"Os personagens desta história são de propriedade de seus respectivos criadores e empresas e não há intenção alguma de obter lucro através deste conto e que se destina unicamente à diversão dos fãs." Título: Natal mágico Autora: Camilla Ares e-mail: Camilla_Scully@zipmail.com.br sumário: Um chalé, uma lareira, um casal apaixonado e tudo isso no Natal... é claro que esta história é shipper!!!! Classificação: conto shipper O Natal é uma época mágica, onde todos estão preocupados com uma única coisa: o Amor. As pessoas se tornam mais felizes, querem celebrar junto aos seus o nascimento Daquele que veio para nos ensinar o que significa amar. E é em uma noite destas que se passa nossa história... DIA 23/12/1999-12-23 Mulder está deitado em seu sofá de couro preto, já estava dormindo a um bom tempo, estava agitado, provavelmente tendo um sonho ruim, quando de repente ele pareceu acalmar-se. Em seus sonhos ele estava em meio a uma névoa onde apenas ouvia o som de uma voz muito doce que lhe proferia as seguintes palavras: Em sua busca incessante por sua irmã você passou por muitos obstáculos aos quais homens normais não conseguiriam enfrentar. Mas isso não se deve somente a sua força interior, existe alguém que lhe dá coragem para prosseguir, alguém que lhe confia a própria vida e nada pede em troca, este é o verdadeiro amor, pois é altruísta. Reflita Fox Mulder e veja se não depende só de você... Ele acordou assustado, olhou o relógio, já havia amanhecido, nunca dormira tanto em seis anos. Ficou sentado pensando por alguns segundos no que acabara de sonhar. Deu um pulo do sofá, tomou um banho rápido, colocou sua roupa diária para trabalhar e saiu. Era cedo ainda para ir até o Bureau, andou pelas ruas de Washington como se estivesse a procurar por algo que por fim achou. ESCRITÓRIO DO F.B.I. Scully ainda não havia chegado, ele então examinou sua papelada. Foi ao computador e pôs-se a escrever algo referente aos papéis examinados. Com um semblante sério ficou a esperar por Scully, que estava atrasada. Ela chegou mais tarde pois havia ido comprar presentes de Natal para sua família, foi quando notou que o rosto de Mulder parecia ser familiar. _ O que foi Mulder? Por que está com esta cara? _ Tenho uma notícia meio desagradável pra você, Scully. _ Não me diga que... _ Pois é... eu não tive culpa desta vez... mas nós teremos que viajar pra investigar um caso... _ Ah não! O ano passado eu já não vi minha família e este ano de novo? _ Desculpe Scully, mas são ossos do ofício! _ O que é desta vez? Mais fantasmas? ( Ela estava irritada) _ Infelizmente algo bem mais grave, parece que algumas pessoas apareceram mortas do nada, elas não tem nenhum sinal de que foram assassinadas... somente uma pequena cicatriz na nuca. _ Então é sério mesmo. ( ela abaixou a cabeça e suspirou) _ Pois é, nós teremos que partir ainda hoje, nosso vôo sai as 14:00 Eles foram para suas casas arrumaram as coisas e encontraram- se no aeroporto. Scully estava realmente chateada, pois havia acabado de falar com sua mãe que parecia não importar-se com sua ausência, apenas limitou-se a dizer que já havia se acostumado a vida que a filha escilhera. Os dois deveria descer em Vancouver e de lá seguiriam de carro até uma pequena cidade chamada Cranbrook. Alugaram um carro e seguiram viagem. A estrada era magnífica, a neve suave que caía sobre as árvores formavam a perfeita imagem do Natal. As melodias que tocavam no rádio vinham completar o quadro com um toque de perfeição. Somente uma figura destoava da paisagem, era a feição triste e amargurada de Scully. A viagem havia sido longa, eles chegaram à cidade ao anoitecer. Mulder sugeriu que eles descansassem antes de começarem qualquer investigação. Passou por um motel mas não haviam quartos disponíveis, ele saiu do carro dizendo que iria pedir informações sobre um outro local para passarem a noite. Seguindo as instruções da dona do motel ele adentrou em uma floresta e mais uns vinte minutos foram necessários para chegarem ao local. Era um chalé, recém construído muito bonito. Mulder mostrou a chave do chalé a Scully que ficou sem entender nada. Eles entraram e por dentro o chalé parecia ser ainda mais bonito que por fora. A lareira estava acesa e a mesa havia sido posta recentemente. Duas velas estavam acesas dando um clima romântico ao local. _ Este é seu presente de Natal Dana! disse ele sorrindo. _ Mas Mulder eu... Ele colocou o dedo em seus lábios e não deixou que ela pronunciasse mais nada, apenas a guiou até o quarto . Em cima da cama havia um vestido vermelho com uma caixinha de jóias ao lado. Ela abriu e lá havia uma corrente com um pingente que era a metade de um coração de ouro. _ Agora experimente o vestido Dana! Eu quero ver se acertei seu número, foi sua mãe que me falou! Ela preferiu tomar um banho antes, ele concordou e saiu do quarto dizendo que faria o mesmo no outro cômodo do chalé. Scully não conseguia acreditar no que estava acontecendo. Tomou um bom banho, perfumou-se e colocou o vestido. Ao abrir a porta do quarto Mulder já estava pronto a sua espera. Ela pediu-lhe que colocasse o colar em seu pescoço, e ele atendeu seu pedido mais do que depressa. Suas mãos estavam trêmulas demonstrando o nervosismo da nova situação vivida pelos dois. Depois de colocar o colar ele mostrou a ela que usava a outra metade do coração. Eles jantaram a luz de velas, depois dançaram tendo como fundo musical várias músicas românticas. Sentaram-se em frente a lareira tomando um saboroso vinho alemão. Fizeram algumas confidências amorosas e de repente Scully caiu em um choro intenso. _ O que foi Dana? _ Eu não acredito que isto possa estar acontecendo... eu esperei tanto tempo por uma demonstração sua e quando você o faz é tudo isso ... Fox, Eu te amo. _ Eu também te amo Dana Katherine Scully, e me perdoe por demorar tanto pra te dizer isso. Se você não existisse eu teria que te inventar, pois só você para ficar ao meu lado. Eu não posso mais viver sem você! Um beijo ardente e demorado foi trocado pelos dois. Mulder carregou-a nos braços e entraram no quarto. Colocou-a suavemente sobre a cama e desceu o longo zíper do vestido. O relógio tocou as doze baladas que indicavam meia noite. Ele olhou para a mulher que estava diante dele e falou: _ Feliz Natal Dana!!! _ Feliz Natal Fox!! " As cortinas cerraram-se, e as auras da noite, acariciando o seio das flores, cantaram o hino misterioso do santo amor conjugal." ( José de Alencar)