- Os vizinhos disseram que escutaram uma gritaria por volta das 2 da manhã, e após os 3 tiros houve um silencio mortal. Logo em seguida eles chamaram a polícia pois esses gritos pareciam ser de uma briga...Bem, ele levou um tiro na cabeça e ela outro no peito... ----- Tá, onde foi parar o terceiro tiro? (Mulder mostra uma foto de uma garota.) ----- Os policiais encontraram-na num beco próximo ao edifício onde o crime ocorreu. Ela estava ferida e inconsciente. Foi levada as pressas para o Hospital Geral da cidade. A bala encontrada em seu abdômen era do mesmo calibre das outras e também a polícia encontrou sangue dela no apartamento... (Scully o interrompe) ----- Então ela estava presente na cena do crime. Bem é impossível ela ser a culpada do assassinato, mesmo porque ela também levou um tiro...O que essa garota disse no interrogatório? -----. A polícia a tentou interrogar...Mas não obtiveram resultados... ----- Ela recusou a ser interrogar? (Mulder responde com um sorriso irônico) ----- Não é bem isso, parece que ninguém consegue interroga- la... ---- Como assim não conseguem interrogá-las? – indaga Scully ----- Eu não sei bem, não me passaram esse "detalhe"... ----- Vamos ter que ir até NY só para interrogar uma garota de uns 15 anos? Além do que não é um caso ligado a nossa área de Arquivos X (diz Scully indignada) Eu também tinha outros planos e... ----- Por que Scully, você queria um caso " melhorzinho". O Skinner me chamou pessoalmente na sala dele para entregar esse caso e exigir uma solução do mesmo. Ele disse que apesar de não ser algo da nossa área, nós temos capacidade suficiente de resolve-lo. Além do que a maioria do pessoal "lá em cima" está de férias. (Mulder fala isso com um ar sério, se referindo aos outros funcionários do FBI dos andares de cima, já que a sua sala está no porão). Digamos que a maioria deles tem uma família, que aprecia o mês de janeiro para descansar depois das festas. Alguma outra reclamação, "queridinha"? Você queria era mais emoção na sua vida? ----- Tá bom, tá bom. Não está mais aqui quem falou...Qual é o nome dessa garota? ----- Susam. ----- Susam?! (pausa) Susam de que? ----- Susam, simplesmente Susam, pelo menos foi isso que ela disse a polícia. Não foi encontrado nenhum documento com ela. Não há registros de pais, parentes, moradia, escola de nenhuma Susam que se encaixe na descrição dela.... ----- Então ela, sei lá...é uma moradora de rua? Existem tantos em NY... ----- Ela estava muito bem vestida para uma moradora de rua... ----- Tudo bem, vamos interrogá-la. Quem sabe com sorte a gente consegue alguma informação importante. Ela ainda está no hospital? ----- Os médicos acharam melhor ela ficar em observação por alguns dias, mas parece que depois da alta, ela não tem pra onde ir...Bem (Mulder mostra as passagens) o vôo parte às 5, você quer passar em casa antes, Scully? ----- Vou passar sim. Encontro você no aeroporto. Aeroporto de Washington 4:40 PM Scully chega apressada no aeroporto. Logo encontra Mulder que parece estar meio impaciente. ----- Finalmente, senhorita Scully. O vôo já vai partir. ----- Tive que cancelar um compromisso. ----- Compromisso!? Hum, minha intuição diz que esse compromisso pode ser com uma nobre pessoa a qual minha parceira estava ao telefone tão entusiasmada hoje de manhã. Era quem? Um parente, uma velha amiga... ----- Um velho amigo. ----- Amigo!? Sei... (Eles vão caminhando até o portão de embarque, enquanto Mulder pensa) " Eu estou louco de vontade de perguntar que raio de amigo é esse que me aparece agora, mas eu não vou fazer isso. 'Velho Amigo'...desde quando ela tem algum velho amigo. Bom, deixa pra lá..." Já dentro do avião... ----- Bem Scully, eu liguei para a polícia de NY, e perguntei por que ninguém consegue interrogar a tal da Susam. ----- E o que eles disseram? ----- Eles não esclareceram muita coisa. Disseram que a garota, de uma certa forma, sabe muito bem se desviar do assunto. Não responde a nenhuma pergunta feita pelos policiais, e insiste em fazer acordos antes com qualquer pessoa que venha interrogá-la. ----- Que tipo de acordo? ----- O policial com quem eu falei me disse que ela se recusa a responder qualquer pergunta, a não ser que ela faça perguntas primeiro para aquela pessoa que ela está interrogando. ----- Isso parece meio confuso... ----- E é. O policial me disse que só interrogando ela dá para entender... Hospital Geral de New York 11:45 AM do dia seguinte Susam está deitada numa cama em um quarto. Na porta 2 policiais vigiam. Uma enfermeira está sentada numa cadeira ao lado de Susam. Elas parecem estar conversando seriamente. ----- Pois então, você deve dizer isso a ele –diz Susam à enfermeira- Se não a situação de vocês se acomoda, e depois de algum tempo não tem mais jeito. Então você tem que chegar hoje em casa e... ----- Com licença?! (é Mulder que diz isso, já entrando no quarto, ao lado de Scully) ----- Somos do FBI. Eu sou a agente Dana Scully, e ele é Fox Mulder(diz ela à enfermeira) precisamos falar com ela um minutinho. A senhora nos dá licença? ----- Claro! Até mais tarde, Susam. ----- Até. (a enfermeira sai) Quer dizer que trouxeram 2 agentes do FBI para falar comigo...Isso é muito bom... Susam olha fixamente para os 2 agentes. Observa o rosto de um, de outro. Observa-os de cima a baixo . Ela parece estar fazendo uma avaliação dos dois simplesmente com o olhar. Logo o silêncio que se estabeleceu é interrompido por Mulder. ----- Susam, nós gostaríamos muito de levar um "papinho" com você. Gostaria muito que você cooperasse conosco. Seria possível? ----- Claro. (responde ela com um sorriso) Eu também gostaria muito de levar um "papinho" com vocês. ----- Muito bem. Susam o que você...(Ela encara rapidamente Scully e interrompe Mulder) ----- Agente Mulder, será que nós podemos conversar a sós? ----- Er. . só um minuto... Mulder se dirige Scully e a puxa para o canto do quarto. Os dois passam a cochichar ----- Você acha mesmo que eu devo sair do quarto, Mulder? ----- Eu acho melhor, não é bom contrariar essa tal de Susam. Quem sabe eu consiga interrogá-la melhor... ----- Tudo bem... ----- Não se preocupe, Dana (grita Susam da cama), eu também gostaria de conversar com você às sós, mais tarde... Mulder lança um olhar de "por favor" para Scully e ela sai do quarto. ----- É, Fox somos só você e eu agora... ----- Mulder. . por favor. ----- Tudo bem, Mulder. Sente-se aqui. Ele então senta na cama do lado dela. Susam olha-o fixamente. Mulder tenta começar o interrogatório. ----- Vamos ser diretos. Eu preciso que você me ajude. Me diga o que você sabe do assassinato desse casal (ele mostra fotos de ambos á ela) ---- Esse assunto outra vez...Que coisa mais chata e repetitiva. Existem coisas melhores pra se conversar...(Susam se aproxima dele) ----- Não vamos desviar desviar do assunto. Me diga o que você sabe, o mínimo que seja. ----- Não sou eu que estou desviando do assunto. Que eu saiba o assunto aqui é você... ---- Eu!? Como assim? ---- Foi por isso que você veio até aqui, para falarmos de você.... Mulder não consegue disfarçar a impaciência... ----- Olha o meu chefe me mandou até aqui e... ----- Esquece essa baboseira de chefe.... você tinha que vir até aqui e pronto. Mulder olha pra baixo. Pensa um pouco… ----- Está falando de destino? ----- Chame do nome que quiser. . destino, sina, karma, "maktub" (do árabe. Significa 'está escrito'). O importante é que você está aqui.... ----- Qual é a sua, se recusa a falar sobre o caso porque? Quem não deve não teme. ----- Você é que não devia temer mais esse tipo de assunto, Mulder. ----- Que assunto? Do que você está falando. ----- Disso... Susam se aproxima mais do Mulder e acaba dando um beijo nele. *Na Boca*. De fazer inveja a qualquer shipper que deseja um beijo tão apaixonado como esse, só que entre ele e a Scully, lógico. Ele parece corresponder muito bem ao beijo. Silenciosamente, Scully entra no quarto, com a intenção de ver a quantas anda o interrogatório de Susam. Ao ver a cena, ela sai de fininho com uma cara...Mulder não percebe sua entrada pois está de costas da porta. Mas Susam sim... ----- Mulder...A quanto tempo você não dava um beijo 'apaixonado', 'sincero'...? ----- Desse jeito fazia muuuuito tempo, mas sincero, não faz muito tempo. Acho que foi agora no ano - novo Mulder parece estar mais confiante e à vontade com Susam... ----- É a Dana, não é? ----- Como?! Agora é Mulder que quer desviar o assunto. Ele até levanta da cama e caminha pela sala. ----- No ano novo...Foi com ela que você disse que deu um beijo 'sincero' no ano novo ----- Eu disse?! ----- Disse sim. Você gosta dela, não gosta? ----- Gosto. São tantos anos de convivência... ----- Não, não estou falando de gostar dela como colega, parceira, amiga...Estou falando de uma outra maneira de se gostar de uma pessoa. . ----- Você não está querendo insinuar que... ----- Por que não, Mulder? Você não acha que está na hora de, digamos, assumir isso. Até que você agüentou bem esse tempo todo...7 anos, não? ----- Como você sabe de tanta coisa? ----- Tsc, tsc...Esqueceu que o assunto aqui é você e eventualmente ela? Mulder fica sem resposta. ----- É sim, Mulder...você não sabe dizer há quanto tempo está sentindo isso por ela, mas o fato é que está. Vai me dizer que você nunca se pegou olhando pra Scully de um jeito diferente? Reparando nos seus olhos, cabelos, pele e outras coisas mais. E depois quando se deu conta que achava a sua parceira a mulher mais bonita que já viu, não se sentiu meio culpado? Alguma vez já pensou em dizer isso a ela, mas desistiu no meio do caminho? Afinal alguma vez você disse que a amava? ----- Pra falar a verdade sim, mas acho que ela pensou que eu estava dopado.... Mulder novamente senta ao lado de Susam na cama. ----- Como assim.. o que ela disse? ----- Ela só respondeu " Ai meu deus!" e saiu fora. Sabe, eu tinha acabado de ser salvo no mar, perto do Triângulo das Bermudas. Vai ver que ela pensou que eu tinha batido a cabeça então… ----- Será que ela não estava pensando "Putz, só agora ele disse isso pra mim"? ----- Eu acho que não.... A enfermeira entra acompanhada de um médico. ----- Desculpe interromper, mas agora o Dr. quer que ela faça alguns exames e depois repouse, está bem? Amanhã o Sr. pode continuar... ---- Tudo bem... ---- Ah! E não se esqueça agente Mulder. Eu ainda preciso falar com a agente Scully... ----- O que você quer falar com ela? ----- Hum, adivinhe... ---- Tá legal...até amanhã Mulder se despede dela, da enfermeira e do médico e sai...Encontra Scully no corredor, encostada na parede de braços cruzados esperando ele. ----- Bela forma de interrogar alguém...–disse ela. ----- Como?! –Mulder parece não entender o que a sua parceira quer dizer. Já ela lança um olhar de reprovação à Mulder. ----- *Beijando* Susam conseguiu arrancar alguma coisa dela? –Mulder aparentemente fica sem resposta. ----- Então você viu...–responde ele com uma voz de culpado. ----- Isso fazia parte do 'acordo' para ela te dizer alguma coisa do caso? Bem que eu achei estranha essa história de ela querer conversar a sós com você... ----- Scully, você está com ciúmes? ----- Não, eu só acho isso errado. Mulder, essa menina é menor de idade, ela deve ter pelo menos uns 15 anos. Não sei nem o que os policiais iam fazer se vissem aquela cena(Enquanto ela diz isso, Mulder pensa " Está escrito nos olhos dela, que ela está com ciúmes"). Pelo menos ela disse alguma coisa do caso? ----- Nada. A propósito, ela quer falar com você amanhã... ----- Comigo!? Sobre o que? ----- Não sei... ----- Ótimo, quem sabe eu consigo descobrir alguma coisa...Bem vamos almoçar? Bairro do Brooklyn 1:50 PM Após o almoço, Mulder e Scully decidem ir até o prédio onde o crime ocorreu. No terceiro andar encontram o apartamento todo isolado, mas passam pelas fitas e entram, para ver se descobrem alguma coisa que a polícia deixou para traz. O apartamento é de um cômodo, com um minúsculo banheiro. De movéis só há a cama e um armário próximo à porta. Mulder revira tudo, todos os cantos. Enquanto Scully observa a cena e tenta imaginar o que acontecera ali há 3 dias atrás. ----- Mulder, alguém já interrogou os vizinhos? ----- Não, eles ficaram mais preocupados em interrogar Susam ----- E quem chamou a polícia? ----- Parece que foi um homem, que preferiu não se identificar… Mulder continua revirando tudo. Até que vê o armário que está perto da porta. Abre as portas, mas está tudo vazio. ----- Mulder, agora você não achava uma boa idéia se nós tentássemos interrogar os vizinhos então…? ----- Por mim tudo bem, parece que não há mais nada de interessante aqui… Eles saem e em seguida partem na porta do apartamento vizinho. Batem seguidas vezes, mas não há sinal de vida. ----- Não deve ter ninguém –conclui Mulder. Só há mais um apartamento no andar. Ao baterem eles são atendidos por um senhor de idade. Magro de cabelos bem branquinhos e pele enrugada. Parece ter uns 70 anos, mas está bem lúcido. ----- Pois não? –pergunta o velhinho ---- Somos agentes do FBI, podemos fazer umas perguntas? – Scully fala isso mostrando seu distintivo. O velho pensa um pouco, mas parece querer cooperar. ----- Claro, podem entrar. Sente-se. Bem, meu nove é John. Provavelmente vocês estão aqui por causa da morte do casal. Certo? ---- Isso. –diz Mulder- O senhor os conhecia? ----- Só de vista. Sabe, eles não moravam aqui. Só apareciam uma vez por semana, sempre às quartas e à noite. ----- Ambos tinham residência fixa. O que o Sr. acha que eles vinham fazer aqui?-indaga Scully ----- Olhe minha filha, não seja ingênua. Provavelmente coisas de mais intimidade…(responde John de maneira insinuante, apesar da idade) ----- Tudo bem, mas pra que fazer isso justo aqui? ----- Ué, eles poderiam ser amantes. Nunca chegavam juntos. Ela sempre chegava primeiro, muito bem vestida e perfumada. Sempre às 10, ele aparecia. ----- Há quanto tempo isso? ----- Muito… no mínimo uns 3 messes. ----- No dia do crime o que o sr. se lembra que aconteceu? ----- Já era tarde. Eu fui acordado pelos gritos deles. Uma discussão das boas. Mas parecia haver outras vozes no quarto além da do casal. ----- Como o sr. sabe? ----- Eu já conhecia as vozes do casal. Sabe, (ele solta um risinho) quando eles vinham aqui não costumam falar muito baixo. ----- Que outras vozes seriam essas? ----- Não sei …. ----- Faça um esforço…. –diz bondosamente Scully ----- Tá bom… Na memória do velhinho vem as lembranças daquela noite, ainda frescas em sua velha memória. Lembra de ouvir a mulher gritando algo como "Não, pelo amor de Deus"e de uma voz estranha de outro homem a xingando. ----- Parecia ser uma voz de um outro homem, vai ver que era o marido da moça. ----- Mas ambos não eram casados. O velhinho faz um gesto de dúvida. ----- Só mais uma coisa… O sr. já viu essa garota antes? – Mulder mostra uma foto de Susam ----- Deixe-me ver –John põe os óculos e examina a foto- Não, nunca vi. ----- O Sr. nos ajudou muito, obrigado. Mulder levanta-se do sofá onde estava sentado e despede-se do velhinho. Scully faz o mesmo. Ao sairem do apartamento, ela comenta: ----- Me diga como esse sr. nos ajudou? ----- Ué, ele pode não estar errado a respeito de Mary e Paul serem amantes. Talvez ela tenha um namorado. Ele não disse que ouviu uma terceira voz estranha de um homem… ----- Mas, Mulder esse senhor já está bem velho… ---- Não o subestime. Ele me pareceu bem lúcido, Scully. Vamos até o endereço de Mary, talvez nós encontremos alguma coisa… Manhattam 5:10 PM Mulder e Scully chegam no apart-hotel onde Mary Hunt morava. Ele resolve fazer algumas perguntas ao porteiro. ----- Por favor o Sr. sabe me dizer se essa moça mora nesse prédio? –Mulder mostra a foto dela. ----- Sim, claro. É a sra. Mary, mas ela não está. Parece que foi viajar… Mulder e Scully lançam olhares de dúvida um para o outro. ---- Viajar?! Quem lhe disse isso? –pergunta Mulder para tentar esclarecer alguma coisa. ----- O Sr. Brian. ----- Quem é esse? ----- O Sr. Brian Weiss… O cara que vive com ela. Ele também parece que viajou. Pra falar a verdade os dois não paravam em casa. Viviam trabalhando, saindo, viajando… ----- Há quanto tempo eles sumiram? ----- Há uns 2, 3 dia. ----- Poderíamos ver o apartamento deles? ----- Mas eu já disse que eles não estão… ----- Escute aqui –diz Scully, já sem muita paciência. - Somos do FBI, a sra. Mary apareceu morta há 3 dias no Brooklym com um outro cara. Agora você me fala desse tal de Brian, que sumiu. É LÓGICO QUE ELE É UM SUSPEITO!!! ---- Calma, Scully! ---- Isso mesmo, se acalme sra. Puxa, FBI … pareciam um casal tão normal, mas eu nunca pude imaginar que chegaríamos a esse ponto. É… as aparências realmente enganam… –diz o porteiro. Ele pega a chave e a entrega à Mulder. - apt. 53, quinto andar. O elevador é por ali… O apartamento de Mary está arrumado. Logo na sala Scully encontra uma foto dela com um homem. ----- Será esse o nosso Brian, Mulder? ----- Possivelmete… Vamos levar essa foto como prova. Mas antes a gente pergunta ao porteiro se é ele. No quarto, há uma cama de casal. Mulder abre o guarda-roupa e percebe que uma parte dele está vazio. "Deve ter levado tudo que era dele", pensa Mulder. Enquanto isso Scully revira uma escrivaninha. Na lata do lixo, acaba encontrando uma conta de telefone amassada no nome de Brian Weiss. ----- Mulder, venha cá –chama ela ----- Que foi? ----- Isso serve pra alguma coisa? –pergunta ela, mostrando a conta. ----- Claro! Está meio amassado, mas tudo bem… Onde vc a encontrou? ----- No lixo…-Ele solta um sorriso ----- E eu que pensava que só eu gostava de revirar lixo…. ----- Deixe de bobagem. -fala ela dando um tapinha nas costas dele-vamos embora acho que já encontramos o que precisávamos… ----- Mas ainda falta a parte da Susam? (o humor de Scully muda totalmente. Num momento ela parecia alegre ao encontrar uma prova …Mas com esse asunto chamado SUSAN, ela muda para um ar mais sério) ----- Amanhã a gente vê isso. Você não disse que ela queria falar comigo? Então amanhã *eu* resolvo essa história, já que hoje *você* não conseguiu muita coisa. ----- Você ainda não esqueceu aquela história do beijo? ----- E como eu poderia esquecer? ----- Se serve pra te acalmar, aquilo não significou nada pra mim… ----- Não parece… Mulder pensa um pouco mas não consegue encontrar argumentos para Scully a respeito do que tinha acontecido no hospital. Ele não gostava de ver Scully com ciúmes, vai ver que no fundo ele realmente gostasse dela de um jeito diferente. A única coisa que ele não consegue entender é como Susam sabia tanto. Teria ela algum poder, pois afinal tudo que ela falou seria absolutamente verdade. Por um momento Mulder relembra do que havia acontecido no último revellión, quando ele teve, digamos, o maior momento de intimidade com Scully. Algumas vezes ele sentiu vontade de perguntar a ela do que tinha achado do beijo, o que ela tinha sentido, o que tinha achado. Pelo menos da parte dele aquilo não era um beijo de amizade … Mas como era o primeiro ele não queria se exceder. Se sentia culpado de simplesmente ter comentado com ela após o beijo "É, o mundo não acabou". Talvez ele não encontrou palavras para nenhum comentário. Mesmo assim naquele momento no apartamento de Mary Hunt, seu desejo maior era justamente comentar isso com ela. Mas provavelmente Scully ia achar que ele estava louco por tratar de um assunto desses numa hora dessas. ----- Ei!… Mulder, Não fique aí parado pensando e olhando pra minha cara… vamos embora ----- Certo!! Desculpe eu só estava pensando… ----- Pensando!? Sei…-ela volta a sorrir e os dois saem vão embora. Na saída o porteiro confirma que o cara da foro era o sr. Brian Weiss Hotel Lasseter 7:05 PM Mulder e Scully tiveram azar. Pegaram justamente o horário de pico da saída dos nova yorquinos do trabalho, onde o trânsito se torna infernal. Finalmente Scully pode chegar no seu quarto e descansar. . É… desta vez a verba foi maior e ela teve direito a um quarto só dela. Pudera, o dia foi bem cheio… A primeira coisa que ela fez foi se jogar na cama… o cansaço era maior que a vontade de um bom banho. Mas decidiu se levantar e encarar uma ducha quentinha. Apesar da calefação no quarto, New York é muito fria essa época do ano, e um banho quente ajuda. Nele ela pode relaxar, pois hoje ficou meia tensa com as ações de Mulder, principalmente com relação à Susam. Por um momento ela parecia sentir mais raiva dela do que de Diana Fowley. "Vamos deixar a alma dela em paz", pensou Scully. Mesmo assim aquela cena, segundo ela 'patética'do beijo entra Susam e Mulder não lhe sai da memória. Por mais que ela tentasse pensar em outra coisa (como o caso por exemplo) aquela imagem fica pairando em sua mente. Após o banho, ao deitar em sua cama, rapidamente se cobriu com um cobertor e um edredom macio. Encostou a cabeça no travesseiro e mesmo fechando os olhos vinham os mesmos pensamentos. "o que será que essa Susam, simplesmente Susam quer comigo?". Na hora ela não demonstrou, mas ficou com um certo receio do que a garota quer conversar com ela. Talvez no fundo tivesse medo. Medo do assunto, mesmo sem saber qual é. Quem sabe ela estivesse curiosa. Provavelmente não seria sobre o caso, já que Susam não falou nada até agora, não ia ser agora que ia abrir o jogo. O jeito era tentar dormir, para assim chegar logo o dia seguinte e Scully tirar todas essas dúvidas a limpo…. Um pouco antes do sono a vencer ela ainda pensou "Como uma mera garotinha de uns 15 anos conseguiu, e eu, que estou com ele há 7 anos, não….??? Pelo menos naquela intensidade…" Na manhã do dia seguinte lá estava ela prontinha batendo a porta do quarto de Mulder, que ficava em frente ao dela. Ele demorou um pouco para atender. Ao abrir a porta estava enxugando os cabelos ----- Desculpe, estava me arrumando. Scully pensou "Arrumar o que? Por mim está perfeito…" ----- Durmiu bem, Scully? ----- A sim – voltando ela à realidade, depois de um breve pensamento sobre Mulder- Como um anjo. Nesse friozinho bucólico é a melhor coisa a se fazer. E também eu estava muito cansada depois de um dia cheio como aquele… ----- "Dia cheio"?! Hum…Ainda incomodada com o assunto 'Susam'? –perguntou Mulder enquanto sentava na cama para colocar os sapatos. Ele não queria deixar Scully brava logo de manhã, mas com ela mais calma daria talvez para saber o que ela achou… ----- Bem quanto a essa garota eu estou, digamos, curiosa para saber o que ela quer falar comigo. A propósito, Mulder, o que vocês conversaram ontem? Mulder emudeceu. . ainda sentado na cama olhou para o chão. Não tinha coragem de levantar a cabeça e encarar Scully… ----- Vamos Mulder me diga…. Você não confia em mim? ----- Confio, mas… é um assunto meio particular… ----- Particular?! Mulder, você sabe que não somos de ter segredos. –ela senta ao lado dele na cama-. Vamos, pode contar pra mim. Eu prometo que não vou ficar brava. Ele se levanta e caminha até a porta. Parece pensativo… A verdade é que ele tem vergonha, medo ou sei lá o que de falar sobre isso com ela … ----- Scully, acredite. Quando conversar com ela, talvez você entenda. Isso se ela falar do mesmo assunto –"o que eu não duvido" pensa Mulder ----- Tá legal. Só espero que o que ela tenha pra falar pra mim não seja nenhuma bobagem… ---- Vamos então?! Hospital Geral de New York 9:45 AM Susam está deitadinha em sua cama, folheando uma revista Rolling Stone enquanto fuma um cigarro. Ao entrar, Scully até se assusta. ----- Bom dia… onde a senhorita conseguiu isso? –se referindo ao cigarro ----- Olá, Dana… pensei que não iria me visitar hoje. Quanto a "isso", a enfermeira me trouxe em troca de um favorzinho… ----- Que tipo de favor? – Scully parece tentar ganhar a confiança de Susam ---- Ajudei ela resolver um probleminha particular com o marido dela. Sabe como é … casamento desgastado –confidencia ela, enquanto dá uma última tragada, apagando o cigarro logo em seguida, já que o mesmo se encontrava no fim. ----- Amor desgastado, você quer dizer… ----- Não Dana, o amor nunca se desgasta… Somos nós que nos acomodamos. Com o tempo, com a falta de cultivo, ele vai desaparecendo. Mas na maioria das vezes não é um caso perdido, como o seu…. ---- Como?! Caso perdido… EU?! ---- Vai me dizer que a sua "vidinha particular" não se resume a meros momentos com a sua família… O resto de seu tempo é preenchido pelo Fox, se bem que não ter vida particular com ele é um puro desperdício. - Susam ri e pisca para Scully enquanto acende outro cigarro. ----- Você é louca- Scully entendeu bem o que ela quis dizer… logicamente não gostava de se quer pensar sobre o assunto, ainda mais comentar algo com uma estranha, que surgiu praticamente do nada. ---- Foi pra isso que você veio até aqui, esqueceu? O Mulder não te avisou, não? ---- Ele só me disse que você queria falar comigo. Não comentou nada sobre o assunto que seria tratado. Eu até perguntei o que vocês conversaram ontem, mas ele também não me disse nada… ----- Não acredito… Ele é um covarde mesmo… Abrir o jogo que é bom, nada… ---- Afinal, o que você quer de mim? ----- Bem… puxe uma cadeira e sente-se – Scully o faz- Como eu ia dizendo, você não é um caso perdido. Só precisa se soltar, se abrir, não adianta ficar reprimindo seus sentimentos Scully a interronpe. ----- Seus pais são psicólogos? Você age e fala como tal… ---- Pisicóloga, terapeuta, o que for… Eu sou é *realista*! Quanto aos meus pais… ---- Espera um pouco. A polícia investigou e não encontrou registros dos pais de nenhuma "Susam, simplesmente Susam", como você mesma disse. ----- Pudera. . eu nunca os conheci… Mas eu não gosto de falar sobre isso. E quem tem que se abrir aqui é você, não eu. ----- Por que não se abrir? Quem sabe a gente não consegue resolver nossos problemas juntas. . ----- Então você admite que tem um problema? ----- Não é isso… ----- Ah, deixa pra lá… Você parece ser uma pessoa legal, então eu vou entregar os pontos pra você, se me prometer que também vai se abrir. Provavelmente você não vai acreditar em mim, mas tudo bem – Susam estende a mão à Scully, para assim celar opacto- O. K.?! -----O. K. –e as duas apertam as mãos. Scully sorri e pensa "ela não é tão insuportável quanto eu imaginava" Susam apaga o cigarro e começa a narrar sua história. ----- Desde que me reconheço por gente que vivo assim. . sozinha… Sabe, eu sempre procurei me virar, dando um conselho aqui, ali… ----- Que tipo de conselho? ----- Sobre o amor…sabe é como se fosse um dom… mas acho que você não acredita que as pessoas possam ter esse tipo de dom… ----- Por que não… Só acho você jovem de mais pra dar conselho sobre isso para as pessoas … ----- Experiência não tem idade. Talvez se eu aparentasse ter 80 anos você confiaria mais em mim… ----- há quanto tempo você faz isso? ----- Muito… o tempo fugiu ao meu controle… ----- Como descobriu esse dom? ----- Ele veio naturalmente… ---- e você ganha dinheiro com isso? ----- Na minha maioria das vezes elas me oferecem, mas eu não aceito. A recompensa é ver o problema das pessoas resolvidos. O que eu geralmente aceito é roupa, comida, um lugar pra dormir…(ela sorri)… um cigarro. ----- Então você é uma conselheira sentimental? (Scully fala isso rindo, e tenta não acreditar em uma só palavra dessa narração sem nexo de Susam). Sendo assim era disso que você estava conversando com o Mulder ontem… ele ficava meio sem jeito quando eu perguntava a ele a respeito. . ele realmente é muito solítário… ----- Você também, Dana. (pausa) Já parou pra pensar que você é a única coisa que ele tem? E que a "vida particular" dele é você? E que também ele já pensou em jogar tudo pro alto, mas pensando em você ele não o fez…? E que na maioria das vezes quando você tem uma "vida particular" com outras pessoas e coisas não relacionadas a ele, no fundo ele se sente enciumado…? Scully não tem palavras para o que Susam acabou de dizer. Mesmo assim ela não se deixa impressionar… ---- De onde você tirou isso? ----- Como de onde eu tirei isso!? Está tudo escrito na testa dele, apesar de não admitir … Quer ver mais? Agora vamos falar de *você*. "Pronto!. . lé vem …. "pensou Scully ----- Você também não quer admitir coisas como quando ele parece que ele está carente ou algo de gênero e você tem vontade de abraçá-lo bem forte e "outras coizitas mas". . quantas vezes você não o fez, mas de maneira fraternal… E depois até se arrependeu de num momento "mais assim", do qual não pode aproveitar. Parece que até o reino animal impediu um momento "particular" entre vocês… E sinceramente, Me diga se o beijo do último ano-novo não poderia ter sido melhor… de ambas as partes … ---- Realmente… ---- Vamos. . admita… você gosta dele não gosta? E não me venha com o velho papo de "amiguinhos, coleguinhas, parceiros há 7 anos…", que o caso aqui é outro…. Sabe qual é o problema entre você e Mulder? Vocês 2 tentam ter uma relação mais profissional possível, um não tenta se meter no "particular" do outro, e quando ambos ficam enciumados com as atitudes do outro, escondem o jogo… Mas será que o beijo do revellión já não é um grande passo? Vamos!! Fale alguma coisa… Não fique me olhando com essa cara de "nossa como ela sabe tanto". . se bem que estou muito acostumada com esse tipo de reação… Vamos, reaja mulher! Acorda pra vida! Susam chega a balançar um pouco Scully, pra ver se ela volta a realidade, mas realmente parece que ela entrou em choque. Tanto que se levanta e caminha até a porta atônita, louca para se mandar dali. Na metade do caminho Susam levanta para ir atrás dela, mas nos primeiros passos ela cai com tudo no chão, já que sofreu uma cirurgia para a retirada da bala do abdómem, não deveria se levantar. Mas a vontade de não deixar Scully sair até ter certeza que o assunto enntre ela e Mulder seriam resolvidos, foi maior. Scully a levanta do chão e a carrega até a cama e chama a enfermeira. ---- Meu Deus, Susam! Pra que você fez isso? –diz assustada a emfermeira- Eu vou chamar o Dr. ----- Calma… não foi nada… ---- Desculpe, Susam… a culpa foi minha – Scully realmente se sente meia culpada. ----- Tudo bem. . já conheci pessoas piores e mais teimosas que você. . AI- Susam sente muita dor, mas procura disfarçar- pode ir… está liberada, mas pensa no que eu te falei… ---- Tchau, então… Scully sai do quarto atordoada e confusa. "Meu Deus aquela garota não errou uma", adimitiu ela para si mesma… Realmente tudo que Susam lhe disse foi sincero e verdadeiro. Pela primeira vez a ferida estava tão aberta, que seria impossível disfarçar o seu estado à Mulder. Quando o viu sentado num banco no fundo do corredor esperando por ela, quis sumir. Mas resolveu encarar a situação de frente. Mulder ao ver ela, se levanta e diz com um sorriso: ----- Então… Como foi? ----- Mulder aqui não é um lugar apropriado para falarmos sobre isso, mas agora que eu já falei com ela, me diga, o que Susam conversou com você ontem? ----- Já que você insiste… O assunto foi basicamente …– ele hesita um pouco, abaixa a cabeça, olha pro chão- … O assunto basicamente foi você. ----- Entendo… Mulder eu queria muito perguntar uma coisa pra você…. Posso? Ela parece estar confiante para falar sobre "aquele assunto"… ----- Claro! Ele também parece pronto para "qualquer parada" ---- Mulder. . no último revellion … ----- hum…? ----- –ela solta de uma vez- Você também achou aquele beijo, digamos, sem graça? ---- Nossa! Que pergunta…Bem, eu já estava preparado "pisicologicamente" –os dois riem- Sincerante sim… mas como era o nosso primeiro eu não quis me exautar… sabe até fiquei contente que daquela vez nenhum inseto nos atrapalhou… Ele pisca pra ela e continuam a rir, até que param e ficam a olhar um para o outro por um certo tempo. Parece que com o olhar, eles se entendem… ---- Você acha que devemos –pergunta Mulder com um sorriso- Afinal isso é um hospital, nada muito romântico… ---- Não é o lugar e sim a ação em si … Essas palavras foram suficientes. Ele chegou mais perto dela, colocou a mão em sua cintura e passou a mão carinhosamente em seu rosto. Ambos não paravam de sorrir. Ele chegou mais perto e a beijou… No começo parecia aquele mesmo beijo sem graça de antes, mas depois ambos puderam "se exceder" como queriam há tempos…Algumas pessoas que passavam estranhavam um beijo daquele num ambiente como o hospital… mas parecia que a maioria compreendia… No fim do corredor está Susam numa cadeira de rodas com a enfermeira admirando a cena ----- Eu não falei pra você…? – diz Susam à enfermeira- 7 anos é muita coisa, né não? ---- E eu que estava casada e "acomodada" há uns 15 anos… ---- Nunca é tarde para se amar … nunca… Com essas palavras as duas voltam ao quarto. Mulder e Scully param o beijo e voltam a se olhar sorrindo. Um olhar diferente, muito diferente… Ele estende o braço sobre o ombro dela, e assim meio abraçadinhos e com o semblante demonstrando uma alegria total, eles vão embora… Sede do FBI- Washington-DC 4:30 PM 2 dias depois Mulder está sentado na cadeira examinando a pasta com o caso do assassinato de Mary e Paul. Scully está sentada na mesa. ----- Sorte nossa Susam ter resolvido contar a verdade… eu pensei que ela nunca fosse abrir o jogo… ----- O porteiro do prédio confirmou que Susam há messes vinha visitando Mary, para dar os tais conselhos, como ela mesmo disse. ----- Mas parece que apesar dos conselhos, ela preferiu se encontrar com Paul escondida de Brian. . parecia que ela tinha medo de terminar uma coisa e partir com tudo pra outra. ----- Até tentou evitar uma tragédia se atirando na frente do casal na hora do crime, quando Brian sacou a arma. . ----- E ele? ----- A polícia o encontrou no aeroporto. . Por pouco ele não tinha pegado o vôo para a Europa… E quanto a Susam, você sabe dela? ----- Liguei para o hospital. Ela recebeu alto hoje de manhã…depois desapareceu… literalmente. ---- Até que foi um caso razoável para começar um ano, não? ----- Não sei porque, mas algo me diz que esse ano promete… Mulder solta um sorriso e uma piscada a Scully. Ela faz o mesmo. Realmente o ano prometia… e estamos todos nós aqui na torcida para os nossos 2 agentes preferidos se acertarem de vez. Aos poucos, sem pressa, como deve ser… ××××××××××××××××××××× FIM ×××××××××××××××××××××××××××××××××××