FAN FICTION AUTORA : Sky E-MAIL : pisosul@uol.com.br DISCLAIMER : Os personagens desta estória pertencem aos seus criadores e divulgadores, minha única intenção é o entretenimento de fãs que, como eu, apreciam o seriado, não há nenhum interesse lucrativo. CLASSIFICAÇÃO : Shipper SINOPSE : Continuação de I will find you. Mulder é obrigado a renunciar a Scully para salvar a vida do sobrinho dela. OBSERVAÇÕES : Aguardo um Feedback, pleeeeeaseeeeee, por favor, digam o que acharam. COMEÇAR A VIVER " Caminhamos no mundo a procura de verdades para as quais nem sempre estamos preparados, seguimos por estradas sem avaliar os riscos que elas oferecem porque vemos somente a meta a alcançar, mas o que realmente importa são os caminhos percorridos, eles não nos conduzem ao paraíso de nossos ideais, mas eles são a nossa herança, nosso aprendizado, são neles que encontramos o que verdadeiramente vale a pena, a caminhada nos permite conhecer o mundo, encontrar pessoas que podem paralisar nossa jornada ou partilhá-la conosco. Mas há, para cada um de nós, um momento especial, mágico, um presente de Deus, quando conhecemos alguém em particular e essa pessoa consegue transformar surpreendentemente os nossos destinos ao caminhar conosco, modificando nossos pensamentos, nos iluminando de uma forma que qualquer conquista passa a ser simples quimera se, ao chegar lá, não podemos ter conosco, ao nosso lado, a presença da figura que tornou isso possível e essa pessoa passa a ser a nossa verdade, o ponto de chegada de nossa busca." Envolto em sombrios pensamentos, Mulder não conseguia olhar para trás, trazia gravada na memória , a figura da mulher que partilhara com ele de todas as suas buscas, havia sido seu apoio quando esteve cansado, sua força quando tudo parecia desmoronar, sua luz quando o caminho havia se tornado um ponto indefinido na noite. Sentia nos olhos as lembranças caindo em forma de lágrimas e não conseguia convencer seu espírito de que nunca mais a veria, seguia em frente apenas amparado na promessa que fizera a ela de voltar a vê-la mas a cada passo dado uma parte de sua fé ficava no caminho. Ia apreensivo e triste, solitário e perdido. Porém, ao aproximar-se da saída, um estranho pesar envolveu seu coração, uma apreensão que parecia impedi-lo de continuar e nesse instante o ambiente foi invadido pelo som de disparos e seu instinto não permitiu que a razão norteasse seus passos, pensar que ela seria levada para longe doía- lhe no peito mas ainda mantinha acesa a esperança de encontrá-la. No entanto, se ela morresse, nada poderia ser feito, suas esperanças seriam sepultadas com ela. Hesitou apenas um instante antes de procurar algum lugar seguro para deixar o menino envolvido em seu blazer e voltou correndo para a usina, seus passos vacilantes não o impediam de correr o mais rápido que podia já imaginando o que iria encontrar. Ao aproximar-se do carro de Scully, porém, viu-a caída no chão, ferida na perna tentando erguer-se com a ajuda de Frohike enquanto Kricek jazia no chão coberto de sangue ainda com o controle remoto nas mãos. Mulder ainda teve tempo de ver Diana levantando- se com o ombro sangrando e empunhando a arma , preparando-se para disparar novamente e não hesitou em mirar e atirar no peito dela que desabou sem um gemido. Correu até Scully que o olhava assustada apoiada em Frohike. __ Ajude-a aqui, Mulder__ disse Frohike quando o viu chegar__ Vou ver aqueles dois . Mulder ajudou-a a se sentar e olhou para a mancha de sangue na perna dela. __ Onde está Matthew, Mulder ? __ Scully perguntou apreensiva. __ Fique tranqüila ele está seguro, precisamos tirar você daqui, está sangrando muito __ ele falou agindo instintivamente, rasgando o tecido da calça e pressionado o ferimento na altura da coxa ouvindo o gemido de dor que escapava dos lábios dela. __ Acho que a bala não penetrou, parece ter passado de raspão. Ela observou a perna e concordou , tirando uma faixa do tecido e envolvendo o ferimento a fim de diminuir o sangramento e tentou colocar- se em pé com a ajuda dele. Frohike se aproximou rapidamente e Mulder fixou nele os olhos brilhantes e úmidos, abrindo os lábios para sorrir com seu jeito de menino. As feições que até então se mostravam tristes e fechadas se distendendo para estampar a alegria e alivio que estava sentindo. __ Poderia te dar um beijo Frohike__ disse agradecido __ mas acho que preferiria que essa ruiva fizesse isso. Scully esboçou um sorriso. __ Ela ainda está viva, Mulder __ ele disse apontando para Diana___ o cara apagou e há uma mulher no carro, também está morta. Precisamos sair rápido, acho que a bomba ainda está funcionando, não consegui desativá-la. __Preciso tirar Scully e o sobrinho daqui, Frohike, não há tempo de desativar a bomba, me ajude a pegar o menino __ disse tomando-a nos braços. __ Posso caminhar Mulder__ ela protestou embaraçada pelo gesto dele, principalmente porque se encontrava com a perna nua e manchada de sangue. __ Quieta Scully __ disse apertando-a nos braços e fitando-a com expressão feliz __ não pode me furtar esse prazer. Ao chegarem ao carro, do lado de fora da usina, puderam ouvir o barulho da explosão e Mulder acomodou-a rapidamente enquanto trocavam um olhar. __ Precisamos sair daqui, o prédio não vai se manter em pé por muito tempo __ e, adotando uma atitude paternal ao ver a fisionomia dela ,continuou__ Não se preocupe, Scully, tudo vai acabar bem agora. Scully o fitava com olhar triste imaginando o que ele estaria sentindo por não poder voltar para socorrer a mulher por quem um dia ele se apaixonara enquanto Mulder respirava aliviado por ter conseguido resgatar a tempo a mulher que havia tomado esse lugar em seu coração. Chegaram ao hospital e Matthew foi encaminhado para o CTI enquanto Scully era levada, sob protestos, para o pronto socorro porque insistia que estava bem e queria acompanhar o sobrinho. Foi preciso que Mulder interferisse para que ela se deixasse tratar. __ Scully eu fico com ele __ disse firmemente__ você também precisa de cuidados __ continuou afagando-lhe os cabelos __ o perigo já passou, eles não vão voltar, fique tranqüila. A voz dele a acalmava e o toque carinhoso tinha sobre ela uma propriedade terapêutica, transmitindo um calor gostoso pelo corpo ,sabia que ele ficaria ali, que se desdobraria para protegê-la e ao sobrinho e se entregou confiante, encostando-se aos travesseiros do leito para o tratamento necessário. Uma hora se passou até que ela fosse transferida para um quarto e sorriu aliviada quando viu Mulder entrando. Ele dirigiu-se a ela e tomou-lhe as mãos entre as suas num gesto muito familiar para ambos, era assim que eles se reconheciam, se amparavam e demonstravam o cuidado e a preocupação, o alívio e a alegria de estarem juntos. ___ Matthew está bem__ disse feliz por ver a expressão serena no rosto dela __ A febre foi controlada, está com uma pequena infecção mas já está sendo medicado, não há nenhum risco para ele __ continuou __ E você ? Como está se sentindo ?__ disse notando que ela parecia triste. __ Vou ficar bem, Mulder . Ele levou a mão ao queixo dela, obrigando-a a fitá-lo nos olhos. __ Não me convenceu, Scully. O que há ? __ continuou notando os olhos dela se encherem de água e disse sentindo-se culpado pelo que acontecera, por tê-la envolvido nisso, acreditando que a presença dele, trouxesse recordações amargas para ela___ Quer ficar sozinha ? Quer que eu saia ? __ Não ! __ ela quase gritou , pressionando as mãos dele. Ele sorriu e tentou mudar de assunto . __ Como Frohike foi parar lá ? __ Você pediu que eu não fosse sozinha, Mulder,não tinha nada a oferecer em troca e não sabia o que eles fariam a Matthew, só em pensar que eles pudessem sujeitá-lo aos mesmos testes que eu, me apavorava. Não sabia onde você estava, se Diana tinha lhe entregue os arquivos, faria qualquer coisa para tirá-lo de lá. Pedi ao Frohike que seguisse e, se algo me acontecesse, tirasse meu sobrinho dali e avisasse você __ ela concluiu murmurando e abaixando a cabeça __ Estava com tanto medo, Mulder ! Ele suspirou com tristeza pensando em quantas vezes ela se colocara em risco ou perdera algo por causa dele mas sabia que não havia alternativas, sabia que assim como ele, Scully não pouparia esforços, não mediria conseqüências para defendê-lo ou protegê-lo, era um pacto mudo que os unia, que os fortalecia, que fazia com que não se sentissem só, fracos ou inseguros. __ Foram resgatados três corpos na usina __ começou relutante até perceber o olhar encorajador dela__ Acho que estava tudo planejado, Scully, era você que eles queriam o tempo todo, não se importavam com o garoto, ele era apenas um meio de chegar até você, de torná-la vulnerável, levariam você em troca de Matthew e o corpo dentro do carro seria identificado com o seu, não haveria mais buscas, não sei se eles devolveriam Matthew __ ele falou omitindo dela, afim de não lhe causar mais sofrimentos, que o acidente e a bactéria que vitimaram o menino, haviam sido planejados por eles. Ele estava sozinho agora, a última pessoa com a qual eles poderiam atingí-lo, a mãe dele, agora também estava morta, e ele dirigia todos os seus cuidados para aquela mulher e para tudo o que fosse caro para ela nem que para mantê-la segura fosse obrigado a afastá-la de seu convívio. __ Qual a participação de Diana nisso ? Porque eles me queriam, Mulder ? Ele a fitou por um longo momento antes de responder. __ Diana me contou que precisavam fazer mais testes, experiências, não sei porque escolheram você. Tinha razão sobre ela, Scully... __ ele começou em tom de desculpa. __ Não acredito ! Mulder está dizendo que eu estava certa ? Está me dando razão ? __ ela falou em tom de brincadeira tentando quebrar o ambiente triste que os envolvia __ Está com febre ? Bateu a cabeça ? __ continuou colocando a mão sobre os cabelos dele. __ Isso quase custou sua vida __ ele respondeu, respirando fundo e levantando os olhos tristes para ela. Ela arrependeu-se do comentário ao vê-lo tão vulnerável. __ Não se preocupe, Mulder__ ela disse procurando consolá- lo__ Matthew está bem agora e se queriam a mim por influência da Agente Fowley e, desculpe, mas eu acho que foi, ela agora não está mais aqui, não se culpe pelo que não estava ao seu alcance modificar, a decisão sobre os riscos sempre esteve comigo e __ ela parou para respirar __ eu escolhi ficar com você. Também lamento muito o que aconteceu, imagino o quanto deve ter sido difícil atirar nela, sinto que ela não fosse a pessoa que você esperava e__ ela parou hesitante__ que.. que você tenha sido obrigado a fazer uma escolha. Mulder a olhou ternamente e pensou na diferença entre aquelas duas mulheres, a pessoa por quem um dia ele se apaixonara não hesitara em pedir- lhe que sacrificasse uma vida para ficar com ela enquanto aquela ali, em sua frente, tendo passado por situações horríveis, sem nunca lhe exigir nenhum gesto de reconhecimento , sentia-se constrangida por acreditar que ele sofria com a escolha feita. Ela sempre seria sua escolha, queria que ela soubesse disso mas, o homem ousado e decidido sempre dava lugar ao colegial tímido toda vez que seus lábios pediam que lhe desse a conhecer seus sentimentos, limitou-se a beijar-lhe as mãos carinhosamente e sussurrar uma frase trêmula. __ Há muito tempo que minha escolha foi feita, Scully__ e continuou tentando se livrar do embaraço que aqueles olhos lhe causavam __ Avisei sua família, eles estão com Matthew agora. Ao mencioná-los, viu que ela mudava as feições e ele sabia o quanto seria difícil para ela encarar seu irmão, a culpa pelo que acontecera ao garoto, para ela, ainda estava muito presente e ele se viu pressionando as mãos dela para transmitir-lhe apoio. __ Não sei se poderia enfrentá-los agora. __Scully, acho que devia parar ,precisa de um tempo para pensar, conversei com seu irmão, acho que ele não tinha intenção de te magoar, apenas estava preocupado demais com o filho e com você. Devia reavaliar suas escolhas, Scully, você tem uma carreira promissora na medicina, tem talento, é dedicada, seu destino não é correr atrás de coisas que sequer acredita ! __ E o seu é ! __ ela interrompeu um pouco magoada por ele querer afastá-la __Eu me agarrei aos Arquivos X para tentar descobrir e entender uma parte da minha vida, todas as minhas escolhas foram baseadas nessa necessidade, não acredito que se pudesse, teria optado por outra coisa, não tenho mais ninguém que me ligue a esta busca, estão todos mortos, eu sei, mas ainda preciso saber porquê, você pode mudar sua vida, Scully, eu não tenho mais nenhum outro objetivo, nada mais a me agarrar. A resposta dela saiu sem que ela percebesse, apenas dera forma aos seus pensamentos. __ Agarre-se a mim, Mulder ! Ambos ficaram silenciosos, fitando-se indecisos, ela timidamente constrangida e ele agradavelmente surpreso . Nesse instante a porta de abriu e Frohike entrou com um sorriso nos lábios, quebrando o instante de terna cumplicidade que se instalara entre os dois. __ Que bom que se recuperou, Agente Scully __ disse __ Obrigada, Frohike __ ela disse soltando as mãos das de Mulder e estendendo-as para ele __ Devo-lhe minha vida __ continuou puxando-a para si e beijando-lhe a face agradecida. Mulder sorriu ao ver o embaraço do amigo, sabia o quanto ele a admirava. __ Ei ! Vamos parar com isso, vou ficar com ciúme __ brincou __ eu não recebi tantos agradecimentos. Scully sorriu e fitou-o com carinho, o que realmente queria ela beijá-lo e mantê-lo junto a ela mas as palavras do irmão, sobre a infelicidade que ela atraía para si , ainda estavam bem nítidas em sua mente e seus olhos se encheram de lágrimas. __ Acho que precisa de férias, Agente Scully __ Frohike apressou-se em dizer __ deveria descansar um pouco. __ Ele tem razão, Scully, umas semanas longe não lhe faria mal. Ela assentiu e tentou equilibrar-se. __ Com essa perna não iria longe __ reclamou. Mulder olhou-a com seriedade, como sempre a olhava quanto estava tentando solucionar um problema e de repente pareceu achar a resposta. __ Ainda tenho a casa no Vinhedo de Martha, poderia ir para lá descansar um pouco, está a venda, há uma vizinha amiga da minha mãe lá, ela a está mostrando às pessoas, você iria gostar, Scully, é muito tranqüilo, poderia se restabelecer. __ Vou pensar __ ela agradeceu, interrompendo-se ao ver a mãe entrando no quarto para abraçá-la. Mulder se despediu, sabia que ela se sentiria mais a vontade se ficasse sozinha com a família, havia sentimentos a serem discutidos ali e ele adivinhava o quanto a sua amiga teria trabalho em lidar com eles. Queria dar a ela tempo para se reequilibrar, controlar as emoções decidir o que fazer e a melhor forma era deixá-la a sós, ele também precisava pensar, ainda tinha na memória as palavras dela mas não sabia se elas haviam sido pronunciadas com o intuito de protegê-lo ou consolá-lo como ela sempre fazia. Temia pensar se havia o sentido que ele gostaria de dar. Como sempre, ela ainda o deixava em dúvida. __ Fico feliz que esteja bem, filha, Matthew está se recuperando__ disse Margareth sentando-se ao lado dela que parecia distante, os olhos fixos na porta por onde Mulder saíra __ Quer que eu o chame de volta, Dana ? As palavras da mãe trouxeram-na à realidade e ela inclinou a cabeça tímida. __ Não, mãe, ele tem coisas a fazer. Como estão Bill e Tara ? __ Bill queria vir falar com você, mas tem receio que não queira vê-lo, não quer te aborrecer. Escute, filha, ele não tinha a intenção de magoá-la, estava desesperado por Matthew, e também se preocupa com você, quer te proteger , não entende porquê você se expõe tanto . __ Não preciso que ele se preocupe comigo e não estou magoada... __ ela começou mas a mãe não deixou que terminasse. __ Está sim, Dana, está magoada, com medo. Porque teme tanto mostrar o que sente ? Porque precisa tanto se manter forte ? Porque sempre foge ? __ Mamãe, não estou fugindo ! Ao contrário, tudo o que faço é correr atrás do que aconteceu e acontece comigo, eu... __ Não falo do seu trabalho, Dana __ a mãe interrompeu com carinho __ Falo de seus sentimentos, . Agora mesmo vi você acompanhar a saída do seu parceiro, porque não pediu que ele ficasse ? É o que queria, não ? __ Do que está falando ? __ Do que você sente por ele, filha __ ela a viu virar a cabeça em sinal de desaprovação __ Do motivo que a faz se arriscar tanto.__ e ante o gesto dela de a interromper, continuou apressada __Não diga nada, apenas me escute. Sei que seu trabalho é perigoso, sempre soube e não há um dia em que não fique com medo de receber uma ligação dizendo que te aconteceu alguma coisa, não vou questionar suas decisões, sei que sabe o que faz mas, vejo como a presença dele mexe com você, sei que arriscaria tudo para vê- lo bem e como aceita a proteção que ele te oferece, ele é o único capaz de entrar aí __ disse apontando para o peito dela __ Então porque não age abertamente ? Seria mais fácil para nós entendermos se não estivesse o tempo todo se defendendo do que sente... __ Mãe, pare, não é isso, somos parceiros, amigos, nada mais. __ Eu vejo a forma com que ele se dirige a você, Dana, vejo como se olham e sei do que estou falando, se você escolheu correr esses riscos, porque não fazê-lo totalmente ? Vocês estão sozinhos, vivem pelo trabalho, nunca a vejo se divertindo, vivendo como uma pessoa normal viveria, o tempo está passando e não pode negar que não conseguem ficar longe um do outro. Então, filha, faça acontecer, mude sua vida, faça valer a pena ! Scully não disse nada, apenas abraçou-se a ela e chorou sentidamente. Alguns dias se passaram , Mulder não voltou a vê-la mas sabia que estava bem. Scully saiu do hospital dizendo que precisava de um tempo longe de tudo, o sobrinho já se recuperara e sairia em breve. Ele não recebeu notícias dela, queria muito vê-la, saber como estava se sentindo, o que estaria fazendo, não conseguira levar nenhum caso adiante, seus pensamentos se dispersavam, acreditava que ela estaria com a família, pois não atendia ao telefone em casa, deixara vários recados sem obter respostas, tampouco o celular estava ligado, deveria estar aproveitando o tempo para ficar mais ao lado deles e ele acreditava que ela estaria avaliando abandonar tudo para não colocá-los mais em risco e aceitaria a atitude que ela quisesse tomar muito embora pesasse pra ele não tê-la mais ao seu lado, a última conversa que tiveram perseguindo seus pensamentos. Estava em casa, perdido em divagações quando o telefone tocou. __ Fox ? __ perguntou a voz feminina e ele pôde reconhecer o timbre sereno e afetuoso de Margareth Scully. __ Olá Sra. Scully, algum problema ? A Scully está bem ? __ perguntou subitamente preocupado com o inusitado da ligação. __ Tinha esperanças que você me dissesse, Fox. Não sei aonde Dana está, não há vejo desde que saiu do hospital. Mulder ficou alarmado. __ Ela não me disse nada, achei que estaria com vocês, não atende ao telefone. Ela não disse nada a senhora ? __ Ela só me disse que iria seguir o conselho de um amigo, disse que estaria bem e voltaria em breve mas até agora não me deu nenhum retorno. Mulder estava agora mais tranqüilo, já imaginava onde ela poderia estar e relutou apenas um instante antes de tomar sua decisão. __ Não se preocupe, Sra. Scully, eu vou encontrá-la mas tenho certeza de que está bem, acho que precisava por algumas idéias em ordem, aviso quando souber de algo. Margareth desligou agradecendo e Mulder jogou algumas coisas numa valise e saiu apressado. O ar puro, o ambiente tranqüilo, o cheiro de terra e mato que ela aspirava com gosto ajudavam-na a pensar melhor, a reequilibrar suas emoções. A solidão daquele lugar estava sendo benéfica para seu corpo e seu espírito, já conseguia ver claramente algumas mudanças que teria que fazer em sua vida, mudanças que poderiam afastá-la ou uní-la às pessoas que ela mais amava. Scully sentia-se bem ali, sua perna já demonstrava sinais claros de cicatrização, Matthew já estava em casa e parecia não ter adquirido nenhuma seqüela do acidente, isso era o bastante para que ela se sentisse em paz. Não quisera conversar com o irmão sobre o seqüestro ou a discussão que tiveram, queria voltar a ter controle sobre suas emoções antes de tomar qualquer atitude e aquele lugar estava operando maravilhas. Estava agora sentada na grama, nos fundos da casa, o dia estava claro e ela podia sentir o agradável calor do sol em suas faces. De repente seu coração pareceu acelerar-se ligeiramente quando ouviu o som abafado de passos e ela esboçou um sorriso. __ Sabia que ele não demoraria a chegar__ pensou enternecida __ deve estar usando os jeans velhos e a camiseta surrada que tanto o agradam, mas poderia estar de preto, adoro quando ele se veste assim__ Seu andar sempre tão despreocupado e decidido parecia um pouco hesitante enquanto se aproximava e ela sorriu __ Ele está inseguro, imagina se deveria estar aqui, como se tudo o que eu quisesse não fosse tê-lo ao meu lado. Ela permaneceu quieta, cerrando os olhos e aguardando que ele se aproximasse, podia sentir o perfume dele enchendo o ar, sentindo um calor gostoso envolver-lhe e que não vinha do sol , sentiu o arrepio que percorreu seu corpo ao sentí-lo abaixado atrás dela, a respiração entrecortada denunciando a ansiedade e dúvida que o envolviam, estremeceu quando percebeu o contato das mãos dele que depositavam algo em seu colo. Abriu os olhos para encontrar uma bela rosa vermelha e virou- se para fitá- lo nos olhos, o rosto ao seu lado muito próximo, a roupa negra destacando a brancura da pele. __ Obrigada ! É linda !__ disse sorrindo e beijando-o na face __ Foi muito gentil. Ele levantou-se para sentar-se em frente a ela, as pernas dobradas sob o corpo, buscando em seu rosto algum sinal de contrariedade que indicasse que não era bem vindo e sorriu aliviado por perceber que sua presença causara o sorriso que se espalhava pelos lábios dela. __ Como me descobriu ? __ perguntou intrigada __ Sua mãe está preocupada com você__ falou fingindo censura. __ Minha mãe ? __ ela encarou-o irônica __ Ela sabe onde estou Mulder, falei com ela ainda hoje. Mulder compreendeu o que Margareth tinha feito e sorriu intimamente, registrando na memória o pedido de agradecimento que lhe faria. __ Como estão as coisas pra você ? __ Como sempre, algumas conspirações, alguns homenzinhos verdes, monstros gosmentos ! Ela riu __ Não tenho trabalhado muito __ ele afirmou balançando os ombros. __ Porquê ? __ Não tem ninguém pra me perturbar__ falou sorrindo__ Ninguém falando ¨Mulder eu não acredito ¨, está meio enfadonho. __ Sente minha falta ? __ ela perguntou tímida. __ Ah ! Não, nem um pouco ! Tenho feito tudo do jeito que eu quero, aquele porão está uma bagunça ! __ completou virando os olhos e abrindo os braços. __ Precisava desse tempo, Mulder__ ela começou calmamente, fixando os olhos nos dele. __ Eu sei, não queria te aborrecer, só precisava saber como está, você não atende ao telefone, desculpe, eu não resisti. Pensei que estivesse com sua família, não voltou a falar com eles ? Ela balançou a cabeça. __ Minha mãe sabe onde estou, tenho falado com ela . __ E seu irmão ? __ Bill não entende meu trabalho, nunca aceitou minhas escolhas__ ela parou tentando dar ordem aos pensamentos __ Tenho caminhado muito rápido nos últimos anos, Mulder, perdi as rédeas da minha vida. Quando comecei tinha certeza de que podia fazer alguma diferença no FBI, podia ajudar mais do que me dedicando à medicina__ ela parou parecendo rememorar um tempo distante __ Melissa me disse uma vez que o que realmente importava eram as pessoas que iria encontrar, como iria mudar a vida delas e como elas mudariam a minha. __ os olhos dela se encheram de lágrimas __ no entanto, Bill tem razão, eu mudei o destino dela e quase fiz o mesmo com Matthew. __ Não havia nada que pudesse fazer naquela época , Scully __ ele apressou- se a dizer __ Não pode alimentar essa culpa, acho que....que não poderia ser diferente e seu sobrinho está bem, bem graças a você. Bill só quer protegê-la, sei como ele se sente, eu não agiria de outra forma, sei como eles são importantes pra você, sinto muito __ ele murmurou estendendo as mãos para acariciar-lhe os cabelos __ não queria que se magoasse assim mas não deve se afastar deles. __ Eu escolhi isso, Mulder, e não me arrependo, apenas... às vezes... tudo fica difícil demais. Sinto muita falta de Melissa __ ela continuou cerrando os olhos onde as lágrimas já desciam __ Queria tanto que ela estivesse aqui, com toda a sua sensibilidade, suas excentricidades, me ajudava a equilibrar minha racionalidade. Nunca deixei de amar minha família, de me preocupar com eles, só não sei como demonstrar isso, é o que eu preciso que eles compreendam. Ela agora chorava sem reservas e deixou que ele a tocasse, sentindo as mãos dele percorrendo seu rosto carinhosamente, secando-lhe os olhos, deslizando sobre a nuca. Apenas queria prolongar ao máximo aquela sensação, precisava muito do conforto que aquele gesto lhe dava e não se importava por ele a estar julgando fraca , apenas queria que ele ficasse ali. Mulder não sabia se deveria continuar mas a passividade dela, que permitia que ele se aproximasse daquela forma, fazia com que se sentisse seguro para puxá-la de encontro ao peito, abraçando-a lenta e cuidadosamente, com receio de que ela pudesse se assustar e mudasse a atitude carente e emotiva que adotara. __ Às vezes me sinto completamente perdida, Mulder __ ela começou apoiando- se nele__ Oscilando entre tudo o que eu já vi, que não consigo explicar racionalmente mas que também não posso negar, após tanto tempo correndo em busca de respostas para o que aconteceu comigo, para o que fizeram a você, às nossas vidas, não sei a que me agarrar, minha ciência era tudo o que eu tinha, mas agora ela não parece mais suficiente para me apoiar. Ele permaneceu quieto enquanto ela falava, deixando-a colocar pra fora os pensamentos enquanto suas mãos vagavam pelas costas dela, sentia-se também perdido mas as últimas palavras dela tiveram o dom de iluminar sua mente, ordenar suas idéias porque havia algo bastante claro para ele, uma única coisa permanecia intacta, uma convicção tão forte que nortearia qualquer decisão que ele viesse a tomar e ele se pegou dizendo seriamente, absolutamente seguro e sincero, amparado em algo que viera à sua mente com a mesma intensidade de quando ouvira. __ Agarre-se a mim, Scully Ela parou por um instante, lembrando-se do momento em que dissera aquela mesma frase a ele e ficou apenas observando aquele rosto bonito, a expressão séria e honesta, pensando no caráter integro e destemido daquele homem pelo qual ela abandonara tudo, alguém que aprendera a admirar, que havia conseguido penetrar em seu universo de uma maneira intensa, verdadeira, que a tornara forte, que a guiara quando não havia mais nada em que ela pudesse acreditar. Alguém que a havia ajudado a encontrar sua fé, seu lugar e que agora se oferecia para apóia-la. Afastou-se e tomou a rosa entre as mãos passando pelo rosto dele, acariciando com cuidado enquanto ele fechava lentamente os olhos para sentir a textura macia e aveludada sobre sua pele. Aguardando sereno e confiante a resposta que ela daria. __ Você tem sido meu apoio Mulder __ ela começou com voz macia __ Me mostrou um mundo que eu não conhecia, me transformou numa pessoa melhor , tudo o que eu aprendi, tudo o que eu cresci nesses anos devo a sua presença ao meu lado. Você me ensinou a confiar, a acreditar, esteve ao meu lado quando não havia mais ninguém, minha família não consegue compreender que se no começo fui designada para trabalhar com você, agora é uma escolha. Quero continuar com você, preciso disso, as respostas que você procura agora também são minhas. Nunca pensei em desistir do nosso trabalho, mesmo que minha família não aceite, gostaria apenas encontrar um meio de fazê-los compreender o quanto isso é importante para mim, que eu não vou renunciar , que é minha vida, minha opção. __ Não estou falando de trabalho, Scully, não vim te pedir que continue comigo como minha parceira__ ele começou subitamente decidido, com medo de não conseguir depois __ Não posso fugir das minhas convicções, da busca pelas respostas do que nos aconteceu, abriria mão de tudo isso por você mas acho que não tenho mais escolha, estou envolvido demais para que eles me esqueçam, sempre haverá riscos e acho que nenhum de nós conseguirá fugir deles__ ele parou para respirar, olhando para o azul dos olhos dela, ainda brilhantes pelas lágrimas__ O que estou te dizendo, o que quero que saiba... é que a quero como mulher, pra mim... não há mais como esconder de ninguém o quanto você é importante, sei que eles continuariam a nos perseguir mesmo que eu me afastasse totalmente porque eles sabem o que você significa na minha vida. Passei todos esses dias pensando, tomando coragem para lhe dizer isso. Quero você ao meu lado para que eu possa te amar como eu sempre imaginei. Sei que o que estou lhe oferecendo não é o ideal mas não quero mentir pra você, quero te oferecer tudo o que eu sou, que você me ajudou a ser, com todas as conseqüências que possam surgir. Apenas não posso mais guardar isso, porque pode chegar o dia em que eles te tirem de mim sem que eu nunca tenha te dito o quanto eu amo você. O rosto dela iluminou-se e ela não precisaria dizer-lhe nada , sorria somente. Aproximou seu rosto do dele, passando a mão pelos contornos da face, desenhando-lhe as feições e falou tentando dar firmeza às palavras descontroladas pela emoção. __ Não tenho certeza de quando isso começou, Mulder, um dia em entrei em sua sala e vi um homem assustado e carente, que se escondia sob a arrogância e a ironia , que possuía um brilho tão determinado nos olhos que nada parecia grande ou difícil demais para ele, um homem que, para o meu desespero, acreditava em tudo mas não confiava em ninguém. Me senti deslocada nesse lugar mas confiei imediatamente em você e nunca me arrependi disso. Por trás da busca obstinada pela sua irmã eu vi alguém que se entregava de corpo e alma àquilo em que acreditava, estava tão sozinho lutando contra o mundo... e eu quis proteger sua alma sensível e generosa daqueles que pudessem te magoar. Ela parou e sorriu, como se precisasse se certificar de que ele a estava ouvindo __De repente, Mulder, eu comecei a desejar fazer parte do seu mundo, queria que confiasse em mim, que se se entrega a mim, queria estar entre aqueles que você amava, queria que seus olhos se fixassem em mim com o mesmo sentimento apaixonado que você dedicava à sua causa e sua presença passou a ser essencial em minha vida. Hoje, as coisas só fazem sentido se você estiver comigo__ ela abaixou a cabeça, respirando lentamente para voltar a fitá-lo __ acho que nunca vou conseguir te explicar como eu estou me sentindo agora, sabe que nunca fui boa em lidar com meus sentimentos mas... Mulder, preciso que saiba que também te ofereço minha vida, tudo o que eu sou, com todas as conseqüências que possam ter, assumo todos os riscos de estar com você, de amar você. Ela aproximou lentamente os lábios do dele fazendo uma carícia suave, seus olhos estavam brilhantes, suas mãos desceram pelas costas dele enquanto Mulder mergulhava os dedos nos cabelos dela, apoiando a mão em sua nuca, aprofundando o gesto delicado dela. O beijo foi longo, quente, tranqüilo, havia ali tanta segurança, tanto carinho que eles temiam parar e acordar. Scully sentia o corpo se aquecer enquanto as mãos dele envolviam seu rosto, acariciavam seu pescoço e se perdiam em seus cabelos. Não havia mais dúvidas, era ali que sempre tinha querido estar, era ali, com ele, que se sentia completamente saciada. Mulder a puxou mais e a aninhou ao peito, beijando-lhe a testa, os olhos, passeando os lábios por sua pele enquanto ela o envolvia com os braços esticando a perna ferida sobre a dele. __ Está doendo ? __ ele perguntou subitamente preocupado em machucá-la, estendendo a mão sobre a perna dela. __ De modo algum___ ela disse sorrindo, passando os dedos sobre os lábios dele __ Isso está funcionando como um calmante. Ficaram abraçados, trocando e gestos e confidências quase fraternas, com se tivessem receio de que alguma atitude mais ousada pudesse colocar em risco a magia do momento. Já começava a anoitecer quando ele propôs acanhado que voltassem para casa. Estava deserta, a vizinha não havia aparecido desde que Scully chegara a não ser para saber se ela precisava de alguma coisa, uma vez que ela se apresentara como uma amiga de Mulder em busca do isolamento. Mulder entrou acendendo as luzes, ajudando-a a se instalar no sofá e saindo em busca de algo para cobrí-la porque a noite prometia ser bastante fria. Trouxe uma manta e duas taças e colocou-as sobre a mesa. __ Não posso beber, Mulder. __ É suco __ ele disse sorrindo __ Fique tranqüila, quero-a absolutamente consciente dos seus atos__ continuou recuperando um pouco do equilíbrio e sentando-se ao lado dela. Havia muita timidez entre eles, como se tivessem acabado de chegar à adolescência, com todos os sentidos e instintos curiosos em alerta mas sem saber exatamente como fazer para saciá-los. Scully começava a estranhar a atitude dele, diferente do homem ousado, que conhecia, que não temia nada, ele se mostrava tímido e relutante em suas maneiras, tocava-a com gestos ternos e castos enquanto ela sentia crescer descontroladamente o desejo de que ele fosse mais intenso. __ Algum problema, Mulder ?__ perguntou tentando disfarçar a contrariedade __ Como assim ? __ ele perguntou assustado. __ Você está tão diferente !__ sorriu ante o olhar que ele lhe dirigiu __ Parece um garoto ! Ela agora o fitava com olhar divertido, lendo em seus olhos o embaraço que ele procurava esconder sem muito sucesso. Mulder ajoelhou-se no chão em frente a ela, suas mãos trêmulas pousaram-se suavemente sobre seus joelhos e ele procurou manter o olhar enquanto falava. __ Não quero machucá-la, Scully e...__ começou relutante__ Sinceramente... estou apavorado com o que estou sentindo. Quero tanto você que tenho receio de perder totalmente o controle. Ela sorriu e envolveu o rosto dele em suas mãos, agora ela era a senhora das próprias emoções, e beijou-o com carinho. __Nunca me machucou, Mulder , não vai machucar e tudo o que eu quero é que você perca completamente o controle, estou esperando isso há anos. Aquilo era tudo o que ele queria e precisava ouvir, puxou-a lentamente para si e abraçou-lhe a cintura. Seus lábios buscaram os dela e eles se entregaram ao prazer. Mulder desceu a boca pelo pescoço dela, sentindo ali o coração disparado da parceira, seus lábios generosos passeando pela pele enquanto ela fechava lentamente os olhos, pressionando as mãos pelos ombros dele, acariciando- lhe os cabelos. Lentamente ela se recostou no sofá, puxando-o junto, as mãos dele agora estavam sobre os botões de sua camisa, podia sentir o corpo quente dela através do tecido, a cada botão que se abria ele procurava- lhe os olhos esperando ver a censura mas eles permaneciam teimosamente fechados, apenas sua respiração entrecortada dava a perceber que ela sabia o que ele estava fazendo. Inclinou-se para tocar-lhe a pele com os lábios e, desta vez, ela não conseguiu reprimir o murmúrio de prazer enquanto ele passeava a língua sobre sua barriga, subindo até alcançar o vale formado entre o busto. Scully sentiu o frio gelado arrepiar a pele quando ele se afastou ligeiramente obrigando-a a abrir os olhos para procurá-lo. Ele a fitava com seu belo sorriso, a camiseta arremessada sobre a poltrona permitia que visse o corpo perfeito do parceiro, os músculos dos braços fortes que a envolviam alguns segundos atrás. Sorriu timidamente para ele, levando a mão à camisa num gesto embaraçado. __ Não ! __ ele sussurrou segurando a mão dela __ Queria apenas que olhasse pra mim. __ Está me deixando sem jeito, Mulder, acho que não sou boa nisso.__ disse enrubescendo. Ele sorriu e voltou a abraçá-la, passando-lhe as mãos pelos ombros e despindo-a da blusa, colocando a boca bem próxima ao ouvido dela. __ Você é perfeita, Dana, em todos os sentidos. E ela o abraçou com força enquanto a levantava nos braços em direção ao quarto, roçando os lábios sobre a pele macia do pescoço, do rosto, dos ombros era apenas um roçar de lábios mas ele quase não suportava a ansiedade de colocá-la sobre os lençóis. A noite revelou-se extremamente fria mas, naquele quarto, dois corpos se aqueciam intensamente, o suor escorregando pela pele enquanto se conheciam, se amavam, sentindo todo o prazer de um sentimento, um desejo guardado há muito tempo e que agora se extravasava com ardor, selando o amor que os unia com a entrega apaixonada e completa de seus seres. "Há um sopro de luz divina que ilumina toda uma jornada quando, na tempestade enfurecida dos destinos , um só olhar, um simples gesto, um desígnio a que chamamos de acaso, une dois seres completamente diferentes em sua maneira de encarar a natureza humana e dessa união nasce um sentimento capaz de ultrapassar qualquer barreira, contrariar qualquer lógica, simplesmente pelo desejo ardente de compartilhar da mesma caminhada, pertencer a um só e mesmo destino." FIM E aí, o que acharam ?