Antes do Beijo (1/2) AUTORA: Kessia Nina E-MAIL: shipperx@gmx.net DISCLAIMER: Acho que todo mundo sabe que eles não são meus, não é? Quem dera... SPOILERS: Como os Fantasmas Estragaram o Natal e o episódio ainda inédito no Brasil Millennium!!! CATEGORIA: MSR, como sempre!!! De novo é um Mulder PDV (Ponto De Vista) NOTA DA AUTORA: Essa história, sua segunda parte, faz uso do que aconteceu no episódio Millennium, que ainda não passou por aqui, portanto, se você não quiser saber, não leia!!! Ah! Essa é a minha segunda história a respeito das festas de fim de ano!!! Todas as minhas histórias estão no meu site: http://go.to/shipperx/ RESUMO: Natal e Ano Novo de Mulder e Scully -------------xxx----------------- O Natal passado foi interessante. Apesar de termos, eu e Scully, passado numa casa mal assombrada, foi bem diferente. Pensei que ela tinha ido passar com outros amigos, já que tinha comprado presentes e tal. Mas de repente ela apareceu no meu apartamento. Eu estava me sentindo miserável e triste. Sem ninguém para abraçar ou para compartilhar esse momento que supostamente era para ser alegre. Ao vê-la fiquei radiantemente feliz. E quase que pela primeira vez nós conversamos sobre o que queríamos ou achávamos um do outro. O porquê de eu ter desejado que ela estivesse comigo. Era óbvio o motivo. Minha eterna solidão. Acabamos trocando presentes (o que tínhamos combinado antes não fazer). Entretanto, uma coisa não me sai da cabeça: o presente que escolhi para ela. Não sei como tive coragem de dar. Só de lembrar fico vermelho e com vergonha de olhar nos olhos dela. Estava andando pelas ruas e passei pela famosa loja Victoria's Secret. Tive que entrar. Era como se uma força estivesse me puxando para dentro da loja. Não precisei nem andar muito entre as prateleiras para encontrar o que queria. Um belissímo sutien tendo como conjunto uma calcinha. Ambos pretos. E rendados. Sinceramente não sei como tive coragem de dar isso a ela. Obviamente deve ter pensado que eu estava com segundas intenções. Mas não. Não mesmo. No entanto, desde que a vi na Antártica nua em meus braços, a imaginei vestindo peças íntimas como aquelas. Ela provavelmente já possuía sutiens e calcinhas pretas, mas queria que ela usasse, mesmo que eu não soubesse, uma que eu tivesse escolhido. Ela riu e ficou vermelha. Me deu um olhar que podia dizer: "Mulder, não precisava..." ou então: "Mulder, o que você pensa que eu sou? Uma prostitua qualquer?" ou ainda: "Mulder!? O que você está querendo esta noite?" ou somente: "Obrigada, Mulder." Mesmo. Realmente não deu para identificar, mesmo ela simplesmente agradecendo com um convencional obrigada. Ao abrir o meu, também fui surpreendido por uma Scully diferente. Ganhei dela o mais novo lançamento de vídeos para adultos. Sorri em sua direção e agradeci. Realmente é um bom filme, se é que se pode dizer isso de um filme assim. Fiquei inicialmente constrangido por seu presente. Mas percebi depois que ele disse mais do que palavras poderiam. Scully provavelmente prefere que eu fique em casa assistindo a esses filmes do que na rua com alguma outra pessoa. Sei que ela sente ciúmes. Ela não disfarça. Principalmente não disfarça tão bem quanto eu. Fiquei feliz também por ela me aceitar como sou. Ou seja, me deu esse tipo de presente, mesmo sendo tão pessoal. Passamos o ano todo flertando um com o outro. Foi um ano bastante interessante em termos do nosso relacionamento. Depois da Antártica ficamos mais unidos e com um pouco menos de medo de dizer o que pensamos um do outro. Eu disse um pouco menos. Mesmo assim, ainda passamos um ano inteiro sem nada de muito avassalador. Quer dizer, sem partir para um outro estágio. Passamos novamente por várias situações. Scully me salvou mais algumas vezes e o ano passou normalmente. Como sempre. Até que o Natal chegou. E novamente a melancolia veio me fazer companhia. Não que eu ligasse tanto para o natal. Eu ligo é para Scully. E toda vez que o natal chega, ela decide ir embora para algum lugar longe de mim. Mesmo com meu coração em pedaços, não posso pedir para que fique. Não faz parte da nossa amizade pedir coisas desse tipo um ao outro. Não podemos simplesmente dizer do que sentimos falta ou do que precisamos. Por isso não disse nada a ela. Não podia. Ela foi para San Diego encontrar seu irmão, que me odeia, e sua esposa. Sua mãe já estava lá há algum tempo e ela parecia feliz de ir até lá. Eu não. Acho que ela percebeu, mas não disse nada. Aquele nosso pacto secreto falou mais alto. Ela partiu dia 21 de dezembro dizendo apenas "Feliz Natal, Mulder." E eu fiquei sozinho mais uma vez. Não nos falamos nenhuma vez até o natal. Apesar de eu ter chegado a tirar o telefone do gancho mais de uma vez para falar com ela. Tudo bem. Eu confesso. Liguei uma vez. Mas desliguei assim que ouvi a voz de Bill Scully. Minha semana foi terrivelmente sem graça. Até que no dia 24 estava assistindo a um filme barato de terror na televisão, tomando o único refrigerante que havia na loja perto de casa: sprite diet horrível e ainda com roupa de trabalho, quando ouvi alguém bater na porta. E qual não foi minha surpresa ao ver Scully parada ali na minha frente. Acho que nunca sorri tanto na minha vida. Ela estava ali. Comigo. Em plena noite de véspera de natal. De novo. "O que aconteceu?" Foi tudo o que consegui pronunciar por causa do tamanho do meu sorriso. "Uh... Eu... Resolvi vir embora antes." "Antes mesmo da festa de natal?" Perguntei ao guiá-la para dentro. E ainda sorrindo. "Acho que minha vida mudou bastante, Mulder. Não sei se consigo suportar o olhar de pena que minha família me dá toda vez que chego lá." Após uma pausa, continuou. "Você pelo menos não faz perguntas. Você já sabe de tudo. Você faz parte de tudo." Essa última frase quase me fez rasgar a pele do meu rosto de tanta alegria. E Scully provavelmente percebeu porque também sorriu. É difícil vê-la sorrindo. Por isso sempre tento memorizar esses momentos para poder lembrar sempre que quiser. Sempre que tiver vontade de vê-la. Nosso natal foi simples. Depois de muitas tentativas achamos, pelo catálogo telefônico, um restaurante que estava fazendo estregas naquela noite. Comemos e ela foi embora somente na manhã seguinte. Ficamos a noite inteira conversando. Conversando qualquer coisa. Fazia bastante tempo que não sentava e conversava assim com alguém. Fiquei feliz por ser a minha Scully. Conversamos sobre os casos que resolvemos no ano. Conversamos sobre os casos engraçados que resolvemos ao longo dos nossos seis e quase sete anos de convivência. Conversamos sobre nossa infância. E eu instantaneamente lembrei de Eddie Van Blundht. E fiquei imaginando o que ele e Scully conversaram tanto naquela noite que ela ia inclusive beijá-lo pensando que fosse eu. Gostaria sinceramente de saber o que ele falou para que ela deixasse que "eu" a beijasse. Como sempre, percebendo o que eu estava pensando e ela falou: "Eu até agora estou na dúvida se você é mesmo você, Mulder. Era esse tipo de conversa que estávamos tendo, eu e Van Blundht, na hora em que você chegou. Conversa que nunca temos." Mais uma dica. Então era nesse momento que eu deveria me inclinar e beijá- la. Obviamente não o faço. Principalmente depois do que ela disse. "Não sei onde estava com a cabeça para deixá-lo me beijar." Na semana seguinte já começamos perseguindo zumbis, especialmente no último dia do ano. E mais uma vez Scully me salvou. Já estou me acostumando com isso. Aliás, já estou acostumado a tê-la sempre por perto. Mas o importante foi o que aconteceu depois. Tivemos que ir ao hospital por causa do meu braço. Ao invés de irmos embora, ficamos na recepção do hospital assistindo à virada do ano do Dick Clark na televisão. No qual ele dizia para os casais se beijarem, para se amarem, porque era ano novo. Não sei o que deu em mim. Mas vi que ele tinha razão. E por um momento tudo o que pensei em fazer foi beijar a mulher que amo. Que sempre amei. E que estava ali do meu lado olhando fixa e diretamente para a televisão. Talvez pensando o mesmo que eu mas não tendo coragem de fazer nada. Eu, entretanto, iria fazer. Somente virei meu rosto para o dela e me inclinei um pouco. Como se já soubéssemos ambos o que iria acontecer, nossos lábios simplesmente se uniriam. Não apaixonadamente. Mas suavemente. E todo o meu ser flutuou naquele momento. Já havia encostado meus lábios nos dela basicamente duas vezes. Uma quando ela decidiu se demitir do FBI e eu lhe disse tudo o que ela representava pra mim. Mas a maldita abelha a picou atrapalhando todos os meus planos recém estruturados. E depois não foi bem num beijo, mas uma tentativa para fazê- la voltar à vida na Antártica. No entanto, no beijo real, eu senti que saí do chão literalmente. Não sentia o chão embaixo dos meus pés. Apesar de sua pouca duração, alguns segundos, foi o suficiente para mudar tudo dali em diante. Ambos sabíamos disso. ----------------------- fim da parte 1 ------------------- Gostaram??? Espero que sim!!! Email me dizendo o que acharam!!! Não ficou muito melosa??? O da Sprite Diet??? Você sabe quem é, não sabe???