Autora: Cintia Maria e-mail: dksscully@icqmail.com "The X-files" Criado por Chris Carter Starring: Agent Fox William Mulder Agent Dana Katherine Scully Guest Cast: Margaret Scully Bill Scully Tara Scully Matthew Scully Atenção: O Arquivo X e todos os seus personagens são pertencentes a Chris Carter e Twentieth Century Fox Film Corporation. Essa fan fiction foi feita sem a permissão deles apenas para a diversão dos fãs, sendo portanto absolutamente proibido utiliza-la para fins comerciais. Categoria: MSR (shipper). Resumo: Mulder e Scully trocam de corpos e vão ter que passam um natal diferente na casa de Margaret Scully. Agradecimentos: A meu namorado, Félix, que foi super compreensivo comigo, esperando pacientemente eu escrever e deletar por várias vezes essa história, apesar dele não gostar de Arquivo X (um defeito que pretendo consertar muito breve) e a Eduardo, que é um grande amigo eXcer que me incentivou a escrever essa primeira fan fiction. Como estou escrevendo? Essa é minha primeira fan fiction e adoraria que todos que a lerem me mande um feedback. Título: Natal às avessas 24 de dezembro Residência de Dana Scully 11:10 PM - Aí, Mulder! - Scully geme baixinho no ouvido de Mulder, enquanto sente o corpo dele pesando sobre o dela. - Eu te amo! - ele sussurra no ouvido dela, enquanto tenta tirar a camisola que ela está usando. Ele beija delicadamente a nuca dela e lhe sussurra palavras românticas ao ouvido. - Mulder...! - outro gemido. De repente o telefone toca. Scully faz menção de atendê-lo. - Deixa tocar, pôr favor, a secretária eletrônica atende - Mulder pediu. Scully atende o pedido de Mulder, e volta sua atenção aos carinhos e carícias dele. Depois do terceiro toque a secretária eletrônica atende. - Dana, sou eu, filha. Estou ligando só para... - Minha mãe! Espera Mulder, deixa eu atender que pode ser algo sério. Ela levanta da cama, e pega o telefone. - Mãe, sou eu. Pode falar. - Estava dormindo, filha? - Mais ou menos... - Desculpa se lhe acordei. - Não se preocupa, mãe. O que houve? - Estou ligando para convidar você e o Fox para passarem a ceia de Natal lá em casa. Estou na casa de Bill, mas amanhã bem cedinho nós vamos pra lá. - Não sei, mãe. - Dana, pôr favor! Depois que você e Fox estão juntos, você simplesmente esqueceu que tem uma família. Se eu não ligo pra você, a gente fica semanas sem se falar. Todos os anos nós passávamos o natal juntos, pôr que agora tem que ser diferente? - Mãe, é que... - Não Dana, se você não aparecer amanhã, vou ficar muito chateada com você. Há quanto tempo você não vê o Bill? E a Tara? E o seu sobrinho? Matthew está enorme, você não imagina o quanto ele cresceu. Ele vive pergunta pôr você. Você e o Fox vão, não vão? - Está bem, mãe. Te vejo amanhã! - Obrigada, filha. Eu te amo! - Também te amo, mãe! Scully colocou o telefone no gancho, e voltou pra cama. Estava tensa. " Como vou dar essa notícia a Mulder, ele certamente não ficara nada satisfeito" - pensou - "Ora Scully, está se preocupando com nada. Mulder vai entender, você sempre passava o natal com sua família. Ele vai entender sim. Pôr que não entenderia?" - Então? Algum problema? - perguntou Mulder. - Mulder, se importa de passamos a ceia de Natal na casa de minha mãe? - Não me diga que você acertou com sua mãe que a gente ia? - Eu não pude fazer nada, a mamãe... - Droga, Scully! Nós tínhamos combinado que íamos passar o Natal juntos, só eu e você. Eu até já reservei o restaurante. - Desculpa... Mas você não sabe o poder de persuasão de minha mãe. - Scully estava magoada, Mulder bem que podia ser mais compreensivo, pensou. - Você acertou com ela, não foi? Ela balançou a cabeça confirmando. Mulder não escondeu que estava irritado com a decisão que ela havia tomado, sem nem ao menos consultá-lo. - Sabe Mulder, eu queria que você estivesse no meu lugar pra saber se é fácil dizer não a dona Margaret! - ela falou com raiva pela incompreensão dele. - E eu queria que você estivesse no meu lugar pra saber se é fácil passar o dia todo encarando seu irmão! - ele falou também com raiva. Cada um virou para um lado da cama, e não trocaram mais nenhuma palavra. Estavam tão furiosos que nem notaram a estrela cadente que caiu, riscando o céu estrelado com sua cauda dourada. E nem imaginavam que seus desejos estavam prestes a se realizar. 25 de dezembro Residência de Dana Scully 10:13 AM Mulder se espreguiçou gostosamente na cama, e ainda de olhos fechados, procurou pôr Scully. Ainda estava um pouco chateado com a decisão dela de irem passar o natal na casa de Margaret, porém o mais importante é que iria passar o Natal ao lado da mulher que amava. Tentando fazer as pazes, ele passou delicadamente o pé pelas pernas delas. "Nossa, como as pernas de Scully estão cabeludas. Não posso me esquecer de mandar ela depilá-las." - pensou. Então resolveu acordá-la cobrindo-a de beijos. E ainda de olhos fechados, encostou os lábios em sua bochecha, e sentiu os pêlos incomodando. "Scully está mesmo desleixada. Tenho que mandar ela fazer também essa barba." - pensou - "Mas espere um minuto. Desde quando Scully tem barba?" Resolveu então abrir os olhos e levou o maior susto quando se deparou consigo mesmo. "Deus, eu morri! Meu corpo morto está deitado na cama, e aqui estou eu em alma. Existe realmente vida após a morte. Mas aonde está Scully?" Olhou no quarto e não viu sinal dela. "Na certa está preparando o café e eu aqui morto deitado nessa cama. O pior é que esse negócio de morrer dar mesmo uma fome terrível. " Levantou da cama, e começou a andar em direção a cozinha. Mas ao passar pelo espelho que havia na sala levou um susto ainda maior, quando olhou para si, e viu a imagem de Scully refletida nele. Levantou a mão esquerda e deu tchauzinhos, do outro lado, a imagem vítrea fazia a mesma coisa. Tentou o mesmo com a mão direita, e novamente, a imagem refletida fazia a mesma coisa que ele. Encarou o espelho e piscou pôr várias vezes, a imagem repetia cada gesto seu. Deu vários beliscões em si mesmo para certifica-se de que não estava dormindo. Então desesperado, voltou novamente ao quarto. Seu corpo continuava dormindo calmamente. - Scully, acorde! - falou ainda assustado. Seu corpo espreguiçou-se, mas voltou novamente a dormir. - Scully, acorda! Isso não é hora pra dormir. - falou dessa vez mais alto. Scully ainda estava com sono, mas estranhou a voz de mulher que lhe chamava e resolveu abrir os olhos. Ficou paralisada quando se viu. Depois esfregou os olhos pôr várias vezes para certifica-se de que eles não a estavam enganando. - Estou tendo um pesadelo terrível. Eu sabia que aquela torta de chocolate antes de dormir ia me fazer mal. Mas não se preocupe, Scully, feche os olhos e volte a dormir e tudo vai voltar ao normal. - falou baixinho pra si mesma. Mulder apanhou um espelho na cabeceira e trouxe até a cama. - Scully, olhe isso! Ela abriu os olhos e levou um susto maior ainda quando viu a imagem de Mulder no espelho. - Esse pesadelo é pior do que eu pensava. Mas está tudo bem, Scully. Feche os olhos e não esqueça, não há lugar como nosso lar, não há lugar como nosso lar... Fechou os olhos e tentou voltar a dormir. Mulder impaciente lhe deu um beliscão. - Aí, isso doeu! - Acredita agora que não está sonhando? - O que você está falando? Isso só pode ser um pesadelo! - Fale de novo. Veja se essa é a sua voz. - O que? Scully percebeu que aquela era uma voz de homem, era a voz de Mulder. - O que está acontecendo? - Não sei como isso aconteceu, Scully. O que sei é que nos trocamos de corpo, e eu sou você, e você é eu. Scully olhou para a pessoa que lhe falava. Não havia dúvida nenhuma de que aquele corpo era o dela, aqueles olhos azuis, aquele cabelo avermelhado, aquele corpo era o dela. Olhou para as mãos, os braços e as pernas que agora eram delas, passou as mãos pelo rosto. Aquele corpo em que estava era realmente o corpo de Mulder. - O que vamos fazer, Mulder? - Não sei... Não tenho idéia do que causou isso. - Minha mãe? - O que? Scully apanhou o telefone e discou. O telefone tocou uma, duas, três vezes e na quarta chamada a secretária atendeu. - "Alô! Você ligou para casa de Margaret Scully, no momento não posso atendê- lo deixe sua mensagem após o sinal." Scully desligou o telefone arrasada. - O que houve? - perguntou Mulder. - Minha mãe está nos esperando para ceia, e não podemos ir assim. E se não fomos ela vai ficar furiosa comigo. - Pôr que não liga para ela e inventa uma desculpa. - Esqueceu que você está com meu corpo e com minha voz. Você é que tem que ligar! - Pode deixar que eu ligou e convenço a ela. Mulder apanhou o telefone, Scully discou o número de Bill, e ficou sentada na cama com a cabeça baixa, estava muito preocupada. - Scully, não se preocupe. Vai dar tudo certo. Eu vou conversar com sua mãe e solucionar esse problema. - O que me preocupa é isso! Do outro lado atenderam o telefone. - Alô! - Alô! Casa dos Scully. Gostaria de falar com quem? - Margaret está? - Só um minuto vou chama-la. Quem está falando? - Mul... Dana! - Oi, Dana! Sou eu, Tara. Não reconheci sua voz. Sua mãe já está vindo. - Alô! Dana? - Oi, Mar... Oi, mãe! - Dana, espero que você não esteja ligando para me dizer que não vai. Todo ano você arruma uma desculpa. O que vai ser dessa vez? Fantasmas numa casa mal assombrada? Ou será algum assassinato de última hora? Será possível que todo mundo tem um dia de folga, menos você e o Fox? Nós conversamos sobre isso ontem, se você não aparecer eu vou ficar muito chateada com você, minha filha. O Matthew não para de perguntar a que horas nós vamos pra poder encontrar você. A Tara vai preparar uma ceia especial esperando você e o Fox. Seu irmão está morrendo de saudades de você. O que vou dizer a todos eles? - M-mãe... Eu só liguei pra avisar que já estamos indo. Scully que estava sentada na cama deu um pinote, e olhou espantada para Mulder. - Que ótimo! Estou te esperando, filha! Te amo! Mulder colocou o telefone no gancho. - Você está louco? - gritou Scully nervosa - Como é que nós vamos? - Ouça Scully, não precisa ficar nervosa assim. Qual o problema? Está com medo de encarar seu irmão na minha pele? - Claro que não! Só que não podemos ir para lá desse jeito, Mulder! - E pôr que não? Eu tenho certeza que vou me sair uma ótima Scully. - ele falou rindo para ela. - Mulder, isso não tem graça. - Você não tem escolha, se não aparecemos lá sua mãe vai lhe matar. - Você não disse que convencia ela fácil, fácil. E então, espertalhão, liga de novo e diga que nós não vamos! - Não posso fazer isso, sua mãe está furiosa com você! - Ela está furiosa comigo pôr sua causa! - Minha causa?! - É! Pôr sua causa mesmo! Ela está chateada porque não estou dando atenção a ela! - O problema é que sua mãe é muito incompreensível! Você já viveu 36 anos em função dela! Qual o problema de ficar um pouco comigo? - Mulder! Cala a boca! - Desculpa, Scully. É que não consigo viver um minuto sem você. - ele falou baixinho. - Me perdoa, Mulder. Eu não devia gritar com você. Ela o abraçou. E os dois trocaram um beijo carinhoso. - Scully! - O que foi, Mulder? - Como é que você consegue me beijar? Essa barba pôr fazer não lhe incomoda? Ela ri. - Quando te beijo, a emoção é tão grande que nem percebo. Dessa vez é ele que ri. - Mas já que você falou nisso. Se você fizesse essa barba com mais freqüência eu não iria reclamar! - Engraçadinha! E então, vamos nos arrumar para irmos a casa de sua mãe? - E nós temos escolha? Pôr que será que alguma coisa me diz que vou me arrepender disso? - Ora Scully! O que pode dar errado? - Eu nem quero pensar... 25 de dezembro Alguma estrada do Condado de Virgínia 1:13 PM Os dois agentes estão dentro de um carro indo em direção a casa de Margaret Scully. Scully (no corpo de Mulder) está dirigindo, enquanto Mulder (no corpo de Scully) no banco do carona faz massagens nos pés. - Como você agüenta fica com esse salto o dia inteiro? Meus pés estão me matando! - Isso é pra você saber o que uma mulher sofre para está sempre bonita aos olhos de vocês homens. - Mas bem que eu poderia ter vindo com um tênis básico que não me incomodaria tanto. - Você viria de tênis, mas eu, Scully, nunca. Você precisa para de pensar e agir como Fox Mulder, agora você é Dana Scully. Entendeu, Mulder? - Mulder não... Scully. Meu nome é Dana Katherine Scully! - ele sorriu para ela enquanto lhe piscava. Scully (no corpo de Mulder) ri. - Mulder, sabe o que estou pensando? O que vai ser de minha reputação depois de hoje? - Mulder não, Scully! - ele fala enquanto passa as mãos pelos cabelos, jogando-os levemente para trás. Ele puxa o retrovisor em sua direção, e fica se olhando no espelho atenciosamente - Minha maquiagem está borrada? Dessa vez Scully (no corpo de Mulder) não se contem e começa a gargalhar. - Está perfeita, Mulder! - fala ainda rindo. - Mulder não, Scully! - O.K.! Está perfeita, Scully - ela pronuncia a última palavra fazendo biquinho. - Você acha mesmo, eu estou começando a vê uns pés-de-galinha aqui. Acho que preciso fazer uma cirurgia plástica. - Engraçadinho! Aonde você viu pé-de-galinha? Pois saiba que minha pele é muito bem cuidada! - Estou brincando, Scully. - Scully não, meu nome é Fox William Mulder. Dá pra acreditar? - Você agora é o "Estanho" Mulder. Você acredita em tudo, esqueceu? - Eu deveria dar meia volta nesse carro, e voltar pra casa. Isso nunca vai dar certo. - É claro que vai. 25 de dezembro Residência de Margaret Scully 3:23 PM Mulder e Scully finalmente chegaram a casa de Margaret Scully. Mulder (no corpo de Scully) toca a campanhia. E mesmo estando do lado de fora, eles conseguem ouvir o maior reboliço dentro da casa. Em seguida, Tara vem abrir a porta acompanhada de Matthew. - Que bom que vocês vieram. Entrem! - Tia! Que saudade! - Matthew fala enquanto pula tentando desesperado abraçar Mulder (no corpo de Scully). Mulder (no corpo de Scully) se ajoelha para falar com Matthew, ele passa os braçinhos gorduchos pelo pescoço da pessoa que acha ser sua tia. Mulder (no corpo de Scully) o abraçar apertado, julgando que Scully certamente agiria assim. Ela simplesmente adorava o sobrinho. Scully descobrirá há algum tempo atrás que não podia ter filhos depois dos testes que realizaram com ela. Ficou arrasada com a notícia, mas então, Emily apareceu, e ela se encheu de esperanças e acabou se apegando demais aquela criança, que morreu pouco tempo depois de Scully tê-la encontrado. A morte de Emily foi uma outra decepção muito grande para Scully. E, só depois de muita dificuldade e muita dor é que ela começou a esquecê-la e a se apegar a Matthew que aos poucos acabou pôr cativando-a pôr completo. Ele simplesmente adorava Scully, e ela também o adora como se fosse seu próprio filho. Scully (no corpo de Mulder) na porta, observa a cena com lágrimas nos olhos. - É uma cena comovente, não é? - Tara fala observando que Scully (no corpo de Mulder) está muito emocionada. - Muito! - Não quer entrar? - Vou apanhar os presentes no carro. Scully (no corpo de Mulder) foi até o carro e volta carregando vários embrulhos, coloca-os em baixo da árvore de natal juntos com os demais presentes. Em seguida, caminha até a cozinha, aonde estavam os outros. - Fox! Que bom que veio! - Margaret abraçou-o com muito carinho. Scully (no corpo de Mulder) segurava-se para não chamá-la de mãe, seus olhos enche-se de lágrimas. - Também estou feliz de está aqui, Margaret. Todos permanecem conversando animadamente na cozinha, aonde Tara terminar de preparar a ceia. - E o Bill? - Mulder (no corpo de Scully) pergunta estranhando a ausência dele. - Ele saiu com um vizinho mas não se deve demorar, Dana. Pôr que você e Mulder não sobem e ficam descansando no quarto até a hora da ceia? - pergunta Margaret. - É uma ótima idéia, eu estou cansada pôr causa da viagem. - Mulder (no corpo de Scully) fala e como se pedisse o consentimento da verdadeira Scully completa - Tudo bem, Mulder? - Tudo bem. Matthew mostrou-se desanimado com idéia de se separar da tia de quem ele sentia tanta saudades. A mãe que viu seu rostinho triste, aproximou-se dele e lhe falou baixinho ao ouvido. - Pôr que você não aproveita e chama Ellen, e vão os dois até a casa da Sra. Collier comprar flores para sua tia? Ela iria adorar o presente. Aqui está o dinheiro, mas tome cuidado, viu? Os olhos do garoto brilharam ao imaginar a satisfação que a tia iria ter com aquele presente. Saiu correndo pelas portas do fundo, gritando o nome da companheira de brincadeiras. Os dois subiram para o quarto. Margaret ia na frente com Mulder (no corpo de Scully), enquanto Scully (no corpo de Mulder) vinha logo atrás carregando as malas. Assim que Margaret os deixou sozinhos, Mulder (no corpo de Scully) se jogou na cama. - Até agora está tudo bem. Não lhe disse que tudo ia dar certo? - Mulder (no corpo de Scully) falou. - Você não imagina o quanto está sendo difícil. Eu queria tanto poder abraçar o Matthew e minha mãe - Scully (no corpo de Mulder) falou com uma voz tristonha. - Não fica assim, Scully. - E depois o que vamos fazer? Como vamos voltar a nossos corpos? - Ainda não sei... Quando voltamos iremos falar com Byers, Langly e Frohike, eles certamente vão ter uma boa idéia. Scully (no corpo de Mulder) juntou-se a Mulder (no corpo de Scully) na cama. Seu rosto demonstravam toda sua preocupação. Mulder (no corpo de Scully) virou-se para olha-la, e contemplar aqueles lindos olhos azuis de que gostava tanto, mais ao invés disso, viu a imagem do seu corpo estendido na cama. Mulder (no corpo de Scully) queria beija-la e quem sabe fazer com que se anima-se e esquecesse um pouco o que estava acontecendo, mas aquela situação era tão estranha, só conseguiu beija-lhe a testa carinhosamente. - Tudo vai ficar bem, meu amor. Os dois permaneceram no quarto até Margaret vim chamá-los para a ceia. - Já descansaram o bastante? A ceia já está na mesa. Seu irmão quer muito lhe ver Dana! 25 de dezembro Residência de Margaret Scully 7: 06 PM Na mesa, todos já estavam os esperando. Matthew correu até Mulder (no corpo de Scully) entregando o pequeno buquê de flores que comprara. - É pra você tia! - Obrigada, querido. Elas são muitas lindas. Bill levantou da mesa em seguida. Passou pôr Scully (no corpo de Mulder) olhando-a de cima a baixo, sem lhe dizer palavra alguma, e foi em direção a pessoa que julgava ser sua irmã. - Que bom que você veio, Dana! - Bill falou enquanto abraçava Mulder (no corpo de Scully). - Oi, Bill! - Mulder (no corpo de Scully) falou sentindo-se um pouco desconfortável pela presença de Bill tão próximo de si. Mulder sabia que Bill não tinha muita simpatia pôr ele. Para Bill, Mulder expunha Scully a muitos riscos desnecessários, além disso, ele julgava que Mulder tinha sempre alguma culpa pôr todos os sofrimentos dela nos últimos anos. No fundo, Mulder sabia que Bill tinha uma grande parcela de razão. Devido a sua busca pela verdade e pôr Samantha, Scully já havia passado pôr várias situações de perigos, algumas inclusive que a deixaram entre a vida e a morte. - Que bom que você veio, minha irmã. Estava com tantas saudades, você abandonou a gente, tudo pôr causa desse tal de Mulder. Eu ainda acho que você está cometendo um grande erro Dana. Esse cara não serve pra você. Ele só está se aproveitando de sua ingenuidade. Ouça o que eu estou te falando Dana, antes que você se arrependa. Acabe com essa história de romance de uma vez pôr todas. Esse Mulder é um canalha, olha o que... A paciência de Mulder (no corpo de Scully) se esgotou. Ele simplesmente não podia ficar ali parado, ouvindo Bill o insultando. - Chega de abraço, não é Bill? E não fala assim do Mulder - Mulder (no corpo de Scully) falou enquanto tirava os braços de Bill do seu ombro. - Dana, o que está acontecendo? - Nada, mas eu não quero que você fale mais assim de Mulder na minha frente. Ele é um excelente agente do FBI, é um parceiro incrível, sempre muito cuidadoso com minha pessoa, e que tem me feito muito feliz, apesar de tudo o que aconteceu comigo... Scully (no corpo de Mulder) observa tudo de olhos arregalados. - Scully, já basta. Não precisa falar mais nada. O Bill já compreendeu - Scully (no corpo de Mulder) falou. - Só um minuto, Mulder. Você julga ele mal, e muitas vezes a culpa não é dele. Eu é que insisto pra trabalhar com ele. No natal do ano passado, ele dizia: "Vai, Scully, vai passar o natal com sua família." Eu é que não quis, queria ficar do lado dele, porque o amo... - Scully, pôr favor, menos. - Só um minuto, Mulder. A melhor coisa que me aconteceu foi ter sido designada pra trabalhar com ele. Desde o primeiro momento que o vi percebi que diante de mim estava uma pessoa especial. E não estou disposta a terminar meu romance porque você quer, Bill... "Quando eu sair daqui eu te mato, Mulder" pensou Scully (no corpo de Mulder). Bill, Margaret e Tara estavam boquiabertos vendo Mulder (no corpo de Scully) fala com tanta enlouquencia sobre o parceiro. - Scully, cala a boca! - gritou Scully (no corpo de Mulder) - Pôr favor! - falou em seguida baixinho para disfarçar a raiva que estava sentindo. - Claro, amorzinho. Se você está mandando eu ficar calada, eu fecho minha boquinha, afinal você é quem manda. Scully (no corpo de Mulder) sorriu. A vontade que ela tinha era de pular no pescoço de Mulder e matá-lo. Agindo daquele jeito ele ia estragar tudo. - Acho melhor nós irmos comer, não é mesmo? - Margaret falou tentando amenizar os ânimos de todos, que estavam um pouco exaltados. - É uma ótima idéia - Scully (no corpo de Mulder) concordou. - Eu também acho. Vamos então! - Tara finalizou a conversa, trazendo Bill pela mão até a mesa. A ceia sucedeu-se tranqüila, mas silenciosa. Ninguém se arriscava a falar nada receando que uma briga acabasse se instaurando. Pôr algumas vezes, Bill olhou para Scully (no corpo de Mulder) com raiva, e esta, se sentia muito incomodada com aquela situação. Agora compreendia um pouco mais como Mulder devia se sentir. Bill realmente implicava demais com ele. E ela o que fazia? Nada. Nunca tinha tido a coragem que Mulder teve a pouco de defendê-lo. Acreditava que Mulder, assim como ela naquele momento, ficava sem saber como agir, o que fazer para se defender e ao mesmo tempo não magoa-la, afinal, Bill era seu irmão. Scully estava tão absorvida em seus pensamentos que não ouviu quando Margaret lhe falou. - Fox, você está bem? Fox?! - Hã! O que disse? - Você está bem? Não comeu direito e parece tão distante. - Estou bem. Está tudo bem comigo. Obrigada, Margaret. A propósito, a comida estava deliciosa, Tara. - Realmente está ótima, eu não conseguiria fazer algo igual nem em cem anos - comentou Mulder (no corpo de Scully). - Obrigada. Mas assim vocês me deixam sem graça - Tara respondeu um pouco envergonhada. - Eu vou até a cozinha pegar a sobremesa. Você me ajuda Dana? - Margaret falou. - Claro mãe. Margaret e Mulder (no corpo de Scully) levantaram-se da mesa e foram até a cozinha. - Dana, o que está acontecendo? - Do que está falando, mãe? - O que está acontecendo com você, Dana. Você viu a forma como tratou o Bill? Eu sei que às vezes Bill se intromete demais em sua vida, mas você não devia ter feito o que fez, sabe que Bill é assim. Ele está muito magoado, não percebeu que machucou muito seu irmão com aquelas palavras tão duras. E depois, você percebeu em que situação colocou o Fox? Ele deve está se sentido péssimo pôr ser um motivo de briga entre você e o Bill. Reparou como ele estava na mesa, todo amuado e triste, e com a cabeça tão distante? Você nunca agiu dessa maneira. Está acontecendo alguma coisa que você não quer me conta? Mulder (no corpo de Scully) hesitou pôr alguns instantes se deveria contar toda a verdade a Margaret. Mas resolveu que não deveria, afinal, ela nunca iria acreditar mesmo. Ao contrário, ficaria ainda mais preocupada, afinal Scully não era adepta de explicações paranormais. - Não está acontecendo nada. Só perdi a cabeça, só isso. - Peça desculpas ao seu irmão depois. E a Fox também. Está bem, Dana? Mulder (no corpo de Scully) balançou a cabeça positivamente. Agora ele começava a compreender um pouco mais Scully. Está no lugar dela, agindo como ela, não era nada fácil. Scully tinha um jeito só seu de ser, e pôr mais que ele a amasse e a conhecesse bem, era muito complicado está no papel da agente, filha, irmã e tia Scully. Naquele momento, ele pensava se não tinha tido uma certa parcela de culpa de está tão sozinho e de sua família ter se fragmentado. Agora percebia que viver junto era realmente uma tarefa das mais difíceis para qualquer família. Mulder (no corpo de Scully) e Margaret voltam para a mesa levando uma torta de nozes que Tara havia preparado, juntamente com outras guloseimas. - Voltamos. Alguém quer um pedaço de torta de nozes? Fox? - Margaret falou tentando quebrar um pouco o silêncio e fazer com que todos esquecessem o ocorrido. - Obrigado, Margaret, mas vou dispensar essa maravilhosa torta. Já comi demais. - Nenhum pedacinho? Só um pouquinho pra experimentar. Essa torta de nozes da Tara é deliciosa. - Obrigado. Talvez mais tarde. Margaret ia abrir a boca e insistir pra que Scully (no corpo de Mulder) comesse, quando Bill se intrometeu. - Ele já disse que não quer mãe. Para de ficar paparicando esse cara! Vocês vivem mimando-o, parece que não percebem que ele está destruindo nossa família! Escuta aqui, Mulder, não é porque você não tem família que tem que acabar com a dos outros! - falou e se levantou furioso da mesa. - Bill, espera! - Tara levantou-se da mesa e foi atrás dele para acalma-lo, e voltou logo em seguida, estava envergonhada com a atitude do marido - Desculpem o Bill, ele está um pouco nervoso. - Não se preocupe, Tara - Scully (no corpo de Mulder) falou - Afinal, ele não é obrigado a gostar de mim. Mulder (no corpo de Scully) olhava atenciosamente pra ela, então segurou delicadamente em sua mão. Scully (no corpo de Mulder) olhou pra ele e em seguida para suas mãos que permaneciam unidas. Aquele toque de mão para muitos poderia não significar nada, mas para ela e Mulder era diferente. Muito antes dos dois assumirem o que sentiam um pelo outro, suas mãos já se encontravam dominadas pôr esse sentimento tão forte e tão sublime que é o amor. Aqueles toques de mão eram a maior expressão do amor que os unia, aqueles momentos eram momentos de tão grande intimidade, intimidade que talvez, muitos amantes não iriam se quer ter durante toda a vida. - Está tudo bem Mulder. Não é mesmo, mamãe? - disse Mulder (no corpo de Scully). - É sim. Está tudo bem Fox. Daqui a pouco o Bill se acalma e vai ficar tudo bem. Tara com a cabeça entre as mãos começou a chorar baixinho. - Parece que eu estraguei o natal de todo mundo. É melhor eu sair! Scully ( no corpo de Mulder) ia se levantar da mesa quando Bill apareceu. - Pode ficar aí, quem vai sair pra esfriar um pouco a cabeça sou eu - falou enquanto abria a porta - Não me esperem vou voltar tarde - bateu a porta com um estrondo. - Tara, porque não leva Matthew pra abrir os presentes de natal? - Margaret falou. - Venha querido. Vamos ver o que papai noel trouxe esse ano - Tara falou conduzindo Matthew pela mão em direção a árvore de natal. - Fox não liga para o Bill. Tudo o que ele faz é pensando na Dana. Ele adora essa irmã. Quando eram pequenos os dois viviam brigando, porque Bill sempre quis que Dana fizesse as coisas ao seu modo, e você sabe Dana como é, ela não se submete a ninguém. Perdoe o Bill, ele não faz pôr mal, só tem muito medo que alguma coisa de mal possa acontecer a ela - Margaret começa a chorar. Scully (no corpo de Mulder) a abraça também com lágrimas nos olhos. Lágrimas que ela esforçava-se para não derramar. Não ali na frente da mãe que sempre a julgou tão forte, não na frente de Mulder e principalmente, não com o corpo dele. - Não precisa chorar - falou Mulder (no corpo de Scully) - Mulder entende muito bem o Bill porque ele também só quer meu bem! Nesse momento Matthew entra correndo e abraça Margaret com um sorriso no rosto pôr causa do presente que acabou de ganhar. - Vó, olha que legal. A tia Dana me deu uma luva de beisebol! - É muito legal mesmo... - Margaret falava enquanto secava as lágrimas. - Pôr que você está chorando vovó? A senhora está triste? - Matthew - Scully (no corpo de Mulder) falou enquanto o abraçava - Olha, querido, a gente chora não só quando estamos triste, mas também quando estamos muito, mas muito, muito felizes. - Então vem ver o que eu ganhei, vó! - Matthew puxa Margaret com suas pequenas mãozinhas levando-a até a árvore de natal. Mulder (no corpo de Scully) e Scully (no corpo de Mulder) vão para o quarto. Scully (no corpo de Mulder) caminha até a varanda e fica observando a neve que cai do lado de fora, cobrindo o chão com um lindo e macio tapete branco. - Quando éramos pequenos, eu e Samantha, adorávamos a neve. Nós íamos pra frente da casa e brincávamos até cansar - disse Mulder (no corpo de Scully) já deitado na cama. - M-me perdoa, Mulder... - Hã? - M-me perdoa. M-me perdoa pôr não ter lhe compreendido ontem a noite e ter brigado com você. Agora eu sei como você se sente, agora eu percebo que não é nada fácil. Eu s-sinto muito, s-sinto muito pôr ontem e pôr nunca ter lhe defendido, pôr nunca ter lhe ajudado - ela começa a chorar. Mulder (no corpo de Scully) levanta-se da cama e caminha até ela. - Não se preocupa, Scully, eu já estou acostumado com isso. Eu sou bem duro na queda, sabia? - Ele sorri pra ela que retribui o sorriso com o rosto lavado de lágrimas - Além disso, eu também fui duro demais com você ontem. Não é nada fácil ser você, não é nada fácil dizer não a sua mãe, não é nada fácil viver em família e muito menos manter essa família unida. Não sei como você consegue agradar a todos. Eu tenho sido muito incompreensível com você. Bill tem um pouco de razão, eu estou te afastando de sua família, mas prometo que vou me esforçar pra não mais fazer isso. Os dois se abraçam e trocam um beijo apaixonado. E nem percebem uma estrela cadente que caia, como uma lágrima do céu, em meio a névoa deixada pelos flocos de geo, deixando um belo rastro dourado na escuridão. - Eu te amo, Scully! - Eu também te amo, Mulder! Seus lábios voltam a se tocar. E eles trocam um beijo suave, porém ardente e cheio de paixão. Eles aproveitam aquele momento como se aquele fosse o primeiro e o último beijo de suas vidas. Mulder passa a mão pela nuca de Scully e sente o colar com um pingente em forma cruz que ela conserva sempre consigo, e percebe que os dois voltaram a seus respectivos corpos. - Scully, abra os olhos - ele fala enquanto ergue seu queixo. Ela abre os olhos e ele, finalmente, pode ver aquele par de olhos de um azul tão profundo. - Mulder é você? - Sou eu. Voltamos ao normal. - Mas o que houve? Eu não senti, nem vi absolutamente nada. - Também não sei... Quando voltamos amanhã irei falar com Byers, Frohike e Langly. Talvez eles tenham alguma explicação para o que nos aconteceu. Eu estava pensando que deve ter sido uma fenda no espaço, já aconteceu isso. Você lembra? Com o Morris... - Scully o interrompe. - Mulder! Fica caladinho, meu amor, você já falou demais hoje. Porque não ocupa essa boquinha com outra coisa mais interessante do que falar? Scully o beija. - Acho que você tem razão, meu amor. Eu vou manter minha boca bem ocupada cobrindo você de beijinhos. Ele a tomar em seus braços e a deposita na cama, e em seguida, junta-se a ela naquele ninho. Os dois trocam mais um beijo apaixonado. Enquanto isso, do lado de fora, em meio a neve que continua caindo, uma pequenina estrela brilha no céu, como testemunha daquele amor. FIM