Título: Pesadelo de Natal Por: Scully Brown 29/12/99 E-mail: siniquanon@hotmail.com Disclaimer: Estes personagens pertencem ao criador da série Cris Carter. Minha intenção é apenas fazer nossos agentes preferidos viverem uma aventura diferente do que realmente ocorreu na série até hoje. Para melhor entendimento da fan fiction é bom que os leitores tenham assistido ao episódio Emilly II. Classificação: Shipper Resumo da história: Outra criança nas mesmas condições de saúde de Emilly. Scully vai suportar passar por tudo de novo? Mulder mentiu ou omitiu uma informação de Scully? Quando ela souber ela vai perdoá-lo? 23 de dezembro de 1999 Sede do FBI - Washington D.C 09:00 AM Mulder estava sentado lendo alguns papéis contidos em pasta que havia retirado do seu arquivo. Lia atentamente e comia sementes de girassol. Pensava em quantos casos já havia conseguido resolver e quantos ainda estavam a espera dele e de sua parceira para serem resolvidos. "Mais um ano esta acabando, amanhã é véspera de Natal e vamos entrar para o ano 2000 e eu ainda não encontrei minha irmã e nem consegui resolver metade das conspirações que tive conhecimento, ao longo destes anos. Mas Mulder, não pense nisso agora, faça esses relatórios malditos que você deveria ter feito antes e vá fazer alguma coisa de útil neste Natal". Mulder pensava e esboçava ar de sorriso no lábios, continuando assim, até ouvir alguém bater a sua porta. Sorriu porque era difícil as pessoas irem até sua sala embreada no porão do Bureau, a não ser ele e Scully é claro. - Bom dia agente Mulder tenho um envelope para sua parceira agente Scully, poderia entregar para ela por favor? Perguntou um rapaz que não deveria ter mais de 20 anos e era um dos mensageiros do FBI. - Claro. Para que serve os amigos afinal? - Obrigado senhor e Feliz Natal. Disse o rapaz entregando um envelope e se retirando rapidamente da sala de Mulder - Feliz Natal para você também apressadinho. Mulder pegou o envelope e observou que a correspondência era da cidade de San Diego e o remetente era o detetive Greg Kresge do departamento de policia local. O agente olhou e ficou curioso, não via a hora da parceira chegar para saber o que esse detetive queria com Scully. Deitou o envelope sobre a mesa e voltou a ler os papéis anteriores para fazer os tais relatórios, tentou não se preocupar porque sabia que a parceira já estava a caminho. Passado alguns minutos adentra a sala, a apressada Dana Scully impecável como sempre, com cabelos e roupa muito bem alinhadas, com uma expressão entediada por estar ali quase as vésperas do Natal. - Bom dia Mulder! Me desculpe pelo atraso. E ai como estão os relatórios? Vamos dividir logo as pastas para fazermos estes relatórios. - Olá Scully. Bom dia. - Não acredito que fiquei dando ouvido a suas idéias e acabamos perdendo o prazo para entrega dos relatório de 1999. Se tivéssemos nos concentrado antes nestes relatórios não precisávamos estar aqui agora. Skinner teria nos liberado, como fez com os outros. - Nossa Scully você está reclamona hoje. Ânimo mulher é quase Natal, o Papai Noel, está correndo para encontrar seus livros e Cds preferidos para te dar de presente. - Mulder para de encher, vamos fazer logo esses relatórios. - Scully minha querida amiga estou tentando colocar você no espírito do Natal. Ah! E antes que eu me esqueça, chegou este envelope para você. A agente pegou o envelope e observou que era do departamento de policia de San Diego e logo viu o nome do detive Greg Kresge - Vocês ficaram amigos Scully? Perguntou Mulder tentando se fazer de desinteressado. - Claro que não Mulder. Não vejo o detetive Kresge desde a morte Emilly há dois anos. - Desculpe Scully não quis ser enxerido. Sei que você não gosta de falar desse assunto. - Tudo bem Mulder. Disse ela abrindo o envelope. Dana leu por alguns minutos o conteúdo do envelope, enquanto Mulder esta morrendo de curiosidade para saber o que tinha na carta e nos outros papéis que estavam dentro do envelope. Scully terminou a leitura e sentou-se em uma cadeira. Vários cenas vieram à sua mente. Lembrou-se do que ocorreu em sua via à dois anos atrás. O telefonema com a voz de sua irmã Melissa pedindo ajuda. A descoberta de Emilly e luta para não deixar ela morrer e toda dor que nunca imaginou ter que passar em sua vida. A perda de um filho, mesmo que esse fosse fruto de uma experiência genética. - O que houve Scully? Me diz o que o detetive Kresge está querendo? Mulder perguntou preocupado com a expressão no rosto da amiga. Conhecia àquela mulher, ela era tão forte e decidida que poucas vezes deixou- se abater ao longo destes anos de convivência diária. Admirava e amava muito a mulher que estava à sua frente naquele momento. Sempre com os olhos azuis brilhantes seja através de sua expressão de alegria, tristeza ou indiferença, o olhar que Mulder aprendeu a amar e desejar. E naquele momento pode sentir que algo estava afligindo sua amada. - Mulder você sabe que o agente Kresge acompanhou toda minha história com a Emilly. E agora ele me relata que há uma criança nas mesmas condições de saúde que Emilly. Ele pede minha ajuda, alega que até hoje não ter entendido os fatos acontecidos naquela época. Ele pediu para eu ir até San Diego para fornecer alguns detalhes sobre o que ocorreu com Emilly e sobre o tratamento que o Dr. Calderon ministrava em Emilly. A equipe médica local possui esperança que minhas informações possam trazer alguma ajuda ao tratamento da garotinha Hanna Peterson. Fox se aproxima da parceira e pega em suas mãos. - Scully você vai fazer isso? Será que vale a pena remexer nesta ferida? Claro que você deve tentar ajudar o detetive Kresge, mas não vá até lá Scully. Ligue para ele ou envie um fax não quero vê-la passar por tudo de novo. - Mulder há uma criança que precisa de minha ajuda. E quem sabe eu possa fazer algo que salve a vida desta garotinha. Eu não vou mentir dizendo que este assunto não me perturba e me traz lembranças tristes. Não posso subestimar meu coração e ignorar o que sinto em relação ao que aconteceu a Emilly. Foi um grande erro o nascimento de Emilly, mas eu a amei muito, e se tivesse algo que pudesse ser feito prolongar a vida dela eu teria feito. Esta última afirmação de Scully deixou Mulder apreensivo e fez com que lembranças viessem à sua mente e ele lembrasse da descoberta do vidro com o líquido verde que pegou no laboratório do Dr. Calderon. E da conversa com Scully. Lembrou-se de ter perguntado à parceira na época, se ela pudesse salvar a vida de Emilly ela o faria. Scully respondeu que não o faria se pudesse. E então Mulder se afastou com o líquido que tinha e deixou Emilly morrer nos braços de Scully. - Mas Scully você que disse pudesse você não salvaria Emilly porque ela não era para ter acontecido. - Disse isso mesmo, mas no fundo Mulder se houvesse algo que pudesse salvá-la eu teria tentado sem hesitar. Mulder ficou pensativo por alguns instantes. Teve medo de contar para Scully que tinha um líquido que ele encontrara que talvez pudesse ter salvado Emilly ou dado mais alguns dias de vida a menina. Depois da morte de Emilly ele não falou da sua descoberta para Scully, não quis chatear a parceira, pensou estar fazendo a coisa certa. Mas diante do momento viu que pode ter cometido um erro. Tentando continuar a conversa e esquecer por alguns momentos esse assunto Mulder fala: - Scully mas de onde surgiu a criança? - O detetive não fornece grandes detalhes, mas isso não importa. Eu só sei que mesmo sendo um assunto que me dói muito, mesmo assim pretendo ajudar como puder. Agradeço sua preocupação. Sei que você deseja o melhor para mim. Você mesmo disse uma vez que sua fé estava na verdade, e a minha fé neste momento além de estar na verdade está na intuição de seguir meu coração e na lógica dos acontecimentos. - Scully você sabe que pode contar com meu apoio e minha ajuda seja qual for sua decisão. - Eu sei Mulder. Falou ela levantando-se e sendo recebida pelos braços do homem que ela amava e sempre sabia dizer e fazer as coisas certas na hora certa. - Nós faremos isso juntos Scully vamos tentar ajudar a Hanna da melhor maneira possível. - Obrigada Mulder por me apoiar. Mas não quero atrapalhar seu Natal. - Imagina Scully. Acho que não ouvi isso que você disse agora. Você sabe que não ligo para esse papo de Natal. Eu que te atrapalhei ano passado quando fomos aquela casa, atrasei você para sua ceia, para pedir sua ajuda na busca dos fantasmas camaradas. Você lembra? - Claro que lembro. Mas agora infelizmente tudo é bem real. - Não se preocupe Scully vamos encontrar a verdade e ajudar a Hanna. Disse Mulder dando um beijo carinhoso no rosto da amiga e se retirando da sala. Scully ficou sentada pensando em sua vida e vendo que Mulder de alguma maneira sempre estava envolvido com os acontecimentos que cercavam sua vida e isso a deixava muito contente, por saber que tinha ao seu lado um homem tão dedicado e atencioso. Lamentava apenas não ter dito a ele o quanto o amava e que desejava estar ao seu lado até os últimos dias de sua vida. 23 de dezembro de 1999 San Diego 05:00 PM Os agentes chegaram à cidade e foram direto falar com o detetive Greg Kresge que os aguardava. - Agente Scully muito obrigado por atender meu pedido mesmo sendo quase natal. É um prazer falar com vê-la novamente. Disse o detetive apertando a mão da agente e a encarando firmemente, fazendo com que Scully ficasse sem graça. - Não há porque agradecer detetive Kresge. Vejo que está totalmente recuperado daquela intoxicação ao qual foi exposto no laboratório do Dr. Calderon. Lembra-se do meu parceiro o agente Mulder. Acho que vocês não chegaram a ser devidamente apresentados na época. - Como vai detetive Kresge. Mulder apertou a mão do policial com firmeza, tentando demonstrar que naquele momento Scully estava muito bem auxiliada e não precisava de um detetive com olhares 43 para protegê-la. - Olá prazer em conhecê-lo agente Mulder. É agente Scully demorou alguns meses mais, consegui me recuperar. Mas vamos ao que interessa. - Também acho. Disse Mulder impaciente. - Como eu expliquei no relatório que enviei a agente Scully. Hanna Peterson tem cinco anos e apresenta sintomas de uma doença que os médicos não conseguem realizar um tratamento eficaz. Sua mãe é Jennifer Peterson é solteira, 32 anos, segundo algumas pessoas que conversamos não apresenta boas condições mentais. Parece que ela alega que foi abduzida e que sua filha é produto de uma destas abduções. A menina está internada há dois dias e seu quadro está se agravando a cada hora. O Dr. Sanders que cuidou de Emilly que alertou para semelhança da doença. O que você acha agente Scully? - Primeira coisa a fazer é ir até a Hanna. Pediu Scully. - Claro vamos no caminho podemos trocar mais algumas idéias. Durante o trajeto para o hospital onde encontrariam a garota, o detetive foi relatando as investigações que tinham feito e o estado que Hanna apresentava na última vez que foi ao hospital. Scully praticamente não ouviu nada do que ele falava, estava pensando em Emilly e seus olhos encheram de lágrimas. Ela os limpou discretamente não queria que Mulder visse sua fragilidade e o quanto tudo aquilo a estava afetando. Mas ela não sabia que Mulder também não ouvia o que Kresge falava estava preocupado com Scully, pode perceber que ela havia chorado e ele estava se sentindo cada vez mais culpado por não ter insistido para que ela pegasse o medicamento, que ele tinha achado no laboratório do Dr. Calderon e por não ter contado para ela da existência desse medicamente que ele descobriu. Se sentia como se tivesse traindo a confiança da pessoa que ele mais amava no mundo, estava com medo da reação de Scully quando ela soubesse. Logo que chegaram ao hospital Scully foi ver a garotinha. Entrou na sala e pode ver uma menina de cabelos negros e olhos verdes, que mesmo repleta de aparelhos e fios pelo corpo estava com um sorriso nos lábios conversando com a mãe. Scully sentiu seu coração disparar ao se aproximar de Hanna. - Com licença meu nome é Dana Scully sou agente do FBI e também sou médica. Como está Hanna? A senhora é mãe de Hanna? Hanna apenas sorriu para a agente. - Porque o FBI está interessado no estado de saúde de minha filha? Perguntou Jennifer Peterson. - Senhora Peterson estamos aqui para ajudar Hanna. Queremos o bem dela tanto quanto a senhora. Podemos sair um instante para conversarmos? - Por que eu deveria acreditar em você? O governo e nem ninguém acredita em mim. Eu só quero que todos nos deixem em paz. - Por favor senhora Peterson precisamos saber o que está acontecendo. - Tudo bem. Eu não sei porque mas acredito em você. Querida mamãe está aqui fora, eu volto daqui a pouco. Hanna apenas balançou a cabeça afirmativamente, enquanto as duas se retiravam do quarto. - Obrigada por confiar em mim senhora Peterson. Por favor me conte como tudo isso começou? - Não me chame de senhora por favor. Eu sei que você não vai acreditar, mas eu vou dizer mesmo assim. Há seis anos fui levada por seres que não são deste planeta, eles me levaram para um local com uma luz muito forte, eu estava muito tonta e só me lembro desta luz e de ter ouvido vozes, que não tinham significado algum para mim. Não sei que língua falavam, mas com certeza não era a nossa e nenhuma que eu tenha conhecimento. Quando voltei deste "sequestro" estava grávida de Hanna e com esse sinal atrás do pescoço. A mulher abaixou a blusa e mostrou a marca que era tão familiar a Scully. - Quando Hanna começou a ficar doente? - Ela foi uma menina normal até os quatro anos. Depois começou a ter desmaios e queda de temperatura e as vezes alta de temperatura, tudo isso em números absurdos para qualquer ser humano. Certa vez ela teve quase 120º de febre. Eu contei aos médicos toda minha história mas ninguém nunca acreditava, então parei de contar minha experiência extraterrestre e passei a tentar cuidar da minha filha. - E você nunca teve problemas de saúde depois desta "experiência"? - Não graças a Deus comigo está tudo bem, minha preocupação agora é minha filha. Por favor se puder fazer algo por ela serei eternamente grata. Ela é a única coisa que tenho em minha vida. Não posso perdê-la não sei o que farei sem ela. - Obrigada. Não se preocupe faremos tudo que pudermos para salvá-la. Nos falamos depois, vá ficar com sua linda filha. Scully falou com os médicos de Hanna e contou os procedimentos que fizeram para tratar Emilly. Depois encontrou-se com Mulder na recepção do hospital e relatou a conversa que tivera com Jennifer Peterson. - O que você acha Mulder? - Ela foi levada um pouco depois de você, então acho que a experiência que eles fizeram com ela foi diferente daquela que você foi submetida. Se levarmos em conta o estado dela, que nunca teve qualquer presença de câncer e a Hanna parece ter sintomas um pouco diferentes da Emilly. Você disse que sua filha desde muito pequena já possuía saúde frágil, enquanto Hanna foi normal até o quatro anos. Eles devem ter feitos algumas experiências diferentes com elas. - É também pensei nisso Mulder. E o laboratório do Dr. Calderon o que foi feito dele depois sua morte? Talvez possamos encontrar alguma coisa lá. - Vamos até lá descobrir Scully. Mas antes Scully eu preciso te dizer uma coisa. - Estou ouvindo Mulder. No momento em que Mulder ia abrir a boca aparece o detetive Kresge . - Agente Scully venha rápido por favor está acontecendo alguma coisa com Hanna veja por si mesma. Todos correram para área em que se encontrava a garota e iram vários médicos sob Hanna mexendo nos aparelhos e aplicando injeções para reanimá-la. Ela estava entrando em coma. Scully acompanhava os esforços dos médicos apreensiva com o olhar vidrado na cena que estava à sua frente, nem parecia que ela era uma médica. Em instantes Hanna havia entrado em estado de coma para desespero de sua mãe e de Scully também. - Vocês não podem deixá-la morrer. Ela é tudo que eu tenho. Gritava Jennifer Peterson nos corredores do hospital, enquanto era levada pelas enfermeiras para outra sala. Scully não pode agüentar a cena que via e saiu andando apressadamente precisava de ar e um local reservado para soltar seu choro que insistia em fazer um nó na sua garganta. - Scully onde você vai? Mulder perguntou preocupado - Mulder preciso ficar sozinha agora, por favor não me siga. Disse ela sem se virar enquanto se afastava , até sumir no final do corredor. Mulder ficou parado vendo a dor tomar conta de sua amada, sentido o quanto tudo aquilo era doloroso para ela. " O que será que a Scully vai fazer quando souber que eu tinha o remédio que talvez poderia salvar Emilly, sinceramente tenho medo de sua reação. Quando eu escondi dela que sabia que seus óvulos tinham sido retirados e seriam vertilizados algum dia, até que ela reagiu bem, mas agora não sei se ela vai ser tão compreensiva. O que eu faço agora?" - Agente Mulder soube que o senhor pretende ir ao laboratório do Dr. Calderon, posso auxiliá-lo? Eu não fui até lá antes porque não saberia o procurar e com ajuda de vocês seria bem melhor. Falou Kresge interrompendo os pensamentos de Mulder. - Claro. Minha parceira não precisa se envolver nesta parte. Vamos até lá ver o que encontramos. - Depois da morte do Dr. Calderon o laboratório foi interditado, mas e ninguém nunca mais entrou lá. Contou Kresge. Ao chegaram ao laboratório o agente e o detetive trataram de procurar documentos e medicamentos que pudessem ajudar no tratamento de Hanna. O laboratório estava desativado, com todos equipamentos e papéis cobertos de poeira. Mulder e Kresge reviraram tudo que encontravam pela frente. - Agente Mulder veja isto. Disse Kresge mostrando um tubo semelhante ao que Mulder tinha achado na última vez que estivera naquele local. - Onde você o encontrou? - Dentro daquela caixa naquele arquivo. Apontou o detetive. Mulder observou que os tubos eram todos iguais, com um líquido verde. - Vamos levar isso para ser examinado e ver o que conseguimos, qualquer coisa voltamos aqui novamente. - Você estava com alguns tubos destes nas mãos aquele dia que eu cheguei aqui e vi você não foi? O que você fez com eles? - Infelizmente eu não pude utiliza-los. - Por que não agente Mulder? - Não deu. Mulder respondeu sem maiores explicações e foi em direção a porta, seguido pelo detetive. - Você leva para o laboratório do hospital e envia umas amostras para FBI ? Eu tenho que ir ver como está minha parceira. - Tudo bem agente Mulder, pode ir qualquer novidade eu ligo para vocês. - Obrigado. 23/12 Hotel Nashville - San Diego 11:15 PM Scully havia chorado muito e agora depois de um banho estava mais calma, havia tentado ligar para Mulder e saber o que estava acontecendo mais ele estava com o celular desligado. Ligou para o hospital e soube que Hanna ainda estava em coma, sentia-se inútil por não saber e não estar fazendo nada para ajudar a menina. Quando ouviu alguém bater a porta de seu quarto. Correu para abrir a porta imaginava que deveria ser Mulder. - Como você está Scully? - Mulder me desculpe por ter saído e não ter ajudado? Eu não agüentei ver aquela garotinha naquela situação. - Scully está tudo bem. Eu entendo sua situação e queria poder ajudar você, sei que essa dor nunca vai desaparecer por completa, mas vai amenizar, e o tempo vai ser o melhor remédio para isso. - O que você estava fazendo? Tentei falar com você mas seu celular estava desligado. - Eu e o detetive Kresge fomos ao laboratório do Dr. Calderon procurar alguma coisa que pudesse ajudar no tratamento de Hanna. - Encontraram alguma coisa? - Achamos alguns tubos com um líquido verde que eu pedi para o Kresge enviar para análise nos laboratório do hospital e outra amostra para o FBI. - Isso é ótimo Mulder, tomara que tenhamos boas notícias. Eu estou com fé que essa garotinha vai ter mais chance de viver que Emilly. - Mas Scully ela é produto de uma experiência, você acha que ela vai viver muito tempo? - Não sei Mulder, mas cada dia a mais que ela tiver com sua mãe vai ser bom para ambas e se eu pudesse gostaria de ter a Emilly junto de mim mais alguns meses, semanas, dias, horas ou minutos, o que importaria era tê-la junto a mim. Mulder ouvia tudo e ficava cada vez mais desesperado, em imaginar o que Scully diria quando soubesse que ele talvez tenha tido em suas mãos o remédio que salvaria a vida da filha de sua amada. - Mulder o que você ia me dizer hoje lá no hospital? - Acho melhor falarmos sobre isso amanhã. Hoje o dia foi muito tumultuado, quero que você durma e amanhã falaremos com mais calma. - Mulder o que está acontecendo. Por favor me conte, o que você ia dizer? - Scully confie em mim amanhã eu te falo, durma bem. A agente ficou parada vendo o parceiro sair do quarto. Scully estava intrigada conhecia Mulder sabia que era alguma coisa muito importante que ele não queria lhe contar naquele momento, talvez para preservá-la, mas confiava em Mulder acima de tudo e resolveu esperar para o que iria acontecer. 24/12 Hospital San Diego 08:20 AM Os agentes chegaram apressados depois de receberem o telefonema do detetive Kresge pedindo que fossem para o hospital. - O que houve? Como está Hanna? Perguntou Scully sem esconder sua ansiedade. - Calma agente Scully. Os resultados dos tubos chegaram e os médicos estavam esperando sua chegada para que vocês possam discutir o conteúdo do medicamento. - Então estou indo falar com eles. Disse ela indo em direção ao laboratório do hospital. Após cerca de três horas Scully volta do laboratório para falar com Mulder e Kresge. - E a Scully o que tem naquele tubo? - Vai servir agente Scully para salvar a vida da Hanna? - Eu e a equipe médica pegamos os exames realizados no líquido e vimos que se trata de uma série de medicamentos misturados. Os exames não apontaram com exatidão a composição do líquido, claro que o tempo não foi hábil para tal diagnóstico, mas sabemos que essa mistura talvez possa retardar o processo acelerado que as células do corpo de Hanna estão passando aumentando sua temperatura e as vezes diminuindo também. Por isso, resolvemos arriscar e após um teste com uma amostra de sangue, aplicamos uma dose do medicamento em Hanna e temos que aguardar e ver o que acontece. Tivemos que arriscar, ela não poderia esperar mais algum tempo. - Vocês fizeram o certo agente Scully. Se apressou em apoiá- la o detetive Kresge. - É Scully vocês fizeram o certo. Tomara que tudo ocorra bem. - Eu também torço por isso Mulder. Disse Scully intrigada com o jeito do parceiro desde a noite anterior. Mas naquele momento não tinha cabeça para pensar ou tentar descobrir o que estava acontecendo com Mulder, falaria com ele mais tarde e se ele não falasse insistiria até descobrir o que estava acontecendo. Scully andava de um lado para outro, ia até a sala de emergência onde estava Hanna, voltava para recepção. Mulder comia sementes de girassol sem parar, o detetive Kresge não parava de telefonar sabe Deus para quem e Jennifer Peterson estava agarrada a um crucifixo e chorava e rezava. E depois de uma hora e meia de espera e ansiedade. - Ela acordou! Parece estar se recuperando bem. Falou Scully com muito entusiasmo indo em direção a Jennifer que parecia não acreditar no que ouvia. - Obrigada meu Deus! Obrigada agente Scully. Obrigada a todos vocês. Jennifer deu um longo e emocionado abraço em Scully. - Não precisa nos agradecer apenas fizemos nosso trabalho. Eu fiz por sua filha o que infelizmente não foi possível fazer pela minha filha. Disse Scully também muito emocionada. - Posso vê-la? - Claro Jennifer. Ela está meio zonza, mas você pode ficar junta dela. Todos estavam aliviados e com a sensação de dever comprido quando o detetive Kresge se dirigiu a Scully com uma pergunta que Mulder jamais gostaria de ter ouvido, não naquele momento. - Desculpe tocar no assunto da morte da sua filha, sei que é algo que deve deixá-la muito triste, mas por que você não utilizou esse remédio na sua filha? - Não estou entendo sua pergunta detetive. - O agente Mulder tinha encontrado esse tubo com o líquido verde desde aquele vez que estivemos no laboratório do Dr. Calderon. Por que você não utilizou na sua filha? - Scully eu posso explicar o que está acontecendo. Adiantou- se em explicar Mulder. Scully ficou sem palavras e entendeu porque Mulder estava estranho com ela desde a chegada de ambos a San Diego. - Desculpe não queria causar problemas. Ai meu Deus acho que falei demais. Me desculpem pela curiosidade. Disse Kresge afastando-se dos agentes e percebendo que não deveria ter aberto a boca. - Mulder como pode esconder de mim uma coisa dessas. Por que você nunca me disse que tinha encontrado esse remédio, que talvez pudesse ajudar Emilly? - Scully por favor acredite em mim. Você se lembra que naquela noite no hospital quando Emilly estava em coma, eu perguntei se você pudesse salvá-la se você faria? Você disse que não faria porque ela foi apenas uma experiência genética que não deveria ter acontecido. - Claro que me lembro. Mas Mulder você me perguntou como se fosse algo que poderia acontecer hipoteticamente. Jamais você deixou transparecer que poderia ajudar Emilly. Eu estava frágil e se tivesse uma oportunidade real de salvar minha filha claro que teria feito. Você escondeu mais uma vez informações que poderiam ter mudado minha vida. Primeiro não me contou que tinha entrado meus óvulos em arquivo e seriam fecundados em uma experiência genética. E agora me privou de talvez ter salvo a vida da minha filha. Mulder eu jamais pensei que você pudesse mentir ou esconder algo tão sério de mim. - Scully por favor compreenda. Tudo que fiz foi para protegê- la. Eu achei que estava privando você de sofrimento. Me desculpe se julguei sua resposta a minha pergunta naquela noite como sendo sincera, não sabia que você no fundo queria ter mais um tempo com sua filha. Não me faça sentir mais culpado do que eu estou neste momento. Você sabe que eu jamais a machucaria. Eu daria minha vida por você Scully eu nunca quis vê-la infeliz ou ferida. Confie em mim e me desculpe. - Mulder o que eu mais fiz todos estes anos foi confiar em você, nas suas teorias malucas, me arriscando sempre seguindo você, não me arrependo disso, porque eu também sou capaz de dar minha vida por você, mas não posso perdoar uma traição destas. Mulder você poderia ter me falado isso depois. Droga! Se passaram dois anos, certo que esse assunto sempre mexeu muito comigo, mas você sempre teve liberdade para falar de tudo na minha vida. Não entendo porque você não quis me dizer que você tinha o remédio aquele dia. - Me escute Scully sei que não tem desculpe para eu não ter contado isso para você durante todo esse tempo. A única coisa que posso dizer, é que estava protegendo você e eu não agüento ver você sofrer. Só não imaginava que eu um dia pudesse ter alguma participação no seu sofrimento. Eu aceito a sua raiva e posso esperar ela passar. Mas saiba que só terei paz o dia que você me disser que me perdoou. - Mulder não sei que dia eu vou dizer isso. Mas no momento eu estou muito confusa e machucada. Vou me despedir da Hanna e de sua mãe e vou embora não quero dizer mais coisas que eu possa me arrepender depois. Nos falamos depois. Mulder sentado com a cabeça enterrada entre as mãos lamentando tudo aquilo e pensando no que fazer e no que dizer para obter o perdão e confiança de sua acima de tudo amiga para todas as horas. Não podia suportar que Scully estivesse com raiva dele e o culpasse pela dor que ela estava sentindo. Depois de pensar e se lamentar alguns minutos o agente levantou-se e vou para o hotel pegou suas coisas e foi para o aeroporto pegar o avião e voltar para casa, achou melhor deixar Scully pensar, não queria pressioná-la. Mulder estava chateado porque daqui algumas horas seria natal, apesar de não se importar com essas comemorações, sabia que Scully gostava e estava tomando coragem para convidá-la a passar o natal com ele, mas diante das circunstâncias não saberia mas o que fazer. 24 de dezembro Apartamento de Mulder 10:13 PM Mulder estava deitado no sofá da sala olhando para o teto e fazendo um balanço de sua vida. Ele percebia que sua vida se resumia nos últimos anos a correr atrás de informações que pudesse levá-lo a sua irmã, conspirações governamentais, casos absurdos e tudo isso sempre com sua fiel e amada Dana Scully, que mesmo com raciocínio científico nunca o deixou sempre esteve a seu lado. Queria que Scully o perdoasse, tinha deixado as persianas abertas de seu apartamento para quando chegasse a meia noite, e o primeiros fogos começasse ele iria pedir para uma estrela devolver sua Scully de antigamente àquela cética mas amiga e confidente de sempre. 24 de dezembro Casa de Maggie Scully 10:13 PM Estavam todos reunidos esperando chegar meia noite para realizarem a ceia. Bill e a esposa Tara. Alguns amigos de Bill e Maggie e Scully. Todos no clima do natal menos Scully que não estava se sentindo bem. Não queria estar ali, seu pensamento estava longe todas aquelas pessoas já não faziam parte de seu mundo agora, não que ela não gostasse deles, mas estava se sentido muito infeliz consigo mesmo, que não servia de companhia para ninguém naquele momento. - Ei Dana o que há com você? Se anime irmazinha. - Não é nada Bill, não se preocupe comigo. - Você não me engana Dana. O que é aquele seu parceiro idiota fez alguma coisa? - Bill por favor não fale assim do Mulder. Ele não merece que você o trate assim. - Desculpe Dana, mas o que há com você? Meu Deus, estamos em uma confraternização esperando a chegada do natal e você ai sentada pensando sabe se lá no que. Se desligue do FBI por algumas horas e seja uma simples Scully. - Bill pare de encher sua irmã, vá atender a porta. Disse Maggie salvando Dana do interrogatório de Bill Scully. - Obrigada mamãe. - O que há filha? Eu te conheço você está com algum problema com o Fox? - Não é nada demais mamãe. - Como não?Se qualquer um vê que você está arrasada. Minha filha o que houve o Fox arrumou uma namorada e você está com medo de perdê-lo? - O que é isso mamãe? De onde você tirou essa idéia? Perguntou Scully demostrando surpresa, não imaginava que seus sentimentos por Mulder estavam tão aparentes assim. - Dana sou sua mãe. Eu sei que você o ama, e tenho certeza que ele a ama também. Vocês se completam não tenha medo desse sentimento, e não deixe de viver isso por nada desse mundo. Scully ficou observando a mãe falar e vendo que mãe estava coberta de razão. Quando de repente eu celular tocou. - Scully... - Alo agente Scully é o detetive Kresge, desculpe o horário mas precisava avisá-la, você e seu parceiro foram tão atenciosos conosco que eu tinha que lhe contar. - O que houve? - Hanna Peterson morreu há uma hora atrás, ela não resistiu, infelizmente o remédio não foi de grande valia, apenas prolongou algumas horas o inevitável. Desculpe mais uma vez e feliz natal - Obrigada por me avisar e feliz natal para você também. Scully desligou o telefone e ficou por alguns instantes pensando. - Mamãe tenho que ir. - Onde vai Dana são quase onze horas, daqui a pouco é natal. - Por isso mesmo mamãe meu lugar não é aqui . Eu amo todos vocês mas preciso fazer algo e tem que ser agora. Deseje feliz natal a todos por mim, vou sair pelos fundos. Scully beijou a mãe, pegou o casaco e foi embora. 24 de dezembro Apartamento de Mulder 11:35 PM Mulder continuava deitado olhando para noite iluminada do lado de fora de seu apartamento. Pensava em Scully e em tudo que queria dizer para ela, pegou o telefone, ameaçou discar o número dela, mas logo desistiu. Quando ouviu alguém bater a porta. Levantou-se e foi abrir a porta. - Scully que bom ver você, entre por favor. - Mulder é quase natal hein? - É eu sei disso. Não tinha que estar em uma reunião de família? - Tinha mas resolvi mudar meus planos. - Scully... - Mulder deixa eu falar por favor? - Claro sou todos ouvidos. Sente-se por favor. - Mulder gostaria de pedir desculpas pelas coisas que te disse hoje. Eu sei que você queria me proteger e que jamais teria feito algo para me prejudicar. Você me perguntou e eu disse o que estava sentindo naquele momento. O detetive Kresge me ligou, Hanna não suportou e morreu a poucas horas. Não é por isso, que estou aqui, não pense que reconsiderei so porque a garota morreu. Eu nunca deveria duvidar de suas intenções. Você já me deu tantas provas do sua amizade, como desprezar tudo que vivemos juntos. - Scully você não me deve desculpas, você teve apenas a reação de quem é pego de surpresa por uma informação que jamais imaginava ser possível. Como disse sempre estarei a seu lado apoiando suas decisões. Você não sabe como estou aliviado de termos resolvido esse problema, prometo que não te escondo mais nada. -Ah Mulder eu ainda quero ser protegida por você. Por favor não abandone esse cavalheirismo. Disse Scully sorrindo para Mulder. - Como é bom ver você sorrir novamente. Eu gosto de ver você alegre Scully, mostrando seu lindo sorriso. Mulder falava e se aproximava cada vez mais da parceira, até que com as duas mãos envolveu a cabeça de Scully e começou a passar as mãos sobre os cabelos dela, depois sobre o rosto. - Scully eu já te disse você é a pessoa que eu confio minha vida, mas nunca te disse que você também é mulher que eu entreguei meu coração e todo meu amor a muito tempo. Eu te amo Dana Scully. Mulder falou tudo de uma vez quase sem fazer pausa, estava nervoso com a reação de Scully. - Mulder vou te dizer uma coisa que eu disse a uma pessoa uma vez. Os melhores relacionamentos quase sempre nascem de uma amizade. Um dia você olha para pessoa e vê algo que não viu a noite passada, e percebe o quanto essa pessoa é importante na vida. E isso foi o que aconteceu comigo, há anos que eu um dia eu olhei para você descobri que você Fox Willian Mulder é a pessoa que conseguiu vencer o medo que eu tinha de envolver com as pessoas. Eu te amo e não vejo a hora de me envolver por completa com você. Mulder sorriu e tomou Scully nos braços e os dois trocaram um beijo longo e apaixonado cujo a trilha sonora foram os fogos e os gritos de feliz natal vindos dos apartamentos vizinhos e das ruas. E o casal de agentes não precisaram fazer pedidos ao papel Noel ou a estrelas cadentes, o melhor presentes deles estava em seus braços naquele momento brindando com beijos e juras de amor a noite natalina. Scully Brown siniquanon@hotmail.com Aguardo todos opiniões sobre esta fan fictions natalina. Um AbraXo galera.